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Está com a tarde política. Está na altura de atualizar toda a informação, Miguel Vilela.

E vamos começar com o presidente do Chega, que volta a pronunciar-se a esta hora sobre o caso que envolve Pedro Nuno Santos, depois de ontem ter apelado, durante o debate com Paulo Raimundo, ao líder do PS para que prestasse os mesmos esclarecimentos que tem exigido a Luís Montenegro.

André Ventura convocou, por isso, os jornalistas para uma conferência de imprensa na sede nacional do Chega. É por lá que está o repórter do Observador, Miguel Gato. A conferência de imprensa começou há minutos. Miguel, já terminaram essas declarações de André Ventura?

Ainda não, Miguel Cordeiro, ainda não terminaram estas declarações de André Ventura. Vamos continuar a ouvir as declarações do presidente do Chega.

Não tenho essa informação. Ou seja, está a dizer que houve um pagamento nacional a esse evento, mas que depois teria sido pago também localmente pelas pessoas ao regional, é isso? Certo.

André Ventura, que está sendo questionado sobre militantes do Chega que terão pago para entrar num comício do partido. Uma pergunta de um dos jornalistas aqui presente na sala e, portanto, já falou sobre o tema principal, que é o tema de Pedro Nuno Santos. Vamos continuar a escutar. André Ventura.

Tem que colocar ao mandatário financeiro. Não sou eu que trato disso, evidentemente, mas se colocar a questão, certamente será respondida. A questão dos Açores, especificamente dos valores, tem que ser colocada à direção regional. Não é uma questão que eu acompanhe diretamente, mas certamente a nível financeiro, a direção nacional esclarecerá isso. Não sou eu que trato disso, como deve imaginar.

Mais uma pergunta a André Ventura. Uma pergunta sobre a operação do Martinho Mis, que foi arquivado o processo. Já foi aqui questionado sobre esse tema.

Acho que é a razão que mostra bem como nós tínhamos a razão do nosso lado nessa-

André Ventura, que está neste momento a acabar as declarações aqui na sede do Chega, diz que Pedro Nuno Santos deve estar sob o mesmo escrutínio de Luís Montenegro, no caso dos dois imóveis que foram adquiridos por parte do secretário-geral do Partido Socialista e o Chega quer um programa de mais transparência para que os políticos estejam sob um escrutínio maior nestas compras de casa. Diz que nesta campanha eleitoral há um desafio de ética dos candidatos a primeiro-ministro. Garante que não é um ataque, que é uma exigência que faz, e garante também que não é normal que os políticos comprem casas de 1 milhão de euros a pronto. Diz que inevitavelmente vai fazer deste um tema de campanha, tal como o caso de Luís Montenegro.

O repórter Miguel Gato está na sede do Chega em Lisboa a acompanhar estas declarações de André Ventura, a pronunciar-se a pretexto da averiguação preventiva levada a cabo pelo Ministério Público, que envolve o secretário-geral do Partido Socialista.

Pedro Nuno Santos, que hoje tornou pública a documentação referente aos negócios que envolvem a compra de dois imóveis. Informação que foi disponibilizada no site de campanha do Partido Socialista.

Há reações também por parte de outros partidos políticos. A maioria optou por assumir uma posição prudente e tecer poucos comentários sobre este caso.

Pelo PAN, a deputada única do partido questiona o timing do processo. Inês de Sousa Real levanta dúvidas relativamente ao sentido de oportunidade das denúncias anônimas que deram origem às diligências do Ministério Público.

Lamentamos que hajam denúncias anônimas nesse tipo de processos e que, de alguma forma, possa haver aqui um oportunismo na campanha eleitoral que estamos a viver. Quer no caso de Luís Montenegro, quer no caso de Pedro Nuno Santos, as denúncias partem de uma denúncia anônima. Achamos que todo e qualquer governante deve estar sujeito ao escrutínio e prestar contas aos portugueses. Pedro Nuno Santos hoje deu a informação de forma pública. Aguardamos que a Justiça faça agora o seu papel.

Do lado do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua sublinha que há temas mais importantes para discutir nesta altura.

Acho que a campanha não deve ser de casos. Acho que a campanha deve ser da vida das pessoas. Das casas? Pode ser. Certamente, que elas estão muito caras e é muito difícil pagar casa. E também dos salários.

Pelo PCP, Paulo Raimundo apela que todas as dúvidas sejam esclarecidas.

O líder comunista deixa ainda um reparo à declaração ontem feita pelo social-democrata Miguel Pinto Luz. Disse Pinto Luz que a AD não pode ficar refém de denúncias anônimas que só servem para degradar a democracia.

O ministro das Infraestruturas tem tanta coisa para resolver, tanta promessa feita e praticamente com zero feito. Isso é que devia preocupar o ministro das Infraestruturas, do que estar a alimentar, porque a tática é sempre a mesma. Nós não queremos alimentar o caso, passamos a vida a falar no caso.

À direita, Paulo Núncio retroou esta manhã aqui no Observador a posição que foi assumida pelo líder do CDS durante o debate com Joana Mortágua. Ontem, nesse debate, Nuno Melo afirmou que não queria devolver na mesma moeda a forma como Pedro Nuno Santos tem reagido ao caso em torno de Luís Montenegro. Paulo Núncio acompanha.

