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Jornal das cinco, na Rádio Observador com Miguel Videira. Miguel, para esclarecer todas as dúvidas, PSD e CDS querem ouvir o ministro da Defesa no Parlamento sobre o tal negócio da compra de três fragatas.
Dúvidas suscitadas por uma notícia do 24 Horas que questiona, por exemplo, o afastamento de uma empresa portuguesa que, segundo o jornal, vinha servindo de intermediária entre o comprador, o Estado português, e a Fincantieri, empresa detida na quase totalidade pelo Estado italiano. A notícia dá conta que a Fincantieri decidiu não renovar o contrato com a portuguesa NTG, na véspera da assinatura do contrato de compra das fragatas. Há também quem questione a necessidade do negócio de quase € 4 mi, o caso de Ângelo Correia. Ora, Bruno Vitorino, coordenador do PSD na Comissão de Defesa, acaba de explicar à jornalista Teresa Freire que, face ao clima de suspeita, o melhor é chamar o ministro ao Parlamento.
Há coisas que evoluíram nos meses passados e que é preciso esclarecimentos ou uma atualização dos esclarecimentos. Então, muito bem, vamos ouvir o ministro, não há nada a esconder. Nós somos os primeiros interessados em querer tudo esclarecido, mas ali onde há confronto, onde o senhor ministro se pode defender, onde as questões são colocadas, e depois há uma dialética parlamentar que permitirá esclarecer tudo e mais alguma coisa. Agora, era preciso era que os deputados que normalmente mandam essas atoardas nas redes sociais, depois apareçam nas comissões.
Bruno Vitorino, coordenador do PSD na Comissão de Defesa, aqui a explicar esta iniciativa de PSD e também do CDS. Querem ouvir o ministro Nuno Melo no Parlamento dar explicações sobre o negócio da compra de três fragatas.
Prudência. Paulo Muacho sugere que é cedo para tirar conclusões sobre a conduta do ministro da Administração Interna. O deputado do LIVRE pede que se espere pelo resultado da auditoria à gestão da Polícia Judiciária. A reboque do tema, deixa ainda um elogio a Luís Neves.
Quando nós olhamos para aquilo que tem sido o trabalho de Luís Neves no cargo até o momento, comparando com anteriores responsáveis da pasta, estamos muito melhor neste momento do que estávamos há uns meses com as ministras anteriores.
Ou seja, Luís Neves é um bom ministro?
Eu acho que até o momento tem mostrado que é um bom ministro da Administração Interna.
Foi o que disse esta manhã Paulo Muacho, entrevistado pela jornalista Carla Jorge Carvalho, no programa Comissão de Inquérito. O deputado do LIVRE faz, no entanto, uma ressalva.
Claro que a sua autoridade e a sua capacidade de ser um bom ministro pode ser posta em causa por essas questões pessoais e pela forma como geriu a Polícia Judiciária. Isso é óbvio e não defendo de todo que se mantenha um ministro em funções, apesar de todas essas questões. Mas eu acho que é indiscutível que tem sido um bom ministro até ao momento.
A permanência de Luís Neves no governo, sugere Paulo Muacho, vai depender das conclusões da auditoria à gestão que fez da Polícia Judiciária durante o período em que foi diretor nacional. Sobre a necessidade de uma comissão parlamentar de inquérito, como pede o Chega, Paulo Muacho entende que não se deve cair no exagero.
É um mecanismo que está a ser um bocadinho banalizado e abandalhado, se quiserem, tudo em prol de ir atrás de mais algum título de jornal, mais algum anúncio para se fazer, mais alguma coisa para o espaço mediático, e depois nós vemos produto daquilo que sai das comissões parlamentares de inquérito, tem sido muito pouco.
Ponderação no recurso a este instrumento parlamentar, a comissão parlamentar de inquérito, é o que sugere Paulo Muacho, deputado LIVRE, que esteve esta manhã aqui na rádio.
O Ministério da Educação pediu ao Ministério Público que investigue as alegadas práticas antissemitas na Universidade de Coimbra.
É o que revela a Agência Lusa. Dá conta que a Secretária de Estado do Ensino Superior remeteu para a Procuradoria-Geral da República uma denúncia recebida através dos canais de comunicação do governo. Aqui conosco em estúdio está a jornalista Maria Miguel Marques. Maria, que situações são reportadas nessa denúncia?
Entre pelo menos julho de 2024 e maio deste ano, na Faculdade de Ciências e Tecnologia, mas também noutras faculdades da Universidade de Coimbra, terão sido afixados cartazes, autocolantes e grafites com conteúdo antissemita e de incitamento ao ódio contra judeus, israelitas e sionistas. Em causa estão expressões como "os sionistas deviam carregar certificados para provarem que são humanos" e "cuidado com os sionistas". Nos mesmos locais e período, terão sido hasteadas bandeiras do grupo Hezbollah e exibidas imagens de apoio ao Hamas, bem como frases em apologia e glorificação de atos terroristas.
Maria, sabe-se quem é o denunciante? Quem é?
