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Atualizar sua informação. Jornal das 8, com a edição da Vanessa Cruz. E Vanessa, o presidente do PS considera um disparate falar-se de colagem do PS ao governo.

É mesmo essa a expressão utilizada por Carlos César, à chegada do Congresso Socialista em Viseu.

Não, isso é um disparate. Como é que nós havíamos nos colar à governação? Nós o que precisamos, e amanhã di-lo-ei, é de trabalhar pelo bom governo de Portugal. E isso, nós não nos devemos envergonhar de propor coisas boas para o país, lá para o governo, sendo o PSD ou de outro partido qualquer.

O presidente do PS responde ainda ao artigo de opinião publicado por Cavaco Silva, no Expresso. O ex-presidente da República e antigo primeiro-ministro ataca aquilo que descreve como forças de bloqueio, em especial o Chega. Carlos César diz que é uma mensagem direta para Luís Montenegro.

O professor Cavaco Silva, nesse artigo, aquilo que eu mais retive, foi a orientação desse artigo frontalmente contra a política de alianças do atual governo. E, portanto, é um artigo que marca a divergência do professor Cavaco Silva com o doutor Luís Montenegro. Quanto aconselhos ao Partido Socialista, eu estava mesmo ansioso que o professor Cavaco Silva nos indicasse o caminho da vitória.

O presidente do PS, Carlos César, pouco antes de arrancar o congresso do partido em Viseu, arrancou há cerca de uma hora. Ela que está a equipa do Observador, incluindo o jornalista Carlos Pedro. Carlos, atenções viradas para a chegada de José Luís Carneiro.

Precisamente, Vanessa, que deve estar para momentos, já se posicionam aqui as câmaras, mas ainda se aguarda realmente pela chegada do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro. Está prevista para esta hora, ele que se estreia em congressos do Partido Socialista enquanto líder do partido, numa sala deste multiúses de Viseu, que recebe o congresso número vinte e cinco do PS, que está por esta altura a meio gás, mas como ouvimos há pouco, já conta com a presença do presidente do partido, Carlos César, que neste congresso vai voltar a ser reeleito para o cargo que ocupa desde 2014. De resto, é o filho, Francisco César, presidente da Comissão Organizadora do Congresso, que abre as hostilidades desta noite. Já cá está também, a discursar também, o anfitrião deste congresso, o presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, que derrotou o PSD de Fernando Ruas nas últimas eleições autárquicas, uma conquista inédita para o Partido Socialista e ele que precisamente vai receber agora o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que acaba de chegar. Ele que vai encerrar esta noite, esta primeira noite de congresso. Vamos tentar aqui ouvir José Luís Carneiro, mas parece-me que não vai falar aos jornalistas. Diria que é ele, ou dizia que é ele quem encerra esta primeira noite de Congresso do Partido Socialista, uma semana depois de ter visto reforçada a sua liderança. Vamos tentar aqui ouvir o secretário-geral.

Pede alguma responsabilidade ao Partido Socialista?

Li com muita atenção e julgo que, de facto, como disse o primeiro-ministro, assenta mesmo que nem uma luva no governo, porque disse duas coisas muito importantes: que o governo não reforma e, em segundo lugar, que o governo está a necessitar de refletir sobre se quer ou não cair para a extrema-direita. Julgo que tem duas mensagens que o governo devia ouvir.

Acha que é um apelo que é necessário para o PS voltar a falar com o PS?

Uma pergunta de cada vez, se faz favor.

Também faz um pedido ao Partido Socialista. Apela ao sentido de responsabilidade do Partido Socialista. O que é que tem a dizer?

Bem, eu fundamentalmente queria lembrar que nós hoje estamos aqui, por um lado, para modernizar o Partido Socialista e, em segundo lugar, para renovar o nosso compromisso reformista com o nosso país, para servir as portuguesas e para servir os portugueses. É aquilo que nos traz hoje aqui. A mensagem do professor Cavaco Silva, julgo que ela, como disse o primeiro-ministro, e bem, ela assentra-lhe que nem uma luva, porque ele disse duas coisas muito importantes, eu repito. Disse que o governo não governa, não reforma e, em segundo lugar, o governo está a cair para onde não devia cair do ponto de vista do seu interesse.

Acha que o governo vai ouvir o professor Cavaco Silva e vai voltar a falar com o Partido Socialista como não tem falado nos últimos tempos?

Nós estamos aqui para servir o país, para servir as portuguesas, para servir os portugueses, porque o nosso compromisso, fundamentalmente, é um compromisso com Portugal. E nós, naturalmente, reiteramos que em todos os momentos da vida do nosso país, os portugueses souberam e sabem que contam com o PS.

A modernização de que fala José Luís Carneiro, a modernização de que fala, vai ser feita com mais colaboração?

