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Outra vez, . Jornal das 10 na Rádio Observador com a Laura Figueiredo. E Laura, o governo propõe descidas do IRS entre 0,4% e 0,6% nas taxas dos primeiros oito escalões.

Um anúncio feito esta noite pelo primeiro-ministro numa entrevista à RTP. Luís Montenegro diz que a medida foi aprovada hoje em Conselho de Ministros eletrónico. A proposta vai agora ser discutida para a próxima semana na Assembleia da República.

Um decréscimo das taxas de imposto do IRS no primeiro, segundo e terceiro escalão, no montante de 0,5%, no quarto, no quinto e no sexto, no montante de 0,6%, no sétimo e no oitavo, de 0,4%. Esta diminuição não abrange o nono e último escalão, e como se nota daquilo que acabei de dizer, tem a proteção dos primeiros três escalões de rendimentos mais baixos e tem um reconhecimento, um reforço das condições de rendimento e remuneração da classe média portuguesa.

O primeiro-ministro destacou que esta será já a terceira descida do IRS em governos que lidera e promete continuar a fazê-lo durante a legislatura. Nesta entrevista à RTP, o chefe do governo falou ainda sobre a questão da imigração. Luís Montenegro reconhece que o Chega tem propostas para regulação e integração, mas sublinha que o partido de André Ventura tem posições mais extremadas que o executivo da AD.

É verdade que o Chega tem algumas posições que são mais extremadas do que as nossas, e nós, naturalmente, não chegaremos a esse ponto, mas não me custa nada reconhecer que é um partido que tem apresentado pontos de vista que, de uma forma genérica, se enquadram em mais regulação e mais capacidade de integração. E, portanto, se nós conseguirmos ter uma abrangência maior em sede parlamentar, porque muitas destas alterações são da esfera da competência do Parlamento, evidentemente que isso, por um lado, corresponderá à vontade política do povo português, e só isso já não era pouco. Mas, por outro lado, também corresponderá a uma estabilidade nas políticas fundamentais para os próximos anos.

Luís Montenegro falou ainda sobre o aumento das verbas destinadas à defesa no dia em que a NATO decidiu aumentar os gastos no setor para 5% do PIB até 2035. O primeiro-ministro diz que esta área é uma prioridade.

Na política, André Ventura volta atrás. No fim dos debates desta tarde na Assembleia da República, o líder do Chega falou aos jornalistas para corrigir uma posição que tinha defendido na discussão parlamentar.

André Ventura tinha acusado na semana passada o presidente da Assembleia de travar a discussão de um projeto de lei do Chega que defende a perda de cidadania para quem comete crimes graves. Logo nessa altura, Aguiar Branco desmentiu. Há um parecer dos serviços do Parlamento essa proposta, mas não é vinculativo e o presidente do Parlamento vem hoje admitir o projeto de lei, apesar de manifestar reservas constitucionais. Ora, depois das acusações, André Ventura tenta agora recuar.

O parecer dos serviços da Assembleia da República era noutro sentido, e era no sentido de que o projeto do Chega não devia ser admitido. Porém, o senhor presidente da Assembleia da República teve, na nossa perspectiva, e por isso eu gostava de o dizer aqui hoje também, a atitude correta de, mesmo manifestando e expressando as suas reservas, ter admitido o projeto à discussão parlamentar.

André Ventura, satisfeito com a possibilidade de debater a medida no Parlamento, sublinha a importância dessa decisão.

Por um lado, significa que o projeto do Chega vai dar entrada e vai ser discutido previamente ao do governo ou concomitantemente, e isto é um dado muito importante para as negociações entre o Chega e o governo nesta matéria. Por outro lado, significa que o Parlamento deixa, finalmente, de se arvorar em decisor constitucional, em que o Parlamento deixa de ser uma espécie de câmara do Tribunal Constitucional ou diante câmara do Tribunal Constitucional.

O Parlamento vai mesmo debater a proposta do Chega, que defende a perda de cidadania para quem comete crimes graves, apesar das reservas manifestadas pela presidência da Assembleia da República.

Na saúde, o INEM vai instaurar processos disciplinares aos técnicos que falharam no socorro ao homem que morreu durante a greve do INEM no ano passado.

Uma decisão tomada depois de a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde ter confirmado esta quarta-feira que a morte de um homem de 53 anos esteve relacionada com a falta de socorro durante a greve do ano passado. O relatório da IGAS dá conta de que a morte do utente poderia ter sido evitada. Entre o pedido de socorro e a chegada de auxílio, passou uma hora e 50 minutos. Ora, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde sugeriu a abertura de um processo disciplinar e o INEM já confirmou que vai seguir as recomendações e abrir o processo para aclarar a situação e tomar as medidas proporcionais.

As urgências no Amadora-Sintra continuam fechadas devido a um apagão informático. O Conselho de Administração do hospital espera ter o sistema informático a funcionar normalmente já amanhã.

Em declarações aos jornalistas, o responsável da unidade hospitalar, Carlos Sá, explica que o sistema foi abaixo às 16h30 devido a uma falha no sistema de refrigeração.

A situação em si, como porventura já saberão, porque fizemos sair um comunicado, resultou num shutdown do sistema informático, que aconteceu hoje por volta das 16h30, e que levou a que fosse necessário suspender toda a atividade do hospital, por uma questão de segurança. Neste momento, já há uma série de sistemas informáticos que estão em reposição e que já conseguimos levantar. No entanto, ainda não temos a totalidade dos sistemas a funcionar, portanto, vamos manter a atividade em suspenso durante a noite.

