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São 10h01. Notícias com Carla Jorge Carvalho. Um português morreu na sequência do acidente ferroviário em Toledo, Espanha. A notícia da morte foi confirmada na última hora pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Este português do sexo masculino fazia parte da tripulação de um dos comboios envolvidos no acidente de quarta-feira. É o que indica o Ministério dos Negócios Estrangeiros, num comunicado divulgado na última hora. O ministério de Paulo Rangel lamenta profundamente as mortes e envia condolências aos familiares das vítimas. Foi, entretanto, divulgado o primeiro relatório técnico sobre o acidente. Os dados provisórios mostram que a colisão entre os dois comboios terá acontecido a uma velocidade entre 160 e 200 km/h. As autoridades sublinham que a investigação ainda está numa fase inicial e mantêm todas as hipóteses sobre a causa do acidente em aberto.

Destaque agora para o ranking das escolas. O presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares, Filinto Lima, lamenta que alguns critérios não sejam considerados no ranking. Já o investigador Pedro Freitas diz que colocar mais escolas públicas no topo da tabela deve ser um desígnio de política pública.

O mais recente ranking coloca, mais uma vez, na liderança os colégios privados, sobretudo a norte do país. A primeira escola pública da lista aparece no lugar 44. Convidado do Explicador, o presidente da associação que representa os diretores escolares, Filinto Lima, reconhece que a forma de realizar o estudo tem vindo a sofrer melhorias, mas avisa que estes dados ainda não dizem tudo.

Se quisermos comparar as escolas, eu acho que são necessários mais critérios. Eu reconheço que este ranking das escolas, o nome falso, para mim não é o ranking das escolas, mas este ranking que se diz que é das escolas, tem sido aperfeiçoado. Reconheço isso perfeitamente. Está muito diferente de há 25 anos para cá. Melhorou, com certeza, mas ainda há critérios que eu acho que se quisermos comparar as escolas, devem ser tidos em conta. Por exemplo, o número de alunos estrangeiros que as escolas têm. Não têm em conta, por exemplo, que na escola pública, como sabemos, nós recebemos todos os alunos. A escola privada, que eu saiba, não recebe todos os alunos. Desde logo, há uma seleção para critério de matrícula.

E, por isso, Filinto Lima relativiza o que diz ser uma falsa tabela classificativa. Sugere que se utilize como método comparativo a avaliação externa realizada pela Inspeção-Geral de Educação.

E também o investigador Pedro Freitas defende que é preciso aperfeiçoar os rankings, mas diz que os dados são suficientes para comprovar a existência clara de desigualdades.

Assim apela a medidas de política públicas para mudar o cenário.

Eu acho que nós temos nos 50 primeiros lugares dos rankings, três escolas públicas. Eu acho que tem que ser um desígnio de política pública. Nós termos mais densidade de escolas públicas no topo dos rankings, por uma questão de que isto cria uma perceção sobre a escola pública. Eu acho essencial reverter esta perceção sobre a escola pública, que muitas vezes até pode estar errada, mas que cria fatores de procura de determinadas famílias pela escola pública, ou seja, de menor procura pela escola pública em determinadas famílias, que é indesejável.

Este ranking volta a mostrar a tendência de superioridade das escolas, tanto públicas como privadas, ao norte do país. Pedro Freitas avança com três motivos.

Essa questão da falta de professores a sul, como o professor Filinto Lima disse, até porque muita da formação inicial de professores está concentrada a norte. Eu acho que é uma discussão a ter sobre a descentralização de algumas responsabilidades na educação, porque houve alguma descentralização para as autarquias. E eu acho que nem todas as autarquias assumiram esta responsabilidade da mesma forma. E terceiro fator, isso, por exemplo, a professora Luísa Loura do Parlato aponta muitas vezes, se nós olharmos para as vagas do ensino superior, do ponto de vista de proporcionalidade em relação ao número de alunos, o norte tem menos vagas proporcionalmente em função do número de alunos. Ou seja, o norte tem menos vagas no ensino superior em relação ao número de alunos que estão a estudar no ensino secundário. E o que isto cria? Isto cria uma pressão para ter melhores notas para poder entrar na universidade a norte.

O investigador na área da educação, Pedro Freitas, um dos convidados do Explicador desta manhã, em que olhámos para o ranking das escolas em 2025.

Um programa que vai poder ouvir dentro de momentos no site do Observador e nas habituais plataformas de podcast. O ministro da Administração Interna diz que o SIRESP não funciona sem as indemnizações compensatórias, que foram a gota de água para a saída do ex-secretário-geral do ministério.

Ricardo Carrilho recusou-se a cumprir uma ordem direta de Luís Neves para uma transferência de 26 milhões à empresa gestora da rede SIRESP, com contrato caducado, por entender que a operação era irregular. O ministro da Administração Interna está a ser ouvido na Assembleia, a propósito do Orçamento do Estado. Confrontado pelo Chega, Luís Neves rejeita as acusações do anterior secretário do MAI e afirma que o SIRESP não pode funcionar sem estas indemnizações.