Vão poder ouvir a minha intervenção. Vão poder ouvir. Desculpa. Há quem peça uma atitude diferente.

Vai trazer uma rotura no estilo de oposição?

Há algo que todos reconhecem, é a minha coragem.

José Luís Carneiro aqui a remeter mais declarações para o discurso, para a sua intervenção neste congresso. A sua intervenção, que encerra precisamente esta primeira noite de Congresso do Partido Socialista. Falou sobre o ensaio publicado por Aníbal Cavaco Silva, o antigo presidente da República, no jornal Expresso, e diz que tira duas grandes mensagens. A primeira, que o governo não governa e a segunda, que o governo está a cair para o lado errado, para o lado do Chega. Isto também numa altura em que se debate se o PS deve ser mais firme na oposição ao governo, considerando que o atual partido está em cima do muro do NI e numa posição indecisa, um tema que dará mesmo direito a uma moção setorial com o objetivo de afastar essa tal posição de parceiro do governo. Mas isso é só para amanhã. Por agora, a chegada de José Luís Carneiro dá o mote para o arranque deste Congresso do Partido Socialista.

E o Carlos Pedro está por lá com a equipa do Observador. Pedro Nuno Santos faz parte da Comissão de Honra, mas vai estar ausente deste Congresso do PS em Viseu, que vamos acompanhar em permanência na Rádio Observador e em observador.pt. Ivanessa, uma reflexão sobre os desafios do partido, Adalberto Campos Fernandes considera que o país precisa de um PS mais ao centro e aponta falhas à estratégia de liderança de José Luís Carneiro. Uma análise a esse futuro do Partido Socialista, Adalberto Campos Fernandes defende essa visão mais ao centro e diz que o atual líder tem melhorias a fazer.

Os sinais que ele está a dar, eu diria alguma falta de autonomia estratégica do ponto de vista da condição de líder. Em política, quem não mata, morre. E o país precisa muito do Partido Socialista, precisa de um Partido Socialista que perceba que é no centro político que se consegue combater a direita extrema. E, portanto, é de uma ingenuidade atroz pensar que a polaridade à direita do PSD com o Chega se vai combater com o fazer do PS, como eu há uns anos disse, um bloco de esquerda 2.0.

É a perspectiva de Adalberto Campos Fernandes, com vários avisos pelo meio. Já o social-democrata Miguel Relvas, que também esteve no explicador da tarde política, entende que o PS precisa de uma renovação de ideias e que não pode ficar preso à popularidade do agora presidente da República, António José Seguro.

O Partido Socialista não vai tirar benefício direto se o doutor António José Seguro for muito mais ou menos popular. O Partido Socialista precisa de se libertar do legado dos últimos anos e construir um caminho alternativo. Não vemos o Partido Socialista a ter posições proativas. E é esse caminho, este congresso, que isso tem que começar a se vislumbrar, porque senão, o que é que vai acontecer? Quanto mais fraca for a liderança, maior será a contestação interna. Precisamos de um Partido Socialista que seja novo.

Miguel Relvas, do PSD, no explicador da Rádio Observador. Ivanessa, o Livre diz que os novos apoios anunciados pelo governo para fazer face à subida dos preços dos combustíveis é positiva, mas insuficiente. O Conselho de Ministros aprovou descontos de €0,10 no gasóleo profissional e no gasóleo agrícola para os setores mais expostos à crise energética, agricultura, pescas, transporte pesados de mercadorias e de passageiros, taxistas, bombeiros e também as IPSS, as Instituições Particulares de Solidariedade Social, por causa do apoio domiciliário. Em declarações à Rádio Observador, o deputado do Livre, Paulo Muacho, diz que vê com bons olhos os novos apoios, mas também adianta que, a comparar com outros países, não foi feito o melhor planeamento.

Esta medida em si é positiva, mas sobretudo a nossa crítica vem para a falta de planeamento que o governo mostra ter nesta matéria, porque aquilo que o senhor primeiro-ministro também nos disse foi que outras medidas para tomar relativamente ao problema da inflação, logo se veria, e que o governo, à medida que os problemas fossem surgindo, iria tomar medidas. Ora, isto é completamente o oposto daquilo que outros governos europeus estão a fazer, que apresentaram logo medidas robustas e em várias áreas.

O Conselho de Ministros de hoje, como dizia, aprovou medidas para vários setores e o Livre defende, a propósito do IVA zero para o cabaz alimentar, que o governo deixou fora destes apoios, o Livre defende uma alternativa.

O Livre apresentou também uma proposta que vai não só beneficiar as famílias como também cumprir aquilo que o governo diz de não mexer na taxa de IVA, que tem a ver com uma proposta de criar um reembolso às famílias de mais baixos rendimentos relativamente ao valor do IVA, através do mecanismo do e-fatura.

