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Tarde Política. São 7 horas, vamos atualizar as notícias.
O Chega começa a descolar-se de um eventual apoio a Gouveia e Melo, caso o almirante se venha a candidatar às presidenciais. André Ventura admite entrar na corrida.
O líder do Chega vai anunciar a decisão até o final de março. Ventura falava aos jornalistas antes de uma visita ao Politécnico de Leiria, no final das jornadas parlamentares do partido.
Deixa elogios o almirante Gouveia e Melo, também a Pedro Passos Coelho. Não enjeita, no entanto, a possibilidade de vir a ser candidato a Belém. Uma decisão que vai ter de esperar.
O Chega, obviamente, nem sempre tem que ter um candidato próprio, pode apoiar outros candidatos. Pode, em teoria. Até final de março, eu apresentarei ao partido e tornarei pública aquela que é a minha posição sobre as eleições presidenciais, sobre se vou avançar ou não para as eleições presidenciais de 2026, em janeiro de 2026, e isso terá depois o respaldo do partido nessa matéria ou não.
André Ventura assegura que um candidato apoiado pelo Chega tem de defender as bandeiras do partido.
São declarações à margem das jornadas parlamentares do Chega em Coimbra, dedicado ao tema da corrupção e que teve como cabeça de cartaz Pedro Santana Lopes.
O antigo primeiro-ministro rejeitou a ideia de ter marcado presença para procurar apoios para uma eventual candidatura a Belém.
Voltar à mesa das negociações e já no próximo ano. É o desejo manifestado por Marcelo Rebelo de Sousa, quer o presidente da República, que governo e sindicatos dos bombeiros sapadores se voltem a sentar à mesa de negociações.
O Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores considera que o desejo do presidente é óbvio. Ricardo Cunha, o líder deste sindicato, diz que o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa é coerente e defende que quem tem alimentado os protestos dos bombeiros é o governo.
Entendo que estas declarações do presidente da República são bem mais coerentes do que as primeiras que ele teve. Na realidade, o senhor presidente da República diz o óbvio. Diz que o governo tem que apresentar medidas que valorizem os bombeiros. E também entendo que se parar com este tipo de situações, de protestos, etc., porque isto também é culpa do governo. O governo tem alimentado estes protestos.
Sim, Ricardo Cunha acusa o executivo de tentar virar a opinião pública contra os bombeiros. É isso que diz o dirigente sindical.
O governo, na realidade, sempre esteve isolado, porque o governo não tem vindo de boa-fé às negociações. Agora, o que o governo tem feito é uma tentativa de pôr a opinião pública contra os bombeiros. Os bombeiros não são bandidos, os bombeiros não estão ligados a partidos nenhuns, os bombeiros não são de clubes de futebol. Os bombeiros são homens e mulheres trabalhadores e não podem hoje ser bandidos e amanhã ser heróis. E acho que o governo está a fazer uma tentativa muito baixa de tentar pôr a opinião pública contra os bombeiros.
O presidente do Sindicato dos Bombeiros Sapadores, ouvido há instantes pela Rádio Observador.
Depois de ouvir Marcelo Rebelo de Sousa a criticar as manifestações dos bombeiros sapadores, mas a admitir que espera que o governo corrija aquilo a que o presidente chama de injustiça. Espero que essa correção surja já no próximo ano.
Miguel Albuquerque acredita que os partidos que chumbaram a proposta do orçamento regional vão ser prejudicados nas próximas eleições.
O líder do PSD Madeira viu ontem o orçamento regional ser chumbado. Na próxima semana, dia 17 de dezembro, vai enfrentar uma moção de censura.
Com cenário de eleições antecipadas no horizonte, Miguel Albuquerque espera ver a oposição a perder votos.
Eu acho que os partidos que o fizeram, deitaram abaixo o governo e causarem um novato eleitoral, vão ser penalizados. Isso é já um pouco o reflexo daquilo que eu estava a dizer. Ainda vai haver uma grande alteração substancial. Aliás, essa alteração pode existir no sentido de haver maior penalização aos partidos que deitarem o governo abaixo.
Miguel Albuquerque, em declarações aos jornalistas numa cerimónia com as associações humanitárias de bombeiros da Madeira.
Agora, a Iniciativa Liberal, o deputado Rodrigo Saraiva considera a anunciada candidatura de Rui Malheiro à presidência do partido positiva. Vota, no entanto, em Rui Rocha.
