Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das 6 com Luís Soares. A Lufthansa saúda a decisão anunciada hoje pelo governo de escolher a Lufthansa para a privatização parcial da TAP e sinaliza a vontade de comprar tudo.

Em comunicado, a Lufthansa fala numa trajetória de sucesso para o futuro da TAP, com a parceria com o grupo alemão. A expectativa da Lufthansa é de que a primeira fase seja concluída rapidamente. A operação deverá estar concluída até o início de 2028 e fica agora dependente das autorizações regulatórias. Na nota, o presidente-executivo da companhia alemã aplaude ainda o anúncio do governo de que pretende avançar com a análise para uma venda total da TAP. O responsável sublinha que as compras anteriores da Lufthansa mostram que uma posição majoritária cria vantagens adicionais para todas as partes envolvidas. O grupo alemão foi o escolhido para o processo de privatização da TAP. Com a operação, a Lufthansa garante uma posição de 44,9% da companhia aérea portuguesa, uma percentagem que pode subir até aos 49,9, caso os 5% destinados aos trabalhadores não sejam totalmente adquiridos. O anúncio foi feito pelo governo no final da reunião do Conselho de Ministros. Vasco Maldonado Correia. Está encontrado o vencedor. O governo olhou para as duas propostas em cima da mesa e deliberou.

Avalhadas as propostas, a decisão do governo recai sobre o grupo Lufthansa, cuja proposta financeira é 16% superior à proposta concorrente e com menor grau de incerteza.

O Estado vende até 49,9% da TAP e aceita a oferta do grupo alemão, de mais de 1200 milhões de euros. Está já preparado para dar um novo passo o processo de venda total, como explica o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.

A Lufthansa apresenta-nos uma solução que equivale uma parte em ações num share swap que equivale a 5% do capital da Lufthansa, para uma valorização depois acrescida de um valor de 863 milhões de euros para um total de capitalização de 2552 milhões de euros.

E caso haja dúvidas, fica a certeza de que o governo vê a ideia com bons olhos.

Me parece que a posição do governo é óbvia, a partir das suas palavras, e eu também posso reafirmar aqui. O governo, de facto, avalia esta segunda oportunidade como uma grande oportunidade para o país.

Com a venda ao quarto maior grupo mundial a nível de receitas, fica cumprido um dos principais objetivos de Luís Montenegro.

A TAP só seria sustentável e viável se tivesse capacidade para crescer, se fosse mais competitiva e se ganhasse mais escala. Ou seja, se fosse integrada num grande grupo de aviação.

E a proposta inclui também várias outras operações.

Em particular, gostaria de destacar os 500 milhões de euros que significam a criação de uma nova escola de pilotos em Tancos, um centro de inovação em Aveiro, um centro de serviços corporativos.

O processo de privatização da TAP só deve ficar concluído em 2028. A avançar a segunda fase de venda, o governo aponta recuperar o dinheiro injetado na companhia aérea até 2040. Vasco Maldonado Correia, que acompanhou o anúncio do governo. A Lufthansa vai ficar com até 49,9% da TAP. Também Air France KLM reagiu à decisão do governo português. Em comunicado, a companhia franco-neerlandesa diz-se desiludida, mas elogia o processo de diálogo construtivo com o Executivo. Air France KLM promete ainda continuar a avaliar todas as opções para aumentar a presença em Portugal e na região da América do Sul.

E para quem trabalha na TAP, os pilotos ficaram satisfeitos com o negócio. Já o pessoal de cabine tem mais dúvidas.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo e Aviação Civil espera que a TAP não saia a perder. O presidente, Ricardo Penarroya, adianta que mais importante do que perceber se o governo fez um bom negócio ao escolher a Lufthansa, é preciso perceber se alguns pilares são mantidos, como os postos de trabalho ou a manutenção do hub. Já o vice-presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, Frederico Saraiva de Almeida, diz que a escolha da Lufthansa é uma vitória para todos. Diz também que representa um passo importante para tornar a TAP mais sustentável e lucrativa.

Numa empresa como esta, deve prevalecer sempre a decisão comercial sobre as decisões de caráter político e, portanto, acho que é um passo que estamos a dar, um passo bem grande para que isso venha a ser conseguido no futuro e tenhamos uma empresa mais sustentável, uma empresa mais lucrativa.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil fica satisfeito com este anúncio do governo. Já o pessoal de voo tem mais dúvidas sobre este negócio.

