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Começa agora o Jornal das Quatro, edição de Luís Soares. O primeiro-ministro anunciou uma linha de apoio de € 600 milhões destinada a financiar algumas empresas.
Empresas cujos custos da energia representam mais de 20% dos custos de produção. Numa cerimónia em que assinalou dois anos da tomada de posse como primeiro-ministro, na residência oficial em São Bento, Luís Montenegro faz um balanço positivo destes dois anos. Miguel Vítor Dias.
Sim, um anúncio isolado numa tarde que foi, sobretudo, de puxar os galões daquilo que fez nestes dois anos de governo, já com dois executivos. Luís Montenegro juntou no Palacete de São Bento, nos Jardins, os atuais ministros e secretários de Estado, mas também os antigos. Estiveram presentes, por exemplo, Pedro Reis, ministro da Economia, ou também Margarida Blasco, antiga ministra da Administração Interna, bem como Pedro Duarte, dos Assuntos Parlamentares. E aproveitou para recordar questões que vai lembrando de tempos a tempos: a melhoria das carreiras da administração pública, também as propostas que existem já para a melhoria do pacote da nacionalidade, com a Lei do Retorno e com a Lei dos Estrangeiros. Foi falando de várias matérias que são pedras de destaque para este executivo, com esse anúncio de resposta às dificuldades que se vivem com o aumento do custo de vida por causa do conflito no Médio Oriente, com um novo apoio destinado ao mundo empresarial. Aproveitou também para falar do PTRR, que entrará em consulta pública para depois ser finalmente aprovado e começar a aplicar no terreno, que é também um dos pontos de destaque deste novo ciclo político que agora se iniciou depois das eleições para presidente da República. Neste encontro, foram poucos os ministros que faltaram. Alguns do atual governo não estiveram presentes por não estarem em Lisboa, por terem agenda fora da cidade de Lisboa. Dos que integraram o primeiro executivo de Luís Montenegro, apenas Dalila Rodrigues, do Ministério da Cultura, não marcou presença. Do atual, Maria Luísa Amaral, da Administração Interna, também não esteve nos Jardins do Palacete de São Bento. Cerimónia relativamente rápida, uma intervenção de um quarto de hora, sem direito a perguntas. Depois, Luís Montenegro foi para o interior do Palacete com os governantes, também para um pequeno momento de convívio, para assinalar estes dois anos de governo, que ficaram também sendo assinalados com o artigo de opinião publicado no Observador e que durante os próximos dias serão alvo de vários vídeos nas redes sociais, com o primeiro-ministro a prometer até, num desses vídeos, uma surpresa para o domingo de Páscoa.
Miguel Vítor Dias, ele que acompanhou este discurso de Luís Montenegro com um balanço de dois anos de governação.
Seguimos com as notícias. Para evitar reclamações, o presidente da Assembleia da República decidiu estender o prazo para a entrega de candidaturas aos órgãos externos do Parlamento.
Depois da tolerância de ponto decretada para hoje à tarde e também para segunda-feira no Parlamento, Aguiar Branco adiou para terça, à hora de almoço, a entrega das listas para o Tribunal Constitucional, Conselho de Estado e outros órgãos externos. Aos jornalistas, JP de Aguiar Branco garante que a decisão foi pessoal e que até o momento ainda não recebeu qualquer lista.
Para que se evitasse qualquer tipo de problema, entendi que devia estender até ao primeiro dia útil a seguir à tolerância de ponto. Isto não prejudica em absolutamente nada as eleições, que ocorrem no dia 16, e conjuga-se melhor com o facto de haver tolerância de ponto.
Declarações do presidente da Assembleia da República, depois de um almoço com os deputados constituintes que marcaram presença na sessão que assinalou os 50 anos da Constituição da República Portuguesa. Ora, José Pedro Aguiar Branco desvalorizou ainda o incidente com André Ventura durante a sessão solene, que levou à saída de vários deputados constituintes das galerias.
Não vamos, por um incidente, deixar que a gota tire o brilho daquilo que é o brilho do dia.
Em resposta ao discurso de António José Seguro, que pediu que se evitasse a partidarização dos tribunais, o presidente do Parlamento diz que os juízes têm um histórico de independência face a quem os indicou.
Seria até uma menorização dos candidatos se achássemos que os candidatos para um órgão tão importante como o Tribunal Constitucional ficassem amarrados à indicação que venha deste ou daquele partido político, e não passam a testar de menoridade em relação aos juízes do Tribunal Constitucional, que, aliás, podem sempre estar sujeitos à crítica das suas decisões, mas isso faz parte do jogo democrático, mas não quanto à motivação do ponto de vista das posições que tomam, que é, na sua consciência, aquela que corresponde à interpretação que cada um faz da Constituição.
Declarações de Aguiar Branco em resposta ao discurso do presidente da República na sessão desta manhã.
António José Seguro deixou esse aviso numa altura em que não é conhecida a solução para os órgãos externos do Parlamento.
