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Jornal das quatro com Luís Soares. E Luís, o judoca Jorge Fonseca rejeita ter participado em qualquer atividade criminosa relacionada com o chamado Uber da droga.

Em causa está a investigação que desmantelou uma rede de tráfico de droga liderada por Nuno Ricardo, o homem que a PSP batizou de Uber da droga. A carteira de clientes incluía diversas figuras públicas. Num comunicado emitido nas redes sociais, Jorge Fonseca garante que nunca foi arguido nem suspeito. Uma informação que o Observador também já tinha avançado, uma vez que o atleta olímpico foi ouvido no processo apenas como testemunha. Ainda assim, no acórdão a que o Observador teve acesso, o judoca é mencionado juntamente com cerca de 20 outras pessoas, como um dos clientes do Uber da droga, de quem teria recebido, em troca de um pagamento, produto estupefaciente. Ao Observador, o advogado do judoca olímpico já tinha explicado que ele e um amigo se deslocaram junto de um dos responsáveis da rede, mas que Jorge Fonseca nunca chegou a tomar qualquer substância psicotrópica. Na nota que emitiu, o judoca esclarece que a ligação ao caso se limitou ao que já tinha sido publicamente referido, sem qualquer envolvimento no tráfico ou consumo de substâncias ilícitas.

E no dia em que completa três meses como presidente da República, António José Seguro diz que conseguiu equilibrar o sistema político e garante que quer boas relações com os Estados Unidos.

O chefe de Estado chegou ao fim da manhã a Angra do Heroísmo para as celebrações do 10 de Junho e já tentou afastar polêmicas em torno do acordo com os Estados Unidos para a utilização da base das Lajes. Vasco Maldonado Correia.

Na primeira vez a pisar solo açoriano como presidente da República, António José Seguro explica ao que veio.

A unidade nacional, a união dos portugueses, é uma das minhas principais preocupações e essa é também uma das razões pelas quais escolhi realizar o 10 de Junho, celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades aqui no arquipélago dos Açores.

Com a base das Lajes no centro de várias polêmicas e face aos ventos de incerteza que sopram desde Washington, Seguro não deixa margem para dúvidas.

Afirmar a nossa soberania, a defesa da nossa independência nacional, é uma das tarefas mais nobres e mais exigentes de um presidente da República.

Enquanto candidato presidencial, António José Seguro chegou a defender uma revisão do acordo com os Estados Unidos para a utilização da base das Lajes, mas, por agora, põe água na fervura.

Considero que nós devemos ter boas relações com os Estados Unidos da América. Devemos aprofundar essas relações a todos os níveis, econômico, comercial, de segurança.

O chefe de Estado chegou aos Açores numa data redonda do mandato e, para já, faz um balanço positivo da postura que tem assumido.

Vim para equilibrar o sistema político e sinto-me feliz, porque nestes três meses, faz hoje precisamente três meses que tomei posse como presidente da República, tenho conseguido.

E também da relação com o primeiro-ministro.

Tem havido uma boa articulação, boas reuniões de trabalho que temos tido semanalmente e, naturalmente, isso corresponde àquilo que eu também assumi como compromisso com os portugueses, de ser um presidente acima de todos os partidos, um presidente de equilíbrio.

António José Seguro, depois de um encontro com a representante da República em Angra do Heroísmo, no primeiro de dois dias de visita aos Açores.

Um encontro que foi acompanhado pelo Vasco Maldonado Correia. Os Açores foram o local escolhido por António José Seguro para o primeiro 10 de junho, que celebra desde que foi eleito presidente da República, há três meses. A esta hora, António José Seguro participa na cerimônia do hastear da bandeira no Pátio da Alfândega, na ilha Terceira, nos Açores.

E o secretário-geral do PS diz que as alegadas violações de estatutos nas eleições da Federação do Partido Socialista em Coimbra são um assunto de foro interno e de jurisdição nacional e recusou fazer comentários.

Foi essa a resposta de José Luís Carneiro quando confrontado pelos jornalistas durante uma visita ao Porto de Pescas de Vila Franca do Campo, também nos Açores.

Hoje estou dedicado mesmo à economia do mar e são assuntos de foro interno e da jurisdição nacional.

E mais não disse José Luís Carneiro sobre a polêmica em torno das eleições no PS Coimbra. Numa carta enviada ao líder socialista, a que a Sic Notícia teve acesso, vários militantes do PS, incluindo o fundador António Campos, denunciam pagamentos massivos de cotas em algumas secções e concelhias, indícios da ativação de sindicatos de votos e existência de cadernos eleitorais nulos, situações que configuram crimes. Questionado pelos jornalistas sobre se recebeu essa carta e apesar da insistência, como escutamos, José Luís Carneiro remeteu-se ao silêncio.

E a Câmara do Porto aprovou uma proposta para estender novamente o contrato de reabilitação do Bairro do Aleixo por mais seis meses.

A proposta foi aprovada por unanimidade, apesar das dúvidas manifestadas pela oposição quanto ao futuro dos terrenos. Miguel Pinheiro Correia.