O Parlamento aprovou hoje as audições ao secretário-geral do Ministério da Administração Interna, que foi exonerado por Luís Neves.

Assim sendo, Ricardo Garrigo e também o ministro vão ser ouvidos pela Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais para esclarecer as acusações que têm feito, através de comunicados e também de entrevistas, sobre os motivos para a saída do secretário-geral do ministério. O presidente da República pronunciou-se hoje sobre a polêmica. António José Seguro rebata o caso precisamente para o Parlamento.

No nosso sistema constitucional, o governo presta contas e é fiscalizado politicamente no Parlamento. E tanto quanto eu sei, houve grupos parlamentares que pediram essa fiscalização, pedindo a comparência do ministro da Administração Interna para ir lá. Portanto, esse é o jogo normal entre partidos, são as competências do Parlamento e o presidente tem que respeitar as competências que é de órgão de soberania.

Quanto à manutenção de Luís Neves no governo, o chefe de Estado diz que já se pronunciou sobre a matéria e volta a insistir na separação de competências entre os diferentes órgãos de soberania. Declarações de António José Seguro no Distrito de Santarém, à margem de um exercício de experimentação tecnológica militar.

O antigo governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, considera que algumas mudanças feitas recentemente na educação criaram problemas que, segundo diz, não existiam antes.

O antigo ministro esteve presente numa conferência sobre o futuro da educação na Universidade de Aveiro, onde, sem se referir diretamente às falhas detectadas nas correções dos exames nacionais, Mário Centeno questionou se determinadas alterações tiveram em conta todas as contingências das próprias mudanças.

As alterações têm que ser pensadas Têm que ser faseadas, graduais, têm que prever todas as contingências dessa alteração e algumas das mudanças feitas ultimamente. Confesso, questiono eu próprio se passaram por todos esses estágios, porque deparámo-nos com problemas que não existiam antes no contexto de uma alteração. Alguma coisa falhou e eu acho que é preciso todos pensarmos no que é que falhou.

Mário Centeno criticou também os que acreditam em reformas milagrosas e pede paciência na hora de avaliar políticas em setores como a educação ou a saúde.

Nós temos em todas as pastas ministeriais e na educação e na saúde, em particular, que são serviços públicos que todos acarinhamos e gostamos, que ter uma noção de que elas não existem se não forem as ligações com a população. E, portanto, eu não acredito em reformas milagrosas.

Declarações de Mário Centeno no final de uma conferência sobre educação na Universidade de Aveiro, onde pediu criatividade às faculdades para enfrentarem uma previsível redução do financiamento europeu. E há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 14 de outubro. O primeiro-ministro do Reino Unido diz que o país vai acelerar a entrega de defesas aéreas à Ucrânia. A declaração de Andy Burnham foi feita depois do encontro com o presidente ucraniano em Downing Street. Burnham defendeu também mais sanções à Rússia e uma renovação do apoio de Trump à Ucrânia, numa altura de tensão entre Washington e Kiev. Já Volodymyr Zelensky afirma que está preparado para qualquer tipo de cessar-fogo com a Rússia. Admitiu que o país está a ter algumas dificuldades em lidar com esta onda de ataques. Em Braga, uma colisão entre dois autocarros e um veículo fez 19 feridos ligeiros. O acidente aconteceu esta tarde em frente ao centro comercial Braga Parque, informação confirmada pelo Comando Sub-regional do Cávado. Os feridos foram todos transportados para o Hospital de Braga. O trânsito está condicionado devido ao acidente e estando a efetuar-se apenas por uma via. Em Lisboa, também é hora de regresso a casa, em dia de greve no metro e João Lourenço, agora em direto, em plena hora de ponta, há nesta altura muito movimento no centro da cidade.

E com bastante movimento, há esse maior estresse por parte das pessoas que querem, naturalmente, chegar a casa, não só na Avenida do Brasil, onde nos encontramos, mas também nas estradas junto ao Jardim do Campo Grande e também na Alameda das Universidades. Ora, em dia de metro, neste caso, em dia de greve de metro, há vários constrangimentos, não só causados propriamente a esses utilizadores do Metropolitano de Lisboa, mas também quem por norma já usa a Carris, mas que vê os autocarros lotados e que muitas vezes não param. É o caso de um dos utilizadores que está aqui junto ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Tinha autocarro, neste caso, marcado para mais ou menos há três, quatro minutos atrás. Ora, o autocarro simplesmente não parou.

