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De Observador. Começa agora o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Cordeiro. E Miguel, em destaque, o Partido Socialista vai votar contra a prestação social única da forma como está desenhada.

Querem mais transparência e desconfiam do canal de denúncias que o governo quer criar. Disto deu conta ao Observador fonte do grupo parlamentar do Partido Socialista. A prestação social única tem como objetivo substituir 13 prestações sociais não contributivas, como o rendimento social de inserção e o complemento social para idosos. Esta medida vem do governo socialista de António Costa. Estava prevista no plano de recuperação e resiliência. Para o PS, os moldes que assume agora esta medida nas mãos do governo de Luís Montenegro, são motivo para um discurso populista que se está a formar em torno da medida. Um dos problemas para o Partido Socialista é a obrigação dos beneficiários de fazerem trabalho de solidariedade social por 15 horas semanais. O PS diz que esta ideia não é nova e que não pode ser implementada de forma universal. Os socialistas criticam também a falta de transparência do governo por não haver garantias do valor da prestação, nem de que não vai haver pessoas a receber menos ou a ser impedidas de vir a receber essa prestação.

Já o CHEGA exige duas condições para viabilizar esta proposta de criação de uma prestação social única.

Houve uma conferência de imprensa na sede do CHEGA esta tarde, em que André Ventura afirmou que vai propor um mínimo de cinco anos para que os imigrantes possam ter acesso a apoios da Segurança Social. E avisa que a proposta só passa se essa exigência for cumprida.

O governo retira a possibilidade de imigrantes receberem apoios sem descontarem ou nós não seremos passíveis de viabilizar esta lei. Esta lei permite que alguém chegue a Portugal, nunca tenha descontado e receba prestações sociais durante um ano ou um ano e meio. É uma injustiça tremenda face a pessoas que estão cá a descontar e a pagar estes impostos. Nós, se queremos fazer as mudanças para que fomos mandatados, temos que levar a cabo com seriedade esta postura.

André Ventura diz que também há a necessidade de redistribuir o valor aplicado no rendimento social de inserção.

Cortar nos rendimentos mínimos e nos RSIs e alocar essas quantias a pessoas que efetivamente precisam. Pessoas que têm descendentes com problemas, com deficiência, pessoas que elas próprias têm atestados de deficiência ou de incapacidade com grande nível de intensidade e que por isso não conseguem trabalhar, e a famílias que têm que apoiar e prestar apoio aos seus filhos e aos seus netos, porque temos um problema evidente de natalidade em Portugal.

André Ventura, na sede do CHEGA esta tarde, disse que não aceita mudanças de cosmética em matéria de subsídios.

E Miguel, a discussão da proposta de lei para a criação de uma prestação social única está agendada para a próxima semana.

Depois de o Parlamento ter aprovado o pedido do governo para discutir com urgência a autorização legislativa sobre a criação desta prestação. A discussão na especialidade vai durar no máximo 10 dias. Luís Montenegro garante que o governo quer esclarecer todas as dúvidas que se tenham levantado. O arranque do debate está agendado para o próximo dia 12 de junho. Importa realçar que o governo tem pressa para aprovar esta medida, porque há quatro anos, António Costa, na altura primeiro-ministro, incluiu a aprovação da prestação social única nas condições para receber fundos do PRR. E se esta medida não for aprovada até o final de agosto, Portugal fica em risco de não receber cerca de € 500 milhões.

E todas as pessoas que foram detidas pela PSP na sequência dos desacatos em frente à Assembleia da República no dia da greve geral, saem em liberdade. É uma decisão tomada hoje em tribunal.

Vão ficar a aguardar julgamento com a medida de coação menos gravosa, termo de identidade e residência. Esta informação foi adiantada pelos advogados dos detidos. No campus de Justiça, a advogada Carmo Afonso, que representa um dos detidos, quis explicar as acusações que foram feitas pelo Ministério Público.

