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Notícias para Ouvir com edição do Luís Soares. E Luís, o Chega quer ouvir mais de 50 pessoas na Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves, à frente da Polícia Judiciária, entre elas o antigo primeiro-ministro António Costa.

A lista foi divulgada hoje pelo partido, além de António Costa, o Chega quer ouvir o antigo chefe de gabinete, Vítor Scaria, a atual Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e as antecessoras Francisca Van Dunem e Catarina Sarmento e Castro. Naturalmente, o Chega quer ouvir também o anterior diretor nacional e atual ministro Luís Neves, mas também o atual diretor nacional Carlos Cabreiro e o antigo diretor Almeida Rodrigues, o juiz Carlos Alexandre, o ex-secretário-geral do ministro da Administração Interna, Ricardo Carrilho, a adjunta do ministro Valentina Marcelino, a chefe de gabinete de Luís Neves e também as jornalistas Sandra Felgueiras e Felícia Cabrita e os sindicatos ligados à PJ também constam da lista do Chega. Em comunicado, o partido justifica que a escolha das pessoas a ouvir são os titulares políticos que interagiram com Luís Neves, os titulares hierárquicos que agiram sob comando dele e ainda a teia de obras ou empreitadas que remetem para outro conjunto de pessoas e empresas a ouvir. Quanto a documentos, o Chega quer ter acesso ao organograma da PJ durante as direções de Luís Neves, bem como informação relativa a nomeações, renovações, exonerações, distribuição de pelouros e delegações de competências. E se o Chega quer ouvir 50 pessoas, o Livre quer ouvir 25, é o número de pessoas que o Livre quer ouvir e consta da lista do partido, à cabeça, naturalmente, com Luís Neves, atual ministro e anterior diretor nacional da Polícia Judiciária. O Livre propôs ainda a audição do atual presidente da Comissão e líder do Chega, André Ventura, assim como o empreiteiro da Constrobarcelos. O PCP tornou pública também a lista composta por apenas quatro nomes. Além de Luís Neves, também quer ouvir Luísa Proença, que foi diretora nacional adjunta no mesmo período, assim como o atual diretor nacional, Carlos Cabreiro, e também Álvaro Pires, diretor de Serviços de Gestão Financeira e Patrimonial da Polícia Judiciária.

E em Lisboa, juntam-se a esta hora cerca de 300 pessoas, Luís, numa vigília em Marvila, contra o despejo de uma mulher de uma habitação camarária.

Um despejo que o presidente da GEBALIS já disse que aconteceu dentro da lei e deu conta de que para esta mulher viver na casa de forma ilegal, um idoso de 84 anos foi coagido a sair. A acompanhar esta vigília em Marvila está o repórter Martim Madeira. Martim, numa altura em que também arranca uma nova assembleia popular.

Já está tudo aqui organizado no Poliesportivo Doutor Fernando Amado, neste campo de futsal, onde estão reunidas estas cerca de 300 pessoas, todas sentadas, com umas colunas postas, têm luzes e com microfone vão entrando pessoas, falando, dando ideias e está tudo sentado à espera de votações que possam vir desta assembleia popular aqui no bairro do Condado. Também tivemos a oportunidade de conversar com a porta-voz do grupo do Movimento A Campada. Teresa Mehmet explica o porquê de estarem aqui no bairro. Deve-se ao despejo dessa viúva com dois filhos de uma habitação camarária. A porta-voz realça então que os despejos sem alternativa devem mesmo acabar.

Uma das reivindicações da A Campada de Lisboa é o fim de todos os despejos sem alternativa. E os despejos não são só os despejos municipais, os despejos municipais não são só os despejos judiciais, são também as não renovações de contrato, que são, neste momento, também uma grande forma de despejos invisíveis.

Aqui a porta-voz do Movimento A Campada, a dar conta de que estes dois tipos de despejos, neste caso este também despejo invisível, através da cessação de contratos, também deve acabar. Para além disso, o Observador teve a oportunidade de questionar sobre um panfleto que estava a ser distribuído aqui pelos manifestantes, um panfleto que falava sobre o facto de o governo não gostar do que dizem ser a nossa Madrid, portanto, desta acampada em Lisboa. E depois o panfleto dizia: "Esperem então quando dissermos bonjour" e tinha uma imagem de uma senhora com uma garrafa molotov na mão. Questionámos se isto significaria algo, significaria que estes protestos, e que o protesto, mais concretamente o protesto de amanhã, que vai desde o Marquês de Pombal até ao Rossio, se ia tomar proporções mais agressivas, tal como se vê na cidade parisiense. Ora, o grupo e a porta-voz Teresa Mehmet demarcam-se completamente.