Um mecanismo para garantir o reembolso do IVA para famílias de menores rendimentos. Ivanessa, já o líder do Chega diz que não desvaloriza o que foi anunciado pelo governo, mas pede mais. André Ventura considera que as medidas são uma espécie de remendo.

O que o governo fez hoje foram mais ou menos alguns remendos. Eles não são despiciendos, não devem ser desvalorizados, são alguns remendos, mas nós estamos numa crise estrutural, que aliás o primeiro-ministro reconheceu. Nós já tínhamos transmitido que entendíamos que era preciso mais medidas para uma situação em que está a esgotar-se o nível de resistência que o país tem para lidar com elas.

André Ventura a insistir que o IVA sobre os combustíveis devia descer. E pela primeira vez num mês, na próxima semana, o gasóleo deve descer €0,01 e a gasolina €0,025. No explicador da tarde política, tentamos perceber se a escalada dos preços já acabou. O analista de mercados energéticos Ricardo Marques mostra pouca confiança no que toca a essa descida continuada dos preços. Diz que se a guerra permanecer durante os próximos meses, vai ser preciso racionar o consumo de combustíveis. Mas para já, este analista de mercados diz que ainda é cedo para a Europa tomar medidas.

Eu penso que o grande déficit da oferta de petróleo está na Ásia nesta altura. Portanto, não tenho indicações de que a Europa esteja com déficit ou esteja a recorrer muito aos seus estoques. Mas o problema é global. Se perdura durante meses, mais tarde ou mais cedo, vai chegar aqui, vai ter que se racionar, mas ainda me parece cedo na Europa para que se chegue a esse ponto.

Ricardo Marques, analista de mercados energéticos, foi ouvido num outro explicador da tarde política sobre a descida dos preços dos combustíveis na próxima semana, uma descida muito ligeira. No Porto, até ao verão, vai entrar em vigor a medida que visa restringir a circulação de pesados na via de cintura interna. O presidente da Câmara, Pedro Duarte, falou à margem da inauguração de novos autocarros da STCP em Campanhã. Falou sobre essa restrição à circulação de pesados na VCI e diz que a medida está nas mãos do governo, mas a Câmara Municipal tem a expectativa de que possa avançar até ao segundo semestre. Neste momento, está a ser desenvolvida a tecnologia que vai permitir fiscalizar os veículos pesados.

Nós vamos ter que criar um sistema o mais automatizado possível, com ligação à própria polícia, para que quem tiver este transporte para vir para a cidade do Porto e, portanto, para quem servir a cidade do Porto, poder frequentar a VCI. Ora, isso está a ser preparado

Nós temos a expectativa de que até o verão isso possa ser concretizado.

Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto, também falou sobre os transportes grátis para os portuenses. É uma medida que está prevista para 1 de janeiro de 2027, mas diz que há a tentativa de que seja acelerada.

Doze minutos para lá das 20h, Vanessa, que outros temas estão em destaque?

O Irão diz que vai facilitar a passagem de ajuda humanitária pelo estreito de Ormuz, a pedido das Nações Unidas, é o que anuncia o embaixador iraniano na ONU, numa publicação que fez na rede social X. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, entretanto, ameaça que o país vai impor um preço elevado nas negociações por causa dos últimos ataques israelitas. Há pouco, demos conta de que Israel tinha atingido uma central nuclear iraniana. Agora, o ministro dos Negócios Estrangeiros diz na rede social X que Israel não só atingiu essa central, como atacou também duas das maiores fábricas de ferro do Irão. O selecionador nacional de futebol diz que o jogo com o México é um bom desafio de preparação para o Mundial deste verão. Na conferência de antevisão ao jogo particular frente ao México, Roberto Martínez fala no Estádio Azteca como mítico e tece elogios à seleção mexicana.

Todos os adeptos do futebol têm uma história, uma ideia de um jogo no Azteca, um estádio mítico, uma seleção mítica. Os jogadores adoram também vestir a camisola da seleção mexicana, então é um adversário para nós diferente, uma seleção da CONCACAF agressiva, muita intensidade, muita qualidade individual no jogo interior. Então é um bom desafio.

Houve ainda tempo para falar no tema da convocatória, a chamada de Paulinho à seleção. Roberto Martínez diz que o avançado português mereceu esta convocatória e agora está nas mãos de Paulinho mostrar que merece estar na seleção nacional de futebol. Os dois guarda-redes, José Sá e Rui Silva, vão jogar um jogo cada um neste estágio. É o que adianta Roberto Martínez. A seleção nacional joga na madrugada de sábado para domingo. Já será domingo em Portugal, às 02:00, sendo que a hora muda nessa noite. À 01:00 passam a ser 02:00. É um jogo com relato em direto aqui na Rádio Observador, este México-Portugal.

É assim mesmo, Vanessa Cruz, com a edição deste jornal das 20:00 na Rádio Observador.