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Vamos às notícias. Passa agora o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Cordeiro. E Miguel, em destaque, Volodymyr Zelensky já discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas, diz que a Rússia está humilhada e fala em vantagens no desenvolvimento da inteligência artificial.
Zelensky começou o discurso a dizer que a perda de controle da indústria petrolífera por parte da Rússia é humilhante. O presidente da Ucrânia comentou uma publicação de Donald Trump, que fez sobre a perda de controle russo nessa indústria petrolífera. Volodymyr Zelensky fala numa humilhação da Rússia perante uma guerra que, diz, nenhum líder mundial apoia.
É difícil imaginar uma perda mais humilhante para um país que tem lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU e que tem tanto orgulho nas suas exportações de petróleo. Eu cito: "Um grande número de refinarias de petróleo, diziam russas, foram destruídas e estão, pelo menos temporariamente, fora de comissão". E isto é verdade. A Rússia enganou-se. E a conclusão desta publicação do Trump também está certa. Esta guerra ridícula com a Ucrânia tem de acabar. E eu não conheço um líder mundial que diga o contrário. Eu não conheço ninguém que esteja abertamente a favor desta guerra.
Zelensky, na Assembleia Geral das Nações Unidas, falou também sobre inteligência artificial. Deixou um aviso, diz que face ao rápido desenvolvimento da tecnologia, seria bom desenvolver inteligência artificial com o mundo em paz.
Já para o ano que vem, há uma verdadeira possibilidade que a inteligência artificial, não só as pessoas, comece a decidir o que acontece no campo de batalha. E precisamente de paz, antes de chegarmos a esse ponto no futuro, se ouvirem alguns dos maiores crentes no desenvolvimento da inteligência artificial, eles dizem que hoje essa inteligência ainda permanece principalmente digital, mas um dia vai passar do digital para a formação de átomos. E quando isso acontecer, é bom que estejamos em paz.
Zelensky garantiu também que o alvo da Ucrânia não é a indústria petrolífera da Rússia, mas a capacidade de financiamento da guerra por parte de Moscovo.
E em Portugal, a comissão de inquérito a Luís Neves vai avançar. André Ventura aceitou as condições de Aguiar Branco.
O presidente da Assembleia da República comunicou esta tarde aos jornalistas que aceitou o terceiro requerimento do Chega para criar um inquérito parlamentar a Luís Neves, mas impôs condições. Das 11 alíneas que o Chega quer investigar, José Pedro Aguiar Branco recusou duas.
Um tem a ver com alegadas interferências de um filho do Luís Neves com a atividade jornalística, mas não está demonstrada nenhuma ligação eventual entre essa situação e as funções de Luís Neves ou os meios da Polícia Judiciária. Portanto, é uma situação de caráter privado. A segunda tem a ver com a procura de conflitos de interesse relativamente a entidades que também não estão identificadas.
O presidente da Assembleia da República, que disse que se o Chega aceitasse a proposta, a Comissão Parlamentar de Inquérito podia avançar desde já. Poucos minutos depois, André Ventura deu luz verde a essa constituição de inquérito.
Eu quero transmitir que, em nome do Chega e do grupo parlamentar, o Chega vai aceitar estas duas condições impostas pelo presidente da Assembleia da República e vamos avançar para que rapidamente, nos próximos dias, possamos ter a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito a todo o caso envolvente de Luís Neves. Quero também deixar duas garantias, que acho que são importantes nesta convergência de interesses, que como eu disse desde o início, às vezes em democracia não concordamos com tudo, temos que fazer para que as coisas aconteçam. Foi o que o Chega fez. Queria agradecer ao presidente da Assembleia da República a rapidez também.
Críticas de André Ventura, que agora se transformaram em elogios. O presidente do Chega, que mantém em aberto a possibilidade de integrar esta comissão parlamentar de inquérito, disse também, comprometeu-se previamente comunicar ao presidente da Assembleia da República a lista de pessoas que quer ouvir nas audiências.
E em Roma, o presidente da República vai querer ouvir o Papa Leão XIV sobre as guerras no planeta, mas também quer convidar o Papa a visitar Portugal.
António José Seguro vai ser recebido pelo Papa Leão XIV, no Vaticano, já amanhã. Espera que Leão XIV aceite vir a Portugal. O convite já foi feito por António José Seguro. Uma visita no âmbito dos 500 anos de nunciatura apostólica. Em declarações aos jornalistas, Seguro admite estar com enorme expectativa em ouvir o Papa sobre os principais problemas da sociedade, em especial as guerras.
