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As notícias. Jornal das 8, com edição do Miguel Viterbo Dias. Miguel, em Setúbal, a mãe e o padrasto das duas crianças estão ainda no tribunal.
Sem certezas sobre se já foram presentes a juiz ou se estão ainda a cumprir procedimentos burocráticos. A mãe e o padrasto chegaram ao Tribunal de Setúbal às 16h, de forma exaltada, com alguns gritos. No exterior do tribunal continua a esta hora o Ricardo Lopes. Ricardo, entretanto, surgiu um testemunho de um militar da GNR que pode ganhar relevância neste caso.
"Vamos parecer doidinhos." Foi esta a estratégia que os dois arguidos estabeleceram ainda na carrinha da GNR, quando estavam a ser transportados de Fátima, onde foram detidos, para Palmela, onde fizeram aquela paragem antes de se deslocarem para o Tribunal de Setúbal para serem ouvidos por um juiz. Estavam convencidos que ninguém os perceberia. No entanto, um militar da GNR que os acompanhava nessa deslocação é fluente em francês, percebeu perfeitamente o que diziam os arguidos. No entanto, enquanto os suspeitos falavam à vontade durante toda a viagem, acreditando que ninguém os perceberia, os GNRs também nunca demonstraram que os estavam a entender. Ora, quando terminou a viagem, esse militar da Guarda Nacional Republicana transmitiu de imediato o que tinha ouvido às autoridades e demonstrou-se também disponível para depor em tribunal. Depoimento esse que seguiu de imediato para o magistrado que tem a pasta deste caso e terá certamente peso nas medidas de coação que serão conhecidas só após ambos os arguidos serem interrogados. Agora, com estas informações, fica também mais percetível, Miguel, o comportamento do casal, tanto durante o período em que estiveram nas celas em Palmela, mas também à chegada do tribunal. Recordo que a mulher entrou no edifício do Tribunal de Setúbal cantando e o marido também ia gritando a frase: "Amo-vos a todos", ambos com comportamento muito estranho. Além destas novas informações, há que fazer um reparo a algo que temos vindo a noticiar na última hora. Ao contrário do que se pensava, a suspeita entrou, sim, na sala, mas esteve apenas a ser ouvida pelo seu advogado e não pelo juiz. Temos a informação que acabou, há instantes, a reunião que o marido teve com o advogado, já foi também ouvido. E só agora, Miguel, é uma informação revelada neste momento por fonte policial. Estão, sim, a ser ouvidos pelo juiz de instrução criminal. Vai começar primeiro pela mãe das crianças e só depois será ouvido o padrasto.
Uma tarde, noite que já vai longa no Tribunal de Setúbal, aqui acompanhada pelo Ricardo Lopes e com esta novidade na última hora deste testemunho, deste guarda nacional republicano, que pode ter relevância ou ganhar relevância neste caso. A mãe e o padrasto que estão agora, sim, ao que tudo indica, a ser finalmente ouvidos por um juiz.
Luís Montenegro aponta o dedo ao PS e ao Chega pela rejeição da reforma laboral.
Ambos os partidos já anunciaram que vão votar contra a proposta do Governo. O primeiro-ministro pede mais consequência nas palavras e nos compromissos e acusa PS e Chega de não resistirem a deixar tudo na mesma.
Nós temos de ter em Portugal uma consequência naquilo que dizemos e naquilo que são os compromissos que firmamos com as pessoas. Eu vejo muita gente defender reformas estruturais, transformações estruturais no país e depois quando nós queremos avançar com elas, por mais ponderadas, por mais equilibradas que sejam, é o caso da reforma laboral, não resistem àquilo que é eventualmente mais popular fazer e mais imediato fazer, que é deixar tudo na mesma.
Declarações do chefe do Governo, Luís Montenegro, esta tarde em Vila Nova de Foz Côa, num registo captado pela RTP.
André Ventura diz que vai votar contra a reforma laboral tal como está.
Anúncio feito um dia depois do Conselho Nacional do partido que criticou a proposta do Governo. Esta tarde, em conferência de imprensa, o presidente do Chega garantiu que o partido vai votar contra o pacote laboral, caso seja a versão atual a ir a votos. E André Ventura anunciou ainda que vai pedir uma reunião com António José Seguro sobre outras reformas que o Governo tem em carteira, como a do Tribunal de Contas.
Esta é uma questão de choque social. Qualquer pessoa que olhe mais a detalhe para o que se está a fazer no combate à corrupção em Portugal e para o que falta fazer, ficaria absolutamente pasmada com a lei que hoje acaba de ser aprovada no Parlamento. Isto tem que ser denunciado. É por isso que tudo faremos, nomeadamente reunir com o Presidente da República, para impedir que esta legislação facilitadora da corrupção entre em vigor em Portugal.
André Ventura numa conferência de imprensa esta tarde na sede nacional do Chega.
E numa altura em que surge uma sondagem que coloca a AD em terceiro lugar, surgem também leituras diferentes para estes dados.
Os números revelados na edição de hoje do Diário de Notícias revelam que os socialistas conquistam mais de 33% das intenções de voto. A AD cai para os 23%, ligeiramente abaixo do Chega. No explicador desta tarde, o antigo deputado do PSD, Duarte Pacheco, diz que a mudança de poder no Largo do Rato já está a ter resultados.
