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O Partido Socialista saiu do encontro com a administração do Hospital de Leiria sem soluções, mas com críticas ao governo.

Até dia 19 de agosto, esta unidade de saúde tem a urgência de obstetrícia e ginecologia fechada. O périplo que os socialistas têm feito por vários hospitais chegou hoje a Leiria. O deputado João Paulo Correia, coordenador do grupo parlamentar do PS na Comissão de Saúde, lembra que a administração do hospital apresentou soluções ao governo e nada foi feito.

Vimos que o hospital se debate com recursos limitados para este período do ano, algo que já era conhecido há alguns meses por parte do governo e da direção executiva e, infelizmente, não foi tomada nenhuma medida para contornar esta dificuldade.

Entrevistado pela jornalista Laura Figueiredo, o deputado socialista critica ainda o plano de emergência do governo para a saúde. Diz que é um falhanço.

É um falhanço não só em muitas das suas medidas, mas, sobretudo, face à expectativa, à promessa feita por Luís Montenegro de que resolveria as principais dificuldades do SNS nos primeiros 60 dias de implementação do plano de emergência. Isso não está a acontecer.

Quanto à proposta de um pacto de regime para a saúde, João Paulo Correia salienta que há diferenças na visão socialista e social-democrata, em particular quanto ao papel que o setor privado deve assumir. Defende o deputado socialista que se o pacto de regime passar pelo reforço do SNS e não pelo desvio de fundos para o privado, haverá, passo a citar: "certamente um princípio de conversa."

O Hospital de Leiria é um dos seis onde estão fechadas urgências de ginecologia e obstetrícia, um pouco por todo o país. O mesmo cenário no Hospital de Portimão, no Santa Maria, em Lisboa, no Hospital de Setúbal, no Garcia de Orta, em Almada, e no Barreiro, onde a urgência de pediatria também não está a funcionar. Os bombeiros pedem, Miguel, uma reunião ao governo.

O presidente da Liga vinca que o protocolo celebrado com o Ministério da Saúde, de hospitais de proximidade, não está a ser respeitado. António Nunes insiste que a eficiência dos bombeiros fica posta em causa.

Esta situação o que está a fazer? A desequilibrar as equipes dos corpos de bombeiros. Quando eu coloco uma ambulância a ir para 120 km, aquilo que eu mobilizava a ambulância durante uma hora, passava a três ou quatro.

É por isso que a Liga de Bombeiros quer reunir-se com o Ministério da Saúde. As corporações estão a ser afetadas pelas limitações de vários serviços de urgência, ficando as corporações obrigadas a percorrer mais quilômetros.

O governo decidiu acabar com o programa Bairros Saudáveis. A coordenadora da primeira edição, Helena Roseta, não tem dúvidas: é um erro.

O executivo de Luís Montenegro justifica a decisão. A não partilha das premissas do anterior governo socialista. Diz também que o contexto da Covid-19 já foi ultrapassado. O programa foi criado durante a pandemia para promover a saúde e a qualidade de vida de comunidades locais. Era suposto que assumisse um caráter permanente e Helena Roseta defende que isso é que faria sentido.

O programa não era para acabar-se com a pandemia, para isso havia programas de saúde pública. O programa era para dar apoio às comunidades vulneráveis. Fora aquilo saiba, a pobreza em Portugal não desapareceu e as comunidades vulneráveis continuam a ser vulneráveis, e algumas ainda estão mais.

Helena Roseta acusa este governo de estar vezes demais a cometer o mesmo erro ao acabar com iniciativas do executivo anterior.

O programa não era para acabar-se com a pandemia, para isso havia programas de saúde pública.

Queremos escutar aqui um outro som de Helena Roseta, este em que critica o governo por acabar com iniciativas do executivo anterior.

Parece que está a ser um padrão deste governo. Acho pena. A vida não começou agora com este governo. Há muito trabalho feito por outros governos anteriores que não é para deitar fora. E, portanto, é uma visão da política que eu não partilho.

A crítica de Helena Roseta, coordenadora da primeira edição do programa Bairros Saudáveis, a que o governo decidiu hoje pôr fim.

Desistem em nome dos superiores desafios que o PSD enfrenta. Os dois candidatos à presidência da Comissão Política Distrital do Porto decidiram retirar as candidaturas e unir-se no apoio a Pedro Duarte.

