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Começa agora o Jornal das 8, edição do jornalista Luís Soares. Luís, começamos com o Mundial de Futebol. Cabo Verde fez história: empatou a zero frente à Espanha, no jogo de estreia na competição.
Estreante no Mundial de Futebol, a seleção de Cabo Verde impôs hoje um surpreendente empate a zero frente à campeã europeia, Espanha, em jogo da primeira jornada do grupo H. Frente a uma das seleções apontadas como favoritas à conquista do título, também campeã mundial em 2010, a seleção de Cabo Verde conseguiu conquistar o primeiro ponto de sempre num mundial. Ana Pires, encarregada de negócios de Cabo Verde em Portugal, encara este empate como uma vitória.
Muito feliz, não tenho palavra para descrever. Foi tanta emoção durante o jogo, sofri bastante com as peripécias da equipe espanhola, mas graças à avózinha, graças a Deus, nós conseguimos esta vitória. Um empate para nós é uma vitória, apesar do ponto, para nós vale mais de 20.
A felicidade de Ana Pires, encarregada de negócios de Cabo Verde, que esteve em Santos, no local onde muitos cabo-verdianos assistiram a este empate com sabor a vitória. No grupo H, a primeira jornada encerra hoje com o embate entre Uruguai e Arábia Saudita, que arranca às 11 da noite. A esta hora começa o Bélgica e Egito, jogo a contar para outro grupo, para o grupo G. Jogo em Seattle. Vamos por isso Diego Varela, às primeiras notas para esta partida.
Já foi dado esse apito de saída no Lumen Field, Luís, neste jogo que, ao fim ao cabo, e nós falamos muito também da dupla Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, com aquela última dança, mas há aqui dois jogadores que também temos que dar destaque, porque acabam por estar também eles nessa última dança. Já com 34 anos, dois bons nomes do futebol mundial, do lado belga, Kevin De Bruyne, e do lado egípcio, Mohamed Salah, são as duas estrelas da companhia, estão nos respectivos 11 de parte a parte. O jogo, para já, segue com dois minutos. Em Seattle, há empate a zero. Neste grupo, como tu referiste, o grupo G, além de Bélgica e Egito, há também Irão e ainda Nova Zelândia. São mais jogos do Campeonato do Mundo e vamos aqui acompanhar com especial foco, quer para De Bruyne, quer para Mo Salah.
E é um jogo, este Bélgica e Egito, que o Diego Varela vai continuar a acompanhar ao longo das próximas horas, trazendo aqui todas as incidências desta partida.
E João Carlos Loureiro é o novo presidente do Tribunal Constitucional. A eleição decorreu esta tarde.
O plenário do Tribunal Constitucional elegeu hoje João Carlos Loureiro como presidente e Rui Guerra da Fonseca como vice-presidente do Tribunal Constitucional, no dia em que tomaram posse os quatro novos juízes eleitos pela Assembleia da República. É o que se lê numa nota publicada no portal do tribunal, na internet. João Carlos Loureiro, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, designado juiz do Tribunal Constitucional por cooptação em abril de 2023, tinha sido eleito vice-presidente já em outubro de 2025. Sucede então a José João Abrantes, era juiz desde julho de 2020, presidente desde abril de 2023. José João Abrantes comunicou há cerca de um mês a decisão de renunciar às funções por razões pessoais e institucionais, com efeitos a partir da posse do substituto, o que acabou por acontecer hoje.
E o presidente da República volta a saudar o acordo alcançado entre os Estados Unidos e Irão para o conflito no Médio Oriente e reforça que o único caminho para a resolução das guerras é o diálogo.
De manhã, António José Seguro já tinha transmitido essa ideia através de uma nota no site da Presidência. A ideia de esperança de que a implementação do acordo possa trazer paz, segurança e estabilidade para a região. Agora de viva voz, numa conferência organizada pelo Diário de Notícias, o chefe de Estado volta a sublinhar que o melhor caminho é o da via negocial.
Saúdo o acordo alcançado entre os Estados Unidos da América e o Irão, sublinhando a importância do diálogo e da diplomacia na resolução pacífica dos conflitos internacionais. Num momento marcado por elevadas tensões geopolíticas, este entendimento representa um sinal claro que a negociação, o compromisso e o respeito mútuo continuam a ser os caminhos mais eficazes para promover a estabilidade, a segurança e a paz entre os povos.
