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Jornal das cinco, com Miguel Cordeiro. O diretor nacional da PSP defende a atuação da polícia na resposta à manifestação na Praça Dom João I, no Porto.
"Foi uma intervenção devidamente proporcional." Esta é a posição de Pedro Moura, diretor nacional da PSP, que tomou posse ainda esta semana. Pedro Moura defende a resposta que as autoridades deram neste caso, diz que foi proporcional perante o desrespeito pelas ordens que foram dadas pela polícia aos manifestantes.
A manifestação estava autorizada até à 00h30. Após essa hora, não é permitido fazer manifestações e naquele local não é permitido ter as tendas. Foram feitos contatos com as pessoas que estavam naquele local para se retirarem as tendas. Perante o não cumprimento dessa ordem de retirada das tendas, foi decidido fazer uma intervenção policial devidamente proporcional.
Em declarações à RTP, na última hora, Pedro Moura foi confrontado também com os resultados desta ação da polícia, com vários feridos. O diretor nacional da PSP diz que ainda desconhece o número de feridos.
Eu não estou em condições de confirmar o número de feridos. Pedi ao Comando Metropolitano do Porto para averiguar essa situação. Portanto, neste momento eu não posso confirmar quantos feridos é que houve.
É proporcional?
Sim, na nossa perspectiva foi.
Os feridos que havia essa intervenção.
Exatamente. Na nossa perspectiva foi, na medida em que foram pedidas para serem retiradas do local as ditas tendas e que não foi obedecida essa ordem.
Palavras de Pedro Moura à margem da tomada de posse do novo secretário-geral do Ministério da Administração Interna, esta tarde. O diretor da PSP diz que as pessoas têm o legítimo direito de manifestação, mas neste caso, só até à meia-noite e meia. E, por isso, perante a recusa dos manifestantes em cumprir a ordem de dispersão, considera que a atuação da polícia foi proporcional. Esta madrugada, pelas três da manhã, a PSP retirou os manifestantes que estavam acampados na Praça Dom João I, no Porto, com uma intervenção musculada e um forte dispositivo. As imagens divulgadas nas redes sociais por vários manifestantes mostram uma carga policial. O Movimento pela Habitação denunciou que dessa ação da polícia resultaram 37 feridos, dois em estado grave, uma informação que a polícia disse inicialmente desconhecer, mas que acabou por confirmar ao longo do dia de hoje. A PSP refere que há também um polícia entre os feridos. O movimento convocou uma nova concentração para esta tarde, às 19h, no mesmo local.
O ministro da Administração Interna também falou sobre o caso e sai em defesa da atuação da polícia.
Declaração também à margem da tomada de posse do novo secretário-geral do Ministério da Administração Interna. Luís Neves falou à imprensa e reagiu desta forma ao caso.
Há lei e ordem que têm que ser cumpridas. E essa lei e ordem têm que ver com a restauração da paz pública, da ordem pública. Quando as ordens são legais, quando as ordens são legítimas, elas devem ser executadas. E devem ser executadas de acordo com a necessidade de repor essa mesma ordem, com essa necessidade, com essa adequação. E é isso que foi feito. Lamentamos, como sempre, qualquer incidente, qualquer ferido que possa ocorrer no âmbito de uma atuação desta natureza. Por isso, estamos a olhar para este assunto com toda a preocupação, sendo certo que a ação da Polícia de Segurança Pública é uma ação estribada na lei e, por isso, legítima.
Palavras de Luís Neves, também já esta tarde, sobre este caso no Porto.
O presidente da República também falou há minutos sobre este caso. Não quis comentar diretamente as manifestações no Porto. Ainda assim, António José Seguro apela a protestos pacíficos.
Falou na Eslovénia, está a participar na reunião do grupo de Arraiolos. Diz o presidente da República que compreende os motivos que dão origem a estes protestos, mas pede que se cumpra a lei.
Todos nós temos que cumprir a lei e compreendo muito bem aquilo que são as preocupações de quem se manifesta, mas volto a apelar para que todas as manifestações que existam sejam respeitadoras da lei.
Declarações de António José Seguro, há minutos. Declarações captadas pela RTP Notícias.
Esta tarde fica também marcada por vários pedidos de explicações por diferentes partidos, Miguel.
Em particular nas bancadas mais à esquerda, na Assembleia da República, pelo PS, José Luís Carneiro explicou os esclarecimentos que espera ouvir da Administração Interna.
Aquilo que eu procurarei saber e apurar é se a intervenção foi feita com a proporcionalidade. E é muito importante quem procura garantir a ordem pública e salvaguardar o Estado de direito, procure fazê-lo no quadro do respeito pelas liberdades e direitos fundamentais, entre os quais a liberdade de manifestação. Com certeza que o ministro da Administração Interna deve ser o primeiro a explicar os termos em que a intervenção ocorreu.
Livre e o PCP também falaram sobre este assunto. Entregaram já pedidos de esclarecimento no Parlamento.
