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Miguel, a Iniciativa Liberal avançou hoje com o pedido de audição do Ministro da Administração Interna, do empresário da Constro Barcelos, responsável pelas obras na casa do ministro e a IL quer também ouvir o atual diretor nacional da Polícia Judiciária.

O requerimento deu entrada na Comissão de Assuntos Constitucionais. O pedido é justificado, pode ler-se no requerimento com o alarme social e a ausência de esclarecimentos cabais e definitivos. É nosso convidado deste jornal das 16h, o deputado e antigo presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha. Boa tarde, bem-vindo. Obrigado pela disponibilidade. O que é preciso esclarecer em concreto? O que pode vir a ser esclarecido nestas audições pedidas pela IL?

O objetivo é precisamente esse, esclarecer tudo o que não foi esclarecido até à data. E a verdade é que foi esclarecido muito pouco. Nós tivemos um período longo de silêncio de Luís Neves e depois tivemos uma conferência de imprensa que foi absolutamente ridícula, quer na sua forma, quer no seu conteúdo e, portanto, há muitas questões que continuam por esclarecer.

Por exemplo, Rui Rocha?

Aquilo que nós pretendemos com estes requerimentos é precisamente analisar a situação na Polícia Judiciária, quer numa perspetiva estrutural, quer numa perspetiva concreta, nomeadamente no que diz respeito aos conflitos de interesses que existem relativamente à possibilidade de haver um empreiteiro que trabalha para a Polícia Judiciária e trabalha também a título particular para o diretor nacional, por um lado, e depois a questão do outro lado. Há muitas questões à volta do outro lado. Nós já tivemos versões diferentes entre o então diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves, e o empreiteiro Barcelos. Um diz que não havia papéis, o outro diz que havia. O que é que aconteceu aos produtos químicos? Aqueles que foram entregues são os que lá estão. Há uma parte que não está. O custo da sua destruição era mesmo de €50 mil, coisa que nos levaria a pensar que, na verdade, custa mais destruir do que produzir aquele produto em concreto. Portanto, há um conjunto enorme de questões que não foram esclarecidas e que fazem com que nós entendamos que este é o meio possível. Foi tentado que Luís Neves fosse ouvido na Comissão Permanente. Isso não foi permitido pelo PS e pelo PSD. Há uma comissão de inquérito, mas ela demora tempo a começar a funcionar e, portanto, o que nós queremos é que isto esclareça, já que não é possível antes, pelo menos em setembro, e que Luís Neves, a atual ministra da Justiça ou o empreiteiro em causa vão à comissão e finalmente respondam às perguntas que os deputados, mas também os portugueses têm sobre esta matéria.

Este pedido, presumo, não tem caráter potestativo, ou seja, o ministro da Administração Interna não é obrigado a prestar estes esclarecimentos ao abrigo desta iniciativa da IL.

Não é, mas diria que nós ouvimos o senhor ministro dizer que não se esconde, apesar de ter estado escondido durante bastante tempo, mas que não se esconde e que presta todos os esclarecimentos. Ouvimos o primeiro-ministro a dizer que o ministro estará disponível para todos os esclarecimentos. Bom, o melhor sítio para o fazer é no Parlamento. Depois, se houver a seguir uma comissão de inquérito, é também o sítio adequado. Mas antes disso, para não estarmos à espera todo o tempo que a constituição da comissão de inquérito leva, eu creio que é evidente que num princípio de abertura, transparência e respeito pela democracia e pelos portugueses, faz todo sentido que uma questão destas seja analisada na Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias.

A Iniciativa Liberal já veio considerar que o ministro não tem condições para se manter no cargo. Foi isso que disse a presidente Mariana Leitão. Qual deve ser o momento da saída?

Há aqui uma teoria de que estando nós no período de incêndios, que não faz sentido substituir o ministro. Na minha opinião, é uma visão possível e, portanto, o limite estaria então em setembro, quando tipicamente a questão dos incêndios termina. Mas, na verdade, ter um ministro fragilizado, que não presta explicações, com versões absolutamente infantis sobre questões concretas que lhe são colocadas, eu também não sei se é a melhor solução. Mas no limite dos limites, eu diria que terminado o período crítico da época de incêndios, Luís Neves não tem condições, de facto, para estar em funções, admitindo eu que já não as tenha neste momento, porque um ministro descredibilizado não é também uma solução. Eu lembro que o primeiro-ministro, já numa situação similar, assumiu a própria pasta da Administração Interna e, portanto, não seria a primeira vez que tal aconteceria.

E não viria mal ao mundo se Luís Neves saísse de imediato.

Não, porque eu pergunto-me o que é que um ministro nestas condições pode contribuir e se não terá, de facto, um contributo negativo. Dito isso, no limite, fim do período crítico parece-nos evidente e é por isso também que nós queremos que esta audição se faça, já que não é possível fazer antes, em setembro, para demonstrar que essa fragilidade política não está resolvida e que, portanto, a única solução, de facto, é a sua saída.

