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Jornal das 5, na Rádio Observador, com Luís Soares. Em vésperas do preço dos combustíveis baixar ligeiramente, o Presidente da República diz que o governo está a estudar outras medidas de apoio, além das que já foram aprovadas.
António José Seguro considera que o aumento dos preços é um problema que ultrapassa o país, é um problema de dimensão europeia e global, mas em declarações esta tarde aos jornalistas, diz que o governo está a estudar mais medidas para além das que já são conhecidas.
O governo já anunciou um conjunto de medidas. Tanto quanto sei, está a estudar outras medidas, mas esta é uma questão que ultrapassa o nosso país. Tem uma dimensão global e, neste caso, tem uma dimensão europeia e todos nós devemos olhar para esta situação como uma situação especial, para diminuir o sofrimento e as dificuldades por que passam famílias e empresas.
É a preocupação de António José Seguro à margem do Fórum Internacional de Saúde de Cascais, no Centro de Congressos do Estoril, no dia em que cerca de 400 caminhões percorreram algumas autoestradas em marcha lenta, a exigir respostas concretas face ao aumento do preço dos combustíveis. Pelas previsões do setor, o preço do gasóleo deve baixar €0,05 e o da gasolina €0,02 na próxima semana. Isto já valores a contar com a diferença do imposto sobre os produtos petrolíferos, que deverá ser aprovado pela tutela.
O preço dos combustíveis para segunda-feira é um dos temas a que vamos voltar nesta hora, no Explicador, já depois deste jornal das 17h. António José Seguro aproveitou a ocasião ainda para expressar confiança na Polícia Judiciária.
Apesar de deixar claro que não comenta as buscas à instituição, António José Seguro espera que os resultados das investigações reforcem a confiança que já tem na força policial.
Aquilo que é importante é que todos nós façamos, no âmbito das nossas competências, para que as instituições e o prestígio das instituições saia cada vez mais reforçado. Como sabem, eu não comento situações quando há processos que estão a decorrer. É o caso. Eu continuo a ter confiança na Polícia Judiciária e desejo que os resultados que venham a ser apurados o mais rapidamente possível reforcem ainda mais as minhas convicções.
A garantia deixada pelo Presidente da República em declarações à margem do Fórum Internacional de Saúde de Cascais, onde assistiu também a uma palestra sobre demografia, longevidade e sustentabilidade da Segurança Social.
O Ministro da Administração Interna, que foi diretor nacional da Polícia Judiciária, recusa agora comentar as buscas na instituição.
Foi questionado sobre se estas buscas colocam em causa a confiança na Polícia Judiciária. Luís Neves recusa-se a comentar qualquer investigação, mas ressalva que a PJ continua a ser uma instituição coesa.
Como devem calcular, o Ministro da Administração Interna não comenta qualquer investigação. O que eu posso dizer é que a instituição da Polícia Judiciária é uma enorme instituição coesa, que tem o seu grande expoente no coletivo, nas mulheres e nos homens que prestam funções e na qual, naturalmente, se insere a liderança do diretor nacional.
Os elogios de Luís Neves à Polícia Judiciária. O ministro diz ainda estar tranquilo quanto à Comissão Parlamentar de Inquérito aprovada esta semana no Parlamento.
Eu já o tinha dito anteriormente, e digo e mantenho total tranquilidade. Ainda bem que todas as comissões, todas as averiguações, todos os inquéritos são relevantes para que se esclareça, de facto, a verdade e que não fique a pairar qualquer dúvida sobre qualquer facto. Os meus mandatos são um legado da minha equipa, da equipa que liderei, só para dizer, e por aqui me fico, porque depois falaremos mais. No dia em que eu assumi funções, a Polícia Judiciária tinha 968 inspetores com uma média de idade de 50 anos. Não tinha meios e depois, passados estes anos, é um corpo forte a apoiar e suportar toda a atividade do Ministério Público.
Declarações de Luís Neves em Santarém, transmitidas pela RTP, em que aproveitou também para expressar condolências à família da jovem bombeira que morreu esta noite depois de ter ficado gravemente ferida no combate às chamas no incêndio em Resende.
O Procurador-Geral da República nega que possa existir um mau ambiente com a Polícia Judiciária. Isto depois das buscas feitas pelo Ministério Público esta semana.
Exatamente. E afasta qualquer mal-estar depois das buscas lideradas pelo Ministério Público às instalações da PJ, na sequência do inquérito que procura apurar se o atual diretor da PJ, Carlos Cabreiro, participou numa escuta ilegal, sem autorização de um magistrado, no âmbito do processo Football Leaks. Amadeu Guerra assegura que a cooperação entre PJ e Ministério Público é para continuar.
Não há ambiente pesado. Isto é uma situação normal na vida democrática e, portanto, vamos nos preocupar em não criticar as ações da Polícia Judiciária. A Polícia Judiciária é uma instituição e merece todo o nosso respeito e, portanto, eu, da minha parte, continuo a respeitar a instituição. Fizemos muitas investigações importantes, sempre colaboramos bem, sempre foram pessoas muito disponíveis. Nós vamos continuar a fazer trabalho com a Polícia Judiciária? Como é óbvio, continuamos todos os dias a fazer isso. Não há qualquer problema.