Quase 15 anos depois do início da demolição das torres, o futuro dos terrenos do Bairro do Aleixo continua incerto. Hoje foi discutida a sétima modificação ao contrato, mas o presidente da Câmara lançou o tema em reunião com os vereadores com algum otimismo.

E acho que estamos agora finalmente em condições de ver que este projeto vai avançar. E acho que temos finalmente a perspectiva de que esta é a última modificação, este é o último adiamento que aqui teremos de votar, porque agora estamos em condições de avançar.

O entusiasmo de Pedro Duarte foi travado pela oposição, primeiro com o ceticismo de Manuel Pizarro. O vereador do PS não questionou o adiamento, mas sim o prazo.

Nós temos dúvidas dessa coisa dos adiamentos por seis meses, porque se o anterior já tivesse ido por um ano, poupava-nos este. Eu não sei se não era melhor ponderar bem se não há otimismo a mais na ideia de que isso vai resolver em seis mesinhos, eu acho que é mesmo otimismo a mais.

Depois, as críticas surgiram também da parte do CHEGA. O vereador Miguel Corte Real quis saber se estes sucessivos adiamentos não prejudicam a autarquia, que ainda tem a receber quase três milhões de euros do contrato.

Nós estamos sempre a adiar, no fundo, que nos paguem o que têm que pagar. É isto que estamos a fazer. E se fosse um qualquer privado a dever dinheiro ao município, nós já estávamos a calcular juros, coimas, um conjunto de outras coisas. E nós aqui continuamos a adiar. Isto tem um custo financeiro.

Em resposta, Pedro Duarte esclareceu que não foi o fundo imobiliário criado para investir nos terrenos do bairro que pediu este adiamento, mas sim a autarquia, que ainda não cumpriu a sua parte, isto é, ainda não avançou com o loteamento dos terrenos. A votação acabou sendo aprovada por unanimidade e agora, caso a Assembleia Municipal também apoie esta iniciativa, a Câmara terá mais seis meses, que podem ser prolongados por outro período de meio ano, para avançar com esta obra que se arrasta há vários executivos.

Miguel Pinheiro Correia, ele que acompanhou a reunião da Câmara do Porto, que aprovou uma nova extensão no contrato do Bairro do Aleixo.

Vamos ao desporto. O selecionador de futebol da Nigéria considera que a seleção portuguesa é uma grande equipa que pode vir a ser o próximo campeã do mundo.

Na véspera do amigável com Portugal, Erick Schel admite estar feliz pela oportunidade de jogar com uma equipa como Portugal, mesmo tendo falhado a qualificação para o Campeonato do Mundo. Ao lado estava também Wilfred Ndidi, capitão da equipa nigeriana, que considera que este jogo vai ser um bom teste para a equipa.

Ficar de fora do Mundial é mesmo muito triste, mas como disse há pouco, o objetivo não é ficarmos a remoer o que perdemos, mas sim olhar para o futuro promissor e para o que podemos realmente alcançar juntos como equipa. Portugal é uma grande equipa, uma equipa enorme, com grandes jogadores também, por isso será um teste muito importante para nós enquanto grupo, para a nossa visão, para o nosso objetivo como equipa, para o nosso crescimento. Vai ser um teste muito bom para nós.

A antevisão do capitão da equipa nigeriana para o jogo frente a Portugal, agendado para amanhã às 20h45 no Estádio Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria. Ainda hoje, às 17h, daqui a menos de uma hora, é a vez também da seleção portuguesa fazer a antevisão para este encontro amigável. É mais um teste para a equipa portuguesa a poucos dias do início do Mundial de Futebol.

Luís, vamos ainda a outros temas em destaque a esta hora.

O novo governo búlgaro, liderado pelo pró-russo e eurocético Rumén Radev, promete suspender a ajuda militar à Ucrânia por considerar que só negociações vão solucionar a guerra. Declaração feita pelo ministro da Defesa, que considera que chegou a altura de procurar o que classificou como paz justa para as duas partes envolvidas no conflito. O primeiro-ministro Rumén Radev é um ex-militar que foi presidente da Bulgária antes de vencer as legislativas de abril com maioria absoluta. Opõe-se também às sanções económicas impostas pela União Europeia à Rússia. Já a nova data para a prova de Matemática para os alunos do quarto ano vai ser a 19 de junho. Estava previsto realizar-se na passada sexta-feira, mas não aconteceu em algumas escolas, devido à greve dos trabalhadores não docentes agendada para esse dia. A orientação da nova data já foi enviada pelo Júri Nacional de Exames a todas as escolas. O Museu do Design e o Museu de Lisboa, Palácio Pimenta estão entre os 34 nomeados para o Prêmio Museu Europeu do Ano. A cerimônia de entrega decorre no sábado, em Bilbao, Espanha. A entrega do palmarés do Museu Europeu do Ano será ao culminar da conferência anual do Fórum Europeu dos Museus, que começa amanhã, reunindo instituições de vários países para apresentar projetos e boas práticas na área da responsabilidade social, inclusão e participação comunitária.

Luís Soares com o Jornal das Quatro.