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Intervalo em Traves e Benfica. Partida a contar para esta jornada seis da Primeira Liga e a começar, Vasco Maldonado Correia, bem-vindo, muito boa tarde. Benfica a ganhar ao intervalo, dizia, na estreia de José Mourinho como técnico do Benfica.

AVS zero, Benfica um é o resultado ao intervalo, com gol de Sudakov, reforço ucraniano das Águias, já ao cair do pano na primeira parte. O avançado do AVS, Tomané, já enviou uma bola ao poste da baliza dos Encarnados e o avançado croata do Benfica, Ivanović, já viu um gol ser anulado. A bola saiu do campo durante a jogada que levou a esse gol anulado do Benfica. Nesta partida em que José Mourinho fez uma alteração. Uma nota também no mundo do desporto, Ruben Amorim joga neste momento frente ao Chelsea. O Manchester United vai vencendo por duas bolas a zero, encontro a contar para a Premier League, liga inglesa de futebol, e que conta neste momento com um cartão vermelho para cada uma destas equipes.

Vamos agora para a política. O CDSPP discorda do reconhecimento do Estado da Palestina.

Portugal vai reconhecer a Palestina amanhã, na véspera da Conferência de Alto Nível sobre a solução dos dois Estados. Foi o que anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros, ora em comunicado, o CDS, partido que faz parte da Aliança Democrática, lembra que o CDS é favorável, desde sempre, à solução dos dois Estados, mas considera que no presente momento do conflito no Médio Oriente, a efetivação desse reconhecimento não é oportuna nem tem qualquer consequência prática. O CDSPP garante que a coesão do governo está absolutamente assegurada, já que esta matéria também não consta do acordo de coligação, mas manifesta essa divergência quanto à oportunidade da declaração do reconhecimento de um Estado na Palestina. Diz, por isso, que esse reconhecimento só será conveniente no quadro de um processo institucional de paz, que neste momento ainda está fora do horizonte.

Entretanto, a iniciativa liberal considera relevante o reconhecimento da Palestina por Portugal, mas lembra que isso não significa que passa a haver um Estado naquele território.

É o que diz a presidente do partido, Mariana Leitão, numa visita ao Porto. Espera que o processo possa levar também a que os estados árabes reconheçam o Estado de Israel.

O reconhecimento do Estado da Palestina não implica que depois, no dia seguinte, passe a haver um Estado da Palestina. Há um conjunto de condições que é necessário que existam, de instituições, de eleições livres, para garantir que existe, de fato, esse Estado. E obviamente que o reconhecimento do ponto de vista das relações diplomáticas é relevante. Agora, também é relevante que se consiga criar condições, porque aquilo que nós defendemos é, de fato, a existência dos dois Estados, que existam condições para que também, por exemplo, os países da Liga Árabe consigam fazer o mesmo reconhecimento em relação a Israel, porque aquilo que nós pretendemos no fim do dia é a paz e que consigam coexistir.

E para coexistir, lembra Mariana Leitão, é preciso também o desmantelamento completo e absoluto do Hamas, o desarmamento na região e garantir que a Palestina se torne realmente num território livre e com eleições livres.

António Filipe e Catarina Martins criticam as alterações à lei laboral propostas pelo governo.

Os dois candidatos presidenciais mais à esquerda marcaram presença na manifestação da CGTP em Lisboa esta tarde, que juntou milhares de pessoas numa descida da Avenida da Liberdade para protestar pelo aumento dos salários, redução do horário de trabalho e também contra este anteprojeto do governo para a reforma laboral. Ora, o candidato apoiado pelo PCP, António Filipe, considera que o pacote inverte as regras do jogo e vira o direito do trabalho contra os trabalhadores.