O presidente do Conselho de Administração do Hospital Amadora-Sintra garante também que todos os utentes que chegaram para o serviço de urgências e consultas externas foram desviados para outros hospitais. Carlos Sá sublinha que toda a atividade programada decorreu com normalidade.

Urgência, basicamente, e consultas externas. Ou seja, tudo o que tem a ver com a atividade operatória que estava a acontecer manteve-se e continuou. Tudo o que tem a ver com o internamento está garantido e as consultas externas também estão garantidas. Agora, doentes de fora, neste caso, por via da consulta externa, no caso durante o dia E da urgência estão a ser, no caso da urgência, redirecionados por parte do CUF para outras entidades.

O presidente do Conselho de Administração do Hospital Amadora-Sintra acrescenta ainda que o plano de contingência passa pelo uso de papel para assegurar a realização de todo o processo de validação de cirurgias. No desporto, o jogo quatro da final do Campeonato de Futsal vai ser decidido no prolongamento. O Sporting e Benfica empataram 4x4 no final do tempo regulamentar.

Depois da vitória do Benfica nos pênaltis no primeiro jogo e de um 3x1 e 5x1 para os leões nas outras duas partidas, o jogo quatro vai ter mais 10 minutos. Basta uma vitória para o Sporting sagrar pentacampeão mais uma vez. Se ganhar o Benfica, teremos um quinto e último jogo. Ora, nesta altura joga-se o prolongamento, que está a ser acompanhado pelo jornalista André Maia. André, boa noite, continua tudo empatado?

Já não. O Benfica marcou cedo neste início de prolongamento, faz o 5x4, sendo que o Sporting agora faz o 5x5. É Ziquita a fazer o gol do empate agora mesmo, 5x5. Está a ser uma final de loucos este jogo quatro. Ziqui com um grande arremate cruzado à direita, a atirar no ângulo, 5x5, quando o Sporting, há coisa de 30 segundos, teve um livre de 10 metros que acabou por não conseguir marcar. Cobrado, neste caso, por António Sokolov, mas a permitir a defesa ao guarda-redes do Benfica. Por falar em guarda-redes, o guarda-redes do Sporting, Bernardo Passó, foi expulso ainda no tempo regulamentar, uma falta cometida com uma defesa fora da grande área e assim a equipa de arbitragem a dar com recurso ao vídeo-árbitro o cartão vermelho a Bernardo Passó. O Benfica não aproveitou na altura essa redução numérica da equipa do Sporting, mas fomos para o prolongamento com 4x4. Neste prolongamento já tivemos o gol de Artur e também agora o gol de Ziquita. É 5x5, quando temos três minutos e 15 segundos para o final da primeira parte, depois teremos mais cinco minutos na segunda parte. Convém dizer também que esta partida está a ser marcada por duas grandes exibições. A Digor fez um hat-trick e também a Tainá estão a ser as grandes figuras do jogo. Com três minutos, o jogo está interrompido por assistência a Ziquita, com três minutos para o final da primeira parte do prolongamento, 5 para o Benfica, 5 para o Sporting.

O jornalista André Maia, que está a acompanhar o jogo quatro da final de futsal. Se o Sporting vencer, é pentacampeão nacional, se ganhar o Benfica, ficará tudo decidido na negra com o quinto jogo.

E também pode ser noite decisiva no hóquei em patins, Laura. Se o Futebol Clube do Porto vencer, é bicampeão nacional.

Joga no terreno do Hóquei Clube de Barcelos o jogo quatro da final. O princípio é o mesmo do futsal. O Porto já venceu dois jogos, por isso se vencer é campeão, se ganhar o hóquei de Barcelos, fica tudo adiado para a negra. Por enquanto, com 15 minutos até ao final, o Porto está a vencer por 3x1.

Nove minutos para lá das 10, Laura. Vamos a outros temas que marcam a atualidade.

Luís Montenegro reiterou hoje o compromisso de Portugal com o trabalho da Aliança Global para as Vacinas e Imunização. O primeiro-ministro considera que Portugal tem de apoiar e contribuir para o reforço dos programas de vacinação e destaca a contribuição nacional de 2,5 milhões de euros para a organização nos próximos cinco anos. Foram declarações de Luís Montenegro numa reunião da Gavi, Aliança para a Vacina, em Bruxelas. O diretor dos serviços secretos dos Estados Unidos diz que os danos causados pelo ataque norte-americano no Irão no fim de semana passado vão precisar de anos para ser reparados, ao contrário do que avançou a CNN Internacional ontem. John Ratcliffe refere ter ao dispor informação credível que diz que os ataques dos Estados Unidos fizeram danos severos ao programa nuclear iraniano. Citado pela imprensa israelita, o diretor admite que a CIA está a continuar a informar os responsáveis pela tomada de decisões e que vai informar a população norte-americana assim que for possível. A Ucrânia e o Conselho da Europa assinaram um acordo para a criação do Tribunal Especial para os crimes de guerra cometidos pela Rússia na invasão da Ucrânia. O acordo foi assinado hoje em Estrasburgo por Zelensky e também pelo secretário-geral do Conselho da Europa. Citado pela imprensa ucraniana, o presidente da Ucrânia considera que a criação deste novo órgão é um passo muito importante. Zelensky diz ainda que todos os criminosos de guerra devem saber que haverá justiça, incluindo a Rússia.

Notícia de fecho do Jornal das 10.