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Boa tarde, vamos às notícias. Jornal das 5, com o José Rafael Lopes e começamos na atualidade internacional. O Hamas pede aos Estados Unidos que intervenham perante Israel, depois da recusa do acordo de paz para a Faixa de Gaza.
O grupo extremista quer que os Estados Unidos exerçam pressão junto de Benjamin Netanyahu, com o objetivo de tentar mudar a posição de Israel. O governo israelita anunciou hoje que rejeita o plano de paz com 15 pontos para a Faixa de Gaza. O primeiro-ministro garante que o exército de Israel não vai sair de Gaza até o Hamas estar completamente desarmado. Benjamin Netanyahu adiantou que Tel Aviv está em conversações com os Estados Unidos da América sobre o plano e considera que alguns dos pontos não são aceitáveis.
Ainda no Médio Oriente, o Irão divulgou um vídeo em que surge o líder supremo.
É um momento raro. O vídeo do líder supremo é difundido numa altura em que várias agências davam conta de que Khamenei estaria na iminência de morrer. As imagens foram partilhadas pela agência de notícias Mehr, mostram o aiatolá Khamenei sentado e a conversar com um grupo de pessoas. Esta divulgação é feita numa altura em que o Irão e Omã insistem que está para breve um acordo para permitir a navegação no Estreito de Ormuz, mas as exigências iranianas podem complicar o cenário de entendimento. Na Rádio Observador, o tenente-general Marcos Serronha diz que o Irão não quer apenas gerir o tráfego marítimo, quer também a saída total das forças americanas da região.
Além de parar com a guerra, por assim dizer, exige a paragem do bloqueio naval e a saída do dispositivo militar do Médio Oriente. O que me parece difícil, nesta fase, que os Estados Unidos possam aceitar naturalmente.
Para o tenente-general Marcos Serronha, os Estados Unidos estão a abdicar de objetivos iniciais como o desarmamento nuclear e de mísseis, para se focarem apenas na reabertura do Estreito de Ormuz.
O Presidente da República lembrou hoje que a revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela é uma promessa que se arrasta há demasiado tempo.
António José Seguro lembra a ação do governo depois do incêndio que afetou a região durante duas semanas em 2022. Na altura, foram prometidos mais de €150 milhões para revitalizar a zona. O chefe de Estado diz que a Serra da Estrela não pode ser esquecida e que são precisos passos mais concretos para a revitalização do parque natural. O Presidente da República lembra que a promessa de ajudar está por cumprir.
Quase nada foi investido dos €155 milhões anunciados. Ora, quando se assinala meio século do Parque Natural da Serra da Estrela, em vez de passa-culpas, o que se exige são passos concretos para revitalizar e proteger o nosso património natural, que é também um dos principais ativos desta região do interior do nosso país. A Serra da Estrela merece mais do que promessas.
A promessa de verbas para revitalizar o parque foi feita em 2022. A março deste ano, a Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela disse que o plano de revitalização daquela área continua sem avançar e que as ações previstas não têm financiamento assegurado. Na Guarda, António José Seguro lamenta ainda que não saiam da gaveta muitas das recomendações feitas ano após ano para melhorar a prevenção dos incêndios.
Tenho transmitido a necessidade de melhorarmos a prevenção e a capacidade de resposta. O relatório da Comissão Técnica Independente, que avaliou os incêndios de agosto do ano passado e foi revelado há poucos dias, vai no mesmo sentido. E aponta algo ainda mais preocupante: muito ficou por fazer depois dos relatórios interiores dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado.
As palavras de António José Seguro a pedir mais atenção ao Parque Natural da Serra da Estrela.
Nos incêndios, mais de 160 operacionais combatem um fogo no distrito de Vila Real.
As chamas estão a lavrar em Vila Pouca de Aguiar, num incêndio longe de habitações. Estão no terreno mais de 160 operacionais, um número reforçado nas últimas horas. Estão acompanhados por 43 meios terrestres. O combate às chamas conta ainda com o apoio de oito meios aéreos. Em Carrazeda de Ansiães, os dois focos estão em fase de resolução. Ainda assim, mais de duas centenas de operacionais continuam envolvidos no combate às chamas, embora não exista, por agora, risco de propagação para lá do perímetro definido pelos bombeiros. O primeiro fogo situa-se na freguesia de Linhares, o segundo em Parambos, também no Conselho de Carrazeda de Ansiães.
As urgências de oftalmologia dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde não têm previsto um reforço do número de profissionais para a noite do eclipse.
O fenômeno está marcado para quarta-feira, acontece no dia 12. Não há reforço para já nos hospitais do SNS. É a indicação da direção executiva do SNS ao jornalista do Observador, Tiago Aires.
