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Jornal das 5 com Luís Soares. No único debate entre António José Seguro e André Ventura para a segunda volta das presidenciais, neste dia do debate, a sondagem diária da CNN Portugal dá uma larga vantagem a Seguro nas intenções de voto.
Com 60,9% das intenções de voto, contra 26,5% de André Ventura, há ainda 7,3% indecisos e 5,3% dos inquiridos votariam branco ou nulo. São os primeiros resultados da nova tracking poll da CNN, que optou por não fazer a distribuição de indecisos. A esmagadora maioria dos inquiridos, 91%, incluindo a maioria dos que votaram em Ventura, acreditam que António José Seguro vai ser o próximo presidente da República. Apenas 7% acreditam que será o presidente do Chega o próximo chefe de Estado. Seguro vence em todas as faixas etárias, em ambos os gêneros e em todas as classes sociais.
Esta não vai ser a primeira vez que Seguro e Ventura vão estar frente a frente. Na primeira volta, os dois protagonizaram o primeiro dos 28 frente a frente. Foi no dia 17 de novembro do ano passado, há mais de dois meses, na TV CNN Portugal. Os dois candidatos discutiram temas como a saúde e imigração, com Ventura a colar Seguro ao PS e o candidato apoiado pelos socialistas a reclamar independência. O jornalista Miguel Gato recupera agora os momentos essenciais desse debate.
António José Seguro recusou desde o princípio a colagem ao Partido Socialista, mas isso não impediu André Ventura de entrar ao ataque.
É a sua herança, é a herança do Partido Socialista. Deixou-nos com um dos salários mais baixos da União Europeia. Então, agora vem aqui dizer que temos que pensar a produtividade, os salários, mas é o candidato do Partido Socialista que deixou o país no estado em que deixou.
Há uma diferença entre ser o candidato de um partido e o candidato apoiado por um partido. Tenho muito orgulho nesse apoio do Partido Socialista.
Seguro quis dar desde o início a imagem de um independente e acusou André Ventura de ser um falso candidato a Belém.
Eu, aliás, acho que o senhor deputado está na eleição errada, porque verdadeiramente o senhor devia estar era nas eleições legislativas.
Eu estou na eleição errada, de facto, se ser presidente da República for uma jarra de enfeitar.
Seguro e Ventura discordaram sobre quase tudo, incluindo os poderes presidenciais e o pacote laboral do governo, mas também sobre a saúde. E este frente a frente estreou aquela que viria a ser uma das propostas bandeira da candidatura de Seguro neste caminho até à Presidência da República.
Um pacto para a saúde, para promover o acesso, a tempo e horas, dos portugueses à saúde.
Mais um.
E já disse, dá-me licença.
Mais um dos pactos.
Dá-me licença.
Que o PS e o PSD fizeram em 50 anos.
Dá-me licença.
Que deram zero resultado.
Seguro pediu licença várias vezes, Ventura não a deu e perante a discussão sobre a saúde introduzida pelo candidato apoiado pelo PS, Ventura lançou o tema da imigração.
Sabe uma forma, António José Seguro, de pôr a nossa saúde na ordem? É garantir que os nossos médicos, enfermeiros, auxiliares, têm que lidar primeiro com os problemas que os portugueses têm na saúde e não têm um bar aberto pro mundo inteiro vir cá tratar-se, curar-se e à nossa custa.
E Seguro respondeu com o passado acadêmico do candidato apoiado pelo Chega.
Eu recomendo-lhe, sabe o quê? Uma tese de doutoramento feita em Dublin. De 2013.
Mas eu não me importo.
Do estudante, na altura, André Ventura. E o senhor chamava a atenção, nessa altura, bem, estava do lado certo, que havia uma estigmatização de minorias.
Os destaques do primeiro debate televisivo entre António José Seguro e André Ventura.
Miguel Gato a recordar esse primeiro frente a frente. Hoje é o derradeiro debate entre André Ventura e António José Seguro, antes da segunda volta, marcada para dia 8 de fevereiro. Vai ser em simultâneo na RTP, SIC e TVI, a partir das 20h30.
E na economia, o Partido Socialista quer que o governo clarifique a posição que tem sobre as negociações para uma fusão das áreas de refinação e retalho de combustíveis da Galp com a espanhola Mueve, a antiga Cepsa.
E por isso mesmo, o PS dirigiu uma pergunta ao primeiro-ministro, tendo por base alegadas divergências entre a reação da Ministra da Energia e as declarações do Ministro da Economia sobre este negócio. O PS recorda as primeiras reações do governo. Maria da Graça Carvalho manifestou convicção de que o negócio vai ser positivo, nomeadamente porque, dizia a ministra: "Ganhamos duas refinarias ao invés de perder uma". Mais tarde, o Ministro da Economia admitiu que a eventual perda de controle da única refinaria portuguesa representa um risco relevante para a economia nacional e para a soberania do país. Em causa, está o controle da única refinaria de Portugal, indispensável para a segurança do abastecimento e a possibilidade desta operação ser alvo de uma avaliação por parte do governo, isto ao abrigo do regime de salvaguarda dos ativos estratégicos.
O governo está a acompanhar em permanência a evolução de eventuais cheias a norte do Mondego e na bacia do Tejo. Portugal está a ser assolado por mau tempo e nas próximas horas não vai melhorar.
E esta garantia foi deixada pela Ministra do Ambiente e Energia, ao ser ouvida na Comissão Parlamentar, Maria da Graça Carvalho recordou as várias depressões que têm provocado chuvas intensas no país para deixar essa garantia.
