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Jornal das seis, com Luís Soares. Começam a ser ouvidos amanhã, em tribunal, os 16 detidos no caso de violência da Esquadra do Rato, em Lisboa.

Vai ser no campus da Justiça. O primeiro interrogatório está marcado para às 9h30. É o que está a adiantar a Agência Lusa. Entre os detidos ontem estão 15 polícias, 13 agentes e dois chefes, e também um civil. A Inspeção-Geral da Administração Interna admite também abrir novos processos disciplinares. O inspetor-geral avançou, na altura, que o processo de inquérito está relacionado com os polícias que assistiram aos vídeos das agressões partilhados num grupo de WhatsApp. Neste processo, investigam-se crimes como tortura, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física, alegadamente praticados contra pessoas em situação vulnerável. Com a detenção de ontem, aumenta para 24 o número de elementos da Polícia de Segurança Pública envolvidos neste processo, numa investigação que foi denunciada pela própria PSP.

E hoje tivemos notícia das críticas de Pedro Passos Coelho a uma ideia apresentada por André Ventura. Ora, o líder do Chega insiste na ideia de reduzir a idade da reforma.

É, mas já ensaia também uma mudança de discurso de que esta poderá não ser uma questão decisiva. Em declarações aos jornalistas esta tarde, na Assembleia da República, André Ventura já não coloca a descida da idade da reforma como uma linha vermelha, mas insiste que é preciso discutir o assunto.

É legítimo, já discordámos no passado. Certamente que discordaremos no futuro, em muitas matérias. Eu só vos posso dizer, enquanto presidente do Chega, o que eu acho que é o caminho que devemos fazer, independentemente das posições do atual primeiro-ministro e de outros primeiros-ministros. Eu acredito que isto tem que ser levado até o fim. Há pessoas que gostam, há os que não gostam.

É uma ideia para debate ou-

É uma ideia para debate e é uma ideia para avançar.

Disse não no debate, disse que sem isso não havia reforma. E agora disse que a questão não é votar contra.

Portanto, já têm aí a resposta, se eu disse uma coisa dessas. Mas se isto for de um impacto de 400 milhões, de 500 milhões, de mil milhões, justifica perfeitamente o que estamos a fazer pelos portugueses.

André Ventura, em resposta aos jornalistas também sobre o impacto desta medida na sustentabilidade da Segurança Social. Já sobre a revisão constitucional, que vai apresentar amanhã, André Ventura admite deixar cair algumas das medidas mais polémicas.

Algumas, que eu tenho pouca esperança que sejam aprovadas, francamente, porque sei que o país, nalguns casos, não está preparado ainda para algum tipo de mudanças, mas tenho muita esperança de que nalgumas questões de natureza jurídica, de natureza de reforma da Justiça, de natureza económica e até de direitos fundamentais, nós possamos ter uma revisão constitucional, diria eu, durante 2027. Eu acho que era importante dar o pontapé de saída e acho que era importante que outros aceitassem participar. Já sabemos que vão aceitar participar. Acho que temos agora todas as condições. Ou seja, o Partido Socialista também, deixe-me só dizer isto, o Partido Socialista não aceitará, face a todos os outros que já disseram que vão participar, o Partido Socialista não poderá dar-se ao luxo de ficar de fora.

André Ventura, que vai insistir na prisão perpétua ou na redução do número de deputados, mas não vê esses temas como uma linha vermelha. O líder do Chega prometeu apresentar o projeto completo de revisão constitucional no dia de amanhã.

E o presidente do Parlamento ucraniano esteve hoje no Parlamento português a pedir apoio da Europa, mas o PCP protestou e não foi.

É, faltou à chamada. O responsável ucraniano discursou no arranque da sessão plenária desta tarde para pedir a Portugal e à União Europeia para que resistam ao cansaço da guerra. Um discurso ao qual o PCP não assistiu, que gerou algumas críticas dos restantes partidos. O presidente do Parlamento ucraniano estabeleceu também uma ligação entre Portugal e a Ucrânia. Miguel Viteiro Dias.