A garantia é do Procurador-Geral da República, numa declaração à margem de uma conferência em Bragança. Quanto aos resultados das buscas, Amadeu Guerra apenas disse que o processo está em segredo de justiça e, por isso, não ia adiantar qualquer detalhe sobre o material apreendido
Noutro plano, o Ministro da Educação e a FENPROF voltam a trocar acusações sobre a correção digital dos exames nacionais. Fernando Alexandre acusa os sindicatos de tudo terem feito para que o processo acabasse por correr mal.
Declarações à margem de uma visita a uma escola em Guimarães, o ministro Fernando Alexandre foi confrontado com o pedido da FENPROF de intervenção da Provedoria de Justiça. Os professores queixam-se da decisão do governo de pagar €1 aos professores que classificaram os exames nacionais por cada item corrigido. Quer a FENPROF que sejam pagas horas extraordinárias. Confrontado com esta queixa, Fernando Alexandre explicou a estratégia e deixou a crítica à FENPROF.
Uma das características de ser professor é a liberdade que nós temos para corrigir à noite. Há professores que gostam de corrigir à noite. Para fixar as notas e, portanto, adiar aquilo que vem depois. E foi cumprido e os professores foram fantásticos. E mais uma vez, isso é que incomoda a FENPROF, é que correu bem. E a FENPROF fez tudo para que corresse mal.
A declaração do ministro Fernando Alexandre, captada pela Rádio Fundação de Guimarães. Confrontado com estas palavras, um dos secretários-gerais da FENPROF, Francisco Gonçalves, devolve as críticas.
Mais do que responsabilizar a FENPROF, enfim, é um clássico do atual ministro responsabilizar sempre alguém quando um erro que o ministério que ele tutela comete, responsabiliza outros, era responsabilizar o próprio ministério e de uma vez por todas, assumir a responsabilidade pelos erros e pelas opções que tomou.
Francisco Gonçalves, secretário-geral da FENPROF, devolve as críticas ao ministro da Educação, Fernando Alexandre.
E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 25 de setembro.
Morreram quatro utentes de um lar no Conselho de Estremoz, onde foi detetado um surto de gripe A. É o que revela em comunicado a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central. Vinte e cinco utentes têm sintomas compatíveis com gripe A. A Unidade Local de Saúde explica, no entanto, que apenas foi detetada a presença do vírus numa das quatro vítimas mortais e, por isso, não é possível estabelecer uma relação direta entre as mortes e este surto respiratório. A Câmara de Resende decretou três dias de luto pela morte da bombeira que morreu esta noite a combater um incêndio florestal. Decisão comunicada pelo autarca. O luto do município de Resende vai durar pelo período de três dias, até domingo. A bombeira de 24 anos morreu esta madrugada depois de ter sofrido ferimentos graves a combater o incêndio em Resende, no distrito de Viseu. Em Paris, no primeiro dia de uma visita oficial, o papa Leão XIV deixa recados sobre inteligência artificial. Diz que há o risco de cair na ilusão. O papa Leão XIV discursou no Palácio do Eliseu, foi recebido por Emmanuel Macron e considera urgente formar discernimento ético.
"Trabalhei durante séculos para formar homens livres plenamente responsáveis pelos seus atos. Por essa razão, pareceu-me indispensável abordar, na minha primeira carta encíclica, o tema da inteligência artificial, a fim de recolocar o ser humano no centro de toda a reflexão. Para não perdermos a nossa humanidade no meio do paraíso das máquinas, que invade e condiciona o nosso cotidiano, é urgente formar os espíritos para um discernimento ético capaz de distinguir o que é moralmente bom."
A mensagem deixada pelo papa Leão XIV, que ainda antes de chegar a Paris, a bordo do avião, deixou também um recado a Donald Trump, disse que todos os jornalistas são bem-vindos. E não estranhes, Ricardo, se apanhares por aqui, por Alvalade, mais mosquitos do que é habitual. Já ouviste falar disso?
Ouvi. Libertaram mosquitos aqui.
É verdade.
Mas são uns mosquitos especiais.
Especiais, exatamente. Foram libertados 30 mil mosquitos machos estéreis, precisamente aqui na zona de Alvalade, onde nós estamos a emitir. A iniciativa faz parte de um projeto experimental que pretende perceber se esta técnica pode ajudar a reduzir a população do mosquito tigre asiático, que é uma espécie com impacto na saúde pública.
E esse também pica ou não?
Não, não vai ser preciso repelente, porque como são machos, não picam, apenas as fêmeas precisam de sangue. A ideia é que estes insetos concorram com os machos selvagens no acesso às fêmeas.
E por que Alvalade?
Alvalade foi escolhida para esta experiência devido às características que tem, presença de vegetação, logradouros que podem criar condições favoráveis ao desenvolvimento do mosquito tigre asiático. Nesta primeira fase, os investigadores vão perceber como se comportam os mosquitos libertados e depois o objetivo é tentar erradicar aqueles que transmitem doenças.
E aqui uma nota também para quem nos está a ouvir. O problema não é do rádio, mas acontece que tanto eu como o Luís estamos com as vozes muito afetadas. Também a culpa não é dos mosquitos. E o problema também não é dos rádios, o problema é mesmo nosso, mas acreditamos que segunda-feira vamos estar muito melhor. Ainda agora estamos a começar a tarde em direto, mas segunda-feira vai estar muito melhor.