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Abrimos agora o Jornal das 10, que tem uma edição do António José Soares. António, o PS vai apresentar na próxima semana uma alternativa à extinção da manifestação de interesses do governo.
O anúncio foi feito esta noite por Pedro Nuno Santos, em Tondela. O secretário-geral do PS considera que a solução do Executivo para o problema da imigração é um vazio legal e, por isso, o partido vai apresentar uma outra solução para regular a imigração em Portugal.
Não só porque não queremos recuperar esse instrumento, mas também porque a solução do governo, que é um vazio legal, também é uma má solução, aliás, porque empurra para a ilegalidade muitos trabalhadores estrangeiros. Um partido humanista como o meu tem que ter a preocupação pela forma como o país recebe quem vem trabalhar para Portugal. É fundamental que nós tenhamos a capacidade de receber, de acolher e ter um Estado social capaz de responder a essa procura adicional. Se nós não formos capazes de garantir essas condições, nós estamos a prestar um mau serviço do ponto de vista do humanismo.
Declarações do secretário-geral do PS, captadas pela RTP3 esta noite em Tondela, na última hora, com Pedro Nuno Santos a rejeitar as críticas que o acusam de virar à direita.
Uma das vozes que criticou Pedro Nuno Santos foi o líder do CHEGA. André Ventura acusa o secretário-geral do Partido Socialista de hipocrisia sobre o tema da imigração.
Em causa, então, estas declarações de Pedro Nuno Santos, numa entrevista ao "Expresso", antes das que ouvimos há pouco, e em que admitiu que o fim da manifestação de interesses atraía imigrantes sem garantia de emprego. Já em entrevista esta noite à SIC, o presidente do CHEGA diz ser contraditória a mudança de postura do líder dos socialistas sobre a imigração e afirma que a culpa sobre a situação atual do país, relativamente a esta questão, é do PS. Ventura refere que Pedro Nuno Santos está a assumir uma posição diferente sobre o tema apenas para recuperar terreno no campo político e afirma mesmo: o Partido Socialista está a dar razão ao CHEGA.
Pedro Nuno Santos está numa posição de absoluta incoerência, como aliás o PSD também tem estado, que é: perceberam que o CHEGA tinha razão ou, pelo menos, que uma grande parte do país dá razão ao CHEGA em matéria de imigração, que tem que haver uma imigração controlada, que há um certo tipo de crimes relacionados com a imigração que estão a aumentar muito, e perceberam que o CHEGA tinha razão e agora estão a vir atrás do prejuízo. Mas no caso do PS, é particularmente hipócrita. O PS tem mudado o discurso na imigração e na segurança por uma razão, Rodrigo, porque percebeu que o CHEGA tinha razão. Portanto, o que é que isto revela do Pedro Nuno Santos? Hipocrisia, falta de apoio político, porque nem internamente está a conseguir segurar o próprio Partido Socialista, como se viu hoje.
O presidente do CHEGA acrescenta ainda que uma das primeiras medidas que implementaria, se fosse primeiro-ministro, seria deportação.
Se tomasse posse hoje, uma das primeiras coisas que faria era identificar no país todo quem está ilegal e quem estiver ilegal tem que ser devolvido ao seu país de origem. Também procuraria identificar, e de forma prioritária, os imigrantes, estejam legais ou não, mas que tenham cometido crimes em Portugal, eu não compreendo que cá fiquem. Quem veio para cá e foi acolhido cá e cometeu crimes ou de violação ou de roubo, uma palavra: é deportação.
O líder do CHEGA em entrevista esta noite à SIC.
O Bloco de Esquerda também reagiu esta tarde à entrevista de Pedro Nuno Santos ao "Expresso".
O líder parlamentar, Fabian Figueiredo, diz-se surpreendido com o discurso do líder dos socialistas e acusa o secretário-geral do PS de adotar uma análise estranha aos restantes membros do partido, no que toca à imigração. Acusa ainda o PS de se chegar para o lado da direita.
Que é um facto recente, o secretário-geral do Partido Socialista adotar uma análise que era estranha ao Partido Socialista, que o próprio, há umas semanas, contrariava, que os seus deputados na Assembleia da República contrariavam, que já mereceu crítica de um ex-líder parlamentar do Partido Socialista, de um ex-ministro da Administração Interna.
