Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das cinco, com o jornalista Miguel Viterbo Dias. Luís Montenegro quis escapar a comentar as buscas no PS, mas deixou uma curtíssima reação.

Foi à margem de uma iniciativa do Banco Português de Fomento em Leiria, em que também vai estar presente o presidente da República. O primeiro-ministro quis fugir à reação sobre as buscas na sede socialista, deixando apenas um curto comentário.

As instituições estão a funcionar e é assim que tem que ser.

Instituições a funcionar, diz o chefe do governo, em Leiria, onde fez um ponto de situação sobre o apoio à reconstrução da zona centro. A acompanhar esta iniciativa está o Vasco Maldonado Correia. Vasco, que retrato traçou o Luís Montenegro? Já vamos tentar chegar ao contato com o Vasco Maldonado Correia, que está em Leiria a acompanhar esta iniciativa, onde está a esta hora Luís Montenegro e onde vai passar ainda durante a tarde António José Seguro, presidente da República, que vai encerrar este fórum do Banco Português de Fomento, que conta também com a presença de diversos autarcas. Enquanto isso, José Luís Carneiro vinca que o PS não é visado nas buscas e afasta leituras políticas. O secretário-geral do PS falou aos jornalistas antes do arranque do plenário desta tarde na Assembleia da República. O PS, que já tinha emitido um comunicado a dar conta de que as investigações não visavam diretamente os socialistas e agora José Luís Carneiro vincou o mesmo de viva voz.

Foi-nos transmitido que essas diligências não visam o Partido Socialista. Por outro lado, quero também garantir que tudo farei para que a legalidade seja defendida e promovida em todos os níveis de responsabilidade do Partido Socialista, seja a nível local, seja a nível nacional. Cooperaremos, como aliás o fizemos durante a manhã, com as autoridades judiciárias para que todos os factos sejam cabalmente apurados e, se houver sido cometidos crimes, todos os responsáveis devem, naturalmente, ser responsabilizados pelos mesmos.

José Luís Carneiro, que diz ter muito pouca informação sobre a investigação. Um dos detidos, Duarte Mural, é assessor de imprensa de José Luís Carneiro e do PS. Numa altura em que os socialistas aparecem bem colocados nas sondagens, o líder do partido afasta leituras políticas sobre o timing para estas buscas.

Não, as autoridades judiciárias devem desenvolver o seu trabalho, como sempre disse. Aliás, no momento que consideram oportuno. O nosso dever e o meu dever, eu quero garanti-lo. Fá-lo-ei sempre. Cooperar com as autoridades para garantir a legalidade e o cumprimento, no exercício dessa legalidade, dos princípios fundamentais.

José Luís Carneiro, numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República. Entretanto, os inspetores da Polícia Judiciária terão deixado a sede nacional do PS pouco antes das 16h, através de uma entrada lateral.

E na Assembleia Municipal de Lisboa, Miguel Coelho, um dos visados pela investigação, anunciou a suspensão do mandato.

Com efeitos imediatos em comunicado, o deputado municipal diz que toma esta decisão para que a situação não condicione o trabalho do grupo municipal do PS, também o normal funcionamento da Assembleia Municipal e ainda para não fragilizar a fiscalização ao Executivo de Carlos Moedas. Miguel Coelho promete colaborar com as autoridades competentes, no integral respeito pelo esclarecimento dos factos, é o que escreve, e garante ainda estar de consciência tranquila neste processo.

Nesta investigação estão em causa contratos que rondam os € 2 milhões.

No centro da investigação ao que avança o DIAP de Lisboa estão ajustes diretos a empresas associadas a elementos do PS e a contratação de militantes socialistas por parte da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, no tempo de Miguel Coelho. Em causa está a suspeita de prevaricação e participação económica em negócio. A Polícia Judiciária confirma a detenção de, pelo menos, cinco pessoas nesta operação. Duarte Mural, um dos assessores de José Luís Carneiro, será um dos detidos pela PJ. Há ainda 37 arguidos nesta megaoperação que envolveu cerca de 400 inspetores.

Entretanto, Miguel, regressamos à zona de Leiria, onde o primeiro-ministro fez um ponto de situação sobre a reconstrução naquela zona centro depois da passagem da tempestade Cristina.

Declaração que foi acompanhada pelo jornalista Vasco Maldonado Correia, que agora sim se junta a nós ao telefone. Vasco, para um resumo desse retrato traçado pelo primeiro-ministro.

