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O Patriarca de Lisboa destaca o novo papa como um homem de pontes. Dom Rui Valério enaltece o papel de Leão XIV em servir os católicos.

Em entrevista ao Explicador, da Rádio Observador, relembra que conheceu o cardeal pré-fosse nas Jornadas Mundiais da Juventude. O Patriarca de Lisboa diz que o novo papa tem capacidade para construir pontes com todos os povos.

Na Capela Sistina, onde se revelou um homem verdadeiramente de pontes. Se ele ontem dizia que a Igreja tem que estar aberta ao mundo e não isolada, se ele dizia que a Igreja tem que ser construtora de pontes, exatamente, e aberta, ele hoje, por exemplo, trouxe como tema da sua homilia a situação do ateísmo.

As palavras de Dom Rui Valério, o Patriarca de Lisboa, destaca a proximidade que Leão XIV tem com o antecessor Francisco.

Considera que Agostinho, congregação que o papa representa, é um homem com coração bom.

O que é certo é que ele é um agostiniano e, portanto, um homem de saber, um homem de espiritualidade, um homem de coração bom.

Dom Rui Valério, entrevistado na última hora aqui na Rádio Observador, no Explicador. O Patriarca de Lisboa revela que a eleição de um papa norte-americano pode ser um pouco contra corrente e afirma que não espera que Leão XIV faça críticas à administração de Donald Trump.

E no momento em que a Igreja Católica está na ordem do dia com a eleição do novo papa, Luís Montenegro nega qualquer aproveitamento político da religião.

Um dia depois das críticas de Pedro Nuno Santos sobre o aproveitamento político em torno da eleição do papa, Luís Montenegro desviou caminho para cumprimentar a mulher que está em peregrinação a Fátima. Confrontado pelos jornalistas sobre se está a cavalgar a tendência católica dos eleitores do CHEGA, Luís Montenegro rejeita aproveitamentos.

Era o que faltava. É uma questão completamente pessoal. Normal era que eu não pudesse estar com ela.

É pessoal no sentido de que acabou por lhe visar.

Não sei se foi avisada, se não foi. Os que tiveram a oportunidade estiveram. Não é isso que é importante.

Mas ao mesmo tempo, se fosse para procurar aproveitamentos, sempre há neste caso.

O que eu fico admirado é com as vossas perguntas.

Luís Montenegro, numa arruada em Ovar, depois de um desvio para cumprimentar a mulher que integra um grupo de peregrinos a Fátima. O dia da AD termina daqui a pouco na cidade do Porto, no encontro com os jovens.

Já a caravana socialista está, Miguel, em Vila Real.

Depois de um dia marcado pelas promessas a Marcelo Rebelo de Sousa e críticas a uma possível coligação AD e IL, Pedro Nuno Santos discursa esta noite. O secretário-geral do PS vai tentar convencer o eleitorado deste distrito transmontano que pode ser a alternativa.

A acompanhar a comitiva socialista está a jornalista Nadine Soares. Nadine, Pedro Nuno Santos tem deixado várias críticas ao longo do dia e prepara-se agora para mais um discurso.

Sim, está marcado para esta hora o comício de Vila Real. É o último ponto da agenda deste dia, que é o sexto dia da campanha. Neste comício vamos contar com três oradores, Rui Santos, cabeça de lista por PS em Vila Real, Carlos César, presidente do PS, que tem acompanhado Pedro Nuno Santos durante todo o dia, e por fim, claro, Pedro Nuno Santos, que quer convencer o eleitorado deste distrito. Vila Real chegou a perder um deputado para a AD no ano passado, nas últimas legislativas. Pedro Nuno Santos começou o dia em uma feira em Trancoso, cidade da Beira Alta, onde recebeu vários apoiantes, mas também ouviu críticas. Uma senhora que se aproximou e disse que Pedro Nuno Santos devia focar-se mais em explicar as medidas que quer apresentar ao país, do que estar apenas no ataque a Luís Montenegro. Pela tarde, passou na Guarda, onde se sentiu um elevar do tom do discurso para criticar a AD e a Iniciativa Liberal. Pedro Nuno Santos disse mesmo que o PS tem que fazer de tudo para impedir o entendimento entre Montenegro e Rui Rocha, que seria um perigo terrível para o país esta coligação chegar ao poder. E por isso, neste comício, Pedro Nuno Santos tem a missão de convencer o maior número de eleitores para o PS, para conseguir então diminuir esta diferença para o adversário direto. Luís Montenegro ainda não chegou a esta hora, deve estar prestes a começar este comício. A sala começa a compor-se aos poucos.

E vais dar conta de como é que corre esse comício ao longo deste final de tarde e noite informativa aqui na Rádio Observadora. Nadine Soares está a acompanhar a caravana do PS, está em Vila Real.

