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Rosa. E começamos este jornal das 19h com André Ventura, que apela que outros candidatos às presidenciais divulguem os donativos recebidos em período de campanha.
O líder do Chega promete fazer o mesmo ainda hoje. André Ventura sublinha que numa campanha eleitoral para as presidenciais, existem apoios dos partidos para quem os tem, mas também donativos de pessoas individuais, até aos montantes que a lei prevê. Assegura que no que toca à respectiva candidatura, vai ficar tudo disponível através de um site na internet. O candidato presidencial realça ainda que há declarações que são entregues na entidade de contas, em que é preciso entregar e mostrar todas as contas da campanha, mas nesta corrida eleitoral está a atingir-se um nível superior.
Nestas declarações em Loures, Ventura garante que nunca votou em José Sócrates.
Em causa um áudio publicado hoje pela revista Sábado, em que se ouve Ventura admitir que foi uma das muitas pessoas que votou no antigo primeiro-ministro. O líder do Chega desmente.
O que disse foi que o José Sócrates me enganou a mim e uma grande parte do país. Enganou-se que tinha uma imagem de determinação e de quem ia fazer obra, e a única obra que fez foi pôr dinheiro ao bolso. Quer dizer, foi esse o engano, e acho que não fui só eu que fui enganado. Por isso é que teve uma maioria absoluta. Convenceu uma grande parte do país que era um homem de ação, que conseguia fazer coisas, e acho que isso na altura até passou. Não votei em José Sócrates. Se tivesse votado, dizia. Não votei em José Sócrates.
Já João Cotrim Figueiredo, que ontem em debate também sugeriu que André Ventura votou em Sócrates, hoje reitera e diz-se até preocupado com os lapsos de memória do líder do Chega.
Este tipo de permanentes pequenas meias-verdades, mentiras ou mentiras mesmo descaradas, são demasiado preocupantes e uma certa inconstância, porque este, por exemplo, este voto em Sócrates ocorreu quando André Ventura era militante do PSD e foi descaradamente votar no candidato de outro partido. De facto, só há duas hipóteses: ou é muito esquecido ou é mentiroso.
João Cotrim Figueiredo no registo da CNN Portugal, numa troca de argumentos com André Ventura depois do frente a frente de ontem num debate para as eleições presidenciais.
Inês Sousa Real foi reeleita porta-voz do PAN, conquistou todos os lugares da direção do partido.
É o terceiro mandato de Inês Sousa Real, obteve 69 dos 72 votos possíveis. Os resultados foram anunciados pelo presidente da mesa do 10º Congresso do PAN.
Luís Montenegro admite o envio de militares portugueses para a Ucrânia, mas não antes de um cessar-fogo.
Portugal não vai ter soldados no terreno antes de um acordo, é o que assegura o primeiro-ministro que esteve hoje de visita à Kiev reunido com o Zelensky. Montenegro reforça a participação de Portugal no apoio marítimo e aéreo, mas o resto fica para depois da guerra.
Nada vai obstar a que militares portugueses possam fazer na Ucrânia o que já estão a fazer aqui ao lado, na Eslováquia, na Roménia, na Letónia, na Lituânia, em tantos outros países onde as nossas forças nacionais destacadas no âmbito da União Europeia, no âmbito da NATO, participam em missões de paz e participam em missões de dissuasão e de segurança.
Nesta visita à Kiev, o primeiro-ministro português falou ainda das relações diplomáticas entre os dois países. Promete apoio à Ucrânia por tempo indeterminado.
Nós estamos num nível de cooperação já muito intenso, mas que, do meu ponto de vista, teve aqui um ponto de viragem. Por quê? Porque nós juntamos a toda a cooperação militar que temos vindo a dar desde 2022, toda a cooperação e apoio econômico e financeiro no período de guerra, uma perspectiva de reforço do nosso relacionamento político e econômico para os próximos anos, para além da guerra.
Luís Montenegro espera no futuro uma ainda maior proximidade comercial e diplomática com a Ucrânia.
Quem também esteve na Ucrânia foi a enviada especial do Observador, Cátia Bruno, que acompanhou Luís Montenegro nesta visita.
E faz um resumo da visita relâmpago do primeiro-ministro português a Kiev.