Sim, não parou. Apanho sempre o mesmo autocarro, 750, para Miraflores, que é onde eu vivo. E de facto, desta vez estava superlotado e não parou e seguiu simplesmente viagem.

Nestes dias, praticamente, não só quem utiliza o metro sofre esses constrangimentos, mas também quem utiliza a Carris e nada tem a ver com o metro, sente essas dificuldades. Estamos a ver aqui há pouco um carrinho de bebés que viu-se com dificuldades para sair. Neste caso, os pais com esse carrinho de bebés com dificuldades em sair porque o autocarro estava completamente lotado.

Completamente. Isto comprova que uma greve de metro não só condicionaliza as pessoas que andam de metro, como também as pessoas que andam em outros transportes públicos. Exatamente.

Muito obrigado. Um dos, podemos dizer, lesados deste dia de metro não foi utilizador deste Metropolitano de Lisboa durante os últimos dias, mas o que é certo é que a Carris é uma das principais alternativas. Ora, o trânsito causado faz com que estes autocarros cheguem mais tarde às paragens e, para além disso, estejam completamente lotados. Foi o caso, por exemplo, do autocarro 117, que também parou aqui há momentos junto ao LNEC e que estava lotado. Muitas das pessoas tiveram mesmo que ficar à porta do autocarro porque já não havia espaço. É um dos principais constrangimentos que causa esta greve do Metropolitano de Lisboa, que amanhã volta a reabrir por volta das 18h30.

João Lourenço, aqui em direto, a acompanhar o impacto da greve do metro no regresso a casa em Lisboa. Eu tenho a certeza, Ricardo e Judite, e também ao Alexandre e à Helena, que estão aqui em estúdio, que esta música vos traz uma série à memória.

Eles andam aí.

David Duchovny.

Exato, é o David. David Duchovny. Exatamente. São os "Ficheiros Secretos". Não são as personagens que estão de volta, Fox Mulder e Dana Scully, mas a série, sim, está de volta. A Disney decidiu avançar com uma nova versão de "Ficheiros Secretos", mas não vai trazer de volta os atores David Duchovny e Gillian Anderson. Há novos atores que vão interpretar novos agentes do FBI, também altamente condecorados, mas completamente diferentes, que formam um laço improvável quando são designados para uma divisão há muito desativada e dedicada a casos que envolvem fenômenos inexplicáveis. E já há data para lançamento?

Não, ainda não há data. Sabe-se que a decisão de avançar com este projeto foi tomada pela Hulu, que pertence à Disney, depois de ter visto um episódio piloto com realização, argumento e produção executiva de Ryan Coogler e o criador da série original, Chris Carter, também está envolvido como produtor executivo. Importa recordar que a série original teve um total de 11 temporadas, conseguiu 61 nomeações para os Emmys e alcançou um total de 15 vitórias e vai haver uma nova versão em breve.

Eu vou aproveitar que está aqui o Alexandre Borges, que é um guionista encartado, para te fazer uma pergunta, Alexandre. O que é que se passa? Nós temos novos carros baseados em carros velhos. Carros antigos. Agora, as séries também, portanto a imaginação do mundo acabou, já não conseguimos criar coisas novas. O que é que se passa aqui? Tu não partilhas desta inquietação.

Partilho.

Nada se cria.

Neste universo, já agora da ficção científica, de que eu pessoalmente sou muito fã, fiquei ontem em choque a saber que há uma nova série do Blade Runner também.

Também? Já tinha ouvido.

É o meu filme preferido, já tinha havido uma sequela. Vai haver uma série na Amazon Prime, a estrear no fim do mês que vem. É a dimensão de não correr riscos dos megagrupos. É sobretudo isso. É apostares num produto já testado, já experimentado, numa história que já é conhecida. É muito mais fácil, de resto, de vender em termos de comunicação e com todos os acessórios, toda a parafernália em torno. É sobretudo isso.

Obrigado, Alexandre.

Assim já faz sentido.

Exato.

Eu só queria que ele dissesse uma frase, mas ele passou com uma explicação.

A explicação completa.

E já vamos voltar para conversar mais no "E o Besteirol".