Quero aqui deixar a garantia que o governo está a acompanhar em permanência a evolução desta situação para desencadear os meios de resposta, nomeadamente o Ministério do Ambiente, essencialmente através da Agência Portuguesa para o Ambiente, que está em coordenação com as restantes entidades de outros setores e que faz toda a modelização dos caudais e a gestão das barragens e a coordenação com a Espanha.
Declarações da ministra Maria da Graça Carvalho, logo no início de uma audição parlamentar na Comissão de Ambiente e Energia, alerta que existe um risco real de cheias a norte do Mondego e também na bacia do Tejo ao longo desta semana.
Entretanto, a Proteção Civil decidiu elevar o estado de prontidão especial para nível quatro, nível máximo, em toda a costa entre Viana do Castelo e Setúbal.
O litoral norte e centro vão ser atingidos na próxima madrugada por uma depressão com potencial destrutivo significativo. Foi batizada de Christine. O vento forte poderá ultrapassar os 140 km/h. Depois de atingir a zona costeira, a depressão irá deslocar-se para o interior, em direção à Espanha, mas já nessa altura, com menor intensidade, como explica Nuno Lopes do IPMA.
O impacto principal é esperado na orla costeira, no fundo, naquelas cidades que estão mais junto ao litoral, porque é aí que as previsões estão a dar com mais intensidade. De qualquer forma, mesmo depois, mais pro interior, nas chamadas terras altas, também iremos ter vento muito forte, porque temos também já avisos vermelhos emitidos, por exemplo, para
Para Viseu ou para a Guarda. Portanto, não é com a intensidade com que ele chegará ao litoral, mas ainda assim é vento muito forte.
Espera-se uma madrugada complicada, sobretudo na orla costeira entre Setúbal e Viana do Castelo. A Proteção Civil já avisou as entidades responsáveis pelas autoestradas, redes ferroviárias e também energéticas para o potencial destrutivo desta depressão.
E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 27 de janeiro.
O grupo Vita alerta que continuam a existir desequilíbrios de poder que favorecem os abusos na Igreja. Conclusão do relatório anual do grupo criado pela Conferência Episcopal para lidar com situações de violência sexual no contexto da Igreja Católica. Rute Agulhas, a psicóloga que lidera este grupo, alerta que estes desequilíbrios aumentam a probabilidade de abusos de poder, que muitas vezes se traduzem em abusos sexuais contra crianças e adultos vulneráveis.
Esta ideia, muito generalizada e ainda muito enraizada em determinados contextos, de que os sacerdotes são figuras moralmente superiores e, portanto, não os podemos questionar, não podemos denunciar e isso acaba por ser aqui um mecanismo de feedback e vai alimentando o silêncio, o medo e vai naturalmente favorecendo abusos.
Quanto ao tema das compensações financeiras às vítimas de abusos, o relatório hoje apresentado trouxe poucas novidades. Adiantam que o grupo já está na fase final de intervenção neste processo. De acordo com a Valance, mais de 90% dos pedidos de compensação financeira já estão nas mãos da segunda comissão. O treinador do Benfica quer a equipe apenas preocupada em conseguir vencer o Real Madrid na Liga dos Campeões. O Benfica joga amanhã a última jornada da prova e só a vitória serve para alimentar a esperança de chegar à próxima fase. Os três pontos podem não chegar. As Águias têm de esperar ainda por outros resultados para conhecer o futuro na competição. Por isso mesmo, José Mourinho quer os jogadores focados apenas na vitória.
Não temos que pensar nos outros resultados. Se não ganharmos, não há resultados que nos possam qualificar. Só ganhando é que podemos depois, no final do jogo, constatar se os resultados foram favoráveis ou desfavoráveis. Portanto, o objetivo é só um, que é tentar tudo para ganhar o jogo, mesmo sabendo quem está do outro lado.
O treinador do Benfica reconhece a qualidade do Real Madrid e admite que os jogadores têm de ter personalidade para vencer o jogo de amanhã, marcado para às 20h. E Ricardo, já temos novo podcast Plus do Observador. Chama-se "Os Segredos da Seita do Yoga".
E conta a história real de como dezenas de mulheres portuguesas se tornaram seguidoras de um movimento internacional, movimento liderado por um guru que acabou preso por suspeitas de agressão sexual e também tráfico humano.
O ponto de partida era uma escola de yoga e tantra em Lisboa. O que começava como uma experiência de yoga normal, acabava num mundo de segredos, juramentos e iniciações secretas.
Muitas vezes, para terem acesso a algumas iniciações, as alunas não precisam apenas de jurar silêncio sobre a Bíblia, pela própria saúde, pela saúde da família ou pelo futuro espiritual. Têm também de provar que o privilégio é merecido. E isso, dependendo da iniciação, pode levar meses. Vera revela que a forma de atuar é sempre a mesma. A aluna é chamada à parte e informada de que pode vir a ter uma iniciação muito especial. Ninguém explica que técnica vai aprender, só o que tem de fazer para poder ter acesso a ela. E ela obedece, sem questionar.
E se eu fizesse essa prática toda direitinha, então depois, no final, eu assinava um juramento em como tinha feito a prática em condições, que ia manter secreto tudo o que nos tinha sido ensinado.
Um excerto deste primeiro episódio de "Os Segredos da Seita do Yoga", o novo podcast Plus do Observador, uma série narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. A investigação e os guiões são das jornalistas Tânia Pereirinha e Mariana Marques Tiago.
Eu sei que sou suspeito, mas é um ótimo trabalho. E como sempre, nas próximas semanas, há um novo episódio todas as terças-feiras no site do Observador e nas habituais plataformas de podcast e também no YouTube.