A pergunta é muito simples, senhor ministro: pressionou ou não pressionou o ex-secretário-geral do MAI para fazer obras sem concurso público para aumentar a rapidez? Muito obrigado. Passo a palavra ao senhor ministro para responder.

Absolutamente falso.

Assim, sobre as acusações de Ricardo Carrilho, que acusa o ministro de agir à margem da lei e de o pressionar para autorizar obras em esquadras sem contratos públicos, Luís Neves repete que é absolutamente falso.

Relativamente à segunda questão que colocou da indemnização compensatória, é absolutamente falso as declarações que o ex-secretário-geral da Administração Interna fez. A indemnização compensatória sempre existiu na ordem dos 26 milhões por ano. Sem estas indemnizações compensatórias, senhoras e senhores deputados, era impossível nós termos comunicações de emergência. E repito, houve, de facto, no passado, momentos de crise desta estrutura, mas neste momento funciona como nós todos pretendemos.

Declarações de Luís Neves, ministro da Administração Interna, que está a ser ouvido no Parlamento, a propósito do Orçamento do Estado para o próximo ano. Insiste também que é preciso investir na PSP e na GNR e promete cumprir em 2027 o acordo alcançado com os sindicatos das forças de segurança

E vai ser mais um fim de semana de protestos pela habitação. Amanhã há uma nova manifestação em Lisboa e o movimento Acampada admite voltar a montar as tendas no Rossio.

Os manifestantes vão partir do Largo do Carmo às 16h, em direção ao Rossio. Admitam, como dizias, voltar a montar as tendas. Esta decisão só vai ser tomada hoje, na chamada Assembleia Popular. A PSP garante que vai acompanhar estes protestos. Há ainda um outro destaque. A organização da Acampada de Lisboa garante que não vai sair do Rossio para dar lugar ao habitual mercado de Natal. Já no Porto, os manifestantes voltaram a propor uma reunião presencial com Pedro Duarte, o presidente da Câmara, desta vez no Teatro Rivoli, com data 9 de novembro. A organização destes protestos afirma que o convite para uma reunião com o autarca continua de pé.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia remete para a Direção Nacional da PSP explicações sobre as intervenções nos protestos pela habitação.

Paulo Santos está em defesa dos agentes da PSP nas intervenções das últimas semanas. Lembra que no terreno os polícias limitam-se a cumprir ordens superiores, se são ordens operacionais ou políticas, Paulo Santos diz que cabe ao diretor nacional explicar.

As populações têm que entender que, normalmente quando se faz apreciações a quente, ficam sempre um pouco inquinadas. Mas a verdade é que a PSP, os operacionais da PSP, têm dado provas daquilo que é o seu profissionalismo e todos sabemos da complexidade e da exigência da missão. Mas não nos esqueçamos de uma coisa: os profissionais no terreno cumprem as ordens que são emanadas superiormente. Agora, se as ordens são dadas politicamente ou operacionalmente, isso caberá dizer ao senhor diretor nacional da Polícia de Segurança Pública.

Declarações do presidente da ASP ontem à noite, à margem do protesto junto à residência oficial do Primeiro-Ministro em Lisboa. Os agentes da PSP e os militares da GNR saíram à rua para reivindicar melhores condições de trabalho.

São agora 10h09. Já a seguir o Contracorrente sobre o acidente ferroviário em Espanha. Primeiro, que outras notícias estão em destaque a esta hora.

A economia portuguesa desacelerou para 2,4% no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado. Já o crescimento em cadeia ficou nos 0,2%. É o que indica a estimativa rápida do INE, divulgada há instantes. De recordar que o governo tem a expectativa que 2026 traga um crescimento económico de 2,3%. Kamala Harris apela ao voto dos norte-americanos nas intercalares de 3 de novembro para combater aquilo que descreve como a tirania de Donald Trump. Num comício na Geórgia, a ex-vice-presidente dos Estados Unidos, candidata derrotada nas últimas presidenciais, avisa que chegou o momento de usar o poder do povo contra os abusos do líder da Casa Branca. Kamala Harris não exclui uma recandidatura em 2028 e defende que a frustração do último ano e meio deve agora dar lugar à mobilização nas urnas. Em última hora, pelo menos uma pessoa morreu e duas ficaram feridas com gravidade num acidente com um autocarro esta manhã em Baleizão, no distrito de Beja. A informação é avançada pela CNN Portugal, que adianta que a vítima mortal é o motorista. O despiste aconteceu na Estrada Nacional 260 pelas 08h30. O veículo capotou na berma da estrada, o que obrigou ao corte de trânsito nos dois sentidos para permitir os trabalhos de resgate. No local estão mais de 60 operacionais, apoiados por 25 viaturas e um helicóptero do INEM.