Foi uma visita com uma segurança apertada e num ritmo muito acelerado. Vários dos eventos não contaram sequer com a participação da comunicação social. A grande exceção foi a conferência de imprensa conjunta com Volodymyr Zelensky, em que Luís Montenegro não só sublinhou o apoio, claro, de Portugal à Ucrânia, mas concretizou num acordo que foi assinado entre os dois líderes para a produção conjunta de drones subaquáticos, um acordo que não só ajudará as defesas da Ucrânia, como também contribuirá para o desenvolvimento da relação econômica entre os dois países. Certo é que Luís Montenegro elogiou repetidamente o presidente ucraniano, chamou-lhe "meu caro amigo", abraçaram-se os dois à chegada. E portanto, houve aqui uma ideia de colaboração e de parceria muito próxima entre os dois países, que foi bastante sublinhada por ambos os líderes e foi essa a principal ideia a permanecer depois desta visita relâmpago, que começou com uma viagem de comboio longa de 10 horas, termina com outra longa de 10 horas, ambas com uma duração superior àquela que Luís Montenegro passou em Kiev ao longo deste sábado.
Cátia Bruno, enviada especial do Observador a Kiev, acompanhou a visita do primeiro-ministro português à Ucrânia.
Da Ucrânia para o Brasil. Lula da Silva considera que a América do Sul está em perigo com a eventual guerra entre Estados Unidos e Venezuela.
Numa altura em que Donald Trump admite intervir para derrubar o regime de Nicolás Maduro, o presidente brasileiro tema as consequências para o continente sul-americano.
O continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extra-regional Os limites do direito internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo.
O presidente brasileiro na abertura da Cimeira do Mercosul, no Brasil. Esta semana, Lula da Silva tinha se mostrado disposto a ser um mediador de paz entre os Estados Unidos e Venezuela.
O ministro da economia sai em defesa do pacote laboral proposto pelo governo e apela aos parceiros sociais para refletirem sobre o crescimento dos salários.
À margem de um festival aéreo no Porto, Manuel Castro Almeida considera que Portugal está cada vez mais próximo de outros países da União Europeia, mas é um trabalho que tem que ser feito com ajuda do patronato e dos sindicatos.
Este pacote laboral foi sujeito agora para a discussão da concertação social. Todo o objetivo do pacote laboral é para aumentar a competitividade da nossa economia. É esse o seu objetivo e é essa a luz que ele deve ser discutido. E os parceiros sociais que vão ser envolvidos nesta discussão devem ter a oportunidade de definir a que ritmo é que estão disponíveis para que os salários portugueses possam chegar à média europeia.
Castro Almeida acrescenta que Portugal foi o país de toda a OCDE onde os salários mais cresceram, ainda que se mantenham abaixo da grande maioria dos Estados membros.
No desporto, o Futebol Clube do Porto apresentou um reforço. Thiago Silva vai juntar-se à equipa na segunda metade da época.
Tinha rescindido com o Fluminense do Brasil. Defesa central, de 41 anos, já passou por diversos clubes europeus, o Milan, o Chelsea e o Paris Saint-Germain. Chegou até a vestir a camisola da equipe B do Porto numa curta passagem. Agora agradece a oportunidade de regressar.
Estou aqui para anunciar o meu retorno aos Dragões e dizer o quanto eu estou feliz e lisonjeado com essa oportunidade. Estou supermotivado. Espero que eu possa ajudar da melhor maneira possível. Eu gostaria de agradecer ao nosso presidente, André Villas-Boas, pela oportunidade, ao nosso Mister Francesco Farioli também, e dizer o quanto ansioso eu estou por estar mais uma vez vestindo essas cores. Conto com o apoio de vocês e espero vocês no Dragão.
Thiago Silva, que regressa ao Futebol Clube do Porto depois de ter representado a equipe entre 2004 e 2005.
A fechar, o frio que vai continuar entre hoje e amanhã. O Instituto Português de Mare da Atmosfera colocou mesmo seis distritos sob aviso laranja devido à queda de neve.
Braga, Castelo Branco, Guarda, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu. E se há neve, está também previsto o condicionamento ou interdição de estradas. Espera-se ainda danos em estruturas ou árvores ou interrupção de abastecimentos locais. Em comunicado, o IPMA coloca ainda em alerta laranja para agitação marítima outros sete distritos entre as 15h e as 9h, com ondas a chegar aos 6 m. O inverno, Nelson, começa precisamente amanhã.
Por isso é tempo de frio. Diana Rosa com o Jornal das 7 à síntese de notícias, às 17h30.