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Jornal das 5, na Rádio Observador, com Luís Soares. Sai Ricardo Carrilho, entra o major-general Nuno Parreira da Silva. O dia foi de mudanças no cargo de secretário-geral do Ministério da Administração Interna.
Luís Neves designou um novo secretário-geral, depois de ter demitido Ricardo Carrilho. O Expresso noticia divergências entre os dois responsáveis sobre o SIRESP, o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal. O novo secretário-geral é atualmente comandante da Escola da GNR, Hugo Fernando de Oliveira.
Ao longo da carreira, soma 13 louvores e várias condecorações. Nuno Parreira da Silva é o novo secretário-geral do Ministério da Administração Interna e chega ao Terreiro do Paço num momento de transformação do serviço. Antes, dirigiu o Departamento de Recursos Financeiros da GNR entre 2022 e 2024 e desempenhou funções de chefia na Academia Militar. Nuno Parreira da Silva sucede Ricardo Carrilho, que abandonou o cargo em rutura com o ministro Luís Neves. Em causa, divergências profundas sobre o controle do SIRESP. A gota d'água terá sido uma transferência de € 26 milhões à empresa gestora da rede de comunicações críticas, a SIRESP, SA, no âmbito da indemnização compensatória contratualizada já em 2021. Carrilho terá recusado autorizar o pagamento sem uma ordem escrita do ministro, por considerar que a regularidade da operação poderia estar em causa, uma vez que o contrato já tinha caducado. Mas este terá sido apenas o último de uma série de episódios que levaram à deterioração das relações entre Ricardo Carrilho e Luís Neves. O agora ex-secretário-geral até extinguiu o organismo responsável por validar os relatórios do SIRESP e transferiu essa função para outra equipa. A SIRESP, SA, contestou e ameaçou agir judicialmente, mas Luís Neves acabou por reverter a decisão e ordenou a reposição de uma estrutura semelhante a esta situação. Soma-se uma denúncia urgente da Secretaria-Geral à Procuradoria-Geral da República e à Inspeção-Geral da Administração Interna sobre eventuais prejuízos para o Estado pela direção do SIRESP, relacionados com o contrato financiado pelo PRR. Polêmicas que culminaram com a saída de Ricardo Carrilho, substituído agora por Nuno Parreira da Silva.
Hugo Fernando de Oliveira a recuperar essas polêmicas. A Iniciativa Liberal pediu, entretanto, a audição urgente no Parlamento do ministro da Administração Interna e também do secretário-geral do ministério demitido. A Iniciativa Liberal quer saber o que esteve na base desta demissão e, portanto, também esclarecer as polêmicas que têm vindo a ser noticiadas. Ainda sobre estas mudanças, o líder do Chega, André Ventura, acusa o ministro da Administração Interna de agir de forma arrogante.
André Ventura diz que Luís Neves afasta todos os que exigem transparência no ministério.
Talvez as pessoas com isto comecem a abrir os olhos pra quem é o Luís Neves, pra forma como atua, quer no governo, quer fora. Nós, em democracia, não podemos ter medo de governo nenhum. Quarta-feira nós vamos dar um passo muito importante na constituição de uma comissão de inquérito pra mostrar que, precisamente, não temos medo nenhum. Mas esta atuação de Luís Neves mostra como sempre que alguém se lhe mete na frente e exige transparência ou exige verdade, ou afasta, ou intimida, ou tenta condicionar.
Declarações do líder do Chega à margem de um protesto de agricultores junto da Assembleia da República, em que comentou também a entrevista de ontem de Pedro Passos Coelho. André Ventura considera que o PSD devia aproveitar a maioria de direita no Parlamento para fazer reformas. Diz que não pode concordar com todas as ideias de Pedro Passos Coelho, mas acredita que a intenção de reformar o país é comum.
Há uma grande maioria não socialista hoje em Portugal e no Parlamento, e essa maioria não socialista não está a contribuir para fazer a transformação que o país precisava. E aí Pedro Passos Coelho tem toda a razão.
Apesar de concordar com Passos Coelho na oportunidade de reformar o país através da atual arquitetura parlamentar, André Ventura diz que essa oportunidade foi perdida devido às opções do PSD.