Esta intervenção do Nuno Melo mostrou elevação, mostrou decência e, acima de tudo, mostrou coerência com aquilo que tem dito nos últimos tempos.

São algumas das reações à notícia ontem conhecida da averiguação preventiva de que é alvo Pedro Nuno Santos. Esta manhã aqui no Observador, o consultor de comunicação António Cunha Vaz não poupou nas palavras para criticar o Ministério Público por, alegadamente, ter divulgado a informação.

Fizeram aquela canalhice de pôr aquilo cá fora do Pedro Nuno Santos. Da mesma maneira que o que fizeram ao Montenegro foi próprio do Chega, sobre o Pedro Nuno Santos, foi igualzinho. É indecente.

É o que diz António Cunha Vaz sobre este caso ontem conhecido.

Na corrida às legislativas, hoje aqui na Rádio Observador, arrancou um ciclo de debates com os cabeças de lista pelos diferentes círculos eleitorais. Évora foi o primeiro distrito.

Nas últimas eleições, elegeram deputados à AD, o PS e o Chega. O novo aeroporto foi um dos temas em debate. Ainda que a localização escolhida recaia sobre Alcochete e não Vendas Novas, dois dos cabeças de lista consideram que o projeto é uma forma de potenciar a região.

Luís Dias, primeiro na lista do PS, também ex-presidente da Câmara de Vendas Novas, manifesta a opinião.

Uma opção particularmente importante para o desenvolvimento da região, mas também do país. E, portanto, aquele que foi o trabalho feito Pela comissão técnica independente, parece-nos um trabalho sério, rigoroso e eu disse e acompanhei, como calculam, durante os últimos anos este todo este processo enquanto presidente da Câmara Municipal de verdes Novas ainda. O que tenho a dizer sobre o assunto é: faça-se o aeroporto de uma vez por todas, que não podemos continuar a adiar.

Já Francisco Figueira, candidato à AD, a coligação PSD e CDS, defende que o mais importante nesta altura é mesmo avançar com a obra.

A localização é, neste momento, consensual e está assente e julgo que reforça o posicionamento geoestratégico da região, dada a proximidade que tem e o desenvolvimento da região pode fazer-se até por arrastamento, dada a localização na margem sul, naquela que foi a decisão já feita. Felizmente, essa decisão foi feita e julgo que os partidos do arco da governação têm agora, como disse o Luís Dias, a responsabilidade de concretizar esta obra estruturante.

Francisco Figueira, o cabeça de lista da AD. O Chega é o único partido que não dá o assunto por encerrado. Jorge Galveias defende que é preciso olhar melhor para todas as hipóteses em cima da mesa.

Não se pode afirmar que é bom em Beja ou em Alcochete sem vermos, de uma forma bastante significativa, quais os problemas que em qualquer uma das localidades vai trazer. Em Beja, julgo que seria a vantagem o aproveitamento das infraestruturas já existentes.

Jorge Galveias, o deputado do Chega, é cabeça de lista por Évora. Este debate na Rádio Observador teve moderação da Carla Jorge Carvalho. Pode ouvi-lo sempre em podcast. Passam dez minutos das seis da tarde. Na Rádio Observador, vamos a outras notícias que estão a marcar a atualidade. E começamos com esta notícia conhecida na última hora: morreu o cantor Nuno Guerreiro, antigo vocalista do grupo Ala dos Namorados.

Esperava no café quando ela estava, na voz tinha a sua magia.

A informação foi avançada pela SIC Notícias, já confirmada pelo Observador. Ouvimos aqui em fundo a canção "Loucos de Lisboa", na voz de Nuno Guerreiro. Em estúdio, temos conosco a jornalista Beatriz Félix. Beatriz, recorda-nos aqui alguns dos marcos mais importantes do percurso do cantor.

Nasceu em 1972, em Loulé, no Algarve. Começou a cantar muito cedo. Tinha como inspiração a cantora Amália Rodrigues. Aos 16 anos rumou a Lisboa, onde frequentou a Escola de Dança do Conservatório. E foi no Teatro São Luís que pisou o palco pela primeira vez como bailarino, mas também onde cantou com o grupo Diva, de Natália Casanova. Foi nesse mesmo palco que acabou por ser descoberto por Carlos Paredes, que mais tarde o viria a convidar para dois concertos em Lisboa e no Porto. Mais tarde, surgiu o projeto Ala dos Namorados, criado em 1992, a convite de João Gil e Emanuel Paulo. "Solta-se o Beijo" foi uma das canções que o atirou para a ribalta, canção escrita por Catarina Furtado com a participação de Sara Tavares. Nuno Guerreiro morreu hoje, aos 52 anos.

E precisamente Catarina Furtado, que aqui fazemos referência, à Rádio Observador, reagiu à morte de Nuno Guerreiro. Lembra uma voz única.

Sim, eu acho que aquilo que ele deixa é uma voz inconfundível, uma capacidade de emocionar, porque eu vi muitas vezes, assisti a muitos concertos dela, dos Namorados, e vi muitas vezes o público muito emocionado com aquela voz que era meio de anjo, meio de pessoa humana, levava-nos para sítios onde podíamos, de fato, estar acima da Terra.

A reação de Catarina Furtado, num testemunho apostado à Rádio Observador há instantes, Nuno Guerreiro morreu hoje, tinha 52 anos.