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Miguel Videira. As notícias às 16h com o Miguel Videira. Miguel, continua a subir o número de portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos terremotos na Venezuela.
São agora 71, número revelado esta tarde pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Mais três vítimas mortais face ao balanço de ontem à noite. Há 11 crianças nesta lista. São também contabilizados 71 desaparecidos.
No terreno continuam a decorrer as operações de resgate e salvamento.
Com possibilidades cada vez mais reduzidas de encontrar sobreviventes. Já vamos escutar o som de Pedro Sousa, é adjunto do Comando do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, que integra a missão portuguesa que está na Venezuela. A Beatriz Félix falou há pouco com este elemento dos Bombeiros Sapadores, que está envolvido numa operação de resgate de um homem há já quase 48 horas. Já vamos ouvir essa declaração. Antes, rumamos ao encontro do jornalista do Observador, Vasco Maldonado Correia, que acompanha a esta hora uma declaração do primeiro-ministro Luís Montenegro. Vasco.
Que acabou de anunciar o domingo como dia de luto nacional, em homenagem às vítimas na Venezuela. Nesta altura continua a falar.
Sobre alguns serviços públicos, em particular os serviços de saúde. Nós estamos a fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance para prevenir. Agora mesmo estará a ser também enviada uma mensagem da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para os cidadãos. Tudo faremos para, em primeiro lugar, prevenir e depois podermos estar à altura da responsabilidade de acudir àqueles que vierem a ter algum problema e que careçam de uma prestação de cuidados dos nossos serviços públicos, em particular dos serviços de saúde. Obrigado.
Chega aqui ao fim, agora já a responder a uma pergunta também sobre a pressão sobre os serviços de saúde, mas como dizia ao início, Luís Montenegro apareceu aqui aos jornalistas para comunicar que já falou com o Presidente da República e com a anuência de António José Seguro, ficou marcado o dia de domingo como dia de luto nacional para uma homenagem às vítimas na Venezuela. Diz também que o governo continua a acompanhar com muita preocupação a situação dos portugueses e lusodescendentes no país e que continua todos os esforços para que possam ser cuidados e possam sair do país em segurança. O primeiro-ministro que esteve aqui na apresentação do Amália, o primeiro modelo de inteligência artificial em código aberto.
Uma cerimônia acompanhada pelo jornalista do Observador, Vasco Maldonado Correia, que aqui nos trouxe esta declaração do primeiro-ministro e também este anúncio feito por Luís Montenegro no próximo domingo, dia de luto nacional pelas vítimas dos terremotos na Venezuela. Era precisamente sobre os terremotos de que falávamos, muito em particular sobre as operações de resgate e salvamento, com possibilidades cada vez mais reduzidas de encontrar sobreviventes. Dava conta que a jornalista Beatriz Félix falou com Pedro Sousa, adjunto do Comando de Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa, que integra a missão portuguesa que está na Venezuela e que dava conta precisamente disto, da dificuldade crescente de encontrar sobreviventes.
Nestes momentos, é extremamente difícil nós encontrarmos alguém com vida. Estamos a falar de uma janela temporal que encerrou já há bastante das 72 horas que nós temos definidas aqui como a janela em que basicamente só temos a maior probabilidade de encontrar pessoas com vida. Neste momento, as vítimas que nós temos tido conhecimento que têm sido resgatadas com vida, encontram-se sempre em situações muito favoráveis, que ou se encontram em espaços vazios, em que proporciona alguma circulação de ar, ou em outros casos têm acesso à água ou eventualmente até comida.
Pedro Sousa, espera que seja esse o caso de uma das vítimas que está debaixo dos escombros e que a equipe de resgate portuguesa procura colocar a salvo uma operação que já dura várias horas.
Este resgate onde estamos envolvidos há mais de 48 horas, pela sua elevada complexidade, por tudo aquilo que isso tem implicado, quer do ponto de vista da gestão emocional dos nossos homens, quer do ponto de vista também da gestão emocional das pessoas que estão envolvidas neste resgate, porque este é um resgate que está a ser vivido intensamente pela comunidade local. O edifício é o edifício Torre D'lamar, localizado nas traseiras do centro comercial Galerias Playa Grande.
O relato de Pedro Sousa, adjunto dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, em entrevista ao Observador, à jornalista Beatriz Félix. Uma entrevista que vai poder escutar na íntegra em observador.pt.
E seguimos com o governo venezuelano, que agradeceu a solidariedade e a rápida resposta de Portugal no apoio prestado ao país depois desses grandes sismos.
Agradecimento do vice-ministro das Relações Exteriores para a Europa e América do Norte, Oliver Blanco, sublinha a disponibilidade do governo português manifestada desde a primeira hora.
Gostaria de agradecer a Portugal pelo apoio nestes momentos difíceis para o povo venezuelano. Assim que isto aconteceu, o Ministério dos Negócios Estrangeiros contactou nosso governo para manifestar o interesse e enviar um grupo de quase 70 pessoas que têm estado lado a lado com as autoridades venezuelanas e do resto do mundo. Portugal também enviou ajuda humanitária, cerca de 17 toneladas. E mais uma vez, não podemos deixar de agradecer ao governo de Portugal, ao Corpo de Socorro de Lisboa e a todos os grupos de intervenção que se deslocaram à Venezuela de forma quase imediata.
O agradecimento público de Oliver Blanco, vice-ministro venezuelano das Relações Exteriores para a Europa e América do Norte.
É uma decisão a pensar em quem vive na rua e vai ter de enfrentar a onda de calor na cidade de Lisboa. Treze estações do Metropolitano vão estar de portas sempre abertas.