O Partido Socialista, a partir do momento em que tem uma liderança mais ao centro, consegue ir buscar alguns dos descontentes com a governação. E isso deve ser um sinal positivo para o Partido Socialista, porque aquilo que nós tivemos no passado e que levou à queda do PS para a terceira força política, foi uma radicalização à esquerda, que os eleitores penalizaram gravemente.
Duarte Pacheco reforça ainda que a queda da AD pode estar relacionada com a falta de capacidade do Governo em transmitir a mensagem das reformas que está a executar. Já Adalberto Campos Fernandes, da área socialista, alerta que um governo apenas pode ter sucesso se apresentar algo novo ao país todas as semanas.
Tem que haver alguma coisa que se devolva ao cidadão eleitor, porque os partidos fazem um contrato de confiança política baseado numa promessa, que é um contrato deEm termos de programa eleitoral, num primeiro tempo das eleições e depois de programa do governo. E tem que haver todas as semanas, eu diria que são desnecessários anúncios, absolutamente desnecessários, mas seria muito útil que todas as semanas acontecesse alguma coisa de concreto.
Adalberto Campos Fernandes e Duarte Pacheco no Explicador desta tarde, na Rádio Observador.
E Miguel, arranca hoje o Congresso da Juventude Social-Democrata, com dois candidatos a concorrerem à liderança da estrutura pela primeira vez em seis anos.
Clara Sousa Alves e João Pedro Luís estiveram na Tarde Política da Rádio Observador. João Pedro Luís defende que a JSD deve conseguir manter uma voz interventiva junto do governo.
Num contexto em que o partido onde a JSD está integrada lidera o governo, a responsabilidade da JSD é ainda maior. Propostas, convicções e posições firmes não faltam nesta candidatura, porque consideramos que a JSD tem mesmo, neste momento em particular em que estamos no governo, de ter uma agenda própria. Uma agenda própria com a qual tem de conseguir influenciar positivamente as políticas públicas do governo pelo nosso partido liderado.
A visão de João Pedro Luís, um dos candidatos à liderança. Já a oponente, Clara Sousa Alves, rejeita a ideia de divisão interna e garante que este é um sinal de que a JSD está viva e pronta para o debate.
Não significa que seja o falto de união, significa precisamente que a juventude do PSD está viva, portanto, há democracia interna a funcionar. E significa também, é bom para o PSD, ter uma Juventude Social-Democrata ativa, viva, com confronto de ideias e propostas que façam a diferença na sociedade portuguesa.
A garantia de Clara Sousa Alves, que este fim de semana vai concorrer à liderança da JSD frente a João Pedro Luís. Pela primeira vez em mais de cinco anos, há duas listas. A reunião magna arranca hoje em Viseu, com a presença do secretário-geral do partido, Hugo Soares, na sessão de abertura marcada para às 21h.
E Marcelo Rebelo de Sousa esteve esta tarde na apresentação da biografia de Diogo Jota. Elogiou Roberto Martínez por manter o nome do jogador nas convocatórias.
"Nunca mais é tempo" é o subtítulo da biografia escrita pelo jornalista José Manuel Delgado para recordar o jogador português vítima de um acidente automóvel. O antigo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve presente na cerimônia e elogia o selecionador por manter o nome de Diogo Jota nas convocatórias.
Quando foi afirmada a ideia de que a equipa são X pessoas mais um, eu nunca vi isto, mesmo com os grandes craques, em Portugal e no estrangeiro. Nunca vi isto acontecer. Dir-se-á, aconteceu por causa da tragédia, aconteceu por causa do passado. Não, aconteceu pela pessoa excepcional que era o Jota.
Marcelo Rebelo de Sousa na apresentação do livro no Porto com Roberto Martínez, a dizer que a garra de Jota é um exemplo para a seleção.
A força do Diogo Jota é o porquê eu, como selecionador, e a nossa equipa acredita que podemos ganhar o Mundial, porque é a garra, porque é o exemplo daquilo que uma equipa ganhadora precisa.
Já o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, diz que a memória de Diogo Jota é um dos maiores incentivos para o Campeonato do Mundo.
O Jota foi, enquanto esteve conosco, muitíssimo inspirador por aquilo que ele representava. E trazemos com ele a esperança e a grande vontade que ele também tinha, porque ele fará sempre parte deste grupo de podermos ganhar. E é com essa esperança que nós vamos para o Campeonato do Mundo, com a vontade de ganhar também.
Pedro Proença durante a apresentação do livro dedicado a Diogo Jota e André Silva, que contou com familiares e amigos dos dois jogadores e também de várias figuras do desporto.
Miguel, vamos ainda a outras notícias que marcam a atualidade.
Ainda no desporto, o Estrela da Amadora está em risco de exclusão da Primeira Liga. Em causa estão dívidas a credores que ultrapassam os 25 milhões de euros, com a SAD do emblema da Amadora a ter avançado já com pedido de perdão de 90% deste valor. O clube apresentou um processo especial de revitalização, que inclui medidas como a reestruturação de dívida, que penalizam, sobretudo outros clubes, agentes de futebol, acionistas e administradores do Estrela da Amadora. Donald Trump diz que o Irão está a implorar para que se chegue a um acordo. O presidente norte-americano falou na Casa Branca durante a apresentação do novo presidente da Reserva Federal. Sobre o Irão, Trump reitera a ideia de que o país não pode ter uma arma nuclear e mencionou também a viagem que fez à China. Diz que disse a Xi Jinping que os Estados Unidos têm o melhor exército a nível mundial.
Está feito o jornal das 08h.