Um retrato, Miguel, mais positivo para as empresas do que propriamente para as famílias. Luís Montenegro assumiu, e já o tem feito várias vezes, que os apoios para as famílias afetadas pelo mau tempo do início do ano estão a demorar a chegar, mas retrato diferente faz o primeiro-ministro para as ajudas pedidas pelas empresas. Diz que esses apoios estão quase na plenitude de concretização, números a rondar os 90% de concretização desses apoios. O primeiro-ministro aqui esteve também a fazer uma descrição ou um balanço da situação económica do país, diz que o crescimento da economia do país, apesar de bons sinais que têm sido alcançados por este governo, tem encontrado alguns entraves. Primeiro, pela situação internacional, também por causa das tempestades, claro, e que o trazem aqui as tempestades do início do ano, e acrescentou um terceiro fator: a rigidez das relações laborais. Diz o primeiro-ministro que Portugal, que neste momento até é quase como um paraíso para investidores, foi o que aqui argumentou Luís Montenegro, tem visto muitos negócios não avançarem, precisamente porque a lei laboral é demasiado rígida e por isso fica também esse apelo do primeiro-ministro a que o pacote laboral, a reforma laboral pretendida pelo governo, seja aprovada no Parlamento.

Luís Montenegro, que vai defendendo esta reforma laboral, apesar de garantir que não é nenhum fetiche do governo, como referiu recentemente numa outra declaração.

Entretanto, regressamos à Operação Emergente, porque há reações por parte dos partidos, com André Ventura a criticar PS e PSD.

O líder do Chega tem uma declaração marcada para esta hora na Assembleia da República, mas para já reagiu na rede social X. André Ventura escreveu duas frases para dizer que este caso mostra que, ao fim de 50 anos, o polvo da corrupção começa a revelar-se em toda a sua extensão. E conclui assim, André Ventura, que quem vota nestes partidos, PS e PSD, é cúmplice deste estado das coisas. Também a Iniciativa Liberal deixou críticas aos dois partidos mais tradicionais. O presidente do partido diz que não é nenhuma surpresa que PS e PSD estejam recorrentemente envolvidos neste tipo de casos.

Espero que a Justiça faça o seu trabalho, que a investigação criminal faça o seu trabalho. Mas há uma coisa que eu constato com esta nova operação é que, infelizmente, não é novidade que os dois partidos que vão disputando o poder entre eles no nosso país, estão sempre envolvidos num conjunto de situações de grande opacidade, até mesmo algumas de ilegalidades, no exercício do poder político. E, portanto, aquilo que eu espero é que, até mesmo através destas situações que se vão conhecendo, que as pessoas comecem a exercer os cargos públicos com muito mais seriedade e com muito mais respeito.

A presidente da Iniciativa Liberal, que falou aos jornalistas à margem da Conferência da Bola Branca, da Renascença, Mariana Leitão, acrescentou ainda que não pode garantir que nos liberais o mesmo não aconteça, mas lembra que a prática do poder durante vários anos leva a que os partidos comecem a minar a máquina do Estado.

Já o LIVRE pede ao PS que mantenha os critérios elevados.

Em reação às buscas, o porta-voz do partido, Rui Tavares, apela à integridade e transparência de quem quer governar. Rui Tavares diz não ter dúvidas sobre a forma séria como a situação vai ser encarada pelo PS, mas alertou os socialistas para manterem os critérios que prometeram ao eleitorado.

No momento em que queremos que há um ciclo que nós temos na política atual, que é um ciclo conservador, venha ele a ser substituído por um ciclo progressista, é muito importante que os líderes do campo progressista sejam absolutamente límpidos em relação a qualquer questão que tenha a ver com suspeitas de gerir, no caso, autarquias, sem ter em conta o superior interesse, que é o interesse público, das coisas serem feitas de forma transparente.

Questionado sobre as várias coligações do LIVRE com o PS nas autárquicas, incluindo em Lisboa, Rui Tavares lembra que essa aliança foi liderada por Alexandra Leitão, na qual disse confiar para tratar de uma forma muito rápida e, se necessário, implacável, qualquer suspeita. Também a deputada única do PAN, Inês de Sousa Real, diz que é essencial combater a corrupção a nível nacional e local.

E o ministro da Administração Interna não quer fazer grandes comentários.

Foi antes também do curto comentário de Luís Montenegro que Luís Neves, numa visita a Torres Novas, no distrito de Santarém, optou por não comentar a operação judicial em curso e diz que compete à investigação obter agora as conclusões.