A direção executiva do SNS diz que não se espera um aumento significativo da afluência às urgências e que, por isso, não está a ser equacionado um reforço dos profissionais. Para se perceber, até porque não é comum ouvirmos falar de urgências de oftalmologia, os hospitais do SNS têm, nos dias úteis e durante o dia, o apoio de oftalmologistas na urgência. Mas durante a noite e aos fins de semanas e feriados, o que acontece é que há uma concentração da resposta, ou seja, está concentrada nas urgências metropolitanas em Lisboa e no Porto. E na noite do eclipse, portanto, de quarta para quinta-feira, serão os hospitais de São José, em Lisboa, e de São João, no Porto, a assegurar a urgência e onde estarão escalados dois médicos oftalmologistas.
Os hospitais acreditam que a campanha de sensibilização que tem sido feita nos últimos dias deve ser suficiente para evitar um aumento significativo da afluência às urgências. Um dos maiores riscos associados à observação do eclipse sem os óculos adequados é a possibilidade de quem o faz desenvolver uma retinopatia solar.
No fundo, é a morte das células da retina. Se essa observação for prolongada
Essa lesão pode ser definitiva, pode ser permanente, ou seja, causa uma diminuição permanente da capacidade visual. E atenção que a morte celular é indolor, ou seja, a pessoa só se apercebe de que algo não está bem nas horas seguintes e não no momento em que está a observar o sol.
O risco associado à observação do eclipse acredita à direção executiva do SNS que não há necessidade de reforçar o número de médicos nas urgências de oftalmologia, face aos avisos que têm sido feitos nos últimos dias. O eclipse acontece na quarta-feira.
Tempo para o desporto. O Futebol Clube do Porto entra em campo daqui a menos de uma hora, enfrenta o Alverca.
Jogo marcado para às 18h, estreia dos campeões nacionais no campeonato e com possibilidade já de ganhar pontos a um rival depois do Sporting ter empatado com o Estrela da Amadora. Vamos desde já em direto até ao Estádio do Dragão. O Pedro Fernandes já lá está, ele que vai estar no relato deste encontro. Pedro, seja muito bem-vindo. Vamos ficar a conhecer os 11 deste primeiro jogo da temporada no Dragão.
Boa tarde, José Rafael. Boa tarde a todos os ouvintes da Rádio Observador. É exatamente o arranque da Primeira Liga, época 26/27 para Futebol Clube do Porto e Alverca. O Porto que vem de uma vitória na Supertaça, naquele que pode ser considerado então o primeiro troféu da época e em relação a essa partida para o encontro da jornada inaugural, Francesco Farioli opera duas alterações no 11 do Futebol Clube do Porto. Curiosidade também para o regresso de Sérgio Ferreira, ele que foi o treinador do Futebol Clube do Porto na época passada, campeão no sub-19 e que tem esta particularidade de, na jornada inaugural, enfrentar o Futebol Clube do Porto. Vamos então aos 11. Porto com Diogo Costa, Martim Fernandes, Jakub Kiwer, Jan Bednarek, recuperou, Zaidu Sanusi. Depois no meio-campo, Alan Varela, Victor Fraudot e Gabri Veiga, Pepe, André Silva e William Gomes, o trio ofensivo da equipa do Futebol Clube do Porto. Quanto ao Santa Clara, com Mateus Mendes é o guarda-redes. Depois à direita, Nabil Touazi, à esquerda Isaac, três centrais, Stephen Bazea, Sérgio Gomes e Bastian Mendyo. Meio-campo, Yan Lucas e Davigué. Na frente, Figueiredo à direita, Chiquinho à esquerda e o avançado será Vivaldo Semedo. Quanto ao árbitro, será Luís Godinho, terá como árbitros assistentes Pedro Martins e Gonzalo Vaz Freire. O quarto árbitro é Diogo Arouse. No VAR vão estar Bruno Esteves e Catarina Campos. Estádio do Dragão ainda vazio. Excelente temperatura. O final de tarde excelente para esta jornada inaugural no Estádio do Dragão.
Jogo que vai colocar o Futebol Clube do Porto frente a frente com o Alverca. O Pedro Fernandes vai estar no relato deste encontro entre o Futebol Clube do Porto e o Alverca, que começa às 18h.
E depois é a vez do Benfica entrar em campo.
Frente ao regressado Académico de Viseu. O jogo no Estádio da Luz começa às 20h30, à porta fechada, devido ao castigo. Decisão mereceu comentários por parte de Marco Silva, o técnico diz que não entende o que traz isto de positivo ao futebol português.
Retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Acho que temos muitos bons exemplos pela Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas e se não são boas há que atuar diretamente e não é interditando ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e que o jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja. Simplesmente, e eu não entendo, retiraram isso não só ao Benfica e ao próprio espetáculo, é ir por caminhos que, na minha opinião, não vão resolver nada.
As palavras de Marco Silva em conferência de imprensa antes do jogo com o Académico de Viseu, partida que está marcada para as 20h30.
Desporto a fechar o Jornal das Cinco.