O presidente do Parlamento ucraniano agradeceu em bom português.

Muito obrigado.

Citou Fernando Pessoa e pediu à Europa, e hoje em particular a Portugal, para não desistir de apoiar a Ucrânia, apesar do cansaço acumulado com os anos.

"Precisamos da vossa ajuda, tanto quanto nos primeiros dias de guerra. Às vezes ouço vozes de alguns políticos europeus a dizer que as sanções também estão a afetar a economia e que talvez seja hora de um meio-termo. Eu respondi que um acordo com o tirano é sempre uma guerra adiada."

Stepan Khersan, que pede a Portugal que seja a porta de entrada para o mundo lusófono, lembrando a enorme diáspora ucraniana e dizendo que os dois países desempenham um papel fundamental na Europa.

"Portugal e a Ucrânia são postos avançados da Europa continental. Portugal é o flanco mais ocidental da Europa, indispensável para a unidade transatlântica, para a segurança marítima e pela ampla ligação da Europa com o mundo. A Ucrânia é hoje a sentinela oriental da Europa, uma sentinela confiável, na fronteira onde a Europa termina e começa, o que não é apenas mais um país, é o aviso."

O presidente do Parlamento ucraniano, que ouviu o alerta de Aguiar Branco de que a Europa se deve concentrar em lutar pela paz.

Tudo o que fizermos ou não fizermos enquanto europeus terá consequências diretas no futuro do próprio projeto europeu, porque o projeto europeu é uma construção de paz, não é uma construção contra alguém.

Quem faltou à sessão foi o PCP, que diz que esta visita não contribui para o fim diplomático da guerra e lamenta a adesão dos restantes partidos.

Estiveram sempre com a guerra e pondo a fatura sobre os povos, porque este aumento do custo de vida é da vossa responsabilidade.

Paula Santos a justificar a falta de presença nesta mini sessão com o presidente do Parlamento Ucraniano.

Viva Portugal e slava Ukraini.

Miguel Viteiro Dias, que acompanhou esta sessão que recebeu o presidente do Parlamento da Ucrânia. Uma visita que foi conhecida apenas esta manhã e que não contou com a presença do PCP.

E na "Operação Marquês", o dia fica marcado por mais um caso a envolver a defesa de José Sócrates. A sessão de julgamento de hoje Chegou a estar suspensa e por quê, Luís?

Foi uma suspensão durante cerca de uma hora. O coletivo de juízes do julgamento da Operação Marquês decidiu depois avançar com essa sessão de audiência, em causa a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que aceitou a providência cautelar interposta por José Sócrates contra a nomeação do advogado oficioso atribuído pela Ordem dos Advogados ao antigo primeiro-ministro. O jornalista João Paulo Godinho, que acompanha este processo, explica o que se passou no dia de hoje.

O coletivo presidido por Susana Seca esteve a analisar a situação e as consequências, a recolher informações junto do tribunal administrativo. Aliás, a juíza proferiu um despacho em que reconheceu que foram feitas diligências para perceber o estado do processo que há no Tribunal Administrativo e que percebeu, por contacto telefónico com esse tribunal, que houve um despacho liminar, mas como não tem informação se esse despacho reconhece provisoriamente a admissão da providência, então eles não sabem o que está lá. Continuamos com a sessão e foi isso que aconteceu.

E a sessão continuou para já, apesar desta providência cautelar aceita pelo Tribunal Administrativo de Lisboa, as explicações do João Paulo Godinho, que esteve no Explicador da Tarde Política.

E que vale a pena ouvir para se perceber como tudo está a correr nesta complicada Operação Marquês. E há outras notícias a marcar esta tarde de quarta-feira, 6 de maio.