Exige-se por parte do ministro da Administração Interna silêncio. É investigação criminal, não tenho a ver com essa investigação criminal. Quanto fui diretor da Polícia Judiciária e nos sucessivos documentos que foram preparados para o combate a este tipo de crimes, demos o nosso contributo. É investigação criminal, é ação judicial. Portanto, o ministro da Administração Interna não tem qualquer comentário a fazer ao que está a suceder. Não comento nem investigações, nem investigação criminal, nem direito. É o trabalho da investigação criminal e é o trabalho judicial. Portanto, não há nada que possa, ou deva, ou deseje dizer.

Luís Neves a sublinhar que é uma investigação criminal e judicial num registo captado pela Agência Lusa.

E Pedro Passos Coelho foi convidado pela Paróquia de Castro Marim, em Faro, para intervir num evento sobre legislação laboral.

Um evento que acontece daqui a sensivelmente uma semana, um evento de celebração dos 135 anos da publicação da encíclica do Papa Leão XIII e dos 45 anos do Papa João Paulo II, ambas sobre o tema do trabalho. Em entrevista à Rádio Observador, o padre que convidou Passos Coelho, Tiago de Eira Pereira, explica o porquê do convite dirigido ao antigo primeiro-ministro.

Este evento não é um evento de caráter político, mas é um evento de caráter de reflexão social e religiosa. E por isso entendemos que, sendo o doutor Pedro Passos Coelho uma pessoa de ampla experiência política, mas sobretudo no campo da economia, no campo empresarial, que nos poderia dar uma ajuda na reflexão.

Com a polêmica das declarações de Passos Coelho esta semana, com a utilização de expressões como "prostitutos políticos" e a proximidade com André Ventura, o padre Tiago de Eira Pereira esclarece que o convite foi feito antes destas declarações e que mesmo que não tivesse sido, há que separar as águas.

Essas questões passam todas ao lado da vida da Igreja, porque nós temos um princípio na Igreja muito interessante, que é a Igreja Católica, porque é universal. A Igreja tem a obrigação de acolher a todos. E, portanto, essas questões passam todas ao lado, quer da Igreja, quer de mim próprio.

O pároco de Castro Marim, aqui entrevistado pelo jornalista Miguel Gato, Pedro Passos Coelho, que vai falar sobre as transformações na sociedade e no mundo do trabalho.

E vai ser quando, Miguel?

Vai ser na próxima sexta-feira, 5 de junho.

Vamos tomar nota na agenda. E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 28 de maio.

Pode existir um acordo preliminar para o fim do conflito entre os Estados Unidos e o Irão. A informação está a ser avançada pelo portal Axios, que acrescenta que este acordo não tem ainda a aprovação garantida por parte de Donald Trump. No gabinete de guerra da Rádio Observador, Bruno Cardoso Reis reforça esta ideia de que falta a luz verde do presidente norte-americano e lembra que esta não é a primeira vez que o portal Axios avança com uma informação deste tipo.

Temos que ter grande cuidado, porque o Axios está bastante bem informado, em particular este jornalista, o Barak Ravid, tem dado informações em primeira mão várias vezes, nomeadamente a respeito de tudo que tem a ver com o Médio Oriente e com a ação americana lá. Mas a verdade é que ele também já disse mais ou menos a mesma coisa no domingo e, sobretudo, ele volta agora a dizer que, no fundo, aquilo que falta é o acordo dos líderes máximos dos dois lados. Ora, o problema que nós temos aí é que Donald Trump, aparentemente, continua a insistir que precisa de pensar, que acha que se calhar o acordo podia ser melhor.

Bruno Cardoso Reis a lembrar que falta ainda o carimbo de Donald Trump para este acordo de paz. A fechar, domingo não vai ser possível atravessar a Ponte 25 de Abril, pelo menos de carro. Podem sempre ir à praia de bicicleta, dá mais trabalho, mas pode compensar. A Ponte 25 de Abril vai estar cortada entre as 08h30 e as 10h30 da manhã de domingo, no sentido sul-norte, devido ao passeio Pedala Portugal. Para além disso, no sentido norte-sul também vai estar cortada uma via, com dificuldades, por isso, no trânsito rodoviário. Esta é uma das iniciativas dos 60 anos da Ponte 25 de Abril, este passeio de bicicleta que tem como objetivo ligar as cidades de Lisboa, Almada e Oeiras.

A ser no domingo de manhã, entre as 08h30 e as 10h30.