Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Na Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 8, edição do jornalista José Rafael Lopes. O PS diz que sem uma garantia de segurança das pensões dos portugueses, não há condições para viabilizar o próximo orçamento de Estado.
José Luís Carneiro acusa o governo de querer espalhar o medo com o novo estudo sobre as pensões. Em entrevista à SIC, o líder do PS diz que o déficit na Caixa Geral de Aposentações tem de ser corrigido através do Orçamento de Estado e não através dos contribuintes. Como tal, fica no ar essa alerta.
Fique claro, o estudo mistura alhos com bugalhos e não se pode misturar alhos com bugalhos numa matéria tão sensível e é inaceitável que se permita que se instale o medo sobre a segurança das pensões. O saldo da Segurança Social é um saldo positivo e em momento algum o Estado pode pegar nas contribuições dos trabalhadores ou das empresas para pagar o déficit da Caixa Geral de Aposentações, porque esse é um dever do Orçamento do Estado. Se não tivermos a garantia, por exemplo, do Primeiro-Ministro, porque tem que ser uma garantia do Primeiro-Ministro, com palavra pública, de que garante a segurança das pensões presentes e futuras, nós não temos condições para contribuir para a estabilidade orçamental e para a viabilidade do Orçamento do Estado.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, sobre a participação do Estado na REN. O líder do PS pediu ainda um esclarecimento ao governo, numa altura em que o Executivo anunciou que vai investir na empresa.
Ainda na política, já começou a rentrée do Chega.
Está a acontecer em Santarém. O regresso à atividade política do partido vai contar com palavras de André Ventura. Está previsto um discurso no encerramento deste encontro. Em Santarém está a jornalista Beatriz Félix. Beatriz, agora em direto, já chegou o líder do Chega?
Não só já chegou, como já se fazem brindes aqui pelo Centro Nacional de Exposições de Santarém, local escolhido pelo Chega para esta rentrée política. O André Ventura chegou há poucos minutos, juntou-se ao coquetel que está a decorrer aqui no CNEMA. Há de falar, como bem disseste, mais para o fim da noite, por volta das 21h. Antes disso, há ainda outros discursos. O primeiro deles, José Dotti, o presidente da Distrital de Santarém, do Chega. Também José Ortigão, representante de agricultores desta zona. Mais tarde, fala o ministro-sombra da Justiça, Rui Gomes Silva, e só então depois José André Ventura falará no discurso aos militantes, mas também aos jornalistas aqui presentes, por volta das 21h. Neste discurso, ainda é incerto o que Ventura poderá dizer, mas certamente haverá críticas ao Primeiro-Ministro. Contudo, é um discurso que está marcado só para mais logo. Para já, há brindes e coquetel aqui no Centro Nacional de Exposições de Santarém.
A reportagem da Beatriz Félix vai estar a acompanhar esta rentrée política do Chega. André Ventura deve discursar já depois das 21h.
A antiga presidente do Instituto de Apoio à Criança diz que se tem registado uma desvalorização da violência em Portugal.
E lamenta, Dulce Rocha, que sejam feitas queixas sucessivas às autoridades que não dão em nada antes de um homicídio acontecer. Posição assumida aqui na Rádio Observador, na análise ao caso do adolescente de 15 anos suspeito de ter matado a mãe em Algés. O jovem terá asfixiado a mãe com recurso a um golpe de mata-leão. Encontra-se neste momento à guarda das autoridades. O menor foi sozinho, a 17 dias do crime, a uma esquadra da PSP em Oeiras, para denunciar que a mãe o agredia. Dulce Rocha diz que as autoridades não avaliaram corretamente o que estava em causa e lamenta que isso aconteça demasiadas vezes.
Não se conseguiu avaliar corretamente, portanto, não se percebeu que era tão grave assim. Pensou-se que ainda seria possível manter a situação das crianças dentro da família, que não havia uma evolução tão irreversível e que não havia violência extrema. Isso acontece em muitas situações.
A antiga presidente do Instituto de Apoio à Criança explica que existe uma equipa de análise para estes casos de homicídio em contexto de violência doméstica. Avisa que este grupo de trabalho tem alertado para várias situações onde as queixas são desvalorizadas.
Muitas vezes há queixas sucessivas. Chega a haver oito queixas antes do homicídio e, portanto, há aqui um padrão de desvalorização da violência. É sempre muito difícil aceitar que a violência é tão grave que culmina num homicídio.
E isso por parte das vítimas?
Mesmo, até por parte das vítimas.
Explicações de Dulce Rocha, antiga presidente do Instituto de Apoio à Vítima, à Criança, ouvida no Explicador da Rádio Observador, a dar conta de que se tem registado uma desvalorização da violência em Portugal, com muitas queixas ignoradas pelas autoridades.
E há ainda outro caso que envolve uma criança a marcar a atualidade. Em Braga, a mãe de um menino de três anos foi constituída argúida depois da criança ter sido encontrada sozinha nas escadas de um prédio.
Em cima da mesa pode estar um crime de exposição ou abandono. A informação foi avançada pela PSP de Braga, que emitiu esta tarde um comunicado a dizer que este rapaz de três anos e a irmã de 15 foram entregues à Guarda da Segurança Social. Em comunicado, a PSP acrescenta que os factos foram participados ao Ministério Público. Confirma também o estatuto de arguido para a mãe do rapaz de três anos, que estaria ao cuidado da irmã de 15 desde o fim de semana. Foi encontrado sozinho esta madrugada nas escadas de um prédio. Ambos os menores estão bem. Em cima da mesa está essa possibilidade de crime de exposição ou abandono.
E fazemos agora um ponto de situação dos incêndios em Portugal, com a indicação de que o fogo está de volta a Boticas.
O incêndio que deflagrou ontem no concelho teve durante a tarde e hoje uma reativação. Há pelo menos uma frente ativa. Empenhados nos combates às chamas em Boticas estão quase uma centena e meia de operacionais, meia centena de veículos e dois meios aéreos.
E além deste fogo, em Arouca, as chamas não dão tréguas.
O fogo tem três frentes ativas. A situação mais preocupante é em Rio de Frades. A autarca de Arouca, Margarida Blém, dá ainda conta de que há um reforço dos meios no terreno face às dificuldades no combate humano.
Temos as três frentes ativas e temos algumas situações muito delicadas e de difícil combate. E, portanto, a situação mais preocupante neste momento é Rio de Frades, mas temos um conjunto de aldeias que são ainda preocupação e, portanto, aumentamos a área ardida. Mas o importante aqui também é referir que, fruto do reforço dos meios aéreos, que contamos ainda que possam ser reforçados durante a tarde, porque é impossível com estas condições do terreno, com estes declives, com estas escarpas, é muito difícil a atuação humana.
O ponto de situação da presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Blém, sobre o incêndio que lava no concelho. Um registo aqui captado pela RTP. No teatro de operações estão quase 600 veículos apoiados por perto de duas centenas de veículos e seis meios aéreos. Já em Santo Tirso, o fogo foi dominado. Tinha deflagrado na segunda-feira em Rebordões, no concelho de Santo Tirso. Está agora dominado. A informação é dada à Agência Lusa pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia. Neste momento, há apenas uma frente com pouca intensidade. No combate às chamas estão 211 operacionais, apoiados por 66 meios terrestres e dois meios aéreos.
E foi José Rafael Lopes com o Jornal das 8. Voltamos com mais informação às 08h30. Já não será contigo, Zé.
Já não é comigo.
Até amanhã. Bom descanso.