Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos às notícias . Uma edição das sete da tarde que chega um pouco antecipada e que vai acontecer com o Luís Soares. Luís, boa tarde.
Boa tarde.
Os Estados Unidos divulgaram oficialmente o memorando de entendimento que deverão assinar com o Irão nas próximas horas.
Foi no final de uma longa conferência de imprensa de Donald Trump, no final da cimeira do G7, em Évian-les-Bains. A equipa do presidente leu em voz alta o memorando de entendimento para os jornalistas que estavam no local e também alguns meios de comunicação, como a CNN Internacional ou o "New York Times", já divulgaram na íntegra o documento, que de resto é praticamente idêntico ao que tinha sido divulgado por meios de comunicação social israelitas e norte-americanos.
E durante essa mesma conferência de imprensa, Donald Trump admite que a assinatura do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão poderá acontecer ou amanhã ou na sexta-feira.
O portal "Axios" chegou a noticiar que esse passo poderia ser dado ainda durante o dia de hoje, mas na conferência de imprensa, o presidente norte-americano confirmou a data da assinatura, mas ainda tem dúvidas que o acordo venha mesmo a ser assinado de forma oficial.
O acordo a que chegámos com o Irão no domingo será assinado em breve, amanhã ou no dia seguinte. Coisas inesperadas acontecem com acordos. Já participei em acordos que eram tidos como garantidos, em que praticamente era impossível que não fossem assinados e acabaram por cair, e já participei em acordos que pareciam impossíveis de concretizar e que acabaram por correr na perfeição. Mas é muito provável que venhamos a assinar o acordo. Eles também querem assinar. Acima de tudo, o Irão concordou em não produzir nem adquirir armas nucleares.
As dúvidas manifestadas por Donald Trump, que garante também que se esse memorando não vingar dentro de 60 dias, os Estados Unidos retomam os ataques contra o Irão.
É um memorando de entendimento. Se não se concretizar dentro de 60 dias, não há problema, voltamos aos bombardeamentos. Não quero fazer isso porque a situação está muito boa, mas talvez tenhamos de o fazer, porque nunca lhes vamos permitir ter uma arma nuclear. Mas eles concordaram em não o fazer e vão ver que isso está muito claro no acordo.
Declarações de Donald Trump depois do segundo e último dia de reunião do G7. O presidente norte-americano disse também que o bloqueio aos portos iranianos vai ficar para a história pelo sucesso que teve. Donald Trump diz que parecia uma parede de ferro.
E noutra frente, o presidente do Conselho Europeu já iniciou breves contactos a nível diplomático para abrir canais de comunicação com a Rússia.
Foi o que referiu à Agência Lusa um alto funcionário europeu, isto na véspera de uma reunião do Conselho Europeu, marcada pelo reforço do apoio à Ucrânia. Esses contactos de António Costa têm por objetivo futuras negociações de paz com a Ucrânia, mas não foi ainda discutida qualquer questão de fundo sobre este tema.
E entretanto, o Ministério Público oficializou o arquivamento do processo Monte Branco, 15 anos depois da abertura do inquérito.
De acordo com uma nota publicada no site da Procuradoria-Geral da República, apesar do arquivamento, a investigação permitiu recuperar mais de 34 milhões de euros. O Ministério Público considerou que havia indícios insuficientes da prática dos alegados crimes ou de que os valores tivessem origem ilícita. Também justifica a decisão com a anistia e regularização de ilícitos fiscais até o fim de 2010, bem como a regularização voluntária por parte dos arguidos.
E no Parlamento, o debate quinzenal desta tarde acabou por se tornar numa espécie de antecâmara da discussão da reforma laboral marcada, Luís, para amanhã.
Mudanças à lei do trabalho que vão ser discutidas, mas sem a presença do primeiro-ministro amanhã e por isso mesmo, a oposição aproveitou o dia de hoje para colocar em cima da mesa as críticas e as condições para negociar. Desde logo, o líder do Chega, André Ventura.
Para lá dos assuntos que estamos a tratar, desde a idade da reforma até ao fim das subvenções vitalícias dos políticos, que devem acabar de uma vez por todas, eu quero lhe perguntar se o Governo está ou não disponível para corrigir coisas em áreas fundamentais. Cito a amamentação. Nós não podemos tirar direitos a quem amamenta. Se está disponível para valorizar quem trabalha por turnos. E eu refiro-me a isto especificamente porque muitos em Portugal, centenas de milhares, se não milhões, trabalham por turnos com prejuízo da sua vida pessoal e familiar.
Na resposta a André Ventura, Luís Montenegro diz que está disponível para negociar, mas avisa que primeiro é preciso aprovar a proposta.
Há a disponibilidade para podermos afinar, consertar, enriquecer com contributos de todos os partidos a proposta que apresentámos. Agora, senhor deputado, há uma questão que é uma questão, eu diria, prévia. Nós só teremos oportunidade de fazer essa aproximação, esse diálogo e de sermos consequentes com ele se este instrumento for viabilizado na Assembleia da República.
Papel deixado pelo primeiro-ministro durante o debate quinzenal. Já o PS deixou críticas à forma como o Governo tem agido temas como a saúde e a economia, com José Luís Carneiro a arrematar.
Para quem prometia jogar a Ronaldo, senhor primeiro-ministro, eu espero que o Ronaldo jogue melhor no Mundial, porque senão será mesmo uma desgraça.
As metáforas desportivas no debate quinzenal desta tarde, que decorreu ainda antes do início do jogo entre Portugal e a República Democrática do Congo. O debate sobre a reforma laboral arranca amanhã às 14h, também no Parlamento.
E é um tema que com toda a certeza vamos acompanhar aqui a pari passu na Rádio Observador. Para já, seguimos nesta edição das 19h com o Parlamento Europeu, que aprovou hoje novas regras para o retorno de migrantes ilegais na União Europeia. Está prevista a possibilidade de detenção ou a aplicação de medidas alternativas.
Como o controle eletrónico ou a residência em lugar designado, isto porque os migrantes sujeitos à decisão de regresso passam a ser obrigados a cooperar com as autoridades. Há ainda situações em que estas pessoas, à exceção dos menores não acompanhados, poderão ser transferidas para polos de regresso em países terceiros que respeitem os direitos humanos. As mudanças aprovadas hoje vêm simplificar e acelerar procedimentos sem colocar em causa direitos fundamentais, estando previstas salvaguardas legais e possibilidade de recurso. O acordo hoje aprovado precisa ainda de ser formalmente adotado pelos Estados-membros e depois publicado no Jornal Oficial da União Europeia.
Fica por aqui esta edição das 19h, na Rádio Observador, com o Luís Soares. Luís, um abraço, muito obrigado.
Resto da emissão.
A emissão de desporto aqui na Rádio Observador retoma já a seguir. Estamos a acompanhar a estreia de Portugal no Mundial 2026, jogo de abertura do grupo K. Portugal começou a vencer o jogo 1 a 0, gol apontado por João Neves de cabeça. O que é facto é que a equipa congolesa, a República Democrática do Congo, conseguiu empatar no último minuto possível do tempo adicional da primeira parte. A segunda parte é para ouvir já daqui a pouco. Vamos acompanhar tudo com o relato do Ricardo Loureiro e vamos também ouvir os comentários do Augusto Inácio, do Gabriel Alves e do nosso áudio-árbitro Pedro Henriques.