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Jornal das cinco, com Luís Soares. A tensão voltou esta tarde às ruas de Paris. Há novos confrontos entre a polícia e os manifestantes.

São novos momentos de tensão que acontecem neste momento na Praça da Bastilha, depois de mais uma manifestação de estudantes que terminou em confrontos. A polícia está nesta altura a usar gás lacrimogêneo para tentar dispersar os manifestantes num dia em que cerca de 35% das instituições de ensino em França estão a sofrer perturbações. A União Estudantil afirma que 90% das cerca de 70 universidades francesas estão bloqueadas ou fechadas. Este é o quinto dia de protestos estudantis em França. Os estudantes juntaram-se esta tarde nas ruas da capital francesa, incendiaram carros, lançaram pedras contra a polícia também, arrancaram sinais de trânsito e rebentaram petardos. As autoridades francesas estimam uma presença de 130 a 200 mil pessoas no protesto convocado pela União Estudantil Francesa. Esta manhã, o Ministério da Educação de França afirmava que as manifestações estudantis estão a perder força, mas a União Estudantil fala em 90% das universidades fechadas. Já está marcada uma manifestação para sábado, à qual se vêm juntar também os coletes amarelos, mas para já, a tarde volta a ser de grande tensão, com novos confrontos entre a polícia e manifestantes ainda a esta hora nas ruas de Paris.

Na atualidade nacional, o antigo secretário-geral do Ministério da Administração Interna acusa Luís Neves de o proibir de enviar e-mails e comunicações escritas para outros gabinetes.

Foi a entrevista à RTP Notícias. Ricardo Carrilho volta a considerar que a saída da Secretaria-Geral do Ministério foi uma tentativa de saneamento político. Revela agora que estava proibido de enviar e-mails para outros elementos do ministério em assuntos relacionados a processos de milhões de euros. Ricardo Carrilho considera essa proibição um ato para esconder provas.

A senhora chefe de gabinete e o senhor ministro, desde o início me disseram que me proibiam de mandar e-mails e proibiam de mandar comunicações. O senhor ministro o que me disse foi que se houvesse assuntos a resolver, eu que fosse reunir com ele e em 15 minutos nós despachávamos os assuntos. E estamos a falar de procedimentos de milhões de euros. E muitas vezes me acusou de eu fazer algo que ele não aceitava, que era enviar e-mails a ele ou ofícios ao gabinete, com conhecimento aos senhores secretários de Estado, aos senhores chefes de gabinete dos senhores secretários de Estado, porque alegadamente eu só tinha que tratar as coisas com ele e não tinha que pôr nada por escrito. Portanto, desde logo, há aqui uma tentativa, de fato, de não haver prova.

A acusação de Ricardo Carrilho deixada em entrevista à RTP. O antigo secretário-geral do Ministério da Administração Interna explica que Luís Neves deixou na gaveta um projeto de reforma do ministério que poderia poupar 11 milhões de euros aos cofres do Estado. Considera também que os episódios graves apontados pelo governo no comunicado de ontem são falsos.

O presidente da Assembleia da República reafirma que não há conflitos de interesse na comissão de inquérito a Luís Neves e desafia o Livre a recorrer da decisão.

O Livre, que discorda da interpretação de Aguiar Branco, entende que pode estar em causa um conflito de interesses para o presidente do Chega ser assistente no caso do assalto ao gabinete da Assembleia da República e ao mesmo tempo ser presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito. Num despacho publicado hoje, Aguiar Branco diz que os elementos apresentados pelo partido não sustentam esse conflito, uma vez que são processos separados. Em declarações aos repórteres em Aveiro, o presidente da Assembleia da República, Aguiar Branco, desvaloriza o diferendo e sublinha que o Livre pode agora recorrer.

O partido Livre, se não está de acordo com o meu despacho, faz o respectivo recurso e depois segue aquilo que é a tramitação normal. Aliás, os recursos do presidente da Assembleia da República podem ser feitos para o próprio plenário e, portanto, tem essa situação, que é aquela que o partido Livre deve fazer, não concordando ou não concordando com aquilo que é a posição do presidente da Assembleia da República. Tudo muito calmo, tudo com a tranquilidade democrática e com respeito das regras da democracia e do Parlamento. É isto que se espera que todos façamos e, portanto, não há nenhum drama a esse propósito.

José Pedro Aguiar Branco, em declarações transmitidas pela CNN Portugal, foi também questionado sobre a entrevista a Pedro Passos Coelho, diz que as palavras do antigo primeiro-ministro devem ser recebidas com atenção.

São sempre importantes e é sempre de ouvir com muita atenção as declarações de um antigo primeiro-ministro, portanto, também do doutor Pedro Passos Coelho. Eu conheço bem também o doutor Pedro Passos Coelho, porque até fui ministro num governo em que ele foi primeiro-ministro, e a única coisa que eu a esse propósito posso dizer é que tenho a certeza absoluta que ele estará sempre disposto a ajudar, quer o primeiro-ministro, quer o governo, a fazerem o melhor desempenho possível, porque, inclusivamente, o melhor desempenho do governo há de ser sempre aquilo que é bom para o país, e eu acredito que o doutor Pedro Passos Coelho deseja sempre o melhor para o país.

O presidente da Assembleia da República rejeita fazer leituras políticas das declarações de Pedro Passos Coelho sobre as críticas de Ferro Rodrigues a Aguiar Branco, a quem o acusa de ter normalizado o Chega. O atual presidente da Assembleia da República diz não ter por hábito comentar declarações de antigos titulares do cargo, mas reconhece diferenças óbvias na forma de encarar a função de presidente da Assembleia da República e a própria democracia.

