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Vamos às notícias. Jornal das quatro com o José Rafael Lopes. José, o Presidente da República insiste na ideia de que há uma necessidade de combater a imigração ilegal, mas recusou comentar a decisão de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre o retorno de estrangeiros.
António José Seguro diz que as razões de ter pedido a fiscalização estão explicadas no que já foi dito e explicado no site da presidência e não vê motivos para insistir no tema. Uma reação que surge depois de ontem ter enviado para o Tribunal Constitucional o decreto sobre o retorno de estrangeiros. O presidente da República diz ter reservas em relação ao tempo máximo de detenção de imigrantes em situação ilegal no território português. Ainda hoje, o chefe de Estado voltou a assegurar que é contra a imigração clandestina e que é preciso combatê-la, sobretudo junto de quem tem mais fragilidades. Mas sobre o envio do diploma para o Tribunal Constitucional, o presidente da República diz que já tudo foi dito.
As razões estão todas explicadas na fundamentação que enviei. Como sabe, eu sou contra a imigração clandestina. É preciso combater ferozmente a imigração ilegal. Precisamos de regular a nossa imigração e precisamos de defender as nossas fronteiras. E nada disto é incompatível com tratarmos com dignidade as pessoas, designadamente menores e crianças.
As explicações de António José Seguro no final da visita às Festas do Povo de Campo Maior, aqui um registo da Agência Lusa. São palavras que surgem depois de ontem António José Seguro ter enviado para o Tribunal Constitucional o decreto sobre o retorno de estrangeiros devido a reservas em relação ao tempo máximo de detenção de imigrantes em situação ilegal. Uma decisão que já teve reação por parte do Chega, fala numa irresponsabilidade política através de comunicado. Ainda assim, na Rádio Observador, o deputado do Chega e jurista Rodrigo Tasta levanta questões sobre a leitura feita por António José Seguro. Fala numa situação também de irresponsabilidade por parte do presidente da República.
O secretário de Estado-adjunto e da Educação revela que ainda há algumas dezenas de pedidos de avaliação de exames da primeira fase que não estão fechados.
Sem avançar o número concreto, Alexandre Homem Cristo revela que nalguns casos tal não foi possível, tendo em conta que os resultados deviam ter sido conhecidos ontem.
Estamos a falar de casos também de uma dimensão muito reduzida.
Quantos casos é que são neste universo de mais de 20 mil?
Estamos a falar de algumas dezenas, abaixo de 0,5%. Importa salientar que qualquer aluno, independentemente do momento em que receba a classificação ou mesmo, neste caso aqui, a reapreciação, tem igual condição para aceder no seu processo de candidatura ao ensino superior e, portanto, todos os prazos para esses alunos contarão a partir do momento em que recebem as suas classificações ou as suas reapreciações.
Não ficarão impossibilitados de se candidatarem à primeira fase do acesso ao ensino superior.
De maneira nenhuma.
Sobre as razões que impediram a divulgação destas reapreciações, Alexandre Homem Cristo avança com alguns exemplos.
Por exemplo, faltar algum item ou pelo menos faltar alguma folha ou haver alguma necessidade de rever a digitalização. Mas na maior parte dos casos, estamos a falar de situações mais administrativas, que é algum elemento da documentação que não estava devidamente submetido ou mesmo submissões tardias. Por exemplo, houve até escolas que sinalizaram ao Júri Nacional de Exames terem, por lapso, não enviado as reapreciações para o júri.
No caso dos exames nacionais, o secretário de Estado-adjunto e da Educação revela que há também casos pontuais de atrasos na divulgação das notas, nada que impeça uma avaliação global positiva desta segunda fase dos exames.
José, noutros temas, uma pessoa morreu após a queda de uma avioneta no aeródromo de Portimão.
