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Rádio Observador. São as notícias das 10 da Rádio Observador, com edição de José Rafael Lopes. José, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho pede obras urgentes no sistema hidráulico do Mondego. A prioridade é garantir o bom funcionamento da agricultura na região.

José Veríssimo diz que os balanços ainda não estão concluídos, mas que os danos já ultrapassam os € 2 milhões. Depois de 22 dias seguidos de cheias, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho pede um financiamento extraordinário por parte do governo para obras urgentes, que têm de ser executadas o mais rapidamente possível. Em entrevista na Rádio Observador, José Veríssimo explica quais são as prioridades.

A construção do canal de rega para que os agricultores não percam uma campanha agrícola. Essencialmente é essa. E depois também queremos que sejam feitas outro tipo de obras, que é a questão das bombas na Erêira, para salvaguardar um pouco as pessoas, e que seja feita uma vistoria a todos os diques, essencialmente o dique do periférico direito, que é o que sustenta e garante alguma segurança à população de Montemor e da Erêira.

José Veríssimo, em entrevista na Rádio Observador, à conversa com a jornalista Beatriz Félix. A gestão do sistema hidráulico do Mondego é da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente, que se comprometeu, no prazo de 15 dias, a apresentar um estudo sobre as intervenções a realizar para o canal de rega que fornece água para a agricultura.

Aquilo que o senhor presidente da APA nos transmitiu é que precisava de 15 dias para poder fazer um levantamento mais exaustivo e a proposta que iria fazer para resolver a situação. Ou que fosse definitiva ou numa fase transitória, mas pelo menos ver quais seriam as condições que a APA poderia ter para minimizar os estragos e conseguir garantir a água aos agricultores, que é um aspeto bastante importante e decisivo para que se possa produzir no Vale do Mondego.

José Veríssimo, autarca de Montemor-o-Velho, que define como prioridade assegurar a sobrevivência do setor agrícola.

José, foi reaberta a circulação na A1 de forma condicionada na zona de Coimbra.

Onde o piso bateu há 12 dias como consequência do rebentamento do dique de Casais, no rio Mondego. A Brisa adianta que a circulação está restabelecida com condicionamentos entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul. Foi estabilizada ainda assim a laje de transição na plataforma sul-norte. Já tinha sido apontado que esta secção poderia abrir até ao final da semana passada. Aconteceu hoje e já é possível circular em toda a A1 nos dois sentidos, apesar de ainda sem reabertura total da faixa de rodagem.

E amanhã o Presidente da República eleito vai receber o Primeiro-Ministro.

Encontro marcado para às 16h. António José Seguro recebe Luís Montenegro no Palácio Nacional de Queluz, onde tem agora um gabinete antes de tomar oficialmente posse como Presidente da República a 9 de março e ir para Belém. O encontro de amanhã é para a apresentação do programa PTRR, bem como a apresentação de cumprimentos. As linhas gerais do plano, o PTRR, para reconstruir o país depois das tempestades, foram anunciadas na última sexta-feira pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.

E seguimos com as notícias. O ex-secretário de Estado da Administração Interna, Nuno Magalhães, considera que estão reunidas as condições para Luís Neves deixar marca.

Nuno Magalhães elogia a escolha do até aqui diretor nacional da PJ para ficar à frente da pasta. Considera que o ex-diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, tem a competência da comunicação, algo que considera não ter existido nos últimos meses. O antigo secretário de Estado enumera ainda os desafios que o novo ministro da Administração Interna vai ter pela frente.

A questão remuneratória das forças de serviços de segurança, a questão da proteção civil, da reforma que já foi anunciada, mas para depois dos incêndios, e bem. A questão muito séria do controle de fronteiras e dos aeroportos, quer do ponto de vista informático, quer do ponto de vista do efetivo controle.

O centrista Nuno Magalhães, antigo secretário de Estado nos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, no explicador da tarde política sobre a nomeação de Luís Neves como novo ministro da Administração Interna.

Na atualidade internacional, os Estados Unidos já têm quase metade da capacidade aérea que podem mobilizar para um possível ataque ao Irão.

A última vez que juntaram tantas forças militares no Médio Oriente foi antes de invadirem o Iraque. Tanto a administração de Donald Trump como a do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu estão a tomar medidas que podem ser lidas como uma forma de preparar terreno para uma nova guerra contra o Irão. O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu está reunido com o gabinete de segurança e os hospitais estão a receber ordens para se prepararem para um conflito prolongado. Entretanto, já foram vistos aviões de guerra dos Estados Unidos no principal aeroporto israelita e os Estados Unidos já terão enviado quase 50% da capacidade aérea que podem mobilizar para o Médio Oriente.

E na análise, o especialista em Relações Internacionais, Bernardo Valente, considera que os Estados Unidos não vão partir para uma guerra com o Irão.

Podem, sim, partir para uma operação militar cirúrgica. Em entrevista na Rádio Observador, Bernardo Valente diz que o Irão tem dois caminhos possíveis, mas se mantiver o armamento nuclear, então os norte-americanos devem mesmo avançar.

Pode ir por um lado, que é o lado de retirar tudo que é poder nuclear ao Irão e assim reformar o regime

Ou então insistir naquilo que é a tentativa de se afirmarem como são, de facto, a grande potência islâmica do Médio Oriente e que para isso precisam de ter o seu armamento intacto, principalmente o armamento nuclear, mas os Estados Unidos muito provavelmente terão algum tipo de atividade militar cirúrgica, diria eu. Portanto, não uma intervenção com boots on the ground, mas uma intervenção cirúrgica. Não será o sequestro ou o rapto do líder político como foi na Venezuela, mas talvez a alvos específicos das infraestruturas nucleares.

Bernardo Valente, especialista em Relações Internacionais, em entrevista na Rádio Observador, onde assegura que a possibilidade de uma guerra em grande escala no Médio Oriente é baixa, apesar de os Estados Unidos estarem com uma grande mobilização na área.

E foi detido em Londres o antigo embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, por ligações aos ficheiros Epstein.

É suspeito de má conduta no exercício de funções públicas. De acordo com o jornal americano Político, as forças de segurança suspeitam que Peter Mandelson tenha enviado documentos confidenciais do governo britânico a Jeffrey Epstein durante a crise financeira de 2008, altura em que era secretário de negócios do Reino Unido. De acordo com a BBC, o governo britânico está a discutir com a polícia quais os documentos que podem ser revelados sobre o ex-embaixador. Essa divulgação está apontada para o início de março.

E são agora 10h07, que outras notícias há a destacar?

Morreu o cenógrafo António Casimiro, aos 91 anos, anúncio feito pela Casa do Artista. O cenógrafo fez parte da direção da Sociedade Portuguesa de Autores e foi coordenador cenográfico do Teatro Aberto, em Lisboa. Tinha ainda uma forte ligação à Casa do Artista. António Casimiro foi apontado como um dos mestres de cena no cinema, na televisão e também no teatro. No desporto, o Benfica acabou de vencer o Sporting por 4x3 na Liga dos Campeões de Futsal. Encontro dos quartos-final da prova, duelo português, primeira mão da fase a eliminar que terminou há instantes com essa vitória dos encarnados em casa sobre o Sporting, sendo que o triunfo do Benfica foi alcançado a um segundo do fim da partida. A Eslováquia vai suspender o fornecimento de energia elétrica de emergência à Ucrânia, decisão anunciada pelo primeiro-ministro eslovaco. A suspensão deve-se à interrupção do abastecimento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que atravessa o território ucraniano vindo da Rússia e continua à Eslováquia.

E é o ponto final no Jornal das 10, edição de José Rafael Lopes.