Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Esta é a Tarde Política da Rádio Observador. É sexta-feira, 19 de junho, temos dois explicadores nesta primeira hora da Tarde Política. Boa tarde, Judite França. Vamos falar sobre?
Boa tarde, Ricardo. Vamos falar sobre a reforma laboral, que foi chumbada de forma surpreendente no Parlamento, depois de todas as expectativas criadas ontem. E ainda iremos ao encontro do Miguel Cordeiro, é o nosso repórter nos Estados Unidos, está a acompanhar o Mundial.
Sim, vamos perceber. Vamos falar um pouquinho de futebol, mas também sobre política e como os Estados Unidos estão a viver este mundial. Antes, temos o Jornal das 5. Boa tarde, Luís Soares. Quais são as notícias em destaque agora às 17h?
Boa tarde, Ricardo. Boa tarde, Judite. Naturalmente, o chumbo da reforma laboral no Parlamento. Luís Montenegro acusa o Chega de querer pôr em causa a sustentabilidade da Segurança Social. O primeiro-ministro está também insatisfeito com a forma como ele e a família ficaram a saber da notícia de que estava a ser preparado um atentado contra a residência de Luís Montenegro. Vamos também ficar a conhecer mais à frente as novas categorias dos Grammys.
E quanto ao estado do tempo para este fim de semana, calor e mais calor. De resto, o interior do país, o território continental, está sob aviso amarelo amanhã, devido ao calor. Vamos olhar aqui para as máximas previstas para amanhã, sábado. Porto 25, Braga 35, Viseu 33, Aveiro 22, Coimbra 31, Leiria 28, Santarém 36, Lisboa 34, Setúbal 35 e Faro 31. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a Tarde Política da Rádio Observador. Jornal das 17h com Luís Soares. Depois de chumbado o pacote laboral do governo, Luís Montenegro diz que não vai desistir do objetivo de dar a Portugal condições para que o país possa ser, segundo diz, mais competitivo e produtivo.
E lamenta que os dois extremos do Parlamento se tenham juntado para chumbar a reforma laboral. Em declarações aos jornalistas em Bruxelas, no final da reunião do Conselho Europeu, o chefe do governo explicou que propôs ao Chega uma comissão eventual para estudar a proposta de descida da idade da reforma, mas o partido recusou. Luís Montenegro explica que não quis colocar em causa a sustentabilidade da Segurança Social.
O motivo pelo qual não houve um entendimento final, foi ter-me sido pedido que tomasse uma posição que poderia colocar em causa a sustentabilidade das pensões e o pagamento futuro de pensões. E isso é uma questão intransponível, porque para mim as pensões são sagradas. Disse-o quando estava em campanha eleitoral e diluei até ao final deste mandato.
E apesar do chumbo, Luís Montenegro garante que não desiste da ideia de tomar medidas para tornar a economia mais competitiva, mas não explica nem quando, nem como.
As nossas convicções e as nossas propostas para Portugal se mantêm intactas. Saberemos fazer a leitura política para recolocar este tema no tempo e no modo que forem convenientes. Isso será uma análise que farei no futuro.
Quanto à posição da Ministra do Trabalho perante este chumbo, Luís Montenegro é muito claro.
Confiança absoluta. A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social mais não fez do que apresentar a posição do governo. E a posição do governo é inamovível e intocável. É da senhora ministra e é minha. Portanto, a confiança é uma questão que nem sequer se coloca, honestamente.
Confiança absoluta na Ministra do Trabalho, garantia do Primeiro-ministro em Bruxelas, no final da reunião do Conselho Europeu. Luís Montenegro remete uma análise política mais aprofundada a este tema no Congresso do PSD, que se realiza este fim de semana em Anadia.
André Ventura justifica o voto contra do Chega, precisamente com a rejeição da proposta para baixar a idade da reforma.
Ao contrário de Luís Montenegro, André Ventura entende que há condições para inverter o caminho seguido nos últimos anos de um aumento da idade da reforma, com base no fator da sustentabilidade, que tem em conta a evolução da esperança média de vida.
Por isso, o Chega estabeleceu para esta reforma laboral, não só a importância de acabar com estes erros todos, que penalizavam e penalizam os trabalhadores, como de reduzir um erro histórico português, a idade da reforma dos trabalhadores e o teto às pensões milionárias em Portugal. A diferença quando nós dissemos que não podíamos continuar a ter um país a trabalhar até morrer, enquanto outros fazem o contrário, é esta: é enquanto que o PS, a extrema-esquerda, estão habituados a vender-se, nós não nos vendemos.
