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Jornal das 5, com Luís Soares. Já vamos à política. Primeiro, o desporto. Afonso Eulálio é o novo camisola rosa do Giro d'Italia.
E acontece ao segundo dia de prova em solo italiano, depois de três dias na Bulgária. Afonso Eulálio ficou em segundo lugar na quinta etapa da competição, que terminou há pouco. Apesar de ter caído a 6,5 km da meta, o ciclista português conseguiu manter-se em primeiro durante a reta final daquele que é considerado o primeiro grande teste de montanha da competição. No entanto, Afonso Eulálio foi ultrapassado pelo espanhol Igor Arrieta nos últimos metros, protagonizando uma verdadeira chegada dramática à zona da meta. O certo é que o segundo lugar bastou para Afonso Eulálio conseguir o mais desejado, que é terminar o dia como líder da classificação geral.
Foi mesmo no fim da etapa, já com a linha da meta à vista, que o espanhol conseguiu ter uma pedalada mais forte para chegar em primeiro. A Lei da Nacionalidade e o pacote laboral foram os temas em cima da mesa da reunião entre o Primeiro-Ministro e o presidente do Chega, que, Luís, esta tarde estiveram reunidos em São Bento.
Exatamente, uma reunião que começou às 15h30 e que durou cerca de uma hora. Numa nota à comunicação social, o Chega informou que, na sequência do chumbo do Tribunal Constitucional à Lei da Nacionalidade e à inviabilização da reforma laboral pela Confederação Social, o presidente do Chega e o líder do PSD iam reunir-se na residência oficial do Primeiro-Ministro. Ora, a reunião já terminou, não houve qualquer declaração no final dessa reunião, até porque Luís Montenegro participa a esta hora na tomada de posse dos órgãos sociais da Confederação de Comércio e Serviços. Poderá falar no final dessa cerimônia e vamos estar atentos também a isso. De recordar que na sexta-feira, o Constitucional voltou a declarar inconstitucional, por unanimidade, a criação da pena acessória de perda de nacionalidade no Código Penal, por violação dos princípios da igualdade e da proporcionalidade. Na consequência dessa decisão, o decreto foi vetado pelo Presidente da República e devolvido à Assembleia da República. O líder do Chega desafiou a maioria de direita a reconfirmar o decreto ou, em alternativa, a fazer um referendo sobre a matéria. O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, afirmou que o partido não vai provocar nenhum conflito institucional com o Tribunal Constitucional.
E a Iniciativa Liberal diz que não acompanha o Chega na possibilidade de confirmar no Parlamento o diploma que prevê a pena acessória de perda de nacionalidade para quem comete crimes graves e que foi chumbada pelo Tribunal Constitucional.
E, de resto, a presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, diz que o partido vai respeitar essa decisão dos juízes.
Nós não vamos contrariar aquilo que foi a decisão do Tribunal Constitucional e, portanto, será essa a nossa posição.
Portanto, se for a votação outra vez no Parlamento, o voto da Iniciativa Liberal será negativo.
Como eu acabei de dizer, nós não vamos contrariar aquilo que foi o parecer do Tribunal Constitucional e, portanto, votaremos em conformidade com isso.
Mariana Leitão, em declarações à Rádio Observador, à margem de uma visita à Cimeira das Cidades Inteligentes, que decorre na FIL, em Lisboa.
Já o PS vai viabilizar as propostas do PSD para o serviço militar. O tema esteve em debate esta tarde no Parlamento.
Essa proposta social-democrata prevê, por exemplo, a criação de um programa de voluntariado com a duração de três a seis semanas, o pagamento de uma bolsa de €439 e a possibilidade de tirar, de forma gratuita, a carta de condução. Ainda assim, estas propostas são apenas recomendações. O governo não está obrigado a aplicá-las. De qualquer forma, o PS vai viabilizar as iniciativas, apesar de Frederico Francisco manifestar algumas dúvidas.