O Bloco de Esquerda sugere, por seu lado, que a carga policial desta madrugada teve dedo da autarquia.
É isso que diz ao Observador o coordenador do partido, José Manuel Pureza, fala mesmo de uma articulação entre a autarquia e a polícia.
Era muito importante que na política portuguesa houvesse a coragem de ter bom senso, de nos empenharmos na resolução do problema do direito à habitação, em vez de, como agora aconteceu com a articulação entre a Câmara Municipal do Porto, presidida por Pedro Duarte, e a polícia de intervenção, que a única resposta que tem é o bastão.
Críticas do Bloco de Esquerda a este caso na Praça Dom João I, no Porto
E há mais reações dos partidos. Vamos ouvir também ao longo desta tarde, depois das 17h30, os partidos aqui em debate no Explicador. A presidente da Iniciativa Liberal acusa o PCP e o Bloco de Esquerda de instigarem a escalada das manifestações no Porto.
Sim, Mariana Leitão fala mesmo em aproveitamento político.
Tivemos recentemente, ainda agora, Catarina Martins, que era suposto estar aqui em Bruxelas, a ir pro Porto exatamente com esse objetivo, de através de uma instigação a que a situação escale, aproveitando exemplos de outros países onde isso tem acontecido, de alguma forma tentar fazer aqui um aproveitamento político e tentar ter alguma relevância, que infelizmente ou felizmente, não teve via votos.
Partidos a tomar posição depois desse incidente na última madrugada no Porto.
O representante legal do Movimento pela Habitação adianta ao Observador que foi já apresentada por parte de um manifestante uma queixa-crime e também já tinha sido feita uma participação à Inspeção-Geral da Administração Interna.
Confirmação de Tiago Machado, advogado deste movimento que tem promovido esta manifestação no Porto. Ao Observador confirma também que todos os outros manifestantes vão acoplar-se à queixa que foi apresentada. Diz que são muitos os lesados nesta história. Já esta tarde, Tiago Machado, advogado deste movimento, apontou várias mentiras no comunicado da PSP e lamenta que se tenha desvalorizado o número de feridos.
Várias coisas, desde logo que as tendas foram montadas ao longo do dia. Não é verdade, foram a partir das 8 p.m. Que houve resistência dos manifestantes, também não é verdade. E aquilo que mais me incomoda é a desvalorização dos feridos no bloqueio aos manifestantes. Estamos a falar de duas pessoas, pelo menos, bastante mal.
Tiago Machado, advogado que esteve presente na Praça Dom João I, no Porto, quando a PSP avançou sobre os manifestantes.
Mas há mais temas a discutir neste dia na Assembleia da República. PSD e CHEGA concordam com a limitação do acesso ao Serviço Nacional de Saúde por parte de estrangeiros não residentes. Isto perante as críticas da esquerda.
Sim, a problemática do turismo de saúde está em discussão esta tarde na Assembleia da República. Os partidos à esquerda dizem que o impacto dos estrangeiros nos hospitais e centros de saúde é muito reduzido e que limitar o acesso não vai trazer melhorias ao funcionamento do SNS. Os PSD e CHEGA insistem nas propostas que apresentaram na legislatura anterior e que ficaram pelo caminho devido à queda do governo. O deputado social-democrata Alberto Machado assegura, no Parlamento, que os direitos dos estrangeiros não ficam limitados, mas que é preciso distinguir entre os residentes e os turistas de saúde. O deputado do PSD conta com o apoio do CHEGA. Marta Silva, do CHEGA, diz que o Estado tem que saber proteger de quem aproveita a solidariedade do Serviço Nacional de Saúde. Já a deputada do PS, Mariana Vieira da Silva, na Assembleia da República, disse que faltam dados e por isso apresentou uma iniciativa que diz que dá resposta às dúvidas da ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Este tema continua a ser debatido no Parlamento. Vamos escutar alguns registos ao longo desta tarde política.
E há outras notícias a marcar esta tarde.
E começamos pelo desporto, porque hoje há três clubes portugueses que participam nas competições europeias em futebol. O grande destaque nesta prova, na Liga Europa, e a esta hora, é o Torreense, que está a minutos de estrear num jogo em casa. Na Liga Europa, será o primeiro jogo do Torreense em Portugal numa competição europeia. É uma casa emprestada, o Estádio Doutor Magalhães Pessoa, que já escutamos aqui em fundo, em Leiria. É lá que o Torreense vai jogar em casa nesta Liga Europa. Por lá está o Martim Madeira. Martim, ambiente de festa? Durante a tarde foste falando dos festejos dos adeptos ingleses, mas também dos adeptos do Torreense. Já dentro do estádio, como é que está o clima?