O Millenium bcp aumentou os lucros em mais de 25% no primeiro trimestre do ano, uma subida para mais de 305 milhões de euros. Ainda assim, o presidente do banco diz que foi um trimestre muito desafiante, mais do que se previa no final do ano passado. Os resultados foram apresentados esta tarde pelo banco. Os lucros cresceram graças ao aumento na margem financeira e também das comissões, na rubrica onde foram cobrados 218 milhões de euros, mais cerca de 8% do que no mesmo período do ano passado. A Organização Mundial da Saúde confirma que subiu para cinco o número de casos positivos de Hantavírus num navio de cruzeiro. No entanto, o diretor da OMS diz que o risco representado por este vírus é fraco e não é comparável com a Covid-19. Também a Direção-Geral da Saúde garante que o risco em Portugal é muito baixo e, por isso, não há medidas preventivas a implementar a nível nacional. Um cidadão francês está a ser investigado como caso suspeito de infecção por este vírus, após ter estado em contacto com um cidadão suíço que testou positivo. Três casos suspeitos de terem contraído o vírus a bordo do navio de cruzeiro foram já retirados da embarcação em Cabo Verde e estão a caminho dos Países Baixos. Ainda a morte de Ted Turner, criador da CNN, um homem revolucionário, nas palavras de Nuno Santos, diretor da CNN Portugal. Ted Turner tinha 87 anos e com a fundação deste canal de televisão, tornou-se numa das grandes personalidades da comunicação do século XX. Isso mesmo recorda à Rádio Observador, Nuno Santos.

O Ted Turner foi o homem que fez uma revolução quando ele lançou a CNN. A CNN inaugurou um modelo completamente diferente da cobertura informativa. Muito poucos acreditavam, mesmo num país em que a informação já tinha uma pujança, uma presença e uma tradição. Curiosamente, e por contraste até com o que acontece hoje com a CNN nos Estados Unidos, muito focada à época na cobertura internacional das notícias, acabou por vingar.

Nuno Santos explica também que o canal vai homenagear Ted Turner com várias reportagens ao longo do dia de hoje.

Nós vamos evocá-lo hoje. O Ted Turner foi uma figura muito relevante para os media, porque ele foi efetivamente um precursor, um revolucionário como eu dizia, e entre conteúdos que foram enviados esta tarde a partir dos Estados Unidos e outros que nós produzimos aqui, nós vamos exibir algumas reportagens e algumas peças que evocam esse percurso do Ted Turner.

Nuno Santos, diretor da CNN Portugal, a recordar Ted Turner, fundador da CNN, que morreu hoje aos 87 anos. E amanhã, Ricardo, em Braga, todos os caminhos vão dar à Praça do Município, ali perto das 20h.

Suspeito que seja para ver a bola.

É verdade, sim, senhor. A Câmara Municipal vai instalar ou já está a instalar nesta altura um ecrã gigante para todos os adeptos poderem ver o jogo da meia-final da Liga Europa e quem sabe, ao mesmo tempo, que ouvem também o relato aqui na Rádio Observador.

Fica a sugestão. A emissão especial aqui na rádio, o Observador, começa às 19h30. E, Luís, há quanto tempo Braga não chega tão longe?

Olha, não chega tão longe na competição há 15 anos e há também uma possibilidade disso voltar a acontecer, pois se o Braga leva essa vantagem de um gol sobre a equipe adversária, este Braga-Fríguro, que está marcado para amanhã às 20h, vai ser possível ver num ecrã gigante na Praça do Município, em Braga, além de, claro, se ouvir aqui na rádio.

É mais um grande momento para o Braga, que já esteve numa final da Liga Europa, dessa vez frente ao Porto. Agora falta um pequenino passo para conseguir chegar à final desta competição europeia. O Luís Soares vai regressar às 18h30. Já a seguir vamos ter "E o Vencedor É?", com o Judite França, o Alexandre Borges e a Helena Garrido.