À partida, não fechamos a porta a nenhuma destas propostas, mas existe um problema de fundo com todas elas e que eu deixo aqui em jeito de pergunta sobre o programa Defender Portugal, que o PSD aqui hoje apresenta, mas que também vale para as restantes propostas que têm vindo a ser apresentadas. Nós não temos a noção, nem a proposta do PSD esclarece, qual é a estrutura que é necessário criar nas Forças Armadas, seja em termos de infraestruturas, de pessoal para dar instrução, de recursos financeiros, de alojamento.
Deputado do PS, Frederico Francisco, num debate em que a AD ouviu fortes críticas por parte do Chega. O líder parlamentar Pedro Pinto acusou Nuno Melo de ser socialista.
Temos aqui uma manobra de distração populista do PSD e do CDS para tapar os olhos, mas sem garantias de nada. Mas a notícia da semana é que tivemos um ministro deste governo a questionar a constitucionalidade da medida aprovada pelo Chega sobre a defesa. Essas declarações não foram de José Luís Carneiro. Essas declarações não foram de Pedro Nuno Santos. Essas declarações não foram de Eurico Brilhante Dias. Foram, sim, de Nuno Melo. Nuno Melo, que se tornou no ministro mais socialista deste governo da AD.
As críticas de Pedro Pinto ao ministro da Defesa, Nuno Melo, levantou dúvidas sobre as propostas do Chega e também do PS para o setor da defesa, acusando-as de não respeitarem a Constituição.
Noutra frente, o Partido Socialista acusa o governo de esvaziar o PRR e vai, por isso, pedir um debate de urgência.
Debate que o PS quer que seja marcado para a próxima quarta-feira, dia 20 de maio, na Assembleia da República. O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, acusa o governo de estar a perder ambição na execução do PRR e, com isso, a deixar de fora projetos estruturantes.
À medida que o governo vai reprogramando, vai diminuindo os marcos e metas. Neste momento, em março, na última reprogramação conhecida de março de 2026, nós tínhamos 378 marcos e metas. De repente, pelo caminho, o programa de recuperação e resiliência perdeu praticamente 20% dos seus marcos e metas. Por que perde marcos e metas? Pela má execução do PRR
E, portanto, em dois anos, aquilo que nós tivemos neste país foi um plano de recuperação e resiliência que foi sendo cortado e retalhado.
Eurico Brilhante Dias identifica sete áreas em que o PRR está a falhar, seja na programação do programa ou até mesmo na demora em efetuar os pagamentos aos beneficiários.
O Presidente da República visitou hoje a Base Aérea do Montijo e voltou a mostrar preocupação com a época dos incêndios que se aproxima.
António José Seguro esteve a conhecer os meios deste ramo das Forças Armadas, assistiu a explosões, andou de helicóptero, mas a visita não serviu apenas como uma demonstração, porque, como constatou Vasco Maldonado Correia, o chefe de Estado, que é também comandante supremo das Forças Armadas, quis ainda saber como é que a Força Aérea trabalha nos dias mais difíceis de verão.
Depois do Exército e da Marinha, o Presidente da República chegou à Base Aérea número 6 do Montijo a bordo do Black Hawk UH-60 para visitar o único ramo das Forças Armadas que ainda não tinha vindo conhecer.
O presidente treinado para andar de helicóptero.
António José Seguro veio avaliar os meios da Força Aérea com direito a explicação no cockpit.
O piloto vai aí ou aqui?
Nós somos o único helicóptero com monopiloto.
Com monopiloto.
E o piloto normalmente senta-se sempre no lado direito.
Ok.
Mas a cabeça do chefe de Estado já está no verão.
E nos incêndios, concretamente, o que é que fazem?
Nos incêndios, fazemos coordenação aérea. Sempre que um incêndio tenha mais do que quatro meios aéreos para fazer o combate, nós vamos fazer o controle dessas aeronaves de modo a que o combate seja o mais efetivo possível.
O presidente espera que os próximos meses tragam mais tranquilidade que o habitual.
Já têm alguma experiência?
Já, senhor.
