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Acompanha a tendência europeia, a Bolsa de Lisboa encerrou hoje em queda, com perdas a rondar os 3%.
No total, 14 empresas cotadas no vermelho. A Galp foi a empresa que viu mais as ações derrapar, perto de 6%. Uma situação que acompanha as bolsas europeias, que fecharam com perdas entre 2 e quase 5%. É, Miguel, a resposta à retaliação anunciada pela União Europeia contra as tarifas impostas por Donald Trump. O bloco comunitário decidiu tarifas de 25% sobre quase 1700 produtos norte-americanos.
É uma tomada de posição em três fases distintas. A primeira entra em vigor na terça-feira. As tarifas vão atingir principalmente vegetais e frutas. Na segunda fase, passam a ser alvo alimentos como a carne e os ovos e produtos de plástico, madeira e também tecidos. A última fase só vai entrar em vigor em dezembro, vai atingir produtos derivados da soja e de amêndoas.
Os estados-membros querem encontrar soluções equilibradas e benéficas para os dois lados, mas respondem assim à decisão de Donald Trump de impor taxas alfandegárias de 25% sobre as importações de aço e alumínio da União Europeia.
O economista Pedro Lino refere que a reação da União Europeia às tarifas impostas por Donald Trump representa um escalar moderado nas negociações. Para o CEO da Optimize, este tipo de resposta por parte da Comissão Europeia já era esperada.
Esta retaliação por parte da União Europeia era já esperada, porque é um escalar moderado desta negociação de taxas alfandegárias. Os 21 mil milhões de euros de produtos que vão ser abrangidos incluem a soja, alguns metais e tem muito a ver com a questão do aço e do ferro, mas eu diria que é uma implementação ponderada, porque é por fases.
O economista Pedro Lino, ouvido esta tarde aqui na Rádio Observador. E precisamente amanhã, o governo vai reunir o Conselho de Ministros para debater medidas de mitigação para as empresas, por causa dessas tarifas anunciadas por Donald Trump.
Entretanto, hoje o Ministério da Economia está a ouvir associações empresariais de vários setores para avaliar o impacto e potenciais medidas para minimizar o efeito das taxas impostas por Trump.
Uma das medidas deve passar por facilitar créditos e financiamentos a 100%. É pelo menos o que antecipa a Confederação do Comércio e Serviços. Já a Confederação do Turismo de Portugal diz que não está a registar para já quebras no negócio, mas preocupado está o presidente Francisco Calheiros.
Esta crise está a alastrar, está a escalar. Ainda hoje vimos a reação da China e, portanto, numa base mais de médio prazo e global, tememos que se não houver razoabilidade no meio disto, porque já estamos a falar em tarifas de 200%, que isto possa acarretar uma crise, quer para o mercado americano, para as suas pessoas e falta de poder de compra, e falta de poder de compra é diminuir o consumo.
Francisco Calheiros elogia o sinal dado pela União Europeia como resposta às tarifas norte-americanas. Está previsto que essas tarifas entrem em vigor dia 14 de abril.
Entre os líderes partidários, André Ventura avisa que Portugal não pode ficar nas mãos da China.
Se nós não protegemos a nossa própria indústria, os nossos trabalhadores, a nossa agricultura, nós vamos acabar uma espécie de quintal da China ou da Índia. O que os Estados Unidos estão a fazer não é bom para a Europa, mas é o que a Europa devia fazer sobre si própria. Quem quiser trazer produtos para a Europa, pode trazer, mas vai pagar uma taxa sobre isso.
André Ventura, em declarações à CNN. Já a Iniciativa Liberal defende que Portugal deve responder de forma cirúrgica às tarifas norte-americanas.
Para os liberais, o que faz sentido é tomar medidas que mostrem a Donald Trump que Portugal não está contente com as novas tarifas aduaneiras.
Do ponto de vista político, faz sentido que haja algum tipo de resposta para que o presidente Trump saiba que não estamos contentes com esta situação. Portanto, resumindo, uma resposta cirúrgica, focada em aspetos essenciais e uma resposta assertiva, mas que não envolva o mundo numa guerra tarifária aberta, indiscriminada, de que só pode resultar uma crise económica ainda maior do que aquela que Trump está a provocar.
Rui Rocha aproveitou ainda o tema para deixar críticas ao Chega, sem mencionar diretamente o partido de André Ventura. O presidente da Iniciativa Liberal frisa que quem defende estas políticas norte-americanas está ao serviço de Trump e não defende os portugueses.
As tarifas a marcar também a agenda dos partidos, a semanas das eleições legislativas. Hoje é o terceiro dia de debates, neste caso, um debate entre Paulo Raimundo, da CDU, e Rui Tavares, do Livre. Vai começar daqui a pouco e o vencedor é especial depois das 18h30. Destacamos ainda outras notícias, Miguel.
Os guardas prisionais que forem constituídos arguidos no âmbito da operação da PJ, hoje em várias prisões portuguesas, vão ser suspensos de funções e alvo de processos disciplinares.
Anúncio feito esta tarde pela ministra da Justiça, depois de uma operação policial que levou à detenção de 13 pessoas, entre elas dois guardas prisionais, por suspeitas de facilitarem a entrada de droga na prisão.
Rita Alarcão Júdice diz que há um problema de drogas dentro dos estabelecimentos prisionais portugueses.
Se a droga é um flagelo nas prisões, é inaceitável e, portanto, estamos mesmo comprometidos com estas medidas e muito satisfeitos de ver a ação da Polícia Judiciária. Toda a colaboração foi prestada, continuará a ser prestada e da parte da DGRSP, já temos a garantia que todos os visados que sejam constituídos arguidos, serão imediatamente suspensos e objeto de um processo disciplinar.
Declarações de Rita Alarcão Júdice, em Évora. A ministra afirma também que as detenções dos guardas não comprometem a confiança no corpo da guarda prisional.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apresenta as condolências ao presidente da República Dominicana pelo acidente que aconteceu numa discoteca e causou a morte a mais de uma centena de pessoas.
Através de uma mensagem divulgada no site oficial da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa enviou também condolências ao povo da República Dominicana e aos familiares das vítimas. Não foram identificadas vítimas de nacionalidade portuguesa neste incidente.
O governo chinês emitiu um alerta de risco para os cidadãos do país que estejam a planear visitar os Estados Unidos.
É o aviso deixado pelo Ministério da Cultura e do Turismo da China, em reação à deterioração das relações económicas e comerciais entre os dois países. Uma informação avançada, entretanto, pela agência Reuters. Em comunicado, o governo avisa a população que está a planear uma viagem aos Estados Unidos e que devem avaliar os riscos que podem surgir.