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Vamos às notícias. Jornal das 6, com edição da Laura Figueiredo. Laura, um incêndio no Conselho de Aljustrel, em Beja, obrigou ao corte de três estradas, incluindo a Nacional 2.

O troço da Estrada Nacional 2, entre Aljustrel e Ervidel, está cortado ao trânsito. À Rádio Observador, o comandante José Horta, do Comando Sub-regional do Baixo Alentejo, adianta que, por precaução, foram cortadas três estradas.

Nós temos três vias interditas. Temos a Nacional 2, a Municipal 527-2 e a Municipal 527. As mesmas estão cortadas ao trânsito por precaução, porque temos meios dos corpos de bombeiros e das agências de Proteção Civil em trabalhos. E para se evitar alguma ocorrência fora do incêndio, foi solicitado, através da Guarda Nacional Republicana, o corte destas três vias.

O alerta para o incêndio foi dado por volta das 14h. No terreno estão mais de 100 bombeiros, além de sete meios aéreos e mais de 30 viaturas. O comandante explica que desde o início foi preciso um reforço de meios.

Balanceamos logo, nos primeiros minutos, um reforço de meios, porque, por histórico, o incêndio ali naquela zona está sempre sem incêndios, que evolui muito rápido devido aos pastos finos, ou seja, os combustíveis são muito finos e com a velocidade do vento, faz com que eles evoluam muito rápido. Então foi uma decisão tomada logo, reforçar tanto os meios terrestres como os meios aéreos, a capacidade de resposta para fazer face a este incêndio, para que possamos, no máximo possível, haver aqui uma situação de menos área ardida.

A Proteção Civil adianta que o fogo está a consumir uma zona de pasto e mato e não há populações em risco.

E o ministro da Administração Interna garante que o governo está preparado para avançar com soluções extraordinárias de financiamento para ajudar os bombeiros.

Luís Neves deixa uma mensagem de serenidade às associações de bombeiros. Diz que podem estar tranquilas com o aumento das despesas na época de incêndios. À margem da celebração dos 100 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lousada, o ministro assegurou que não vão faltar meios para enfrentar a época que se aproxima. Luís Neves diz que os atrasos nos pagamentos aos bombeiros integrados no dispositivo especial de combate a incêndios rurais foram já regularizados.

E um acidente com uma carrinha que transportava uma equipa de futsal provocou a morte de um jovem de 17 anos.

Há ainda mais dois jovens feridos com gravidade. O acidente aconteceu com uma carrinha do Póvoa de Santo Adrião Atlético Clube. A carrinha de nove lugares despistou-se na zona do Milharado, no Conselho de Mafra.

E, Laura, o serviço de urgência do Hospital de Évora está hoje a funcionar com constrangimentos devido a falhas nos sistemas informáticos.

Num comunicado enviado à Agência Lusa, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central explica que a situação obrigou que fossem acionados os planos de contingência. De acordo com a unidade, os constrangimentos podem refletir-se no aumento dos tempos de espera e, por isso, os utentes são aconselhados a contactarem a linha SNS 24 antes de recorrerem ao serviço de urgência do hospital. A Unidade Local de Saúde diz ainda que está a fazer o possível para resolver a situação o mais rapidamente e apela à compreensão e colaboração dos utentes.

E o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado faz um balanço muito positivo da greve de uma semana que termina hoje, mas admite novas paralisações.

A paralisação que chegou hoje ao fim tem como principais reivindicações o reforço de recursos humanos e melhores salários. Arménio Maximino, presidente do sindicato, diz não ter contactado com o governo durante a semana e aguarda agora uma reação por parte do executivo de Luís Montenegro.

Nós não tivemos nenhum contacto por parte do governo, e vamos dar algum tempo para que o governo tire as ilações que entender desta jornada de luta. Volto a dizer, nós não queríamos fazer esta greve e não queremos fazer mais greves, mas se formos obrigados a fazê-la, fá-la-emos com a mesma convicção e com a mesma adesão desta última. Nós não podemos recuar mais do que já recuamos. Se o governo não entender isto, continuaremos a lutar pela dignificação, da qual não podemos abdicar.

Declarações de Arménio Maximino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado. De acordo com dados do sindicato, a greve teve uma adesão acima dos 90% em Portugal continental.

Na atualidade internacional, o Irão nega que o acordo de paz com os Estados Unidos vá ser assinado amanhã. Ainda assim, prevê que aconteça nos próximos dias.

Uma posição transmitida pelo porta-voz da diplomacia do país, à agência de notícias iraniana, IRNA. O responsável alarga assim o prazo inicialmente previsto pelo mediador nas negociações, o Paquistão, que tinha apontado para as próximas 24 horas. O porta-voz iraniano diz que é preciso esperar para saber a data exata da assinatura, mas garante que não vai ser amanhã. Esmail Baghai detalhou ainda que o documento se debruça sobre o fim da guerra e que a questão nuclear vai ser abordada mais tarde. Os norte-americanos alertam que essa é uma discussão que deverá demorar muito tempo. Para a especialista em relações internacionais, Madalena Mayer Resende, é mesmo esse o maior problema do acordo.

Sem dúvida que é o ponto mais sensível e o ponto mais importante e o ponto que tem marcado o verdadeiro avanço das negociações. Penso que os dois lados estão muito mais próximos do que estiveram nas últimas semanas. E daqui também acho que é preciso dar crédito ao presidente Donald Trump, que foi o presidente que arriscou mais no sentido de resolver este problema nuclear do Irão

A especialista em Relações Internacionais, Madalena Mayer Resende, no gabinete de guerra. Entretanto, o Irão avisou que o funeral de Ali Khamenei vai começar no dia 4 de julho, cinco dias depois, o antigo líder supremo vai ser sepultado. Ali Khamenei foi morto em fevereiro, nos primeiros ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. Laura, terceiro dia de Nós Primavera Sound no Porto, com os cabeças de cartaz Massive Attack. Uma banda de Bristol que sobe hoje ao palco, pouco depois das 11 da noite. Ao longo dos quatro dias do festival, esperam-se 120 mil pessoas no recinto, no Parque da Cidade. Vamos até lá, ao Porto, ao encontro da repórter do Observador, Joana Moreira. Joana, boa tarde. Como é que está o ambiente por aí? Muito calor?

Muito calor, Laura. Depois de uma semana marcada por imagens de chuva intensa e vento forte, que afetaram o Primavera Sound em Barcelona, o cenário aqui em Matosinhos não podia ser mais diferente. O sol domina completamente a paisagem no Parque da Cidade e parece mais um dia de verão do que de primavera. Por agora, as portas abriram às 15h30 e muita gente começou logo a entrar. Entretanto, estamos aqui numa pequena pausa entre concertos. Acabou há minutos o concerto dos Napa, a banda madeirense que representou Portugal no Festival de Eurovisão no último ano, que ainda conseguiu reunir algum público para a hora que é. Claro que a maior enchente do dia espera-se para perto das 11 da noite, como mencionaste, quando os Massive Attack subirem ao palco. São eles o grande cabeça cartaz neste dia, num dia que, na verdade, a pop é também a grande protagonista. Há uma série de bandas, The Jades, The Nerchives, que vão passar por estes palcos, assim como os ingleses Idles, outra presença recorrente nos palcos portugueses. Há muita música para ver neste terceiro dia de Primavera Sound.

A repórter Joana Moreira, que está no Porto a acompanhar o terceiro dia do festival Nós Primavera Sound. E é assim que fechamos este jornal das 18h00.