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Jornal das quatro, com edição do Luís Soares. O bloqueio naval de Donald Trump no estreito de Ormuz já está em vigor.
Uma decisão tomada depois da delegação norte-americana ter saído ontem da capital paquistanesa, sem acordo de paz com o Irão. Na rede social Truth Social, o líder norte-americano anunciou há instantes o arranque desse bloqueio há cerca de uma hora, eram 15h, hora de Lisboa. Donald Trump ameaça eliminar imediatamente qualquer navio que se aproxime com o mesmo sistema de abate usado contra os traficantes de droga em barcos no mar. Donald Trump sublinha que este é um sistema rápido e também brutal. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, o bloqueio aplica-se aos portos e zonas costeiras iranianas no Golfo. Esse bloqueio no estreito de Ormuz começou há cerca de uma hora, eram 15h, hora de Lisboa.
Por cá, atenções viradas para o Ministério do Trabalho, onde afinal os patrões vão participar na reunião com a UGT e o governo sobre o código laboral.
Patrões que tinham decidido não participar nesse encontro, mas acabaram por fazer marcha atrás e vão marcar presença. No Ministério do Trabalho está o Vasco Maldonado Correia. Vasco, já começaram a chegar os primeiros intervenientes para esta reunião, mas não são os principais responsáveis.
Não, Luís. Pela CIP, por exemplo, vai o diretor-geral Rafael Alves Rocha, não o presidente Armindo Monteiro. O mesmo se passou com a Confederação do Turismo, que em vez do presidente Francisco Calheiros, foi o secretário-geral Nuno Bernardo quem entrou aqui há pouco no Ministério do Trabalho. Ainda esperamos pelos representantes tanto da CCP como dos agricultores, também com essa certeza ou essa previsão de que não serão as primeiras linhas dessas confederações patronais aqui a marcar presença. Foi a decisão que as quatro confederações tomaram depois de alguns avanços e recuos de apenas algumas horas. Estiveram mesmo para não vir a esta reunião em protesto com a postura da UGT nestas negociações da reforma laboral. UGT que, essa sim, se faz representar pelo secretário-geral Mário Mourão. Ele que também não estava previsto aparecer aqui, mas passou por nós ainda há alguns instantes e lembrou que a UGT, é verdade, tinha dito que não faria nenhum acordo fora da concertação social, mas que aqui vem apenas para uma reunião para discutir. Não espera sair daqui do Ministério do Trabalho com qualquer tipo de acordo.
Vasco Maldonado Correia aqui em direto, ele que vai acompanhar a evolução desta reunião entre patrões, UGT e governo sobre o código laboral, sendo que, como percebemos, do lado dos patrões, não vieram os principais responsáveis das confederações patronais. Já do lado da UGT, marca presença o secretário-geral Mário Mourão.
O dirigente do Partido Socialista, André Moz Caldas, exige ao governo transparência sobre o uso da ferramenta Newswhip.
Em causa uma notícia do Correio da Manhã, segundo a qual a Secretaria-Geral do Governo celebrou um contrato no valor de cerca de €40 mil com a empresa irlandesa Newswhip. É um contrato para aquisição de uma plataforma digital de análise preditiva baseada em inteligência artificial. O objetivo é monitorizar as redes sociais e os meios de comunicação online. De acordo com o jornal, a ferramenta permite ordenar jornalistas em função do impacto das suas publicações, com o objetivo de antecipar crises midiáticas e ajustar a comunicação do executivo. Numa conferência de imprensa na sede do PS, André Moz Caldas pediu ao governo uma resposta política e também transparente a três questões sobre o uso desta ferramenta.
Para que fins é utilizada a funcionalidade de ranking de jornalistas e quem tem acesso a essa informação? Segunda: a Comissão Nacional de Proteção de Dados foi consultada antes da celebração deste contrato? Terceira: que garantias existem de que esta ferramenta não é, nem será, utilizada para fins partidários? Se o governo não tiver nada a esconder, estas perguntas têm resposta o mais urgentemente possível nas próximas horas.
As perguntas feitas por André Moz Caldas ao governo, o dirigente do PS considera que este caso é um sinal claro de um padrão recorrente de um executivo que diz ter dificuldade em compreender o papel da comunicação social numa sociedade livre e também democrática. Igualmente, o Bloco de Esquerda já vai pedir explicações ao governo. Governo que rejeita que esta ferramenta seja usada para monitorizar jornalistas. Em comunicado, ainda antes das declarações do PS, a Secretaria-Geral do Governo afirma que a ferramenta contratada da Newswhip é um tipo de clipping moderno que pesquisa em fontes abertas e de conteúdos públicos.
