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Observador. Começa agora o Jornal das Quatro da Rádio Observador, edição da jornalista Diana Rosa. E começamos na atualidade internacional. Donald Trump afirma que vai haver paz em breve entre Israel e o Irão. Já lá vamos. Antes, António José Seguro apresenta dentro de instantes a candidatura à Presidência da República.

É o terceiro candidato oficial, depois de Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes. A apresentação está marcada para esta hora, no Centro Cultural das Caldas da Rainha, o regresso oficial à política depois de uma década de ausência, Nadine Soares.

É um regresso à política ativa ao fim de 10 anos, depois ter deixado a liderança do PS em 2014, António José Martins Seguro vai agora ser candidato presidencial. Nascido em 1962, em Penamacor, é mestre em Ciência Política e licenciado em Relações Internacionais. Exerceu vários cargos públicos ao longo dos anos. Foi líder da Juventude Socialista, deputado e eurodeputado e afastou-se da política após a demissão de secretário-geral do PS, na sequência da derrota das eleições primárias contra António Costa. Depois de deixar a liderança socialista, dedicou-se a dar aulas na universidade e a negócios. Meses depois da Operação Influencer e da demissão de António Costa como primeiro-ministro, o socialista mostrou-se incentivado a candidatar-se novamente à liderança do PS. O silêncio terminou quando, no ano passado, assumiu estar a ponderar uma candidatura à Presidência da República, ao mesmo tempo que afastava um regresso à vida partidária.

A jornalista Nadine Soares, que vai estar a acompanhar a apresentação da candidatura de António José Seguro.

O ex-líder socialista tem tido resistência do partido nesta corrida a Belém.

Adalberto Campos Fernandes, ex-ministro socialista e apoiante desta candidatura, diz que Seguro não precisa do respaldo do PS para avançar.

E naturalmente que os apoios partidários e aquilo que possa ser a expressão da vontade do coletivo do partido, através dos seus órgãos, terá o seu tempo e será útil e será importante, não o escondo, mas não será por isso que António José Seguro deixará ou não de ser um bom candidato a presidente da República.

Adalberto Campos Fernandes foi convidado no explicador desta manhã aqui na Rádio Observador.

E José Luís Carneiro critica o governo por não revelar em campanha eleitoral as propostas para os setores da saúde e do trabalho.

Diz que é uma atitude incorreta que merece censura. O candidato único à liderança do PS afirma que os portugueses merecem saber ao que vão antes das eleições.

Há algo, contudo, que me suscitou uma apreciação que, do meu ponto de vista, deve ser uma apreciação crítica, que é o facto de o programa do governo trazer agora propostas que não foram discutidas em campanha eleitoral. Porque a campanha eleitoral serve para que os cidadãos tomem consciência daquilo que são as propostas dos partidos que se habilitam ao desempenho de funções governativas. Verificar que há um programa do governo que tem propostas políticas que não foram sujeitas ao escrutínio dos portugueses em momento eleitoral, parece-me que é uma atitude incorreta e que deve merecer, para já, a nossa censura.

O programa de governo vai ser debatido segunda e terça-feira na Assembleia da República. O antigo ministro da Administração Interna e candidato à liderança socialista promete que o partido vai ter como prioridade áreas como saúde, trabalho e habitação.

E o presidente do PS acusa o primeiro-ministro de seduzir a iniciativa liberal e chega com o programa do governo.

Pergunta Carlos César se o primeiro-ministro viverá com essa escolha. O presidente socialista admite que a AD deve governar por ter vencido as eleições e por isso o PS não vai aprovar a moção de rejeição anunciada pelo PCP. No entanto, acusa a AD de chegar para o lado da iniciativa liberal e do Chega, com a promessa de medidas que considera negativas e às quais, garante, o PS vai opor-se. Numa publicação nas redes sociais, Carlos César lembra que há matérias que foram omitidas da campanha e que agora aparecem no programa de governo. Diz, por isso, que ao PS cabe fazer uma oposição maior do que previa.

E a esta hora está marcada uma concentração em solidariedade com o ator Adérito Lopes, que foi agredido esta terça-feira por um grupo neonazi.