A minha responsabilidade é dirigir à Sua Santidade o convite para fazer uma visita de Estado ao nosso país. Isso vai reforçar estas relações de amizade e vai ser também um momento e um palco num país aberto ao mundo, para que a palavra do Papa também possa ser ouvida por quem deve e para que se calem as armas. Nós precisamos de acabar com as guerras. A Europa tem uma guerra, o Estreito de Ormuz está a provocar muito sofrimento às pessoas e também em Portugal, e a palavra do Papa é uma palavra importante.
O chefe de Estado realça que quer ouvir o Papa sobre a inteligência artificial, o tema da primeira encíclica deste Papa. O encontro entre António José Seguro e Leão XIV está agendado para amanhã de manhã.
E no desporto, seleção nacional. Amanhã é a estreia de Jorge Jesus no comando técnico da equipa. Hoje o selecionador garantiu que Ronaldo vai ser titular e CR7 disse que JJ é uma escolha acertada para a equipa das Quinas.
Antevisão que aconteceu perante um auditório cheio na Portugal Football Summit. Cristiano Ronaldo voltou a ser questionado sobre o final da carreira, revela que é provável que seja já este ano E realça que não quer fazer planos.
A partir dos meus 30 e muitos anos, que é: "vive o momento, não penses no amanhã". E a partir daí foi o que aconteceu na minha vida. Não sei. Dizes-me assim: é possível? É. Bastante provável? É. Mas vai acontecer? Não, não sei.
Jorge Jesus disse nesta conferência de imprensa que Cristiano Ronaldo é um símbolo da Seleção Nacional para a estreia amanhã. Jorge Jesus garante que não vai mudar tudo em relação ao passado, até porque não teve tempo de fazer os treinos que pretendia. Refere que vai apostar, sim, em jogadores que já conhece. Portugal, País de Gales, amanhã, às 19h45. Há relato aqui na Rádio Observador.
E no dia do último adeus a Jorge Palma, o PCP e Livre também prestaram homenagem.
O velório está a decorrer na Voz do Operário, em Lisboa, e há minutos Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, prestou homenagem.
Jorge foi embora, mas a sua obra, mesmo que ele quisesse, vai ficar sempre entre nós. Portanto, não há como. Eu acho que esse é o grande legado. Uma grande artista, um grande letrista, um grande amante da música, um grande amante da arte, um apaixonado pela vida, um apaixonado pela justiça.
Isabel Mendes Lopes, do Livre, também esteve presente neste velório nos últimos minutos e quis recordar o impacto da obra de Jorge Palma.
Deixa-nos um legado que tem uma interligação profunda com a vida de todos nós. Ainda há pouco estávamos a comentar isso, que de facto, todas as pessoas, pelo menos até uma certa idade, cresceram com a música de Jorge Palma.
Figuras a passar por este velório. Já durante a tarde, Marcelo Rebelo de Sousa e Carlos Moedas estiveram neste velório, escutámos ao longo desta tarde aqui na Rádio Observador. O funeral é amanhã, às 15h, reservado à família.
E agora com oito minutos para lá das 20h, que outras notícias marcam a atualidade, Miguel?
Na próxima semana vai ser assinado um acordo no âmbito da construção de uma nova fábrica de munições em Portugal. É uma capacidade que Portugal volta a ter, uma garantia do ministro da Defesa Nacional. A intenção do governo de voltar a ter uma fábrica de munições em Portugal foi anunciada pela primeira vez há cerca de dois anos, também pelo ministro da Defesa. Agora, Nuno Melo avança que o governo pretende ter uma participação entre 35% e 51% nesta fábrica, cujo investimento deve rondar os 45 milhões de euros. Harvey Weinstein foi condenado a 15 anos de prisão, decisão conhecida esta tarde no Tribunal de Nova Iorque. De acordo com a Associated Press, o produtor de cinema foi condenado por uma agressão sexual em 2006 à assistente de produção televisiva Miriam Haley.
E é assim que fechamos o jornal das 20h, edição do jornalista Miguel Cordeiro, que está de saída. A informação regressa atualizada às 20h30. Miguel, até amanhã.
Até amanhã.