Rui Rocha, obrigado pela sua disponibilidade e pelos esclarecimentos que nos prestou. Deputado e antigo presidente da Iniciativa Liberal, pretexto deste pedido de audição do ministro da Administração Interna, também do empresário da Constro Barcelos, responsável pelas obras na casa de Luís Neves. A IL quer também ouvir o atual diretor nacional da Polícia Judiciária.

Lá por fora, Israel já reivindicou os novos ataques no sul do Líbano.

As Forças de Defesa Israelitas dizem que levaram a cabo ataques precisos na região, em resposta a uma violação flagrante do cessar-fogo por parte do Hezbollah. Tel Aviv não entra em detalhes sobre a alegada violação das tréguas. Pouco antes dos ataques, as forças israelitas emitiram alerta de evacuação para a vila de Mansuria, localizada dentro da zona-tampão militar no sul do Líbano. As IDF afirmam que a vila foi evacuada para garantir a segurança dos residentes.

O presidente da Ucrânia pediu de novo aos aliados sistemas de defesa antimíssil. O Financial Times revela que Donald Trump recusou esse pedido, principalmente o pedido para envio de mísseis de defesa Patriot.

Por falta de estoque. De acordo com as fontes contactadas pelo Financial Times, estas fontes explicaram que Trump disse ao presidente da Ucrânia que os mísseis que os Estados Unidos têm disponíveis são necessários para defender as bases e ativos norte-americanos no Médio Oriente. De acordo com a imprensa dos Estados Unidos, os estoques de mísseis de defesa estão em níveis baixos. Já foram utilizados 80%, por exemplo, dos mísseis THAAD e 50% dos Patriot, os tais mísseis de defesa pedidos pela Ucrânia.

Isto num dia em que Kiev voltou a ser atacada durante a madrugada com pelo menos 17 mortes.

Sim, a Força Aérea da Ucrânia admite que não conseguiu interceptar nenhum dos 28 mísseis lançados pelas forças russas. O ataque já foi condenado pela presidenta da Comissão Europeia. Von der Leyen anuncia também um novo pacote de ajuda financeira no valor de 1,4 mil milhões de euros, verba que representa juros dos ativos russos congelados na Europa. Von der Leyen diz que Moscovo tem de pagar pela destruição que está a causar.

No futebol e na Liga Conferência, o Sporting de Braga defronta amanhã o Dínamo de Minsk.

Terceira pré-eliminatória da competição, os bracarenses jogam em casa. Na conferência de imprensa de antevisão do encontro, o técnico Carlos Vinicius desvalorizou a chegada do Braga às meias-finais da Liga Europa o ano passado. Não torna a equipa favorita para este encontro. O que interessa é o presente e o objetivo no aqui e agora do Braga é só um.

"Ganhar amanhã. Não importa ter chegado às semifinais da Liga Europa e ter estado a um golo de chegar lá no segundo jogo. Não serve de nada, porque é como está estruturado o futebol europeu e por isso há que ganhar o direito de estar no playoff. Isso é o que devemos começar a fazer amanhã."

O técnico do Sporting Clube de Braga, Carlos Vinicius, em antevisão da primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Conferência. A esta hora ainda estará a decorrer a conferência de imprensa do técnico do Benfica, Marco Silva. Não, já terminou, Nelson.

Deu conta de mais uma ausência para o jogo de amanhã. Bajcetic, juntamente com Aursnes e Ivanovic, estão fora desse encontro com o Hearts.

São ausências para essa partida a contar para a terceira pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Na edição das 17h, haveremos de escutar algumas das declarações de Marco Silva.

Vamos a outras notícias em destaque a esta hora, Miguel.

No Reino Unido, uma mulher foi detida depois de ter esfaqueado quatro homens no centro de Londres. A mulher tem 47 anos, foi detida, informação confirmada pela Polícia Metropolitana. Segundo a Sky News, os homens que foram esfaqueados têm entre 34 e 52 anos, foram transportados para uma unidade de saúde. As autoridades montaram um perímetro de segurança no local. Não são conhecidas as motivações para este ataque. Os líderes da diplomacia da Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Argélia, Tunísia, Paquistão e Iraque estiveram hoje reunidos na Jordânia para definir uma posição comum sobre Jerusalém. Os países reafirmam o apoio à solução dos dois Estados, Israel e Palestina, a condição de Israel de expandir os colonatos e tentar alterar o estatuto histórico de Jerusalém, a Cidade Santa. Os Estados árabes e muçulmanos defendem, por isso, uma maior intervenção da comunidade internacional para proteger os locais sagrados e a identidade árabe, islâmica e cristã da cidade de Jerusalém.

O Miguel Videira regressa já daqui a pouco com o gabinete de guerra desta tarde.