No discurso que fez nesta sessão solene, António José Seguro sublinhou que é preciso, então, evitar a partidarização dos tribunais.
A todos é exigido um comportamento exemplar. Honrar a Constituição é também cumprir com prontidão, evitando que o necessário se torne excessivamente tardio, tal como deve ser responsabilidade de todos preservarmos os tribunais de leituras ou debates que possam sugerir a sua partidarização, salvaguardando a sua autoridade, imparcialidade e compromisso exclusivo com a Constituição da República.
O presidente da República defende que os portugueses não estão frustrados com a Lei Fundamental, diz que não é a Constituição que impede a resolução dos problemas do país.
Uma Constituição mais se faz do que se escreve, e temos muito para fazer Os portugueses guardam pela Constituição um apreço vigilante. Orgulham-se do que ela diz, mas inquietam-se com o que ela ainda não faz. Não é a Constituição que impede a resolução dos problemas concretos dos portugueses. A frustração que muitos portugueses sentem não é da Constituição, é do seu incumprimento.
Falta cumprir, nas palavras de António José Seguro, o princípio de uma sociedade justa e solidária e pede, por isso, respostas urgentes e resultados concretos ao Governo.
E a poucos dias da Páscoa, a Associação de Hotelaria de Portugal nota um aumento de cancelamentos nos destinos urbanos portugueses, como Lisboa e Porto.
O presidente da associação explica que esta é uma das consequências da guerra no Médio Oriente. Ouvido pela Rádio Observador, Bernardo Trindade diz que, ao contrário da Madeira e do Algarve, destinos como Porto e Lisboa estão a ser afetados.
O mesmo não se passa nos destinos urbanos de Lisboa e do Porto, onde claramente há aqui um impacto de cancelamentos que não é despiciendo. Clientes oriundos de Israel, por exemplo, que normalmente optam por destinos urbanos. E atenção, não só Lisboa e Porto, como é Madrid, Londres ou Paris, ou mesmo clientes asiáticos que faziam escala em aeroportos em zonas que estão, neste momento, a ser impactadas diretamente pela guerra, estamos a sentir cancelamentos.
Bernardo Valente, o presidente da Associação de Hotelaria de Portugal, explica que os ambientes resort, como a Madeira e o Algarve, estão a canalizar clientes que teriam optado por fazer férias em destinos como Chipre, Turquia, Tunísia e Egito. Já em Lisboa e no Porto, há cancelamentos de turistas, por exemplo, israelitas e asiáticos.
Já no que respeita ao sul do país, Luís, a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve nota uma subida da ocupação, apesar do conflito no Médio Oriente.
E mesmo com o aumento do preço dos combustíveis e dos bilhetes de avião, a expectativa é de um aumento de 3% a 5% da ocupação no Algarve. O presidente da AHETA, Hélder Martins, está à espera de casa cheia.
A nossa expectativa, ouvidos os associados da AHETA, era de que esta Páscoa poderia traduzir-se num aumento entre 3% a 5% de ocupação. Tínhamos um otimismo moderado sobre isto, mas era um dado que poderia ser possível, porque repare, nós temos hoje unidades que estão a 100%, temos unidades que esperavam estar a 80% e estão a 90%, e temos unidades que estão abaixo disso. Creio que não há a mínima dúvida em dizer que a chegada dos clientes não tem tanto a ver com esses impactos externos.
O presidente da AHETA realça que é o bom tempo na região que atrai mais clientes. Hélder Martins confessa que a preocupação com a subida dos preços dos combustíveis existiu, mas agora a expectativa é de uma muito boa Páscoa para a indústria hoteleira do Algarve.
E Luís, são 16h09. Que outras notícias estão em destaque a esta hora?
A empresa alemã Lufthansa oficializou a proposta não vinculativa para a compra da TAP. À Agência Lusa, a fonte oficial do grupo confirmou a entrega à empresa par pública. Hoje é o último dia para que as empresas de aviação oficializem as propostas para a compra parcial da empresa pública portuguesa. Esta manhã, a Air France-KLM também confirmou a entrega de uma proposta. O secretário-geral das Nações Unidas avisa para o risco de escalada na guerra do Médio Oriente para um conflito mais vasto. Por isso mesmo, António Guterres apela a um cessar-fogo imediato entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão e do Irão contra os países vizinhos. Aos jornalistas em Nova Iorque, diz que estamos na iminência de um conflito que iria ter impactos dramáticos em todo o mundo. O primeiro-ministro húngaro afirma que a Europa precisa levantar de forma imediata as sanções à energia russa. Na rede social X, Viktor Orbán alerta que, caso contrário, a Europa expõe-se a uma das crises económicas mais graves da história, como consequência da guerra no Irão. É a resposta do líder húngaro ao aviso do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, de que as recentes atividades de Donald Trump e Viktor Orbán são um plano de sonho de Putin.
E é o ponto final no Jornal das Quatro, edição de Luís Soares. Às 19h, temos Gabinete de Guerra.