O Bloco de Esquerda a reagir à entrevista de Pedro Nuno Santos ao "Expresso" sobre o tema da imigração.
A arquiteta Helena Roseta espera que a Lei dos Solos seja substituída rapidamente.
O diploma entra em vigor a 29 de janeiro, depois do Parlamento ter decidido não revogar a lei, mas discutir alterações na especialidade. Ora, a antiga bastonária dos arquitetos espera que as diligências para alterar a legislação sejam feitas com celeridade.
Presumo eu que estará em vigor durante muito pouco tempo, porque espero que a Assembleia seja rápida a fazer isto, porque neste momento já está uma parte importante do processo feito. Já foram feitas as audições, já há propostas de alteração em cima da mesa, já está na comissão. Penso que agora não precisam demorar muito tempo para ver se se entendem. Não sei se ainda querem ouvir mais entidades, não faço ideia. Isso agora a comissão é soberana. Quanto mais tempo eles demorarem agora a fechar o assunto, mais tempo o diploma pode estar em vigor sem ser alterado. Pode também fazer alguns estragos.
A arquiteta Helena Roseta considerou ainda que a apreciação parlamentar do regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial foi muito positiva porque levou a debate as fragilidades do diploma.
António, o governo e os parceiros sociais voltam a reunir-se em concertação social no próximo dia 4 de fevereiro.
Na ordem de trabalhos, consta a monitorização da execução do acordo tripartido de valorização salarial e crescimento econômico 2025/28, bem como a agenda para a simplificação fiscal e o programa Acelerar na Economia. A reunião vai decorrer na sede do Conselho Econômico e Social, em Lisboa e, como é habitual, será presidida pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. O governo aprovou, em 16 de janeiro, um conjunto de três dezenas de medidas de simplificação fiscal. Já o programa Acelerar a Economia foi apresentado em julho e conta com 60 medidas, entre elas a redução do IRC ao ritmo de dois pontos percentuais por ano. De recordar, no entanto, que no âmbito da proposta do Orçamento de Estado para este ano, acabou por ser aprovada apenas uma redução de um ponto para fazer cedência às negociações com o PS.
A tempestade Eowyn começa a afetar Portugal a partir desta noite.
A Proteção Civil emitiu um aviso para o risco de cheias ao longo dos cursos de água, em particular no Tejo e também no rio Mondego. As regiões Norte e Centro vão ser as mais afetadas pelo mau tempo. No entanto, esta não é a única depressão que vai atingir o nosso país. À Rádio Observador, o meteorologista do IPMA, Alexandro Marracini, diz que também uma outra tempestade, a Hermínia, vai chegar ao país e faz uma previsão para este fim de semana.
No resto do dia de hoje e de amanhã, emitimos o aviso de precipitação para o Minho e Douro litoral até as 3 h de amanhã. No entanto, no dia de amanhã não deverá haver condições de aviso de precipitação. Uma outra depressão está a se formar no Atlântico Norte, que tem outro nome, chama-se Hermínia, foi nomeada esta manhã pela AEMET e também tem uma frente associada e vai começar a afetar o estado do tempo em Portugal a partir da madrugada de dia 26, domingo.
As rajadas de vento nos próximos dias podem chegar aos 90 km/h.
O Teatro Camões, em Lisboa, recebe amanhã a obra As Cenas do Fausto, de autoria de Robert Schumann.
Esta é uma oratória profana do romantismo alemão, inspirada na tragédia de Johann Wolfgang von Goethe, que está em exibição no âmbito da programação do Teatro São Carlos e vai contar com a participação da soprano Ana Quintans.
E agora na Rádio Observador, neste jornal ainda, tempo para outras notícias que estão a marcar a atualidade, António.
Meio milhão de portugueses visitou de forma gratuita os museus, monumentos e palácios nos últimos cinco meses. O balanço é divulgado pela Ministra da Cultura. O programa está em vigor desde agosto. É histórico, pela primeira vez Portugal está nos quartos de final do Mundial de Andebol. A formação dos Heróis do Mar venceu a seleção espanhola por 32-29. Soma assim sete pontos em dois jogos no grupo três do main round e garante o apuramento para os quartos de final, com uma partida ainda por jogar frente ao Chile.
E termina assim este jornal. A edição foi do António José Soares. Obrigada, António.