Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das 10, com a edição do Vasco Maldonado Correia e começamos com a corrida a Belém. Henrique Gouveia e Melo acusa Luís Marques Mendes de estar a fazer campanha suja.

O almirante está de visita à Madeira. Aos jornalistas, lamenta que Marques Mendes continue sem explicar a profissão que desempenhou ao longo dos últimos anos. Pede, por isso, ao social-democrata que seja transparente.

Campanha suja anda a fazer aquele que fala sobre isso e continua a não explicar qual é a sua verdadeira profissão e quais são os interesses que estão envolvidos nessa sua profissão. Até explicar isso, que não é ilegal, mas que deve explicar ao povo português quais são os interesses, não tenho nada a dizer a esse senhor. A única coisa que tenho a dizer é: explique-se.

"Explique-se" é o que pede Henrique Gouveia e Melo, que acusa Marques Mendes de não ter estatuto nem sentido de Estado para ser presidente da República. Resposta do candidato presidencial depois de o social-democrata ter afirmado, esta terça-feira, que o almirante faz política suja e levou a lama para os debates. Gouveia e Melo esteve no Funchal, na Madeira, numa iniciativa que contou com a presença do antigo presidente do governo regional, Alberto João Jardim.

E Catarina Martins critica a mensagem de Natal de Luís Montenegro. Diz que serviu para tirar responsabilidades ao governo.

É o que diz a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, que considera que o primeiro-ministro descreveu um país bem diferente do real.

A mensagem de Natal do primeiro-ministro pareceu-me, sobretudo, uma desresponsabilização do governo pelas suas próprias responsabilidades. Reparem, não nos falta no país quem supere os seus limites e quem faça tudo pela comunidade. O que nós precisamos é de um governo que abandone menos o país e que olhe para a população, em vez de olhar tanto para os negócios como nós sabemos.

Reação de Catarina Martins à mensagem de Natal do primeiro-ministro. Foi numa ação de campanha em Vagos, no distrito de Aveiro.

E o presidente da República está incomodado por não ter sido ouvido pelo primeiro-ministro antes do anúncio de apoio à Ucrânia.

Em causa, duas posições tomadas por Luís Montenegro na semana passada. Uma em relação ao empréstimo europeu de €90.000 milhões destinado à Ucrânia e a outra sobre o possível envio de tropas portuguesas para o país em tempo de paz. Fonte Belém adianta ao Observador que Marcelo Rebelo de Sousa lamenta não ter sido consultado antes por Luís Montenegro, na qualidade de comandante supremo das Forças Armadas. Entende também o chefe de Estado que é imprescindível que estas duas questões passem pelo Conselho de Estado e daí ter convocado o órgão para o início do mês de janeiro, já quando decorre a campanha para as presidenciais. O tema esteve em destaque no "E o Vencedor É" desta tarde. Anselmo Crespo, diretor de novos conteúdos da CNN Portugal e da TVI, considera que a atitude do primeiro-ministro era escusada e põe em causa o prestígio das instituições. Classifica o episódio como uma última prova de vida de Marcelo Rebelo de Sousa.

Acho que o Marcelo também quis aproveitar mais este episódio para fazer uma última prova de vida e para dizer ao país, apesar de estar em Estão, ele não está em Estão, apesar de já não ter a plenitude dos seus poderes, ainda é o presidente da República, portanto, convocou o Conselho de Estado para fazer, sobretudo, marcar uma posição política.

Anselmo Crespo, comentador do programa "E o Vencedor É" desta tarde, sobre a polêmica que envolve o presidente da República e Luís Montenegro.

E Vasco, foi desconvocada a greve dos aeroportos que estava marcada para 31 de dezembro e 1 de janeiro.

É o que anunciam, em comunicado conjunto, os sindicatos responsáveis por convocar a greve. Adiantam agora que foram assinados acordos validados pelo governo com os acionistas, que dão garantias de estabilidade e futuro aos trabalhadores. O entendimento com a Menzies prevê a negociação imediata de um novo acordo de empresa que dê prioridade às tabelas salariais. Já o acordo com a TAP tem como objetivo assegurar as condições necessárias para garantir a estabilidade dos trabalhadores. A greve, relembro, tinha sido convocada devido à incerteza em relação ao futuro dos trabalhadores no âmbito do concurso para atribuição das licenças de assistência em escala.

Noutros temas, Donald Trump e Volodymyr Zelensky vão encontrar-se este fim de semana. O presidente norte-americano está confiante para as negociações, mas avisa que o líder ucraniano não vai levar à reunião nada que não seja aprovado por ele próprio.

É o que diz, em entrevista exclusiva ao jornal norte-americano Politico, o presidente dos Estados Unidos acredita que as negociações entre Zelensky e Putin vão correr bem. Está aberto às propostas que o presidente ucraniano pode apresentar no domingo. Donald Trump espera ter, em breve, uma reunião com o presidente russo, precisamente sobre a situação na Ucrânia. Nesta entrevista, abordou também o ataque da última noite contra o Estado Islâmico, na Nigéria. Revela que era suposto ter sido no dia 24, quis adiar para o dia 25, e passo a citar: "Porque queria dar ao Estado Islâmico um presente de Natal", é o que diz Donald Trump. Já sobre Israel, confirma a reunião com o primeiro-ministro israelita, também neste fim de semana. De acordo com a NBC News, Benjamin Netanyahu vai falar com o presidente norte-americano sobre a crescente ameaça do Irão.

E os líderes europeus também vão marcar presença na reunião de domingo entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump.

Vão juntar-se por videoconferência a essa reunião, que vai acontecer em Mar-a-Lago, na residência não oficial do presidente norte-americano, na Flórida. É o que avança o portal Axios, que ainda assim não especifica que líderes, ao certo, vão estar presentes. A mesma fonte entrevistou também Volodymyr Zelensky sobre este encontro. Diz o presidente ucraniano que espera chegar a um acordo com Donald Trump para pôr fim à guerra. Zelensky revela também que está disposto a submeter este novo plano de paz a um referendo, caso a Rússia concorde com um cessar-fogo de, pelo menos, 60 dias.

Vasco, vamos ainda abordar outros temas que estão em destaque.

Morreu Perry Bamonte, o guitarrista e teclista dos The Cure. Tinha 65 anos. A banda avançou a notícia em comunicado. Diz que Perry Bamonte morreu em casa durante o Natal, vítima de doença prolongada. Os The Cure têm concerto marcado em Portugal, em junho do próximo ano, está marcado para dia 7, no North Music Festival, na Maia. No futebol, Ruben Amorim está de volta às vitórias, depois do Manchester United ter vencido o Newcastle por um bola a zero. Jogo em Old Trafford. O único golo da partida foi marcado por Patrick Dorgu, aos 24 minutos. Com esta vitória, os Red Devils sobem provisoriamente ao quinto lugar do Campeonato Inglês. Terminou empatada a última partida do dia na Taça das Nações Africanas. Marrocos e Mali não foram além do empate a um golo, jogo em que os gols foram apenas marcados através de grandes penalidades. Um igual foi o resultado final e assim Marrocos continua na primeira posição do grupo A, tem quatro pontos, já o Mali tem dois, estão à frente da Zâmbia e de Comoros.

Desporto foi fechar o Jornal das 10.