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Jornal das 6, com Luís Soares, em vésperas de ficarmos a conhecer o preço dos combustíveis para a próxima segunda-feira. Já sabemos que haverá uma descida. Há também uma manifestação por parte do presidente da República de preocupação com as dificuldades sentidas pelos portugueses.
Exatamente. António José Seguro defende até que devia haver ação por parte da União Europeia, em declarações aos jornalistas, à saída do Centro de Congressos do Estoril. O presidente da República disse que o governo está a estudar mais medidas de apoio do que aquelas que já foram anunciadas. António José Seguro considera que o aumento dos preços é um problema que ultrapassa o país, é um problema de dimensão europeia e global e, por isso, pede uma resposta também a nível europeu.
Os governos, designadamente também a União Europeia, têm que olhar para esta situação como algo excecional e proteger os setores que estão mais vulneráveis, quer as famílias, quer as empresas. Este é o momento de podermos e termos de agir. O governo já anunciou um conjunto de medidas, tanto quanto sei, está a estudar outras medidas, mas esta questão ultrapassa o nosso país. Tem uma dimensão global e, neste caso, tem uma dimensão europeia e todos nós devemos olhar para esta situação como algo especial para diminuir o sofrimento e as dificuldades por que passam famílias e empresas.
A preocupação de António José Seguro à saída do Centro de Congressos do Estoril, sendo que o presidente da República já promulgou o diploma que prorroga os apoios excecionais e temporários do aumento do preço dos combustíveis a vários setores e também outro que alarga o passe ferroviário verde.
Na próxima semana, haverá uma descida ligeira no preço dos combustíveis. De quanto, Luís?
Uma mesmo ligeira. São menos €0,05 no gasóleo, menos €0,02 na gasolina, valores a contar com a diferença do imposto sobre os produtos petrolíferos, que deverá ser aprovado pela tutela. A vice-presidente da NAREC diz que não existem indicadores que apontem para uma escassez de combustível em Portugal, isto depois da Agência Internacional de Energia ter alertado para a escassez de gasóleo para este ano, o que deve prolongar no próximo, como consequência da guerra no Medio Oriente. Ouvida no Explicador desta tarde, Mafalda Trigo admite uma diminuição da oferta que faça aumentar o preço dos combustíveis, mas considera prematuro falar-se de escassez.
É muito prematuro estarmos a falar em escassez e convém os consumidores não ficarem alarmados, que por agora não há qualquer tipo de indicador que possa levar a uma escassez. No entanto, nós temos que efetivamente ter noção que as infraestruturas que foram destruídas, no caso da Rússia e da Ucrânia, criam a possibilidade de haver uma diminuição em termos da oferta que vai estar disponível. E essa diminuição na oferta também faz aumentar o preço dos combustíveis, o que para nós é uma má notícia.
Sobre se vai ser possível, brevemente, assistir a uma descida mais forte e rápida dos preços, Mafalda Trigo afirma que a estabilidade é essencial para que isso aconteça e explica que, mesmo que a guerra terminasse agora, isso não teria efeitos imediatos na descida dos preços.
Vamos imaginar que na próxima semana acaba o conflito entre o Irão e os Estados Unidos. Significa que, no mínimo, iremos precisar de três meses para estabilizar custos associados ao preço do Brent. Para que consigamos que esses outros parâmetros sejam estabilizados em baixa, temos que ter cerca de três, quatro meses de estabilidade para que se comecem a baixar também esses custos.
Declarações da vice-presidente da NAREC, Mafalda Trigo, que esteve no Explicador da tarde política.
Noutro plano, o presidente da República aproveitou as declarações aos jornalistas para expressar confiança na Polícia Judiciária.
Apesar de deixar claro que não comenta as buscas à instituição, António José Seguro espera que os resultados das investigações reforcem a confiança que diz já ter na força policial.
Aquilo que é importante é que todos nós façamos, no âmbito das nossas competências, para que as instituições e o prestígio das instituições saiam cada vez mais reforçados. Como sabem, eu não comento situações quando há processos que estão a decorrer. É o caso. Eu continuo a ter confiança na Polícia Judiciária e desejo que os resultados que venham a ser apurados o mais rapidamente possível reforcem ainda mais as minhas convicções.
Declarações do presidente da República à margem do Fórum Internacional de Saúde de Cascais, onde assistiu a uma palestra sobre demografia, longevidade e sustentabilidade da Segurança Social.
O ministro da Administração Interna, que foi diretor nacional da Judiciária, recusa agora comentar as buscas na instituição.
Questionado sobre se estas buscas colocam em causa a confiança na Judiciária, Luís Neves recusou-se a comentar qualquer investigação, mas aproveita para sublinhar que esta continua a ser uma instituição coesa.
Como devem calcular, o ministro da Administração Interna não comenta qualquer investigação. O que eu posso dizer é que a instituição da Polícia Judiciária é uma enorme instituição coesa, que tem o seu grande expoente no coletivo, nas mulheres e nos homens que prestam funções e na qual, naturalmente, se insere a liderança do diretor nacional.