As estações do Oriente, Santa Apolónia e Terreiro do Paço. É uma decisão da Câmara Municipal, revelada pela Agência Lusa. A subida acentuada das temperaturas está a preocupar as autoridades. A secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, antecipa um aumento da mortalidade.
Não lhe posso dizer que nós não temos a estimativa do número, mas está previsto, de acordo com a análise do Ícaro, que possa vir a ocorrer excesso da mortalidade.
É uma possibilidade, o alerta de Ana Povo, durante a cerimônia de apresentação do plano de saúde para as ondas de calor. Durante a sessão, foi anunciado o reforço de mais humanos da linha SNS 24. Também o INEM, revela o presidente Luís Cabral, vai ter mais pessoal durante os próximos dias.
O INEM está a prever um reforço do atendimento nos CODU e do acionamento, de forma a garantir que, principalmente nos dias de maior afluência, nós tenhamos a resposta adequada.
A resposta a uma realidade cada vez mais frequente, as ondas de calor.
O plano para enfrentar os longos períodos com temperaturas elevadas prevê que todos os hospitais tenham locais de internamento climatizados, mas o presidente dos administradores hospitalares diz que nem todas as unidades cumprem este requisito. O diretor-executivo do SNS nega.
Comecemos por Xavier Barreto, o presidente dos administradores hospitalares. Disse esta manhã aqui na rádio que nem todos os hospitais dispõem de salas com ar-condicionado.
Grande parte das unidades de internamento, grande parte das enfermarias estão climatizadas. Existem exceções, portanto, ainda existem enfermarias que não estão climatizadas e isso é um problema. Eu sei quais são, não acho que deve ser o ministério a dizer. Sei algumas, não tenho um mapeamento claro e preciso de todas. Eu acho que era importante que esse mapeamento existisse, mas que era importante que o ministério tivesse uma relação clara de quais são as unidades, as enfermarias que não têm ares-condicionados, que não estão climatizadas e que fizesse o investimento necessário.
Confrontado com este diagnóstico, o diretor-executivo do SNS, Álvaro Almeida, nega.
Estão garantidas as condições adequadas de climatização em todas as unidades locais de saúde. Não temos registo nem informação de qualquer problema nesse domínio.
A garantia do diretor do SNS.
A Rússia e a China realizaram exercícios militares conjuntos já depois do início da guerra na Ucrânia.
Uma informação revelada pela Reuters, que vem desmentir a posição de Pequim, segundo a qual a China não está a ajudar a Rússia a nível militar. A Reuters falou com dois responsáveis europeus, teve acesso a um documento classificado que vem aparentemente contrariar a posição do governo chinês. Conosco aqui em estúdio está o jornalista do Observador, Martim Madeira. Martim, comecemos por esse documento classificado. Que documento é esse?
O documento visto pela Agência de Notícias Britânica é um decreto interno feito pelo ministro da Defesa russo em agosto de 2025, em que se lê que uma delegação das Forças Armadas Russas viajou para a China para participarem em exercícios de treino do Exército de Libertação Popular, este que é o maior exército da China. Esta revelação, segundo as fontes europeias da Reuters, é especialmente preocupante para a Europa. Explicam também que o bloco europeu está a repensar a cooperação comercial com a China e que já existem discussões à porta fechada sobre que medidas sancionatórias aplicar aos parceiros chineses.
Relativamente aos treinos militares conjuntos, há também uma preocupação em torno da natureza desses treinos militares. Que treinos são esses, Martim?
O documento visto pela Reuters detalha os treinos como um curso de três semanas que ocorreram em novembro do ano passado, numa base militar em Pequim, onde treinam a proteção radiológica, química e biológica. Mostra também imagens de soldados russos a observarem um reator nuclear e a aprenderem com um instrutor chinês sobre reconhecimento químico e reconhecimento de radiação. Este tipo de formação em guerra biológica, radiológica e química preocupa muito também estes militares europeus entrevistados pela Reuters. A Reuters também garante que tentou contactar os responsáveis russos e chineses. A Rússia recusou-se a comentar. Já a China diz que estas acusações são sem fundamento e mantém uma posição neutra no conflito.
Jornalista Martim Madeira, com as informações reveladas pela Agência de Notícias Reuters, que vem revelar uma cooperação militar entre Pequim e Moscovo.
Vamos a outras notícias também em destaque a esta hora.
O primeiro-ministro vai assistir ao jogo entre Portugal e a Croácia, jogo dos 16 avos de final do Campeonato Mundo de Futebol. Luís Montenegro viaja até Toronto, palco deste encontro. É a segunda vez que Luís Montenegro assiste a um jogo da seleção, depois de ter estado nas bancadas do estádio que acolheu Portugal e o Uzbequistão, a primeira e única vitória de Portugal até agora neste mundial. Donald Trump pode visitar Portugal em breve. O presidente norte-americano gravou um vídeo destinado ao embaixador dos Estados Unidos em Portugal. Na mensagem publicada nas redes sociais, Trump elogia os campos de golfe portugueses e deixa no ar a possibilidade de uma visita para muito em breve.
I gave him a choice and he chose Portugal and maybe it's because of your great golf courses. And we love Portugal and we look forward to seeing you someday, maybe soon.
Uma possibilidade admitida por Donald Trump. De saída de luta, é certo, Nelson, mas Nuno Borges, o tenista português mais bem classificado no ranking ATP, acaba de ser eliminado do torneio de Wimbledon.
Mas também foi pelo número um e Jannik Sinner leva a melhor com 7-6, 7-6 e 6-4 em três sets. Deixa o português pelo caminho neste torneio inglês e segue em frente o tenista italiano que lidera o ranking mundial.
Ainda a esperança de ver Jaime Faria, outro tenista português que participa nesta competição, seguir em frente, neste caso, rumo à terceira eliminatória do torneio de Wimbledon.