Há pouco escutou-se um grande rugido com a entrada da equipe do Sunderland. É fato que estão muitos mais adeptos do Sunderland neste estádio do que adeptos do Torreense. Pelo que consigo ver aqui nas bancadas centrais, mesmo à minha frente, vê-se uma grande massa adepta do Sunderland, muita gente de vermelho e branco e do lado do Torreense não se vê tanta gente assim. Não estão muitos adeptos do Torreense, pelo menos por agora. Esperemos que entrem mais adeptos mais pra frente, até começar o jogo. As duas equipes já estão a aquecer. Apenas dar conta dos 11 muito rapidamente, porque existem duas alterações na equipe do Torreense. Vai começar o guarda-redes Lucas Pais, neste 4231 de Luís Tralhão. Depois Volney Freitas e Mohamed Diadé são os centrais. No lado esquerdo, o capitão Ravi Vasquez, no lado direito, Jonathan Mutombo. Depois o duplo pivô do meio-campo é Amine Oudrhiri e Alejandro Alfaro, portanto mantém-se igual ao último jogo contra o Lillestrøm. O número 10 é João Marques, também se mantém exatamente igual. No lado esquerdo do ataque está Karim Zouabi, a substituir Danny Jan. Do lado direito está Manuel Pozo e na frente o avançado Malik Aboubakar. Já do lado do Sunderland, quando falava com os adeptos, diziam que era para rodar a equipe e que é fato é que o treinador do Sunderland, Reggie Lebry, trocou a equipe, fez seis alterações, manteve neste 4231 a mesma tática que o Torreense, manteve o guarda-redes Robin Ruef, mas na defesa apenas mantém Omar Alderete. Depois o capitão é Luke O'Nien, entra também para o lugar de Kevin Danso, no lado direito Traoré, no lado esquerdo Dayan Mettali. Depois, no duplo pivô, mantém-se Nouha Dicko, mas entra o jovem Julis Aoka e no número 10 entra Chris Rick para o lugar de Enzo Lafont. No lado esquerdo desta equipe está Juan Angulo, no lado direito Timur Tutorov, na frente direita e depois na frente está o extremo que costuma jogar no lado esquerdo, mas que hoje vai jogar a ponta de lança na ausência de Brian Brobbey, que está lesionado, joga Malick Fofana na frente desta equipe do Sunderland. O jogo está quase a começar. Faltam cerca de 30 minutos para este Torreense-Sunderland, aqui no Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria. Às 17h45 é o apito inicial nesta estreia em casa do Torreense na Liga Europa.
Torreense-Sunderland, jogo pra acompanhar com reportagem em direto nos espaços informativos do Observador ao longo desta tarde. Também nas competições europeias. Hoje, também o Benfica joga às 8 p.m com os escoceses do Celtic. Há relato na Rádio Observador, jogo para a Liga Europa. Já o Sporting Braga joga na Dinamarca frente ao Copenhagen, jogo a contar para a Conference League, às 8 p.m. Donald Trump recuou e cancelou os planos do Pentágono para transmitir em direto a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, o autor do ataque à base militar de Fort Hood em 2009. O anúncio foi feito através da rede social Truth Social. Na publicação, o presidente dos Estados Unidos da América justifica que há muitas pessoas que preferem não assistir à morte deste condenado. O passo atrás acontece apenas cinco dias depois de Trump ter garantido que tinha dado luz verde à transmissão da execução. Para fechar, Ricardo, trago boas e más notícias para fãs de música.
Boas e más notícias e não vais perguntar se eu quero começar com a boa ou com a má? Eu acho que prefiro sempre as más primeiro.
Preferes as más? Então as más é que está esgotado.
Está esgotado? Pronto, se é só isso.
Está esgotado o festival Super Bock in Stock, essa é a boa notícia. Está de regresso este festival nas ruas de Lisboa. Um festival que não só está de regresso como é gratuito.
Por isso é que já esgotou.
Esgotou rapidamente.
Mas esgotou o quê? Em dois minutos?
Era um processo, tínhamos que fazer alguns passos. Primeiro registava-se, dava um código, depois com o código garantido davam dois bilhetes.
Sabes que eu ando a perder a paciência para isso.
É, mas pronto. O festival Super Bock in Stock era um festival que corria na zona da Avenida Liberdade, em Lisboa, em diferentes palcos. Este ano volta, é no Coliseu dos Recreios. Há dois palcos nessa zona, dura uma noite inteira, é no dia 6 de novembro e foi logo divulgado o cartaz Jesus and Mary Chain, Jalã, Ngonda e Linda Martini. Para além dessas atuações, a noite depois ainda prossegue com DJs. Só que já esgotou.
Portanto, para Jesus and Mary Chain já não há bilhetes.
Podes procurar agora nas internets.
Agora tenho que me inscrever, depois tenho que pôr um lembrete no telefone. Enfim, não sei se há mais pessoas a partilhar esta irritação comigo, mas eu cada vez tenho menos paciência para esta coisa de comprar bilhetes.
Cada vez é mais difícil comprar bilhetes. Dava um filme. Este país não é para bilhetes.
Exato. Miguel Cordeiro vai regressar às 17h30.