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Jornal das 4 com Luís Soares. Luís, o presidente norte-americano publicou na rede social Truth Social uma mensagem de texto enviada pelo secretário-geral da NATO, em que Mark Rutte o congratula pela atuação no conflito entre Israel e o Irão.

Donald Trump divulga mesmo uma captura de ecrã com essa mensagem, que já está confirmado, foi enviada mesmo por Mark Rutte. Uma mensagem que é escrita um pouco ao estilo parecido à do próprio Donald Trump. O secretário-geral da NATO, nessa mensagem, dá os parabéns e agradece a ação decisiva de Donald Trump no Irão, que, diz Rutte: "Foi verdadeiramente extraordinário e algo que mais ninguém se atreveu a fazer". Diz Rutte que essa atuação deixa-nos a todos mais seguros. Nessa mensagem que Donald Trump recebe durante a viagem para Haia, para participar na Cimeira da NATO, o secretário-geral da Aliança Atlântica diz que não foi fácil, mas que foi possível convencer todos a comprometer-se com os 5% do PIB em investimento em defesa, objetivo com o qual os aliados se deverão comprometer ao longo da reunião desta semana. Mark Rutte diz que a Europa vai pagar em grande, como deve. O Observador, fundo oficial da NATO, confirma que esta é uma mensagem que o secretário-geral da NATO enviou ao presidente Trump no dia de hoje.

O gabinete do primeiro-ministro israelita confirmou um ataque perto de Teerão, mas diz que está a evitar novas ações.

Foi numa declaração em que aborda estas últimas operações militares de Israel em Teerão, já depois de anunciado o cessar-fogo entre os dois países por Donald Trump. O governo israelita admite que os militares destruíram uma instalação de radar perto de Teerão, em retaliação a vários ataques anteriores com mísseis iranianos, que descreveram como violações do cessar-fogo. No comunicado, citado pela Al Jazeera, informa-se que após uma conversa telefónica com Donald Trump, Netanyahu se absteve de novos ataques e continua a pretender evitar novas ações.

Antes disso, já o presidente norte-americano tinha feito saber que tinha falado ao telefone com Benjamin Netanyahu.

"Uma conversa excepcionalmente firme com Netanyahu". É assim que a Associated Press classifica a conversa entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. Um funcionário da Casa Branca diz que durante a viagem para participar na Cimeira da NATO, em Haia, Donald Trump ligou a Netanyahu a partir do Air Force One e não mediu palavras, tendo sido excepcionalmente firme e direto com o primeiro-ministro israelita sobre o que precisava acontecer para aguentar o cessar-fogo. A mesma fonte diz que Netanyahu entendeu a gravidade da situação e reconheceu as preocupações de Donald Trump. Também o presidente do Irão promete respeitar o cessar-fogo anunciado por Donald Trump, desde que Israel também cumpra os termos desse acordo.

A alta representante para a política externa da União Europeia classifica de frágil este cessar-fogo entre Israel e o Irão.

Mas que ainda assim deve servir para colocar as partes de volta à mesa das negociações. Numa mensagem nas redes sociais, Kaja Kallas, a chefe da diplomacia externa dos 27, escreve que este frágil alívio nos conflitos entre Israel e o Irão é uma boa notícia e deve fazer com que todas as partes retornem à mesa das negociações. Também o presidente francês considera que a situação em torno do Irão permanece volátil. Emmanuel Macron considera positivo que Donald Trump peça um cessar-fogo, mas sublinha que a situação permanece instável. Do Reino Unido, chega também a declaração de Keir Starmer. O primeiro-ministro britânico pediu que o cessar-fogo entre Israel e o Irão continue, alertando que a região não pode dar-se ao luxo de uma nova escalada.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, diz que não há sinais de que o presidente russo queira acabar com a guerra.

Num discurso feito durante o encontro que juntou em Haia o secretário-geral da NATO, representantes da União Europeia e a Ucrânia, Volodymyr Zelensky acusa Vladimir Putin de não ter nenhuma intenção de acabar com a guerra na Ucrânia e critica Moscovo pelas propostas de paz rejeitadas. Zelensky acusa ainda o presidente russo de utilizar a guerra para sobrevivência política.

Não há sinais de que Putin queira parar com a guerra. A Rússia rejeitou todas as propostas de paz, incluindo os Estados Unidos. Putin só pensa na guerra. Talvez a sua própria sobrevivência política esteja relacionada com a sua capacidade de continuar a matar. Enquanto matar, ele vive.

Volodymyr Zelensky, esta tarde, antes do arranque da Cimeira da NATO em Haia, nos Países Baixos, o líder ucraniano apela ainda a que a Rússia deixe de poder usar componentes feitos na Europa, alegando que estes podem ser encontrados em cada míssil russo, na maioria dos drones e em veículos militares. Já a presidenta da Comissão Europeia e o presidente do Conselho Europeu garantiram que a Europa tem de se preparar para a ameaça que a Rússia representa.