A vítima mortal é o piloto, um jovem de 28 anos, era o único ocupante da avioneta. A informação é dada à Rádio Observador pelo comandante dos Bombeiros de Portimão. Tratava-se de uma avioneta que transportava uma faixa publicitária. O comandante dos bombeiros, Luís Mestre, diz que o acidente aconteceu logo depois da avioneta ter levantado voo.
Sabemos é que a aeronave tinha descolado, deu a volta ao aeródromo e estava a preparar-se para fazer a recolha da manga e no momento da recolha da manga foi quando aconteceu o incidente. A partir daqui, vou descolar dos meios de socorro.
As explicações de Luís Mestre, comandante dos bombeiros, à SIC Notícias, sublinha ainda que os meios de socorro chegaram ao local em menos de dois minutos, mas não havia nada a fazer pelo piloto que morreu neste acidente.
Em Marrocos, os apelos a uma nova tentativa de entrada em massa em Ceuta continuam a multiplicar-se.
Apontam dia 15, o próximo sábado, como a data e coincidem com um forte dispositivo policial marroquino na fronteira com as duas cidades espanholas. Os apelos surgem num contexto pré-eleitoral em Marrocos e de crescentes críticas à gestão migratória do país. Apesar destas comunicações, ainda não foram registadas as chegadas de migrantes ao lado marroquino da fronteira com as duas cidades autónomas espanholas.
No desporto, o treinador do Porto quer entrar com o pé direito no campeonato. Francesco Farioli fez ao início da tarde a antevisão da partida de amanhã frente ao Alverca, onde já falou do título.
Para dar conta de que a conquista do ano passado ficou no passado e que de nada vale para as contas do campeonato que arranca este fim de semana. O Futebol Clube do Porto e Alverca está marcado para às 18h. Francesco Farioli falou ainda sobre o mercado para deixar uma garantia de que Rodrigo Mora não pretende sair do Dragão.
"I had only one player that came to me".
"Tive apenas um jogador que veio ter comigo a questionar-me sobre a possibilidade de sair. Digamos que um falou diretamente comigo, o outro sei que também manifestou esse interesse. Nenhum dos envolvidos é Rodrigo Mora." A garantia do técnico dos azuis e brancos, que amanhã orienta a equipa na estreia do campeonato. Sérgio Ferreira, o treinador do Alverca, admite que tem tudo o que precisa para ser competitivo frente ao Futebol Clube do Porto.
E o Benfica joga com o Académico de Viseu no arranque do campeonato. Marcos Silva lamenta que o jogo seja à porta fechada e espera dificuldades.
O jogo está marcado para as 20h30 de amanhã. O Clube da Lusa apadrinha o regresso do Académico de Viseu à primeira liga. O Benfica, que vai jogar à porta fechada, cumpre castigo por arremesso de pirotecnia por parte de adeptos em 2023. Uma situação que não agrada a Marco Silva e que, no entender do treinador do Benfica, pouco faz pelo bem do futebol.
Retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Acho que temos muitos bons exemplos pela Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas e se não são boas, há que atuar diretamente e não é interditando ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e que o jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja. Simplesmente, e eu não entendo, retiraram isso não só ao Benfica, é ao próprio espetáculo. É ir por caminhos que, na minha opinião, não vão resolver nada.
As palavras de Marco Silva antes do jogo com o Académico de Viseu, primeira jornada do campeonato. Do lado do Académico, Bruno Pinheiro, treinador da equipa de Viseu, diz que a ausência de público pode jogar a favor do Académico.
Destaque ainda para a Volta a Portugal. Está na estrada a terceira etapa da Volta.
Os ciclistas percorrem hoje a maior distância da edição deste ano da Volta a Portugal. São mais de 180 km pela planície alentejana, entre Elvas e Beja. O português Rui Oliveira segue com camisola amarela e tem três segundos de vantagem para Rafael Reis. Neste momento, a frente da corrida está a 60 metros da meta em Elvas.
Desporto a fechar o seu Jornal das quatro.