Na opinião do deputado liberal, o atual líder fortaleceu a autonomia política do partido. Rodrigo Saraiva desvaloriza qualquer ideia de desunião que possa existir dentro da Iniciativa Liberal.
Em qualquer partido político é positivo que haja debate de ideias, que haja confronto de projetos. Portanto, para fora existe uma união e isso foi visto na última convenção, quando o novo programa político foi aprovado e quase com 100%, quase uma unanimidade. Isso é que importa. E eu votarei, obviamente, em Rui Rocha, porque eu acho que ele preservou e fortaleceu aquilo que foi a autonomia política da Iniciativa Liberal.
É o que diz Rodrigo Saraiva, que abordou também, durante esta entrevista ao Direto ao Assunto, a estratégia da Iniciativa Liberal para as autárquicas, particularmente para a cidade de Lisboa. Diz Rodrigo Saraiva que uma eventual coligação com Carlos Moedas deve obedecer a um conjunto de condições.
Eu sei que Carlos Moedas quer muito, eu percebo que ele queira muito ter a Iniciativa Liberal dentro do seu projeto, mas eu também já disse, se Carlos Moedas quer ter a Iniciativa Liberal, então em primeira instância tem que ir pela vertente programática e, por exemplo, assumir de uma vez por todas o compromisso de retirar Lisboa daquilo que é o clube da taxa máxima quando falamos da derrama. É um ponto, como todos devem imaginar, bastante importante para a Iniciativa Liberal.
O deputado liberal Rodrigo Saraiva foi entrevistado no Direto ao Assunto da Rádio Observador. E agora ouvimos, Miguel, outro deputado, António Filipe, histórico do PCP.
Que acusa os autarcas socialistas de Loures e Alpiarça de terem um discurso demasiado aproximado da extrema-direita. Foi o que disse no programa Sofá do Parlamento.
Sónia Sanfona, autarca de Alpiarça, sugeriu que quem ostentasse sinais de riqueza deveria perder o acesso a apoios sociais. E Ricardo Leão, presidente da Câmara de Loures, aprovou a proposta do Chega, que propõe o despejo de habitações sociais de quem for condenado por crimes.
António Filipe fala em medidas absurdas.
Temos assistido, de facto, da parte dos dois presidentes de Câmara, quer a presidente da Câmara de Alpiarça, quer o presidente da Câmara de Loures, é uma colagem ao discurso da extrema-direita. Em matéria de apoios sociais, é uma cedência a um discurso com que a extrema-direita tem vindo a contaminar a política portuguesa. E que não fica nada bem a autarcas que se dizem socialistas.
É isso que considera o deputado PCP António Filipe, foi convidado do Direto Assunto.
E são agora 19h07. Olhamos ainda para outras notícias, Miguel Vieira.
Daqui a menos de uma hora, o Sporting entra em campo, joga na Bélgica frente ao clube de Bruges, sexta jornada da Liga dos Campeões.
O Sporting de João Pereira não vence há três jogos, todos acabaram em derrota. O jornalista Diogo Varela vai estar no relato deste encontro. Diogo, boa tarde. Alguma surpresa no 11 dos Leões?
Sim, Vanessa, há uma grande surpresa. É um menino de 17 anos, vai a jogo, João Simões está no 11 de João Pereira. Não é uma estreia com a camisola principal, porque já teve duas oportunidades esta época, mas é lançado de início, é lançado aqui às feras da Bélgica, o menino do meio-campo. De resto, o Sporting com Israel na baliza, Kenda à direita e Maxi Araújo no corredor esquerdo. Os três centrais são Quaresma, regressado de lesão, Diomande e Gonçalo Inácio, o meio-campo em dupla com o capitão Morten Hjulmand e com o menino João Simões e os três da frente, Trincão, Catamo e também Viktor Gyökeres. O Sporting, que nesta Liga dos Campeões já está mais ou menos bem encaminhado, tem 10 pontos. O clube Bruges está bem mais abaixo, na 23ª posição, tem sete pontos, mas como tu referiste, Vanessa, é um Sporting frágil, que precisa rapidamente voltar às vitórias.
Menino Diogo Varela, com as primeiras informações do jogo entre o clube de Bruges e o Sporting. Partida começa às 20h, a contar para a fase de grupos da Liga dos Campeões e vai ter acompanhamento com relato, claro, aqui na Rádio Observador.