O país deve criar condições de unidade para termos, fazermos reformas na área da saúde, da segurança, da agricultura, da justiça. Devemos fazer reformas, mas francamente, esse tempo já passou. Os protagonistas do PSD, na altura, entenderam que isso não devia ser feito
Nós respeitámos isso e a vida continuou. Eu acho que essa crítica, que é justa, de Pedro Passos Coelho, não é certamente para o Chega. O Chega esteve disponível para construir essa maioria.
André Ventura na reação à entrevista de ontem de Pedro Passos Coelho. O antigo primeiro-ministro defendeu uma coligação à direita com Chega e Iniciativa Liberal.
Vamos regressar a esta entrevista daqui a pouco no Explicador. Depois das 17h30, vamos ouvir empresários e economistas também sobre o que disse Pedro Passos Coelho na SIC Notícias ontem à noite. A Associação Académica de Coimbra repudia a situação que aconteceu hoje na RUC, a Rádio Universitária de Coimbra. Alguns elementos do Chega invadiram as instalações da RUC e só saíram depois de chamada a PSP.
Aconteceu esta manhã, as deputadas do Chega, Rita Matias e Madalena Cordeiro, entraram nos estúdios da Rádio Universitária acompanhadas de vários elementos do partido. A comitiva do Chega entrou nas instalações durante um debate político transmitido em direto e acabou por interromper o programa. O Chega está impedido de entrar nas instalações da Associação Académica de Coimbra desde fevereiro, por decisão da Assembleia Magna, mas tinha sido convidado a participar no debate, ainda que à distância. Um convite que o partido recusou por considerar ofensivas as condições de participação que foram oferecidas. A Rádio Observador, o redator e membro da administração da RUC, Jaime Nunes, estava em direto no momento da invasão, conta como tudo aconteceu.
Estávamos a ter uma conversa sobre o orçamento de Estado para 2027, sobre a questão das propinas, entre outros temas. Uma conversa descontraída entre jovens, em tom de debate. Por volta das 9h30 da manhã, entra então a Rita Matias, acompanhada de cerca de nove, 10 pessoas do Chega, dentro do nosso estúdio de emissão. Ao início, não intervieram logo, mas passados dois, três minutos, a Rita Matias aproximou-se do microfone e interveio. Eu o que fiz foi baixar o microfone para tentar manter a ordem dentro do estúdio, visto que tal não estava a acontecer.
Jaime Nunes explica que os elementos do Chega se recusaram a abandonar os estúdios, apesar dos vários pedidos nesse sentido, saíram depois da chegada da PSP.
O que eu pedi foi que abandonassem os estúdios para que nós pudéssemos conversar de forma tranquila, de forma ordeira, fora das nossas instalações, fora do nosso estúdio de emissão. Eles recusaram-se a abandonar o estúdio principal e o que disseram foi que só se levantariam do estúdio, só sairiam do estúdio, assim que aparecessem as forças de segurança. Entretanto, chegaram outros membros da rádio, chegou também a direção-geral da Associação Académica de Coimbra, pedi-lhes que abandonassem o estúdio repetidamente. Tal não aconteceu. Por volta das 9h55 chega então a polícia e retira os membros do Chega e a nossa emissão pode então voltar à normalidade.
Tiveram de ser identificados, algo do gênero, por parte da polícia?
Eu penso que a Rita Matias foi identificada.
Jaime Nunes, redator da Rádio Universidade de Coimbra, testemunhou a entrada de Rita Matias e Madalena Cordeiro, acompanhadas por vários elementos do Chega nos estúdios da rádio para interromper um programa de debate político à Agência Lusa. Rita Matias considerou ofensivos os moldes de participação do Chega no programa, garante que não retirou o microfone a nenhum dos participantes e que o Chega apenas queria contribuir para o debate.
Este também vai ser tema esta tarde no "Iuvenci Tore". O Presidente da República apela à eleição de líderes políticos que tenham como prioridade a resolução pacífica de conflitos.
António José Seguro esteve hoje no encerramento de uma aula dada pelo antigo chefe de Estado de Moçambique, Joaquim Chissano, em Lisboa, e numa intervenção em que lamentou a persistência dos conflitos violentos no planeta, o António José Seguro usou como exemplo o fim da guerra civil moçambicana para responsabilizar os eleitores pelas escolhas que fazem nas urnas.