Terá de perguntar a quem produziu esse panfleto.

Não tem nada a ver com a acampada?

A acampada tem a sua comunicação nas redes sociais. Eu sou uma das porta-vozes da acampada e é isso que nós temos para dizer. A violência é da polícia, é do Estado. Aquilo que tem sido visto é a maneira como a polícia despejou violentamente as duas acampadas, quer em Lisboa, quer no Porto, mais do que uma vez, com um enorme recurso à violência completamente injustificada.

Aqui a porta-voz do grupo Acampada, Teresa Mohamed, a dar conta de que não apoia a violência e que, portanto, houve alguém a distribuir este panfleto, onde se via essa alegoria à cidade de Paris. Por agora, estão todos aqui na acampada. Escuta-se, pelo menos por agora, música, hip-hop, mais concretamente, tudo à espera de que essa assembleia popular comece.

Martim Madeira, aqui em direto, a acompanhar a vigília e assembleia popular que decorre na zona de Marvila, em Lisboa. O presidente da República, sabe o Observador, pretende pressionar os partidos a entenderem-se em medidas para a habitação, quer medidas urgentes, mas também políticas duradouras que António José Seguro entende que devem ser olhadas com seriedade e com contributo de todos os partidos.

E no Brasil, hoje é dia do último debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, a dois dias da segunda volta das eleições presidenciais.

Debate marcado para mais logo à noite, já será madrugada em Lisboa. Os dois candidatos têm passado as últimas horas em preparativos para o frente a frente decisivo, numa altura em que as sondagens os mostram separados por um ponto percentual ou até menos. O enviado especial do Observador ao Brasil, José Carlos Duarte, vai acompanhar este debate, no qual os dois candidatos devem adotar uma estratégia diferente da habitual.

Os dois candidatos vão apostar num tom mais institucional, menos de confronto, neste debate. Houve um debate no passado domingo na emissora Band e os dois candidatos mostraram uma atitude de confronto. Houve uma troca de ideias bastante dura, insultos, foi um debate bastante duro. E a estratégia das campanhas, desta vez, vai ser diferente. Estão a apostar numa mensagem mais institucional, menos de confronto e tentar debater assuntos que os dois candidatos sabem que vai constranger o rival. Portanto, esta vai ser a estratégia seguida. Além disso, esta sexta-feira, os dois candidatos não têm qualquer agenda, estão totalmente focados na preparação do debate e que será definitivamente decisivo para o resultado de domingo.

José Carlos Duarte, enviado especial do Observador ao Brasil. O debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, o último desta campanha, está marcado para depois da 01h00, hora de Lisboa.

Sete minutos para lá das 08h00 e tempo ainda nesta edição, Luís Soares, para atualizar outras notícias que estão a marcar esta sexta-feira.

O Sistema de Segurança Interna diz estar a acompanhar atentamente o apelo jihadista detectado pelas autoridades espanholas para a realização de ataques durante os protestos que decorrem em vários países europeus, incluindo Portugal. É o que se lê numa resposta enviada à Agência Lusa, na sequência da notícia do El País. O jornal espanhol refere que o Ministério do Interior de Espanha detectou mensagens que incentivam ataques contra polícias e manifestantes, num site próximo do Estado Islâmico. Na mesma nota, a Secretaria-Geral do Sistema de Segurança Interna garante estar a trabalhar em articulação com as entidades competentes. O treinador do Bayern de Munique, Vincent Kompany, foi hospitalizado depois de ter desmaiado enquanto assistia a um treino da equipa sub-23. A informação foi avançada pelo jornal alemão Bild, que garante que a situação clínica do treinador é considerada estável. Kompany foi retirado do centro de estágio de helicóptero e acompanhado por um médico para o hospital de Munique.

Notícias de regresso às 08h30, já com edição do José Rafael Lopes. Agora sim, Luís Soares, um bom fim de semana. Bom descanso.

Um bom fim de semana.