Os elogios de Luís Neves à Polícia Judiciária. O ministro diz ainda estar tranquilo quanto à Comissão Parlamentar de Inquérito aprovada pelo Parlamento.
Eu já o tinha dito anteriormente e mantenho total tranquilidade. Ainda bem que todas as comissões, todas as averiguações, todos os inquéritos são relevantes para que se esclareça de facto a verdade e que não fique a pairar qualquer dúvida sobre qualquer facto. Os meus mandatos são um legado da minha equipa, da equipa que liderei, só para dizer, e por aqui me fico, porque depois falaremos mais. No dia em que eu assumi funções, a Polícia Judiciária tinha 968 inspetores com uma média de idade de 50 anos. Não tinha meios
E depois, passados estes anos, é um corpo forte a apoiar e suportar toda a atividade do Ministério Público.
Declarações de Luís Neves, em Santarém, transmitidas pela RTP, onde aproveitou também para expressar condolências à família da bombeira que faleceu esta noite, depois ter ficado gravemente ferida no combate às chamas no incêndio em Resende.
E o procurador-geral da República veio esta tarde negar, afastar a ideia de que existe um mau ambiente entre a Polícia Judiciária e o Ministério Público.
Afasta esse mal-estar depois das buscas lideradas pelo Ministério Público, às instalações da PJ, na sequência do inquérito que procura apurar se o atual diretor nacional, Carlos Cabreiro, participou numa escuta ilegal no âmbito do processo Football Leaks. Amadeu Guerra assegura que a cooperação entre Ministério Público e Judiciária é para continuar.
Não há ambiente pesado. Isto é uma situação normal na vida democrática e vamos nos preocupar em não criticar as ações da Polícia Judiciária. A Polícia Judiciária é uma instituição e merece todo o nosso respeito. Eu, da minha parte, continuo a respeitar a instituição. Fizemos muitas investigações importantes, sempre colaboramos bem, sempre foram pessoas muito disponíveis. Nós vamos continuar a fazer trabalho com a Polícia Judiciária? Como é óbvio, continuamos todos os dias a fazer isso. Não há qualquer problema.
A garantia do procurador-geral da República, numa declaração à margem de uma conferência em Bragança, quanto ao resultado das buscas, Amadeu Guerra apenas disse que o processo está em segredo de justiça e, por isso, não ia adiantar qualquer detalhe sobre o material que foi apreendido.
E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 25 de setembro.
Os juros da dívida portuguesa a 10 anos ultrapassaram hoje os 4%, pela primeira vez desde março de 2017. O marco foi ultrapassado pouco depois das 15h. Ao longo das duas horas seguintes, foram várias as vezes em que se situaram acima desta fasquia, mas acabaram por recuar até fecharem abaixo do valor de 4%. Com o agravamento das perspectivas para a inflação, os investidores têm admitido a venda de obrigações, empurrando os juros da dívida para máximos com vários anos em vários países. O Exército dos Estados Unidos está a preparar-se para uma possível ação militar relacionada com Cuba. A notícia é avançada pelo canal televisivo norte-americano CBS News, após ter tido acesso a uma mensagem interna. A reserva do exército norte-americano está a analisar se pode fornecer ao Comando Sul das Forças Armadas reforços policiais, profissionais de saúde e outras unidades de apoio nos próximos quatro meses. O pedido faz parte do planeamento militar relacionado com Cuba. O documento prevê ainda a criação de uma brigada médica para comandar e coordenar as unidades de saúde. A Comissão Europeia assegura que o abastecimento de gás na União Europeia permanece estável, apesar dos níveis de armazenamento estarem abaixo dos valores históricos. É o que adianta o executivo comunitário, em comunicado. A garantia foi reafirmada após uma reunião do grupo de coordenação do gás, que junta Comissão Europeia, Estados membros e também representantes do setor. E por estes dias, Ricardo, sabemos bem que o Papa Leão XIV visita França. A visita começou hoje e até já sabemos o que vai Emmanuel Macron oferecer ao Papa.
Faz parte do protocolo de visitas e os papas já receberam alguns presentes até um pouco inusitados. O que França vai oferecer?
Não é assim tão inusitado, acho eu.
Desta vez.
Não me parece. São quatro dias de visita e são quatro presentes que o Papa vai receber no Palácio do Eliseu. O jornal Parisien adianta que a presidência de Macron vai oferecer uma obra da artista Claire Tabouret, um vitral com uma reprodução do rosto da Virgem Maria, também um evangelho em formato DNA, uma cruz preta de ferrita magnética de uma outra artista francesa e ainda um exemplar de uma das primeiras biografias escritas sobre Vicente Paulo, fundador das confrarias da caridade. Portanto, vamos ter livros, obras de arte na bagagem, depois no regresso ao Vaticano. Não me parece muito inusitado.
Desta vez não há carros. Um papa já recebeu, pelo menos, um carro desportivo.
Este não é o caso, desta vez.
Não é o caso. O Luís Soares vai regressar às 18h30.