Por que não se põe fim à guerra? Por que as armas não se calam? Por que não se encontram sentados, como aconteceu em Moçambique, soluções de paz e que sejam soluções duradouras para que as pessoas possam, no fundo, ter direito a ter uma vida digna, uma vida sem sofrimento. E em momentos em que os conflitos se alastram, em que teimam em persistir, é importante voltar a frisar que todos nós temos a capacidade, o dever, de contribuirmos para que possamos escolher líderes que queiram colocar no topo das suas prioridades a defesa da paz como condição para o nosso desenvolvimento.
António José Seguro, num discurso na Universidade Europeia em Lisboa, ao lado de Joaquim Chissano, o presidente da República volta a sublinhar a importância da relação com Moçambique, país que descreve como um parceiro prioritário para Portugal.
E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 12 de outubro.
Três homens morreram e outros três ficaram feridos enquanto trabalhavam numa fossa séptica em Loulé. O acidente de trabalho aconteceu na Quinta do Lago, sendo que os trabalhadores estavam ao serviço de uma empresa privada. As vítimas mortais tinham nacionalidade romena e idades compreendidas entre os 21 e os 40 anos. O óbito foi declarado no local. Três outras pessoas foram também assistidas. O Papa Leão XIV vai ser internado amanhã para se submeter à operação para a retirada de um nódulo no pulmão. A cirurgia vai decorrer no Hospital Gemelli, em Roma. A informação foi confirmada esta manhã pelo diretor da sala de imprensa da Santa Sé. Foi o próprio Papa que anunciou ontem que iria ser submetido a esta cirurgia nos próximos dias. O Vaticano confirma o internamento para amanhã. A recuperação do Papa deve durar cerca de uma semana. O presidente ucraniano acusa a Rússia de não querer aceitar o cessar-fogo no setor energético proposto pelos Estados Unidos. Declaração feita por Volodymyr Zelensky nas redes sociais, depois de Moscovo ter atacado seis instalações energéticas ucranianas. Nessa publicação, Volodymyr Zelensky agradece ainda António Costa, Ursula von der Leyen e a todos os Estados-membros da União Europeia pela adoção de um novo pacote de sanções dirigido ao complexo militar industrial da Rússia. O Prêmio Nobel da Economia foi atribuído a Robert Wilson e Michael Woodford, os dois norte-americanos foram reconhecidos pelas bases microeconômicas da estabilização macroeconômica. A Academia Sueca diz que a investigação tornou possível gerir grandes crises macroeconômicas de forma muito mais eficaz, assim como responder melhor aos choques na economia. Um sobreaquecimento dos travões esteve na origem do despiste de um autocarro por uma encosta na Ilha do Fogo, em Cabo Verde, que matou 25 pessoas. O acidente aconteceu no mês passado. As causas foram anunciadas pela comissão de inquérito criada pelo governo. O acidente causou ainda 13 feridos e foi uma das maiores tragédias rodoviárias no arquipélago. E quase dois meses depois da morte, Dolly Parton continua a dar o que falar, como não. Desta vez é uma antiga mansão da cantora que foi posta à venda.
Já estão a dispersar o patrimônio. E sendo Dolly Parton, não deve ser propriamente barata, imagino.
Esta era uma antiga casa de Dolly Parton em Hollywood Hills, em Los Angeles. Está à venda pela modica quantia de €7 milhões.
Sabes se tem metro?
Não sei, não fui ver. Mas é uma mansão que pertenceu à cantora e ao falecido marido entre 85 e 1990. Posso dizer que tem quatro quartos e seis casas de banho. Não sei se há aqui uma portação grande.
Também não é muito grande.
Sim, as casas de banho nunca são demais.
São 435 metros quadrados de área construída, um terreno de 1400 metros quadrados. Em 85, a casa foi comprada por cerca de €670 mil, a valores da altura. Foi vendida pelo casal em 1990 por €1 milhão e agora está à venda por qualquer coisa como €7 milhões.
Portanto, já não é-
Já não era deles nesta altura, mas foi, em tempos.
Foi uma casa-
Em tempos foi deles
...e está por sete milhões. Ok. Tens que ver se tem metro.
Vou ver, depois daqui a pouquinho eu já te digo.
Se não tiver metro, porque Hollywood Hills fica assim um pouquinho fora de mão para vir para aqui todos os dias. O Luiz Soares vai regressar às 17h30.