Garantia do presidente do Chega, em declarações no Parlamento, depois de ter votado contra a reforma laboral, tema também para uma comunicação para a hora de jantar do líder do partido. Do lado da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão diz que esta não é uma vitória da esquerda e das centrais sindicais ou do Chega, mas sim uma derrota por parte dos trabalhadores.
Já o PS considera que o Chega bateu em retirada face à expectativa de que poderia ajudar a viabilizar a reforma.
É essa a interpretação do líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.
Este acaba por ser um bom dia para Portugal e para os portugueses. Bateram em retirada. A extrema-direita bateu em retirada, foi derrotada pela força dos argumentos, depois da mobilização não só das centrais sindicais, mas de outras forças sociais e depois de um debate muito duro ontem no Parlamento, a extrema-direita bateu em retirada
Em retirada e foi possível derrotar esta iniciativa.
A reação da bancada parlamentar do PS ao chumbo do pacote laboral. Pelo LIVRE, Rui Tavares compara o Chega a um escorpião. Ainda à esquerda, o secretário geral do PCP diz que hoje é um dia de grande vitória para os trabalhadores e do lado do Bloco, Fabian Figueiredo diz que a Ministra do Trabalho deve repensar o lugar no governo.
Vamos à reação de algumas das confederações patronais, neste caso de parceiros sociais. A Confederação do Comércio considera profundamente negativo o chumbo desta reforma laboral no Parlamento.
Foi em comunicado, o presidente do CCP considera que esta foi uma oportunidade perdida para o país, recordando que a produtividade portuguesa é a quarta mais baixa da União Europeia. Diz, por isso, ser um desperdício da oportunidade de reformar a lei, significa um sinal vermelho muito preocupante no entender da Confederação do Comércio. Junta-se a este jornal das 17h da tarde política, o presidente da CAP, da Confederação dos Agricultores de Portugal, Álvaro Mendonça e Moura. Boa tarde, obrigado por se juntar a nós em direto.
Boa tarde.
Como é que reage a esta decisão tomada hoje pelo Parlamento ao chumbo do código laboral?
Reage com desapontamento. Perdeu-se uma oportunidade de contribuir para aumentar a competitividade e a produtividade no nosso país. A reforma da lei laboral é um dos pilares que pode contribuir para o aumento desta competitividade e, portanto, é uma perda de oportunidade e daí o nosso desapontamento. Agora, há um ponto que eu gostava de salientar: é que o problema ou os problemas não desapareceram por causa desta reprovação. Ou seja, quem vota contra a alteração das leis laborais não resolve os problemas que as leis laborais ou a alteração das leis laborais procuravam resolver. Os problemas permanecem e essa é a razão do nosso desapontamento, é que não se querer discutir em pormenor, na especialidade, as alterações, pura e simplesmente está-se a aceitar que os problemas permaneçam. E havia várias questões que podiam ser afinadas e para o setor da agricultura eram muito importantes. E estou a pensar no grande problema que nós temos em todo o setor da falta de mão de obra e havia nesta alteração às leis laborais, alterações ao limite das horas extraordinárias num voluntariado, portanto, para quem quisesse. Havia a questão do banco de horas individual voluntário, volto a sublinhar, para quem quisesse. Havia a questão da formação apropriada às necessidades das micro ou pequenas empresas. Tudo isso são problemas que permanecem em cima da mesa.
Álvaro Mendonça e Moura, o fato do primeiro-ministro ter dito que não desiste da ideia, de admitir recolocar o tema mais à frente, deixa a CAP em algum tipo de expectativa relativamente aos tempos futuros?
O que deixa neste momento a CAP, tem diante dela o que se passou. E o que se passou foi o chumbo no Parlamento, na generalidade. Este é o facto e este facto é profundamente negativo para o país. Quanto a isso, é importante que não haja dúvidas e é negativo pelos problemas que permanecem. Obviamente que nós gostaríamos que viesse amanhã haver algumas alterações às leis laborais. Eu próprio, desde novembro, venho defendendo, e escrevi isso, que era preciso procurar linhas verdes de entendimento em vez de linhas vermelhas. Portanto, a CAP defende isso há longos meses. Há muitos meses que eu tenho dito publicamente que a reforma laboral não é um jogo de tudo ou nada, mas é preciso termos consciência dos problemas reais que o país atravessa e donde nos situamos hoje na produtividade europeia. Já nem falo de outras regiões do mundo. Portanto, é assim que queremos continuar? Eu julgo que não.
Álvaro Mendonça e Moura.
E, portanto, o nosso sentimento hoje é, obviamente, de desapontamento.