A concentração Não Queremos Viver num País do Medo arranca agora em frente ao Teatro A Barraca, em Lisboa. Pelas imagens que nos chegam da televisão, já estão concentradas dezenas, senão centenas de pessoas em frente ao cineteatro. Esta manifestação vai contar com a presença de vários líderes partidários. No Porto, o evento está marcado para às 18h, na Praça da Batalha. Esta concentração foi organizada por várias associações, entre as quais a SOS Racismo, também a Associação de Profissionais das Artes Cênicas. O ator Adérito Lopes foi agredido na terça-feira à noite por um grupo de extrema-direita em Lisboa, à porta do Teatro A Barraca.

E agora sim, vamos à atualidade internacional. Donald Trump afirma que vai haver paz em breve entre Israel e o Irão.

Nas redes sociais, o presidente norte-americano diz que tem muitas chamadas telefônicas e reuniões em curso por causa do conflito no Médio Oriente. Trump considera que Irão e Israel vão chegar a acordo. Em Israel, soam os alarmes de ataque aéreo em todo o território. O Irão enviou pelo menos 70 mísseis na última hora. De acordo com a CNN, foram todos interceptados pela cúpula de ferro israelita. Não há registro de vítimas nem de danos. Entretanto, o governo de Israel decidiu estender o estado de emergência até ao dia 30 deste mês.

E Benjamin Netanyahu avisa que o Irão vai pagar um preço muito elevado pelos ataques a civis.

O primeiro-ministro israelita afirma que as forças iranianas atingiram de forma deliberada as zonas residenciais. Em comunicado, Netanyahu diz que Israel vai alcançar os objetivos no Irão com uma força esmagadora.

Diana, na Ucrânia foi feita hoje uma nova troca de prisioneiros de guerra.

Kiev diz que recebeu mais 1200 corpos de soldados devolvidos pela Rússia, uma operação que decorreu na sequência do acordo alcançado nas negociações em Istambul no início do mês. A Rússia confirmou a entrega, mas disse não ter recebido nenhum corpo de volta, é o que adianta a agência TASS.

E neste jornal olhamos ainda para o desporto, o futebol. O Clube do Porto estreia-se hoje no Mundial de Clubes frente ao Palmeiras.

O campeonato arrancou esta madrugada. Os Dragões entram em campo às 11 da noite. Para o comentador do Observador, Luís Pinto Coelho, este é o jogo mais importante da fase de grupos.

Acho que é o jogo mais importante para o Porto nesta primeira fase, e espero que ultrapasse esta primeira fase, porque parece-me as duas equipas mais fortes do grupo, até pela amostra do jogo de ontem. E o Palmeiras é uma equipa que tem um plantel até mais profundo do que o Porto, tem um treinador com cinco anos de clube já, é super competitivo, é uma equipa bastante forte e os sul-americanos estão a apostar muito nesta competição. É o jogo mais complicado para o Porto. E se o Porto conseguir entrar com uma vitória, é meio caminho andado para conseguir o apuramento e em primeiro lugar do grupo.

Luís Pinto Coelho no programa "E o Campeão é?", esta manhã na Rádio Observador. Na antevisão do encontro, o técnico Martín Anselmi alerta para um adversário capaz de criar dificuldades diferentes.

O Palmeiras é uma equipa que gosta de ter bola, mas que também sabe conviver sem ela. São muito bons nas transições e quando é preciso defender, também o fazem. Nem sempre é uma equipa super pressionante, por isso temos de ser inteligentes e saber lidar com as duas facetas do jogo: quando formos pressionados e quando nos derem a bola para tentarem apostar no contra-ataque.

Do outro lado, Abel Ferreira sublinha a importância da competição e levanta dúvidas sobre o estado do relvado. O jogo de abertura entre o Al-Ahli e o Inter Miami terminou sem golos. As duas equipas integram o grupo do Futebol Clube do Porto, que joga hoje às 11 da noite, com relato na Rádio Observador.

Verdade, vamos ter relato em direto aqui na Rádio Observador às 11 da noite. E assim fechamos o Jornal das Quatro, edição da jornalista Diana Rosa. Já a seguir entramos em emissão especial. Deixe-se ficar com a Rádio Observador.