A líder da Juventude Socialista diz que o Chega não tem legitimidade para falar em liberdade quando é o primeiro a colocá-la em causa. É a reação à invasão ao estúdio da Rádio Universitária de Coimbra durante o dia de ontem.

Por parte de uma delegação do Chega, que incluía as deputadas do partido Rita Matias e Madalena Cordeiro, Sofia Pereira condena o incidente, fala numa triste figura das deputadas do Chega. A líder da JS entende que a seção acadêmica de Coimbra tem legitimidade para definir quem entra e quem não entra no edifício. E, por isso, Sofia Pereira pede intransigência aos intransigentes.

Precisamos ser intransigentes com os intransigentes. O Chega já tem demonstrado que não tem qualquer prurido em violar um conjunto de preceitos e de pressupostos que estão socialmente estabelecidos para o bom funcionamento da democracia e das instituições, aliás, sistematicamente a põem em causa. E, portanto, sempre que violam a liberdade do outro e tentaram já várias vezes imiscuir-se na liberdade individual de cada um, inclusive com as suas posições no Parlamento, não parece que estejam, neste momento, nas melhores condições para vir falar de liberdade ou do que quer que seja quando são os primeiros a tentar violar a dos outros.

Sofia Pereira, presidente da Juventude Socialista e recandidata à liderança da estrutura, que foi entrevistada esta tarde no sofá do Parlamento.

O ministro da Defesa garante que não existem, nem vão existir influências externas No processo de renovação da frota de caças da Força Aérea Portuguesa.

O governo tem em mãos uma escolha ou três opções europeias, ou então os F-35 norte-americanos, um caça que o secretário de Estado norte-americano elogiou muito na semana passada durante a visita a Lisboa. Disse também que gostava que Portugal optasse por esses caças. Questionado sobre se as declarações de Marco Rubio influenciam a decisão do governo, o ministro da Defesa, Nuno Melo, diz que o processo ainda não está aberto e quando estiver, nada ficará acima do interesse nacional.

No que tem a ver com a substituição dos caças F-16, o processo ainda não se abriu e quando se abrir, será um processo totalmente claro, tendo em conta como critérios foram tidos em relação aos investimentos do SEF e com uma comunicação pública em momento oportuno. Neste momento, estaria simplesmente a antecipar o que ainda não aconteceu.

Não influencia de nenhuma forma.

O processo ainda não se abriu. Sobre o influenciar ou não influenciar em relação a quem seja, tenha presente que o único critério que nós temos é o de expor o interesse nacional.

O ministro da Defesa, Nuno Melo, à margem de uma conferência promovida pela CIP sobre o posicionamento das empresas portuguesas na indústria militar.

Passam agora nove minutos das 17h, que outras notícias marcam também a atualidade.

A Liga dos Campeões, porque o Sporting se prepara para entrar em campo frente ao Lens, para a segunda jornada da fase de liga, mas jogo em França. E nesta altura, José Rafael Lopes, já conhecemos as escolhas de Rui Borges para o 11 inicial dos leões.

Com três grandes surpresas do treinador leonino para este encontro europeu na Liga dos Campeões, Caík, João Simões e Irancunda são titulares frente ao Lens. Vamos começar pelas escolhas para a baliza. Neste caso, Caík entra para o lugar de Rui Silva. A defesa do Sporting conta com Ivan Fresneda na direita, Max Araujo à esquerda, Gonçalo Inácio e Eduardo Quaresma são os centrais escolhidos por Rui Borges, que para o meio-campo alinha com Serge Altimira, Issa Doumbia e João Simões. Esta é uma das grandes novidades. O jovem médio leonino salta para a titularidade. Na frente, o australiano Irancunda é também opção de início. Jogam ainda Jéni Katamo e Luís Suárez, ponta de lança colombiano, principal referência à ofensiva do Sporting para este jogo, que começa quando forem 17h45. Sporting à procura do segundo triunfo na Liga dos Campeões. Venceu o Galatasaray na primeira jornada da fase de liga por 3 x 1.

José Rafael Lopes, que vai conduzir a emissão especial de desporto, que começa já depois das 17h30. O Ministério Português dos Negócios Estrangeiros desaconselhou viagens à Arábia Saudita na sequência dos ataques a aeroportos. É um aviso divulgado no portal das comunidades face às atuais perturbações no tráfego aéreo. A UMNE dá como alternativa de transporte viagens por terra para entrar e sair da Arábia Saudita. "Os escândalos de uma revolucionária" é o mais recente podcast+ Observador e narra a história da filha única do último diretor da PIDE, Fernando Silva Pais, e o penúltimo episódio, Miguel, já está disponível.

Em 1965, a Ani, como era conhecida, abandonou tudo, incluindo o marido diplomata, para se juntar à Revolução Cubana.

E alguns amigos dizem mesmo que ela era mais fidelista do que o próprio Fidel.

Janeiro de 1979. Ani está na Avenida 23, em frente ao Hotel Havana Libre. Veio com colegas de trabalho. O amigo português, Rui Ferreira, também está presente, mas é praticamente ignorado. A prioridade de Ani é ouvir o líder cubano, que discursa em mais um comício. Já perdeu a conta às vezes que ouviu Fidel discursar. Passaram anos desde que se juntou à Revolução, mas isso não é relevante. Ani assiste sempre com o mesmo entusiasmo.

"Um negócio com Pablo Escobar" é o título do quinto e penúltimo episódio do mais recente podcast+ Observador e que já está disponível.

A atriz Bárbara Branco é a narradora desta série, que conta com música original de Frankie Chavez. A investigação e os guiões são da jornalista Inês André Figueiredo. Luiz Soares regressa ainda às 17h30 para atualizar mais uma vez todas as notícias.