Já? Eu espero que tenham, sobretudo, um verão mais tranquilo do que o do ano passado. Foi terrível. Estou obviamente preocupado com o material todo combustível que existe ainda nas nossas florestas, mas desejo uma missão bem-sucedida e com pouco trabalho. Isso seria bom para todos nós.
Nesta visita, Seguro ainda assistiu a uma demonstração das capacidades da Força Aérea em cenários de combate com direito a explosões e F-16 no ar.
O segundo ataque segue-se logo de seguida.
"Jaguar one visual with you. Continue dry. Continue dry." Nesta manhã, o presidente da República ainda visitou o Comando Aéreo, onde recebeu um briefing sobre a Força Aérea pelo chefe do Estado-Maior deste ramo. Acompanhá-lo na visita esteve o chefe da Casa Militar, o tenente general Maia Pereira e o secretário de Estado-Adjunto e da Defesa Nacional, Álvaro Castelo Branco.
Vasco Maldonado Correia a acompanhar a passagem do Presidente da República pela Base Aérea número 6 do Montijo. Era o único ramo das Forças Armadas que António José Seguro ainda não tinha ido conhecer desde que foi eleito.
E outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 13 de maio.
Mais de 1700 pessoas estão retidas num navio cruzeiro atracado em Bordéus. Há uma suspeita de uma epidemia de gastroenterite. Uma pessoa morreu, 50 manifestam sintomas. Segundo as autoridades de saúde citadas pela France Presse, estão em curso análises para detetar a possível presença de norovírus. Com direito a passadeira vermelha, o presidente norte-americano desembarcou esta tarde em Pequim. O líder norte-americano foi recebido pelo vice-presidente chinês, o número dois costuma receber os líderes estrangeiros nos aeroportos, de acordo com o protocolo. Donald Trump cumprimentou a delegação que estava no aeroporto de Pequim e seguiu pela passadeira vermelha. Rodrigo Zalazar vai mesmo ser jogador do Sporting Clube de Portugal, isso mesmo apurou o Observador. O clube de Alvalade chegou a acordo com o Sporting de Braga pelo jogador uruguaio. Torna-se assim a contratação mais cara de sempre dos leões, numa transferência que vale qualquer coisa como 30 milhões de euros. Ricardo, como dizias ainda há pouco, hoje é dia 13 de maio, não sei se te diz alguma coisa.
É o primeiro dia do calendário das peregrinações a Fátima.
Sim, e também falta um mês para o Santo António.
É verdade, também.
É isso mesmo. Foram hoje apresentados os casais deste ano para os tradicionais casamentos de Santo António, com o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.
Naquele dia, vocês são as estrelas, vocês são o centro das atenções. Vocês vão ser o centro das atenções, e bem. E, portanto, Santo António ajudava as mulheres a casar porque não havia dote. Aqui, o que estes parceiros e a Câmara fazem é que nós damos um pequeno dote, que é terem um dia incrível com as vossas famílias, terem um dia incrível, porque vocês também têm aqui algo que eu acho que é muito lisboeta. Partilhar o dia do casamento não é fácil, não é?
Carlos Moedas, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa. E só há portugueses nos casais deste ano ou já se reflete a multiculturalidade de Lisboa.
É verdade. Reflete, sim, porque temos noivos argentinos, chilenos, brasileiros e até colombianos.
Através do casamento de Santo António, ele me apresentou toda a tradição, porque eu morava na Colômbia e a gente começou a falar que nós não conhecíamos da Venezuela. Daí ele veio morar para Portugal, eu morava na Colômbia, e começamos a falar o dia de Santo António, precisamente.
Ora aqui está, uma das 16 histórias de amor que vão ser celebradas este ano no dia 12 de junho, nos tradicionais casamentos de Santo António em Lisboa.
É isso, já só falta-
Um mês.
Um mês.
Já estão as sardinhas.
Ainda hoje estava a pensar nelas. Sabes que ainda não comi sardinhas este ano? Também ainda é cedo. Mas asseguraram-me hoje que algumas já estão boas.
Vamos a isso.
O Luís Soares vai regressar às 17h30.