É o estudante de doutoramento Bar Harel, de nacionalidade norte-americana, portuguesa e israelita, que terá também sido alvo de ameaças de morte com apologia ao Holocausto. Bar Harel terá sofrido ainda uma agressão física por ostentar uma pequena bandeira de Israel na mochila, é o que é possível ler na comunicação entregue ao Ministério Público. O estudante abandonou, entretanto, o doutoramento em Engenharia e Informática da Universidade de Coimbra.
Maria Miguel Marques com os contornos deste caso. Maria contactou também a Reitoria da Universidade de Coimbra. Não foi possível chegar à fala com a direção da instituição de ensino superior. Há uma investigação no Ministério Público relacionada com este caso.
O Ministro da Educação confirma os alunos bolseiros deslocados que estudem em Lisboa vão passar a receber €500 mensais. €450 é o valor atribuído aos bolseiros colocados no Porto. Uma ajuda para fazer face aos encargos com o alojamento.
No caso de falhar, explica o ministro Fernando Alexandre, aquela que deve ser a primeira opção.
Se não houver camas disponíveis nas residências, o aluno, nesse caso, não recebe os €160, recebe um valor, que está publicado na portaria, que é o valor estimado do custo de alojamento na cidade onde ele está a estudar. Para Lisboa são €500, para o Porto são €450. E neste caso, o que acontece é que o estudante recebe o valor
E faz com ele o que melhor entender.
Sem ter que apresentar, por exemplo, cópia do contrato de arrendamento. É isso que explica o Ministro da Educação, em declarações há pouco à RTP. Quanto aos alunos bolseiros que escolham ficar em residências universitárias, passam a receber € 160 mensais, como aqui ouvimos, um aumento de quase € 70 face ao valor até aqui fixado.
A Polícia Judiciária deteve 20 pessoas suspeitas de pertencerem a um grupo que introduzia droga em vários estabelecimentos prisionais.
Foram detidos 17 homens e três mulheres no âmbito da operação Tranca Segura. Segundo as autoridades, o grupo fazia entrar droga nas prisões da Guarda, Coimbra e Lamego. O diretor da Polícia Judiciária da Guarda, Alexandre Branco, avançou ao final da manhã com mais pormenores da investigação.
Tínhamos uma estrutura bastante organizada. E isto por quê? Porque a dado momento, apercebemo-nos que haviam pessoas específicas que traziam a droga até à porta do EP, lado de dentro, e que depois entregavam a visitas. Visitas que não estavam no esquema criminoso. A partir daí, reorganizamos toda a investigação, passamos a enfrentar um grupo organizado, cujos mandantes são reclusos. Foi extremamente sensível e difícil, e foi esta ótima colaboração que permitiu chegarmos aqui.
A Polícia Judiciária dá ainda conta que o cabeçilha desta operação era um recluso que já cumpriu pena de tráfico, precisamente de estupefacientes, no Peru.
O mandante da operação é um recluso, cumpriu pena por tráfico de estupefacientes no Peru, para onde mandava grande parte do dinheiro, produto das vendas dentro das cadeias. Isso foi algo que demorou este tempo todo, que considero que foi muito bom em termos de timings para a investigação, e conseguimos fazer pelo menos uma grande parte da reconstrução histórica.
O diretor da diretoria da Polícia Judiciária da Guarda sobre esta operação. Foram detidos vários elementos de um grupo suspeito de introduzir droga em vários estabelecimentos prisionais: Guarda, Coimbra e Lamego.
E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 13 de agosto.
E começamos com uma informação conhecida há instantes. O INEM, o Instituto Nacional de Emergência Médica, os trabalhadores do INEM decidiram avançar com uma greve nos dias 14 e 18 de setembro. Paralisação de dois dias contra a nova lei orgânica, que entrou em vigor este mês. Prevê a passagem das ambulâncias do INEM para as unidades locais de saúde e também outras alterações. Por exemplo, a tripulação passa a deslocar-se em viatura ligeira. A informação da paralisação é avançada pela RTP, que cita o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, que tem manifestado oposição a estas alterações. Foi detetado em Guimarães um mosquito que pode transmitir doenças como a dengue ou a Zika. Ainda assim, a Unidade Local de Saúde esclarece que o facto de o mosquito ter sido detetado não quer dizer que haja transmissão da doença. A ULS Alto Ave afirma que não estão identificados casos de doenças transmitidas por este mosquito em Guimarães. Acrescenta que está a acompanhar a situação e que reforçou a vigilância em articulação com outras entidades. De saída, o segundo dia do Festival de Música Paredes de Coura.
Esta canção diz-me qualquer coisa, Miguel.
Sim, ouvimos aqui em fundo Born Slippy, dos Underworld, tema icónico da banda sonora do filme Trainspotting. Este é um dos concertos marcados do dia. A banda britânica composta pelos quase septuagenários Carlisle e Rick Smith sobem ao palco Vodafone quando for 1h30 da manhã. Antes, dá para ouvir Kurt Vile e The Violators, os Hermanos Gutierrez ou Paul Jay, que bem que se está por estes dias na Praia do Tabual.
É a 32ª edição do Festival de Paredes de Coura, que termina no próximo domingo. Não muito longe dali, cumpre-se a sétima etapa da Volta a Portugal, hoje por terras do Gerês, entre Vieira do Minho e as Termas do Gerês.