O Partido Socialista deu um parecer inicial negativo às alterações anunciadas pelo governo, às políticas de imigração, e diz mesmo estar preocupado com o impacto social das mesmas.

Propostas que foram apresentadas ontem pelo governo. São posições assumidas pelo líder parlamentar interino do PS. Pedro Delgado Alves apela a que o Executivo AD não avance com as alterações súbitas às leis de estrangeiros e da nacionalidade e que, isso sim, primeiro debata o tema.

Analisaremos, quando der a entrada, com toda a calma e com toda a prudência, as propostas, mas desde já, o balanço inicial que fazemos não é positivo. Esperamos que haja disponibilidade da parte do governo para não embarcar numa alteração súbita, sem discussão e radical de muitas matérias que têm tido um consenso alargado ao longo dos anos.

Pedro Delgado Alves diz ainda que as medidas apresentadas pelo ministro da Presidência preocupam o PS e podem não ser suficientes para resolver os problemas identificados pelo Executivo de Luís Montenegro.

Era importante que as medidas a adotar, de fato, procurassem responder a problemas que temos detectados e que não assentassem em percepções. E este ponto é muito importante, porque algo transversal a estas medidas, algo que identificamos em todas elas, é um conjunto de alterações que não Percebemos como é que resolvem diretamente problemas que o governo tenta identificar.

Pedro Delgado Alves, líder parlamentar interino do PS, espera que as alterações legislativas sejam feitas com base no consenso. Deixa ainda outro aviso, diz que é preciso saber se o governo acautelou devidamente as novas medidas junto dos agentes econômicos. Ainda assim, mesmo com juízo inicial pouco favorável, Pedro Delgado Alves admite que existe abertura dos socialistas para o diálogo.

Também o LIVRE, o PCP e o Bloco de Esquerda estão contra as medidas agora propostas pelo governo.

E Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, que diz que esta reforma para a imigração é desumana, hipócrita e oportunista. Do lado do PCP e do LIVRE, admitem trabalhar no sentido de recorrer ao Tribunal Constitucional para que seja feita a fiscalização sucessiva de alterações legislativas propostas pelo Executivo da AD, em especial no que diz respeito à questão da perda de nacionalidade. O PCP e o LIVRE acusam o governo de estar a criar um labirinto burocrático para dificultar ao máximo a regularização de imigrantes e de contribuir para alimentar o discurso de ódio e de divisão na sociedade portuguesa.

Já a Iniciativa Liberal apoia as novas políticas de imigração do governo e rejeita que sejam uma cedência à extrema-direita.

Defende o partido que são, isso sim, uma tentativa de resolução de um problema. Em declarações aos jornalistas, a líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, afirma que é necessário que existam regras para resolver um problema que existe e que é necessário que existam essas regras para devolver também a estabilidade ao país.

Estas medidas que vêm agora a ser apresentadas pelo governo parecem-nos ir no sentido daquilo que deve ser feito para devolver alguma estabilidade ao país, nomeadamente na resposta que consegue dar quanto aos serviços públicos, mas também na capacidade de integração que terá destes mesmos imigrantes.

Mariana Leitão coloca de parte a inconstitucionalidade de algumas questões. Ainda assim, reforça que tudo vai depender daquilo que for a proposta exata de lei que vai ser apresentada na Assembleia da República. Questionada sobre se não considera estas medidas uma cedência à extrema-direita, como tinha sido apontado por outros partidos, nomeadamente da esquerda, Mariana Leitão rejeita essa ideia.

E vamos ainda neste jornal das quatro outras notícias que estão a marcar a atualidade.

Foi encontrada morta a jovem brasileira que caiu num vulcão quando estava a fazer uma caminhada na Indonésia. Informação adiantada pela CNN Brasil. A jovem foi encontrada quatro dias depois de ter sido dada como desaparecida. Escorregou e caiu enquanto fazia uma caminhada no vulcão Rinjani, na Indonésia, no sábado passado. Só agora a equipe de resgate conseguiu chegar ao local e confirmou a morte da jovem. A Federação Nacional dos Médicos critica o Ministério da Saúde por não ter aberto cerca de mil vagas previstas para médicos de família. A FNAM adianta que dos 389 médicos de família que terminaram recentemente a formação de especialidade, apenas 231 escolheram uma das 585 vagas disponibilizadas no último concurso, o que significa que mais de 1,6 milhões de utentes continuam sem médico de família. A FNAM alerta que abrir menos vagas reduz a probabilidade de fixar profissionais no SNS. Portugal está entre os países europeus com pior desempenho na redução da mortalidade rodoviária, um indicador que praticamente estagnou na última década. Isto de acordo com o Conselho Europeu de Segurança dos Transportes. Portugal registou uma redução de 0,6% no número de mortos na estrada entre 2014 e 2024, passou de 638 para 634 mortes. Um dado que contrasta com os progressos registados pela maioria dos estados membros da União Europeia.