António José Seguro, numa intervenção em que abordou também a necessidade de Portugal e da União Europeia atualizarem a legislação a nível de inteligência artificial, sob o risco da Europa perder o comboio para o resto do mundo.
Na política nacional, o líder do Chega, André Ventura, promete não desistir da redução da idade da reforma e quer um compromisso escrito com Luís Montenegro e confirma mais uma reunião com o primeiro-ministro.
Reunião que vai acontecer amanhã. O líder do Chega chamou esta tarde os jornalistas à sede nacional do partido para apresentar as propostas de alteração à reforma laboral do governo, que vai levar amanhã essa reunião com Luís Montenegro. A descida da idade da reforma, explica André Ventura, continua a ser o ponto central e não negociável para o partido.
O Chega não vai desistir e quer um compromisso escrito em relação à descida da idade da reforma para os 65 anos de idade ou 40 anos de descontos. Como estive a oportunidade de dizer, esta não é uma questão negociável e é uma questão que queremos mesmo garantir que é calendarizada, definida e aprovada. Não podemos, na minha perspectiva e na perspectiva do Chega, continuar a ter um sistema em que as pessoas trabalham cada vez mais, ganham cada vez menos e têm que trabalhar cada vez mais horas, conforme todos os estudos demonstram, para depois terem reformas miseráveis.
Questionado pelos jornalistas sobre o sentido de voto do partido na reforma laboral, caso o PSD não aceite descer a idade da reforma, André Ventura não se compromete com o voto contra. Diz que as propostas do partido são um reflexo do que as alterações ao Código de Trabalho não devem ser.
As propostas que deram entrada no sistema da Assembleia da República por parte do Chega, e que serão amanhã também analisadas na reunião entre os dois líderes dos partidos, representam mais o que esta proposta não deve ser
Do que o que ela deve ser. Representam mais aquilo que não podemos permitir que a legislação laboral seja do que propriamente o que a legislação laboral deve ser.
O líder do Chega voltou também a defender o fim das pensões vitalícias dos políticos, matéria em que garante haver abertura do PSD nesse sentido. O André Ventura vai estar amanhã reunido com o primeiro-ministro para falar sobre a legislação laboral.
Já o Bloco de Esquerda quer aumentar a remuneração de quem trabalha por turnos e à noite e proibir despedimentos causados pela inteligência artificial.
São algumas das propostas que o partido anunciou hoje para a discussão da reforma laboral no Parlamento, na quinta-feira. Jamel Peres afirma que as propostas vêm corrigir injustiças antigas e ameaças para o futuro dos trabalhadores.
As iniciativas que hoje anunciamos têm dois objetivos. O primeiro é corrigir injustiças antigas. Primeira injustiça: não universalidade do subsídio de refeição. Segunda injustiça: obrigação de o trabalhador devolver a compensação para poder impugnar o despedimento. Terceira injustiça: cortes impostos pelo governo português da Troika nas indenizações por despedimento. O segundo objetivo das iniciativas que hoje apresentamos é identificar as insuficiências do atual Código do Trabalho face às novas realidades laborais e aos desafios do futuro.
Jamel Peres, o líder do Bloco de Esquerda. Já o deputado único, Fabian Figueiredo, acrescenta que estas propostas são teste do algodão para os partidos que dizem defender os trabalhadores.
E agora, Luís, que outras notícias marcam a atualidade?
A PSP ainda não decidiu sobre o regresso à polícia do agente que matou Odair Moniz. Foi hoje condenado a três anos e seis meses de pena suspensa. A Agência Lusa, porta-voz da PSP, diz que aguarda ainda pelo conhecimento formal do acórdão do tribunal para decidir sobre o regresso do polícia. O agente tinha como uma das medidas de coação a suspensão de funções e o tribunal remeteu hoje para a PSP a decisão sobre se Bruno Pinto pode ou não voltar à polícia. A defesa já admitiu recorrer da decisão do tribunal sobre o agente da PSP que matou Odair Moniz, na Cova da Moura.
E fica por aqui o Jornal das 8. A edição foi do jornalista Luís Soares. Está de saída. Até amanhã, Luís. A informação regressa atualizada às 20h30, já com José Rafael Lopes e já a seguir temos convidado extra com Helen Sapega.