Temos conhecimento de uma proposta do governo de revisão para pior da legislação laboral, para muito pior no sentido dos trabalhadores, eu diria que provocando uma inversão total na lógica do direito do trabalho. O direito do trabalho foi criado para proteger os trabalhadores, tendo em conta a desigualdade que existe entre o capital e o trabalho, entre o patronato e o trabalhador. Ora, esta proposta vira o direito do trabalho ao contrário e passa a ser um instrumento contra os trabalhadores e ao serviço do patronato.

Já Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda a Belém, pede um sobressalto cívico contra esta reforma laboral.

O que está em causa, se passar a proposta do governo, é que nenhuma regra do trabalho vale. Com toda a gente precária e toda a gente a poder ser despedida, mesmo sem justa causa, não há nenhuma regra, nem de horário de trabalho, nem de local de trabalho, nem de falta para assistência à família, que vá valer. Toda a chantagem patronal vai ser regra e é preciso um sobressalto cívico contra isso.

É o que pede Catarina Martins. São as reações dos candidatos a Belém hoje presentes na manifestação da CGTP em Lisboa.

São agora 19h e continuando nas reações à reforma da lei laboral, PCP e Livre também querem impedir o projeto.

O secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, também esteve presente nesta manifestação e diz que o governo quer introduzir mais precariedade ao mercado de trabalho.

É inadmissível que perante a precariedade, o governo queira mais precariedade, perante a brutal desregulação da vida das pessoas, o governo queira ainda alterar mais e desregular ainda mais os horários, trabalhar mais, trabalhar mais tempo, queira ter a pouca vergonha de tentar introduzir o despedimento sem justa causa. Já não basta a precariedade e a instabilidade com que vivem os trabalhadores, em particular os mais jovens, ainda quer introduzir a justa causa nos despedimentos? À afronta que é feita aos pais, às mães, às crianças. Ou seja, perante um ataque brutal, aqui está uma resposta a essa dimensão.

Já a deputada do Livre, Patrícia Gonçalves, também presente nesta manifestação, fala numa lei própria do século XIX.

Este pacote é um ataque aos trabalhadores, às famílias, às crianças. A lei no seu preâmbulo diz qualquer coisa sobre a conciliação entre a vida pessoal, privada e familiar, mas afinal o que lá está dentro é tudo ao contrário. Não concilia nada, por exemplo, prejudica muito os trabalhadores por turnos e o seu equilíbrio familiar. Também descamutei o luto parental, a amamentação, o direito às famílias a acompanharem o crescimento dos seus filhos. Portanto, para nós não é uma lei que nós acompanhemos, estamos contra esta lei. Para nós é um erro tipográfico, é uma lei para o século XIX, não para o século XXI.

Patrícia Gonçalves, deputada do Livre, hoje também na manifestação da CGTP em Lisboa. Aqui um som que foi recolhido pela RTP3.

Agora mudando de tema, o incêndio que começou esta madrugada no Conselho de Montalegre está perto de entrar em fase de resolução.

É o que confirma à Rádio Observador o oficial de operações do Comando Nacional da Proteção Civil. O fogo começou pouco depois da 01:00, propagou-se com duas frentes, uma das quais que vai em direção a Espanha. Apesar das condições adversas, Alberto Fernandes, oficial de operações do Comando Nacional da Proteção Civil, considera que nas próximas horas o incêndio vai estar dominado.

No local, neste momento, encontram-se 16 meios terrestres, 78 operacionais e cinco meios aéreos, sendo que alguns são meios aéreos espanhóis. O incêndio tem apenas uma frente ativa em mato. O combate decorre favoravelmente, estando a cer aos meios, ou seja, praticamente todo o perímetro está em resolução. Neste momento não temos previsão, mas esperamos que, como as trabalhos estão a decorrer favoravelmente, que nas próximas horas o mesmo seja dado como dominado.

Alberto Fernandes, da Proteção Civil, aqui a fazer um ponto de situação ao incêndio que começou esta madrugada no Conselho de Montalegre.

Ponto final neste jornal, edição do Vasco Maldonado Correia. De volta quando terminar o encontro entre Aves e também o Benfica. Então até já.

Até já.