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Actualizar a informação. As notícias com António José Soares.

Boa tarde. O Patriarca de Lisboa critica a corrida ao armamento no mundo atual. Rui Valério diz que o caminho para a paz se faz através da aceitação. Durante a missa de Natal na Sé Patriarcal de Lisboa, lembrou que a paz só é possível quando existe uma vontade de aceitar os outros.

Eu creio que, neste momento, não haja ninguém que aquilo que mais anseia é a paz. O caminho para a paz é aquele caminho onde cada um tem que começar por aceitar o outro. E, ao mesmo tempo, tem que se desarmar para se apresentar no mais genuíno das suas intenções.

Rui Valério falou ainda sobre a guerra da Ucrânia para denunciar a situação vivida pelas pessoas em ambas as nações.

Não pode não haver entendimento. É obrigatório que haja, por diversas razões. Em primeiro lugar, porque eu creio que tanto da parte, neste caso, do presidente da Rússia, o presidente Putin, assim como do presidente Zelensky, dá-me a sensação que eles já perceberam que por muitos meios que tenham à sua disposição, e eu estou a pensar concretamente nos meios humanos, meios tecnológicos, meios logísticos que a Rússia tem à sua disposição, mas não obstante isso, começa a haver uma saturação da própria população, dos próprios países.

O Patriarca de Lisboa, durante a homilia de Natal, Rui Valério criticou a falsa neutralidade e o laicismo empobrecido que hoje se observa quando se banem presépios e se omitem sinais do Natal em escolas e espaços públicos. Também o Papa alerta para os perigos da guerra e os discursos inflamados dos líderes mundiais. Leão XIV critica o envio de jovens para os conflitos. Durante a missa de Natal, que presidiu na Basílica de São Pedro, o líder da Igreja Católica pediu uma trégua mundial, passando por Gaza e também por outras guerras. O Papa lamenta os milhares de vidas perdidas de jovens enviados para a linha da frente.

E como não pensar nas tendas de Gaza, expostas à chuva, ao vento e ao frio, e aquelas tendas de tantos outros refugiados em todos os continentes, ou aos refúgios improvisados de milhares de pessoas sem abrigo dentro das nossas cidades? Frágil é a carne das populações indefesas, que sofrem com tantas guerras em curso ou já concluídas e que deixaram destruição e feridos. Frágeis são as mentes e vidas dos jovens, forçados às armas e que não se apercebem do que lhes é pedido. A mentira dos discursos inflamados de líderes pelo mundo que enviam os jovens para a morte.

O apelo à paz mundial por parte do Papa Leão XIV, durante a primeira missa de Natal que presidiu desde que é líder da Igreja Católica. Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o reforço das medidas de apoio às vítimas dos incêndios rurais. O documento já tinha sido aprovado no Parlamento, em outubro. A promulgação foi divulgada numa nota publicada na página oficial da Presidência da República. Em causa está um diploma do PCP que estabelece um reforço das medidas de apoio e mitigação do impacto dos fogos em áreas rurais. Incide em matérias como a habitação, a saúde, o acesso a prestações e apoios sociais de caráter excecional. É também atribuído um apoio de exceção aos agricultores para a compensação de prejuízos. Morreu Ângela Pereira, a jovem que estava internada no IPO do Porto e viralizou nas redes sociais depois de ter pedido ajuda para lutar contra um cancro. Faleceu neste dia de Natal, no Instituto Português de Oncologia da Invicta, depois da doença ter piorado nos últimos dias. A informação foi confirmada pela família numa publicação nas redes sociais. Ângela Pereira enfrentou várias complicações depois de um transplante de medula óssea, incluindo uma infeção grave provocada por um fungo raro e de difícil tratamento. Recentemente, a jovem ganhou grande visibilidade depois ter recorrido às redes sociais para pedir ajuda, o que gerou uma onda de solidariedade em todo o país. A jovem não pedia dinheiro na publicação, mas quis contar a sua história, a história da sua doença que enfrentava para conseguir obter a ajuda de médicos ou associações no novo tratamento. Estavam agendados já os exames para este tratamento, mas Ângela não resistiu e morreu. Tinha 23 anos. Seguimos para a atualidade internacional. A cirurgia do ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a duas hérnias, foi bem-sucedida. A informação foi dada pela mulher, Michelle Bolsonaro. A operação durou cerca de três horas e meia. Esta foi a primeira vez que o ex-presidente brasileiro saiu da prisão, desde que foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Só depois dos médicos da Polícia Federal terem confirmado a necessidade da operação é que Jair Bolsonaro teve luz verde para sair do estabelecimento prisional. Após o recobro, o ex-presidente brasileiro deve regressar à prisão para continuar a cumprir os 27 anos a que foi condenado. Volodymyr Zelensky esteve a discutir com os enviados especiais norte-americanos detalhes do plano de paz apresentado ontem. Uma informação avançada numa publicação no Facebook, onde o presidente ucraniano agradece ainda a abordagem construtiva e o trabalho intensivo de Steve Witkoff e Jared Kushner. Espera que os entendimentos e as ideias discutidas neste dia de Natal sejam úteis. A mensagem de Zelensky surge um dia depois do presidente ucraniano ter revelado os 20 pontos do acordo de paz, que já foi enviado para Moscovo pela delegação americana. Exatamente, Moscovo apresentou uma proposta à França sobre o cientista político francês Laurent Vinatier, que cumpre três anos de prisão na Rússia. Em cima da mesa está na libertação do cientista, mas o porta-voz do Kremlin não detalhou os termos da proposta por se tratar de uma questão sensível. Dmitry Peskov acrescenta que a bola está agora do lado da França. Contactado pela AFP, o advogado francês de Laurent Vinatier indicou que a família do investigador espera que este possa ser libertado durante as festas de fim de ano. Já em Moçambique, pelo menos três pessoas morreram e 17 casas ficaram destruídas na sequência da chuva forte registrada na região de Chimoio. A informação foi dada pelas autoridades locais, que falam então destes três mortos, sendo que uma das vítimas é uma criança. Faleceram quando tentavam atravessar uma ponte precária que acabou por desabar. O administrador do distrito de Chimoio revela ainda que há 17 casas que ficaram destruídas e que já está em curso um trabalho para as tentar recuperar. Moçambique está em plena época chuvosa, que se iniciou em outubro e decorre até abril, com as autoridades a preverem chuvas e ventos fortes. Fica por aqui este bloco de notícias das 19. A informação está de regresso com uma síntese quando forem 19h30. Até já.