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Informação. Jornal das cinco com a Laura Figueiredo. Laura, um incêndio no Conselho de Aljustrel, em Beja, está a mobilizar sete meios aéreos.

O fogo obrigou já ao corte de um troço da Estrada Nacional dois entre Aljustrel e Ervide. O alerta para o incêndio foi dado por volta das 14h. O fogo está a consumir uma zona de pasto e mato. No terreno estão 110 bombeiros, além dos sete meios aéreos e mais de 30 viaturas. De acordo com a Proteção Civil, não há, para já, populações em risco. Também em Beja, há um outro incêndio no Conselho de Moura, mas este está já em fase de rescaldo.

E o serviço de urgência do Hospital de Évora está hoje a funcionar com constrangimentos devido a falhas nos sistemas informáticos.

Num comunicado enviado à Agência Lusa, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central explica que a situação obrigou que fossem acionados os planos de contingência, de forma a minimizar os impactos do problema e a assegurar a continuidade da prestação de cuidados do serviço. De acordo com a unidade, os constrangimentos podem refletir-se no aumento dos tempos de espera e, por isso, os utentes são aconselhados a contactar a linha SNS 24 antes de recorrerem ao serviço de urgência do hospital. A Unidade Local de Saúde diz ainda estar a fazer os possíveis para resolver a situação o mais rapidamente possível e apela à compreensão e colaboração dos utentes.

E o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado faz um balanço muito positivo da greve de uma semana que termina hoje, mas admite novas paralisações.

A paralisação que chega hoje ao fim tem como principais reivindicações o reforço de recursos humanos e também melhores salários. Arménio Maximino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado, diz que não contactou com o governo durante a semana e aguarda agora uma reação por parte do executivo de Luís Montenegro.

Nós não tivemos nenhum contacto por parte do governo, e vamos dar algum tempo para que o governo tire as ilações que entender desta jornada de luta. Volto a dizer, nós não queríamos fazer esta greve e não queremos fazer mais greves, mas se formos obrigados a fazê-la, fá-la-emos com a mesma convicção e com a mesma adesão desta última. Nós não podemos recuar mais do que o que já recuamos. Se o governo não entender isto, continuaremos a lutar pela dignificação, da qual não podemos abdicar.

Declarações de Arménio Maximino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado. De acordo com dados do sindicato, a greve teve uma adesão acima dos 90% em Portugal, pelo menos em 14 distritos.

E arranca hoje a época balnear em todo o país, numa altura em que está praticamente finalizado o investimento de €27 milhões para reparar os danos causados pelas tempestades do início do ano.

É o que avança o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente. Entre as intervenções levadas a cabo, está a maior reposição de areia alguma vez feita nas praias portuguesas, em causa 3 milhões de metros cúbicos de areia, como explica José Pimenta Machado.

A nossa faixa costeira está muito exposta a fenómenos erosivos, que são potenciados pelo clima que está a mudar, pelas alterações climáticas. Temos recuo e este ano foi um ano muito difícil, como sabemos, tão difícil desde o tempo da tempestade de 2012. Estamos a alimentar as praias, a reforçar as dunas. A melhor maneira de nos defender da ação do mar é alargar as praias e reforçar todos os nossos sistemas dunares, que temos feito e diria que este ano deveremos bater o recorde daquilo que é a alimentação das praias. Eu tenho a ordem dos 3 milhões de metros de areia, é o valor tudo somado do conjunto de intervenções que estamos a fazer pelo país.

A reposição de areia é uma das intervenções feitas para reparar os danos causados pelas tempestades. José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, garante que os trabalhos já estão praticamente concluídos.

As obras que estão planeadas estão executadas. É verdade que ainda estamos a acabar uma empreitada na Costa de Caparica, mais um, dois dias estará finalizada. O investimento ficou dentro daquilo que era a nossa estimativa, toda prevista até antes da época balnear e depois só eram €27 milhões.

José Pimenta Machado, esta manhã em Vila Praia de Âncora, em Caminha, no distrito de Viana do Castelo.

Na atualidade internacional, o Irão nega que o acordo de paz com os Estados Unidos vai ser assinado amanhã, mas ainda assim prevê que aconteça nos próximos dias.