O PS, que se pronunciou sobre as polêmicas declarações de Ana Abrunhosa, garante que os socialistas sempre estarão ao lado da liberdade de imprensa.
André Moz Caldas foi questionado sobre as acusações da presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, eleita numa coligação com socialistas dirigidas a um jornalista da Agência Lusa, e sublinha o dirigente do PS que a atitude da autarca não põe em causa o posicionamento dos socialistas.
Do nosso ponto de vista, uma atitude individual de um presidente de Câmara não tem a capacidade para pôr em causa, no seu conjunto, a liberdade de imprensa. Mas não haja sobre isso nenhum equívoco. O PS estará sempre do lado da liberdade de imprensa. Qualquer coisa que publicamente seja entendida como algo que o belisque, não honra a tradição do Partido Socialista.
Declarações de André Moz Caldas depois da presidente da Câmara de Coimbra ter afirmado que o jornalista da Lusa faltou à verdade numa notícia, imputando-lhe uma falha deontológica grave. Acusou o jornalista de ter uma agenda política própria e disse, Ana Abrunhosa, que retirava a confiança ao jornalista.
O ministro da Educação admite que as autarquias estão a ser pressionadas devido à falta de verbas para pagar as refeições escolares.
Declarações depois de uma reunião com diretores de agrupamentos e autarcas. Fernando Alexandre promete que este assunto vai ser tratado como prioridade no próximo ano letivo Considera que as refeições têm um papel fundamental no desempenho escolar das crianças. Fernando Alexandre reconhece que as autarquias estão com dificuldades para responder às necessidades dos mais jovens.
Nós reconhecemos que nas refeições há, neste momento, uma pressão sobre as autarquias. Estamos a fazer essa avaliação. É uma dimensão muito importante para a qualidade, para o bem-estar dos alunos e mesmo para a sua saúde. E por isso eu diria que a parte das refeições será, de facto, uma das prioritárias a rever, se possível, já no início do próximo ano letivo.
Declarações de Fernando Alexandre depois de uma reunião na cidade do Porto. Nas últimas semanas, a polêmica em torno das refeições no Colégio dos Salesianos mereceu uma troca de acusações entre a autarquia de Cascais e o Ministério da Educação. Também no final do mês de março, a maioria das autarquias se queixou de receber verbas insuficientes para garantir o funcionamento das escolas. A vertente da alimentação em ambiente escolar pode ficar subfinanciada em 20%.
O novo primeiro-ministro da Hungria promete levantar o veto ao empréstimo da União Europeia de 90 mil milhões à Ucrânia.
Mas concorda com a decisão do antecessor, Viktor Orbán, de que Budapeste não deve contribuir. Em conferência de imprensa, Péter Magyar prometeu conduzir uma política construtiva na União Europeia e procurar compromissos em questões delicadas. Agora, em resposta às perguntas dos jornalistas, um dia depois da eleição que o levou ao poder, diz que não se vai meter no meio do apoio financeiro à Ucrânia, mas frisa que a Hungria não se pode dar ao luxo de contrair novos empréstimos. O novo líder húngaro reitera que é contra a adesão acelerada da Ucrânia à União Europeia, por ainda estar em guerra, mas admite realizar um referendo caso a situação se altere. Péter Magyar prometeu ainda um regresso da Hungria ao Tribunal Penal Internacional e promete ainda que vai ser analisada a adesão à zona euro.
Quatro horas, sete minutos. Luiz, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
Foi desconvocada a greve de amanhã no Metro de Lisboa. A informação foi avançada ao Observador por fonte oficial da empresa. Este era o segundo dia de greve convocada por sindicatos afetos à FECTRANS. Estes trabalhadores já tinham parado na quinta-feira passada, paralisando a operação do Metro de Lisboa naquele dia. Não foram, na altura, fixados serviços mínimos. A greve de amanhã foi desconvocada após uma ronda de negociações em que foram apresentadas propostas por parte da administração. A mulher do primeiro-ministro espanhol foi processada por quatro crimes por um juiz de instrução de Madrid, que propôs que seja julgada por um júri popular. Após dois anos de investigação, o juiz de instrução processou Begoña Gómez, casada com Pedro Sánchez, por tráfico de influências, corrupção nos negócios, desvio de fundos públicos e também apropriação indevida. Defesas e Ministério Público têm agora cinco dias para se pronunciar. A decisão final de levar ou não a mulher do primeiro-ministro espanhol a julgamento caberá a outro juiz.
Jornal das Quatro com Luís Soares.