Paulo Raimundo concorda com o presidente da República. Sim, disse o secretário-geral do PCP, no dia 18 de maio, o país deve eleger um governo que traga estabilidade à vida das pessoas.

Em Évora, o secretário-geral do PCP foi questionado sobre as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, que quer nomear um governo com a certeza de que o respectivo programa será viabilizado no Parlamento. Paulo Raimundo insiste: a estabilidade depende de medidas concretas.

Nós podemos inventar a estabilidade se todas quisermos. Do ponto de vista, é matemático, se quiser. Podem se formar os governos todos se quiserem. Se os governos formados não valem por diante a política que dá estabilidade à vida das pessoas, não há estabilidade governativa que aguente. E, portanto, nós estamos de acordo com o presidente da República. Nós também queremos um governo com estabilidade para dar estabilidade à vida das pessoas. É para isso que estamos a trabalhar com muita força.

O secretário-geral comunista em declarações aos jornalistas antes do comício deste fim de tarde em Évora. Mariana Mortágua deixou uma garantia: se o Bloco conseguir eleger deputados, o PS não vai reunir com o PSD, mas sim com a esquerda.

A partir de Guimarães, a coordenadora do Bloco reagiu às palavras do presidente da República, que disse que quer, como ouvimos, nomear um governo com estabilidade suficiente para aprovar o programa do Parlamento.

As palavras do presidente da República são a prova que o que está em causa nestas eleições não é quem chega à frente, não é quem tem mais um voto. Não vai haver uma maioria absoluta. É preciso haver entendimento de Assembleia da República. O que está em causa nestas eleições é como é que se governa o país.

Ao lado de Mariana Mortágua, neste sexto dia de campanha, esteve o cabeça de lista por Braga, o antigo coordenador do partido, Francisco Louçã. Louçã garante que as sondagens não são para valorizar e deixa também uma provocação ao CHEGA.

Ontem vi entrar na campanha o meu maior apoio. Doutor Ventura foi declarar em Braga que queria evitar que eu ficasse no Parlamento. E que o CHEGA perceba que a eleição de um deputado ou dois do Bloco de Esquerda vai tirar lugares ao CHEGA e ao ódio da extrema-direita, é um orgulho

Declarações de Francisco Louçã, que esteve com Mariana Mortágua esta tarde no Centro de Artes Guimarães. Declarações captadas pela RTP3. Aqui na Rádio Observador, explicador especial de eleições legislativas, mais um, que juntou, desta vez, os representantes de todos os partidos eleitos pelo círculo de Lisboa há um ano, com exceção da AD. Na última hora, escutámos Mariana Vieira da Silva, do PS, e também Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, e ainda Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, a criticar precisamente a ausência da AD neste debate. E agora, Miguel, vamos ouvir outros partidos.

Um debate que ficou marcado pela saúde. Rui Paulo Sousa, candidato do Chega, defende um modelo de saúde misto, mas avisa que essa integração não pode esquecer a realidade local.

Uma das coisas que propomos é um sistema local de saúde, em que há a ligação entre o público, o privado e o social, mas tendo em conta a própria área geográfica onde está implementado, portanto, por isso é que é sistemas locais, tendo em conta os cidadãos e o que eles necessitam naquelas áreas.

Já da parte do Bloco de Esquerda, o líder parlamentar Fabian Figueiredo sublinha a importância do Serviço Nacional de Saúde para o país.

Portugal é um pequeno país, não é dos países mais ricos do mundo, mas tem indicadores de saúde muito melhores do que o país mais rico do mundo, os Estados Unidos da América. Por quê? Porque temos um sistema que procura a universalidade, que trata toda a gente por igual e tem uma resposta integrada. Tanto se assim não fosse, não teríamos conseguido responder à pandemia como conseguimos.

Alguns trechos deste debate que juntou os cabeças de lista pelo círculo eleitoral de Lisboa. A AD esteve ausente, justifica com o argumento de que os candidatos estão indisponíveis para debates durante o período oficial de campanha eleitoral. Sete horas mais oito minutos, vamos conhecer outras notícias que estão a marcar a atualidade.

E voltamos ao novo Papa, Leão XIV. O cardeal António Marto tece rasgados elogios ao sucessor de Francisco, acredita que vai continuar esse legado.

Pelo que conhece e do que ouviu de viva voz de Robert Prevost, o cardeal português acredita que há preocupações do papa anterior que não vão cair no esquecimento.

O tema dos abusos e o tema da transparência nas questões econômico-financeiras era o mais importante para mim. E depois uma pessoa que tivesse um estilo também de proximidade. Eu considero, de facto, o Papa Leão XIV é uma pessoa cheia de afabilidade, de acolhimento, de escuta, tanto quanto o conheço, e de compaixão.

Compaixão pelos sofrimentos da humanidade e de cada pessoa em particular, é o que acrescenta António Marto, garante que foi o que transmitiu o novo papa nas primeiras palavras que dirigiu ao mundo.