Uma posição transmitida pelo porta-voz da diplomacia do país, à agência de notícias iraniana IRNA. O responsável alarga assim o prazo inicialmente previsto pelo mediador nas negociações, o Paquistão, que tinha apontado para as próximas 24 horas. O porta-voz iraniano diz que é preciso esperar para saber a data exata da assinatura, mas garante que não vai ser amanhã. Esmail Baghai detalhou ainda que o documento se debruça sobre o fim da guerra e que a questão nuclear vai ser abordada mais tarde. Os norte-americanos alertam que essa é uma discussão que pode demorar muito tempo. Ora, para a especialista em relações internacionais, Madalena Mayer Resende, é mesmo o maior problema do acordo.

Sem dúvida que é o ponto mais sensível e o ponto mais importante e, na verdade, o ponto que tem marcado o verdadeiro avanço das negociações. Penso que os dois lados estão muito mais próximos do que estiveram nas últimas semanas. E daqui também acho que é preciso dar crédito ao presidente Donald Trump, que foi o presidente que arriscou mais no sentido de resolver este problema nuclear do Irão.

Análise da especialista em relações internacionais, Madalena Mayer Resende, no Gabinete de Guerra. O Irão anunciou, entretanto, que o funeral de Ali Khamenei vai começar a 4 de julho, cinco dias depois, o antigo líder supremo vai ser sepultado. De recordar que Ali Khamenei foi morto em fevereiro, nos primeiros ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

E a Rússia denuncia um ataque da Ucrânia contra a oficina da central nuclear de Zaporíjia.

O ataque terá causado danos materiais significativos, tendo atingido três viaturas, bombas de combustível e também janelas do edifício. No entanto, para já, não há registro de feridos, nem evidências de perigo radiológico. A oficina tinha sido atacada pela última vez a 31 de maio. As Forças Armadas da Ucrânia até agora ainda não se pronunciaram sobre o incidente na maior central nuclear da Europa. A Agência Internacional de Energia Atômica confirma que a central nuclear foi reconectada à rede elétrica esta manhã, depois de 19 apagões na noite de quarta-feira.

No desporto, o canoísta Fernando Pimenta conquistou esta manhã a medalha de bronze no K1 1000 metros nos Europeus de Canoagem.

É a primeira medalha de Portugal nestes campeonatos da Europa, que decorrem em Montemor-o-Velho, em Coimbra. Foi a décima medalha de bronze da carreira do canoísta de 36 anos. No final da prova, Fernando Pimenta admite que há espaço para mais medalhas e experiências.

Eu quero é continuar a colecionar bons momentos. Hoje em dia, aquilo que eu costumo dizer, e não é por hoje ter sido medalha ou ter sido medalha de bronze, das coisas que eu mais preservo hoje em dia são as amizades que eu faço com o desporto e estes momentos que eu consigo colecionar, que muitas outras coisas não ia conseguir fazer. E toda esta experiência que o desporto nos dá, o desporto de alta competição, que é saber ultrapassar momentos menos bons.

O português Fernando Pimenta, em declarações à RTP, depois de ter conquistado esta manhã a medalha de bronze da prova K1 1000 metros. Já esta tarde, Fernando Pimenta entrou novamente em prova para a final de K1 500 metros. Acabou em último lugar, na nona posição.

E fechar, Laura, hoje é dia de Santo António e dia de festa em Alfama. O bairro mais antigo de Lisboa foi o vencedor das Marchas Populares de Lisboa.

Oito anos depois de ter conquistado pela última vez o título de vencedor das Marchas Populares, o bairro de Alfama leva para casa mais uma vitória, desta vez com o tema "Os Santos Estão Loucos". O coordenador da marcha diz que ainda vale a pena lutar pelos valores e tradições que dão identidade aos bairros históricos de Lisboa.

O bairro está despovoado, o bairro está descaracterizado, o bairro já tem muito poucos alpacinhas e nestas alturas, o bairro sente que, de alguma forma, ficaram sem as suas referências. E com esta marcha, o que nós pretendíamos dizer às pessoas que nasceram em Alfama, enquanto o Magalhães Lima for o responsável pela marcha de Alfama, teremos sempre esse passado bem presente. Em relação a ele, nos orgulhamos muito.

João Ramos, coordenador da Marcha de Alfama, que explica ainda que das 50 pessoas que participaram na marcha, apenas três vivem no bairro.

É assim que fechamos o Jornal das Cinco.