Neste caso era resistência e coação, mas nós estamos aqui numa parte ainda em que todos os indícios que estão nos autos são indícios trazidos pelos agentes policiais, ou seja, ainda não existiu a oportunidade de os arguidos exercerem o contraditório e trazerem alguma prova. E, por acaso, neste caso, a prova que existe e que podem trazer são inúmeros vídeos que com muita facilidade podem trazer a desejada clareza ao processo que neste momento ainda não existe.

Esta advogada diz também que considera a medida de coação, termo de identidade e residência, uma medida adequada, mas critica o tempo de detenção. Diz que 48 horas foi demasiado tempo de detenção para estes casos.

E no desporto, a seleção portuguesa de futebol tem amanhã o primeiro teste para o Mundial. É um jogo amigável frente ao Chile. Roberto Martínez diz que não está preocupado com o resultado.

O jogo é amanhã, às 18h45. Vai ter relato em direto aqui na Rádio Observador. É o primeiro de dois jogos de preparação antes do Campeonato do Mundo. Este jogo acontece no Estádio do Jamor. Já o segundo jogo será frente à Nigéria, em Leiria, na próxima quarta-feira, dia 10, Dia de Portugal. O selecionador nacional hoje falou sobre o desafio frente ao Chile para dizer que não tem a intenção de ganhar este encontro. Essa não é uma prioridade nesta altura. A preocupação é melhorar a equipa para o Mundial. Roberto Martínez disse também que este jogo de amanhã serve para preparar especificamente o último jogo da fase de grupos, que vai ser contra a Colômbia. E quis, Martínez, elogiar os treinos e a dinâmica da equipa portuguesa.

Os treinos tiveram uma intensidade, a dinâmica de grupo é muito boa e os adversários já têm aspectos dos adversários do mundial. Com certeza que jogar contra o Chile é porque é uma equipa que tem um aspecto de duelos como a Colômbia, uma equipa sul-americana, mas depois há aspectos nossos, de conceitos, de tudo aquilo que precisamos de fazer com bola e sem bola.Esse bloco é muito mais individual e levar todos os jogadores ao melhor nível fisicamente e de clareza daquilo que eles precisam fazer no relvado.

Palavras de Roberto Martínez no final da primeira semana de treinos da Seleção Nacional. Começou no dia 1 de junho a preparação para o Mundial de Futebol. E nesta altura, Roberto Martínez ainda não conta com quatro jogadores: Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos, campeões europeus pelo Paris Saint-Germain, só se vão juntar à Seleção Nacional amanhã, durante o jogo frente ao Chile, e só começam a treinar no dia seguinte. Roberto Martínez explicou também que Matheus Nunes ainda não está disponível, está ainda a recuperar de uma pequena lesão. A comitiva portuguesa parte para os Estados Unidos da América, para a Flórida, para Palm Beach, no dia 12 de junho. O primeiro jogo no Mundial para a Seleção Portuguesa é frente à República Democrática do Congo, em Houston, no Texas, no dia 17 de junho.

E agora com sete minutos para lá das 20h, que outras notícias marcam a atualidade, Miguel?

A Vodafone Portugal opõe-se à condenação da Autoridade da Concorrência, que cobra uma multa de mais de 13 milhões de euros à MEO, à NOS, à Vodafone e à Accenture, por um acordo anticoncorrencial. A Vodafone Portugal manifesta discordância quanto à decisão, tanto no que respeita ao conteúdo como aos fundamentos apresentados, e diz que vai impugnar a decisão junto das instâncias judiciais competentes. Isto é o que foi dito pela Vodafone Portugal à Agência Lusa durante esta tarde. O Irão e os Estados Unidos da América podem estar perto de um acordo nuclear, é o que afirma o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica. Rafael Grossi acredita que a constituição de uma estrutura organizacional para analisar os problemas existentes entre ambos os países na matéria nuclear vai estar incluída nesse entendimento. O diretor-geral explicou que a Agência Internacional de Energia Atômica está fora do atual processo de negociações e que apenas foi possível realizar inspeções em instalações nucleares iranianas escolhidas por Teerão.

E é o ponto final no Jornal das 18, edição do jornalista Miguel Cordeiro. Às 20h30, as notícias estão de regresso. Até já!