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Jornal das 7, com a jornalista Vanessa Cruz.

A IAG, dona da British Airways e da Iberia, está fora da corrida à privatização da TAP. Ficam agora dois grupos de aviação neste processo: a Air France-KLM, grupo franco-neerlandês, e a alemã Lufthansa. A IAG justifica a decisão de não avançar porque queria a garantia de um caminho para o controle total, para gerir e transformar a TAP. A privatização prevê, nesta fase, a venda de 49,9% do capital. A Air France-KLM e a Lufthansa entregaram hoje, último dia do prazo, as propostas não vinculativas pela companhia aérea portuguesa. A editora de economia do Observador, Alexandra Machado, explica que apesar de as propostas estarem entregues, ainda há espaço para negociar os termos do negócio e quem fica como acionista da TAP.

Nós não conhecemos o teor das propostas e, nas propostas, além do valor, cada candidato tem de apresentar um plano estratégico para a TAP. E tudo isto está envolto em segredo, obviamente, porque pode haver ainda uma fase de negociação e nenhuma delas quererá entregar ao concorrente os pontos.

A editora de economia do Observador, Alexandra Machado, no Explicador da Tarde Política.

O líder da bancada parlamentar do Partido Socialista acusa Luís Montenegro de estar centrado na propaganda. Eurico Brilhante Dias diz que tudo está pior desde que o primeiro-ministro está em funções. E o porquê desta reação, Vanessa?

Porque Luís Montenegro disse hoje, que celebra dois anos de governação, que tanto o país como os portugueses estão melhor do que quando o Executivo tomou posse. O socialista Eurico Brilhante Dias discorda totalmente. Na sede do PS, disse que Portugal está hoje pior em quase todos os setores e responsabiliza diretamente o governo por isso.

Ao fim de dois anos, as promessas não só não foram cumpridas, como setorialmente, em diferentes áreas, o governo falhou de forma rotunda. É por isso que hoje não podemos deixar de dizer: a propaganda não apaga o mau governo. Este é um mau governo, governa mal e ao fim de dois anos o país está pior.

O socialista aponta falhas na educação, saúde, habitação, política externa, entre outras áreas.

E há reações, também, ao apoio de € 600 milhões para algumas empresas, que foi anunciado pelo primeiro-ministro?

Sim, a reação também do Partido Socialista. Uma linha de financiamento para empresas em que a energia representa 20% dos custos de produção, foi o que foi anunciado por Luís Montenegro. Ora, Eurico Brilhante Dias diz que é um apoio ineficaz e que é mais propaganda.

É mais propaganda porque sabe, o senhor primeiro-ministro, que as linhas do Banco de Fomento de emergência, em particular aquelas que foram centradas nas intempéries e nas tempestades, têm tido níveis de apoio a quem mesmo precisa, muito baixos. As empresas não precisam de mais dívida, estão a enfrentar uma circunstância difícil. Este governo, mais uma vez, procurou sacar um coelho da cartola anunciando uma nova medida. É uma nova medida ineficaz.

O socialista Eurico Brilhante Dias lembra também que até à semana passada, menos de 1% das pessoas da região de Leiria receberam apoios. Também os micro, pequenos e médios empresários olham para esta linha de crédito de € 600 milhões anunciada pelo primeiro-ministro como desnecessária, porque, dizem, representa mais endividamento.

E a Confederação Empresarial de Portugal olha com mais otimismo para esta linha de apoio de € 600 milhões.

O presidente da CIP, Armindo Monteiro, foi ouvido pela Rádio Observador, diz que é um apoio que vai aumentar a competitividade de Portugal.

Nós precisamos ser competitivos, seja nas empresas que são eletrointensivas, mas também para a nossa logística. Se nós não tivermos as condições que Espanha tem para o transporte, a nossa competitividade fica circunscrita à fronteira. Precisamos de ter as mesmas condições e esse ponto foi agora concretizado e saudamos, naturalmente, esta medida.

Um apoio de € 600 milhões para empresas dependentes da energia, em que 20% dos custos de produção estão ligados à energia. O presidente da Confederação Empresarial de Portugal foi entrevistado pelo jornalista Miguel Pina-Andrade.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 2 de abril.

Dos últimos minutos, a notícia de que Donald Trump demitiu a Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi. A confirmação foi feita pelo próprio, através de uma publicação na rede social de que é dono. O atual vice-procurador-geral, Todd Blanche, é o sucessor. De acordo com a CNN, o presidente norte-americano terá ficado frustrado com a até aqui procuradora-geral dos Estados Unidos, pela forma como ela lidou com os ficheiros do caso Epstein e também por não ter investigado ou processado oponentes políticos de Donald Trump. Novas declarações do presidente dos Estados Unidos também sobre o Médio Oriente. Trump diz que é hora do Irão fazer um acordo antes que seja tarde demais. O conselheiro de Vladimir Putin, entretanto, diz que o Estreito de Ormuz está aberto à Rússia. É o que está a adiantar a agência estatal russa. Antevisão do Sporting Santa Clara de amanhã, o treinador dos Leões elogia o novo treinador do Santa Clara, Petit. Rui Borges acredita que a equipa adversária continua a ser uma formação bem organizada na defesa.

Continua a ser uma equipa muito bem organizada defensivamente, uma equipa que deixa criar poucas oportunidades de golo às equipas adversárias, muito forte em contra-ataque, ataque rápido, jogadores fortes na frente de ataque, rápidos, fortes no um para um também, com boas tomadas de decisão. Por isso é uma equipa muito competitiva, muito intensa nos duelos. É das equipas com mais cartões também no campeonato. Demonstra bem a intensidade que mete nos duelos e no seu jogo.

Rui Borges, o treinador do Sporting. Já o técnico do Santa Clara, Petit, admite que o desafio de amanhã é difícil, até porque os Leões não costumam perder pontos em Alvalade. Em caso de vitória, o Sporting aproxima-se do Futebol Clube do Porto, que lidera nesta altura o campeonato. O jogo é às 20h30 da noite, amanhã, Sexta-feira Santa, com relato na Rádio Observador. O Festival Política não vai realizar-se em Lisboa este ano. A cofundadora Bárbara Rosa atira as culpas para a Empresa Municipal de Gestão Cultural, a EGEAC. Esta empresa decidiu no fim de fevereiro que não queria renovar a parceria com o Festival Política, o que impossibilitou a organização de encontrar outros parceiros a tempo de preparar este festival. Este ano, o Festival Política acontece só em Aveiro, Coimbra e Loulé. E celebram-se hoje os 50 anos da Constituição da República Portuguesa. Daqui a 23 dias, os 52 anos do 25 de abril, já foram reveladas as comemorações no Porto. Vão contar, por exemplo, com um concerto de Carlão. E como tem sido habitual no Porto, as comemorações arrancam na noite anterior, a 24 de abril, com Carlão na Avenida dos Aliados.

E há mais concertos?

Olha, há do grupo de música tradicional mirandesa Galandum Galundaina e no dia 25, o habitual Desfile da Liberdade, também a homenagem aos resistentes antifascistas, uma manhã infantil e um espetáculo de fogo de artifício, tudo no Porto.

Este fim de semana é Páscoa, o 25 de abril está quase aí.