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Miguel Videra com as notícias das 16h, e Miguel, a presidente da Iniciativa Liberal acusa os demais partidos com assento parlamentar de inflexibilidade. Caiu por terra a ideia de tentar consensualizar algumas propostas que pudessem responder à crise da habitação.
Foi esse o desafio lançado por Mariana Leitão. Esta tarde, a deputada e presidente dos Liberais anunciou que a reunião proposta para as 15h30 desta quinta-feira não vai realizar-se.
Infelizmente, e mesmo perante uma situação urgente que afeta milhares de pessoas, que afeta as gerações atuais, mas também vai afetar as futuras, os partidos preferiram ficar fechados sobre si próprios do que encontrar soluções para o país. E mesmo perante três áreas onde certamente poderia haver consensos, os partidos mostraram total inflexibilidade, preferindo manter a luta partidária acima do interesse dos portugueses.
Como ouvimos, Mariana Leitão considera que apesar das diferenças entre os diferentes partidos na Assembleia da República, há três matérias em que seria possível chegar a acordo.
A habitação pública, a simplificação e a baixa de impostos. Quando nem para isto há disponibilidade, a conclusão parece óbvia: não há vontade política para resolver o problema. Até por uma razão: os partidos vão apresentar as suas propostas individualmente no âmbito do Orçamento do Estado, até podem depois fazê-lo num momento posterior, mas eu tenho a certeza que quase todas essas propostas serão chumbadas, incluindo aquelas que poderiam ajudar a resolver.
O lamento de Mariana Leitão, a presidente da Iniciativa Liberal, depois de os partidos representados no Parlamento não terem respondido de forma afirmativa ao desafio lançado pela IL, de consensualizar algumas propostas que pudessem responder, no imediato, à crise da habitação.
Já o Bloco de Esquerda pede o apoio da CGTP.
O coordenador do Bloco esteve reunido com uma delegação da CGTP, com o Orçamento do Estado para o próximo ano em plano de fundo. No final, José Manuel Pureza disse que é importante que a mobilização na rua continue e que a CGTP pode dar uma ajuda.
É muito importante que a mobilização de rua continue, que ela seja uma mobilização democrática, seja uma mobilização grande, seja uma mobilização pacífica. A CGTP tem, naturalmente, aqui um papel muito grande a desempenhar. Seria muito bom que a CGTP tivesse um gesto público de grande alcance, com impacto de rua, com dimensão de rua, que pudesse dar ainda mais força ao movimento social.
O apelo do coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, na Assembleia da República, pede o envolvimento da CGTP na luta pelo direito à habitação.
André Ventura questiona a ausência do primeiro-ministro em plena onda de protestos contra a crise na habitação. O líder do Chega aponta ainda críticas a Passos Coelho por trazer para a agenda midiática a discussão sobre o aborto.
Primeiro, Luís Montenegro. André Ventura critica o primeiro-ministro por esse motivo, que aqui sublinhavas, Rita, a ausência no debate sobre a crise na habitação e aponta também o dedo ao ministro da Administração Interna. Luís Neves.
Mas onde é que anda o primeiro-ministro? Nós não sabemos do primeiro-ministro há dias. Não sabemos. A única coisa que sabemos é do ministro da Administração Interna, que sinceramente já não devia estar no lugar, que chegou e disse: "Não vão haver mais acampadas". E ontem voltaram a existir e a estar lá. Portanto, ainda perdeu mais a cara, ainda perdeu mais a face. Mas onde é que anda o primeiro-ministro? Ninguém sabe onde é que anda o primeiro-ministro. Quer dizer, o primeiro-ministro para ir à bola aparece, para resolver questões de habitação não aparece. Eu também gosto de futebol. Acho isso, francamente, um rastilho para o problema.
As críticas de André Ventura, que também teceu um comentário sobre o antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. André Ventura não contesta a posição assumida esta semana pelo antigo chefe de governo, defendeu a reabertura do debate sobre as regras do aborto, um regresso à lei que vigora em Portugal em 2015. O líder do Chega compreende a posição, mas considera que este não é o momento certo para relançar a discussão. Defende, por isso, que é preciso definir prioridades e ter estratégia.
Será que no momento de crise em que as pessoas estão a viver mal, com problemas, não é isto que a esquerda quer que a gente faça? Nós temos que ser estratégicos do ponto de vista daquilo que queremos para o futuro de Portugal. Nós temos que convencer 90% da população que não vem a estes almoços, não vem a este jantar, está sofrendo na pele o aumento do custo de vida, quer um país diferente e francamente, desculpem lá a expressão, está-se nas tintas para o aborto, está-se nas tintas para os símbolos. Querem é ver a sua vida resolvida. Isto quer dizer que o assunto não tem importância? Não. Quer dizer que nós temos que ter estratégia para perceber quando e como discutir estes assuntos.
Não é este o momento para relançar a discussão em torno do tema do aborto, é o que defende André Ventura, presidente do Chega.
O atual e antigo presidente da Câmara Municipal de Valongo foram hoje condenados à perda de mandato.