O atual ministro dos Assuntos Parlamentares oferece garantias de consenso, de acordo com Sérgio Humberto, atual presidente da Distrital, e Alberto Santos, que decidem assim sair de cena. Os dois enaltecem as características pessoais, o perfil político e o compromisso de abertura de Pedro Duarte e vincam a necessidade de apoiar a ação do governo nesta altura e de preparar, ao mesmo tempo, as autárquicas do próximo ano.

As eleições para a Distrital do Porto estão marcadas para o próximo dia 6 de setembro, em paralelo com as diretas para a liderança do PSD. E já amanhã, Vanessa, rentrée política, precisamente o Partido Social-Democrata.

A já tradicional Festa do Pontal, a primeira de Luís Montenegro enquanto primeiro-ministro e com o orçamento do Estado em cima da mesa. O PSD é, de resto, o primeiro partido a dar pistas para o regresso das férias. A propósito, vamos entrevistar depois das 18h30 o presidente da Distrital de Faro, Cristóvão Norte.

O CHEGA também volta a escolher o Algarve para assinalar a rentrée política.

Com o jantar em Olhão e o discurso do líder André Ventura, dia 22 de agosto, um evento com 300 pessoas estará já esgotado.

Os advogados ameaçam parar em setembro. A Ordem exige ao governo a atualização dos honorários de defesas oficiosas e quer que as alterações sejam inscritas já no orçamento do Estado.

Caso contrário, a bastonária Fernanda de Almeida Pinheiro apela aos advogados que não se inscrevam nas escalas de serviço, comprometendo o apoio judiciário a quem não tem capacidade financeira para contratar um advogado. É o apelo deixado num comunicado publicado no site da Ordem.

Vamos entrevistar a bastonária da Ordem dos Advogados no Direto ao Assunto depois da edição das 18h. O PCP, entretanto, anunciou que quer ouvir a ministra da Justiça no Parlamento por causa desta situação. E agora está na altura de conhecermos outras notícias que estão a marcar a atualidade.

O Hamas lançou dois roquetes para a cidade de Tel Aviv, em Israel. Numa mensagem publicada no Telegram, o grupo palestiniano afirma que o ataque representa uma retaliação pelos massacres e pelos deslocamentos forçados que têm sido perpetrados por Israel.

Sendo que as forças de defesa israelitas já confirmaram o ataque. No entanto, sublinham que um dos mísseis, que foi disparado a partir de Gaza, caiu no mar da costa de Tel Aviv. O outro não chegou a passar a fronteira de Israel.

O Chipre está preparado para receber cidadãos de Israel e do Líbano, caso seja preciso evacuar algum local destes países.

A informação foi avançada à agência de notícias CNA, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Chipre, Constantinos Kombos, explica que já foram instaladas camas em escolas na cidade portuária de Larnaca e que estão a ser preparadas estruturas de higiene.

Na ilha de La Palma, em Espanha, foram acionados os protocolos para responder à concentração de gases, depois de o vulcão Cumbre Vieja ter voltado a registar atividade. A última erupção deste vulcão, em 2021, obrigou à retirada de cerca de 7000 pessoas da região e mais de 2500 casas ficaram destruídas pela lava.

Para já, os novos sinais de atividade do Cumbre Vieja ainda não forçaram a retirada de população. Ao jornal espanhol ABC, o vereador de La Palma garante que os locais que estão a ser mais afetados pela contaminação do ar têm sido ventilados.

Rumamos a Marte, porque há uma descoberta a assinalar. Três milhões de anos depois de desaparecerem os oceanos desse planeta, um estudo da Universidade da Califórnia descobriu que Marte tem reservas subterrâneas de água suficientes para cobrir toda a superfície marciana.

E pode significar que há vida em Marte. É uma descoberta que, de acordo com o presidente da Agência Espacial Portuguesa, pode ter implicações na exploração do espaço, mas não para já. Ricardo Conde acredita que daqui a três ou quatro décadas, já se vai poder visitar o planeta vermelho.

Todo um sistema de logísticas que é necessário. A própria capacidade humana de resistir a esses longos períodos expostos a estas radiações, à ausência de gravidade. Dá uma certa sensação que isto é tudo quase para amanhã, mas não é. Talvez daqui a 40 anos, 20, 30, 40 anos, possamos estar em condições de ir a Marte.

Uma descoberta de água líquida em Marte, que pode significar a presença de vida, situa-se entre 11 e 20 quilômetros de profundidade, é, no entanto, pouco útil para uma colônia humana que se queira fixar no planeta.