Álvaro Mendonça e Moura, presidente da CAP, muito obrigado por ter estado em direto conosco neste jornal das 17h, com uma primeira reação do lado também das confederações patronais a este chumbo do código laboral no Parlamento.
E presente nas galerias do Parlamento, esteve o secretário-geral da CGTP, que reagiu com lágrimas ao chumbo do pacote laboral.
E mais tarde, Tiago Oliveira disse aos jornalistas que este chumbo deve ser interpretado como um sinal para Luís Montenegro.
É um sinal para o governo que diz respeito àquilo que é o objetivo do governo, e a CGTP denunciou isto desde o início. O objetivo do governo é um governo que está de mãos dadas com uma minoria, com os patrões. É um governo que legisla sempre com a perspectiva de olhar para o país como uma folha de Excel, esquecendo aqueles que, de fato, constroem o país, que são os trabalhadores, que são os reformados, que são os jovens que amanhã vão entrar para o mundo do trabalho. E obviamente, tudo aquilo que tem sido a política seguida, obviamente hoje traduziu-se na derrota deste projeto do governo.
Tiago Oliveira, preocupado também com a prestação social única, diz que vai lutar para que haja um rumo diferente. Também já aqui escutámos a CGTP que fala numa grande vitória para os trabalhadores.
Em Bruxelas, Luís Montenegro reagiu, entretanto, à notícia. O primeiro-ministro contesta, reagiu uma outra notícia. O primeiro-ministro contesta de forma generalizada como foi tornada pública a informação de que um grupo neonazista estaria a preparar um atentado contra o chefe do governo.
Luís Montenegro lamenta que ele e a família tenham sabido da notícia pela comunicação social e que tenham sido apanhados de surpresa, nomeadamente numa altura em que Montenegro estava incontactável. Em causa a notícia de que Luís Montenegro estava entre uma lista de alvos de um grupo neonazi que chegou a ponderar um ataque à residência do primeiro-ministro. Aos jornalistas em Bruxelas, Montenegro lamentou que a notícia tenha apanhado todos de surpresa.
A forma como a informação foi conhecida das pessoas visadas, que éramos nós, não foi, na minha opinião, aquela que deveria ter sido. E isso tem que ser dito porque eu não estou já preocupado com esta circunstância, mas estou preocupado com a possibilidade de isso acontecer a qualquer cidadão português. Vou, com esta intervenção que aqui estou a fazer
Creio eu, alertar os respectivos responsáveis para aquilo que devem fazer em situações iguais a esta, independentemente da pessoa em causa ser primeiro-ministro ou ser um cidadão qualquer em qualquer parte do país.
A queixa do primeiro-ministro de não ter sido informado pelas autoridades sobre esta ameaça, diz que foi um momento delicado para ele e também para a família.
E outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira.
Notícia importante para quem vai na estrada, eventualmente em direção ao sul do país. A autoestrada A6 está cortada ao trânsito em ambos os sentidos, entre os quilômetros 17 e 18, junto a Vendas Novas, no distrito de Évora. Isto por causa de um incêndio em pasto. De acordo com a agência Lusa, o alerta foi dado pelas 16h, obrigou ao corte total da A6 na zona de Vendas Novas. No Mundial de Futebol, Rúben Dias grande que está totalmente recuperado e pronto para ajudar a seleção no próximo jogo. Ele que voltou ontem aos treinos com a equipa, falou hoje à imprensa também a responder às críticas feitas à seleção portuguesa depois do primeiro jogo. Rúben Dias fala em ruído. Israel e o Hezbollah iniciaram esta tarde um cessar-fogo, informação avançada por um alto funcionário norte-americano à agência Reuters e já confirmada também pelos dois lados. O acordo foi alcançado às 14h, hora de Lisboa. A mesma fonte acrescenta que os negociadores dos Estados Unidos e do Qatar ajudaram a firmar este acordo com o auxílio do Irão. E os Grammys vão ter, Ricardo, novas categorias. Vão passar a distinguir os melhores da música latina e da música asiática, porque foram gêneros que acabaram por dominar a cerimônia do ano passado.
A novidade aqui é a música asiática?
E a música latina também. Vai passar a haver um prêmio para melhor canção latina. Isto depois do Bad Bunny ter alcançado o prêmio de melhor álbum no ano passado e daí surgiu essa ideia desta categoria e de mais outras quatro categorias.
Quais são todas essas novas categorias dos Grammys?
Melhor performance de música pop asiática, melhor performance de colaboração R&B, também performance vocal pop tradicional e melhor álbum de música folclórica tradicional.
Música folclórica também?
Muita coisa.
Ainda há esperança aqui para o burgo. O Luiz Ferro vai regressar às 17h30.