Pelo crime de abuso de poder. Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro foram condenados por limitarem a circulação de caminhões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020. As empresas responsáveis pela exploração do aterro, a Retria e a Recivalongo, falam em prejuízos superiores a 1,5 milhão de euros causados durante os três meses em que a medida esteve em vigor. Para a acusação, os arguidos sabiam que a estrada municipal era a única via para aceder às instalações das empresas e que a atividade destas mesmas empresas dependia na quase totalidade das matérias transportadas pelos caminhões. O Tribunal de Valongo condenou ainda os dois autarcas eleitos pelo PS ao pagamento de 100 dias de multa a €30 cada dia e ao pagamento de forma solidária de €61 mil.
Miguel, ontem uma falha de segurança levou a que hospitais, portos e serviços públicos um pouco por toda a Europa desligassem os sistemas por precaução. Por cá, o presidente do Centro Nacional de Cibersegurança, Lino Santos, alerta que a falha ainda não foi resolvida.
Sendo que, Rita, são falhas que, se aproveitadas por piratas informáticos, permitem tomar o controle de um site à distância. Ontem, o Centro Nacional de Cibersegurança emitiu um alerta. Isto porque em Portugal, autarquias e organismos do Estado utilizam esta mesma tecnologia afetada pela falha de segurança agora detetada. Ouvido pelo Observador, o presidente do Centro Nacional de Cibersegurança alerta que esta mesma falha vai demorar até ser corrigida.
Não vai ser nos próximos dias ou nas próximas semanas que todos os sites a nível nacional vão estar corrigidos. Isto demora muito tempo e depende de um conjunto de fatores. Daí a nossa atenção em prioritizar aquilo que é a administração pública e entidades essenciais e importantes no âmbito do regime jurídico da cibersegurança. Portanto, esses têm toda a nossa atenção para que a correção seja feita antes de ser explorada por qualquer agente malicioso.
Ainda assim, nestas declarações ao Observador, Lino Santos deixa claro que não há registo até aumento de quaisquer ataques a sites em Portugal.
Não há ainda explorações com sucesso destas duas vulnerabilidades. O que existe, não em Portugal, mas noutros países da Europa, é já alguns indicadores de tentativas de exploração sem sucesso. E, portanto, estamos a monitorizar também aquilo que é a superfície de ataque e aquilo que é a exploração ativa da vulnerabilidade por agentes maliciosos. Volto a repetir, em Portugal ainda não temos nenhuma indicação ou de tentativa ou de sucesso na exploração destas vulnerabilidades.
O presidente do Centro Nacional de Cibersegurança, entrevistado pela jornalista do Observador, Marta Nobre, estima-se que 80% dos sites em todo o mundo possam estar expostos a esta falha.
Miguel, Paulo Rangel manifesta preocupação com a decisão dos Estados Unidos de suspender a aplicação de novas sanções relacionadas com o petróleo e o gás russo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros considera que este alívio financeiro à Rússia é preocupante numa altura em que a ameaça à Ucrânia tem assumido uma gravidade cada vez maior. Paulo Rangel defende que a relação Europa e Estados Unidos deve manter-se assente no princípio da confiança, apesar das divergências que marcam essa relação nos dias que correm.
A Ucrânia é um parceiro fundamental da Europa e dos aliados europeus dos Estados Unidos. A ameaça que ela sofre é uma ameaça que não é apenas para o território e o povo ucraniano, é uma ameaça para toda a Europa. E evidentemente que levantar estas sanções ou não as aplicar por completo tem sempre um efeito de dar algum alento e também algum alívio financeiro à Federação Russa, que neste momento está extremamente agressiva.
Declarações de Paulo Rangel feitas hoje à CNN Portugal, à margem de uma conferência promovida pela CNN Portugal, que decorre em Oeiras.
E agora com 10 minutos para as 16h, que outras notícias marcam a atualidade, Miguel?
Apesar de o presidente francês ter recomendado a proibição de todas as manifestações nos próximos dias, com exceção dos protestos convocados por organizações sindicais, uma decisão judicial abriu caminho a uma manifestação convocada por associações de estudantes que decorre a esta hora em Paris. Tem como destino a Praça de Bastilha. A manifestação foi num primeiro momento proibida pela Polícia de Paris, mas uma decisão do tribunal administrativo anulou esta proibição. Participam na marcha milhares de pessoas. Esta manhã, o presidente francês presidiu à reunião do Conselho de Defesa e Segurança Nacional. Anunciou que o governo pretende reunir com organizações sindicais e de estudantes para dar uma resposta às reivindicações que considera legítimas dos jovens. Deixou ainda uma acusação. Considera que movimentos de extrema-esquerda procuram provocar distúrbios e pôr em causa os alicerces do Estado francês. Em Coimbra, há três estradas que vão continuar fechadas, pelo menos até ao primeiro semestre do próximo ano. É isso que revela as infraestruturas de Portugal. As três estradas que vão permanecer interditas à circulação, na sequência das tempestades do início do ano, são a Estrada Regional 110, em Coimbra, a Estrada Regional 2 em Penacova e a Estrada Nacional 347 em Penela.
E ao ponto final no jornal das 16h, edição do jornalista Miguel Videra, que está de saída. De saída, não, a informação regressa às 16h30 com ele mesmo, mas na síntese informativa. Até já.