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Jornal das 10 na Rádio Observador, uma edição do José Rafael Lopes e começamos, José, com o Ministro da Agricultura, que diz que só dá razão à presidente da Câmara de Coimbra num ponto, após a troca de argumentos entre os dois, que marcou o dia político.

A autarca Ana Abrunhosa exaltou-se ao falar com o ministro José Manuel Fernandes por estar a prestar declarações à imprensa antes de ouvir os presidentes de câmara numa visita que fez ao Dique de Mondego. O ministro explicou que chegou pontualmente ao local para falar primeiro com agricultores e visitar depois a obra. Não fez um aviso prévio aos autarcas de que iria à Coimbra. Ana Abrunhosa é que acabou por chegar depois da hora.

A única parte que eu digo que ela pode ter razão, e eu já disse isso, que se calhar cometi esse erro, foi em ter respondido aos jornalistas sem me assegurar que todos os autarcas convidados estivessem presentes. Eu podia ter dito: "Deixe ver se a senhora presidente da Câmara Municipal, a doutora Ana Abrunhosa, chega ou não". Posso ter cometido esse erro, que eu nem considero que seja um erro, mas a situação poderia ter sido diferente se eu não tivesse falado aos jornalistas. Mas a verdade é que também os jornalistas que ali estavam já nos estavam a acompanhar e a ouvir as nossas conversas com os agricultores.

José Manuel Fernandes diz que nunca se exaltou, ao contrário de Ana Abrunhosa. Diz que compreende que os nervos estejam à flor da pele depois das tempestades e que não lhe passa pela cabeça que a antiga ministra do PS tenha criado um número político. José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura, que foi entrevistado pela jornalista Mariana Lima Cunha.

Uma conversa que pode ouvir na íntegra no podcast Resposta Pronta, disponível no site do Observador, em observador.pt e também nas restantes plataformas de podcast. Seguimos agora, José, com Pedro Passos Coelho. O ex-primeiro-ministro critica a escolha de Luís Neves para Ministro da Administração Interna.

Diz que abre um precedente grave que põe em causa a separação de poderes num discurso bastante crítico numa conferência em Leça da Palmeira, o antigo primeiro-ministro disparou na direção de Luís Montenegro.

Eu bem sei que, seguramente, a intenção que o primeiro-ministro teve ao convidar o ex-diretor da Polícia Judiciária para Ministro da Administração Interna, se baseou na melhor das intenções. Não tenho dúvida disso, mas o precedente é grave. Não se pode passar, penso eu, de diretor da Polícia Judiciária para Ministro da Administração Interna. Eu acho que não se pode.

Declarações de Pedro Passos Coelho numa conferência da SEDES sobre reformas para o país. O antigo chefe do governo defende que há uma urgência na reforma da lei laboral, que precisa de pulso firme por parte do governo.

E seguimos agora nesta edição das 10 com José Sócrates. Diz que a recusa da extensão do prazo de preparação da defesa para a advogada Sara Leitão Moreira é mais um episódio de violência e arbítrio contra a defesa do ex-primeiro-ministro.

Em entrevista à CNN Portugal, José Sócrates fala num processo gigantesco. Esta é a terceira vez que o ex-primeiro-ministro vê advogados renunciar ao caso devido à complexidade do processo. José Sócrates diz que a defesa é incapaz de ser preparada por qualquer advogado em apenas 10 dias.

Bom, este episódio é mais um episódio de violência e de arbítrio contra a defesa e contra, em particular, a minha advogada, tendo como alvo, naturalmente, a minha condição de acusado. É um processo absolutamente gigantesco em que nenhum advogado tem condições para, em 10 dias, se inteirar do seu conteúdo.

José Sócrates diz ainda que quer que o tribunal conceda o princípio de igualdade, pede o mesmo tempo que o Ministério Público teve para preparar a defesa.

E Marcelo Rebelo de Sousa, ainda presidente da República, agradece aos militares portugueses em missão na República Centro-Africana e a José Rafael Lopes não poupa nos elogios.

O presidente da República diz que são os melhores, porque permanecem no terreno enquanto outros acabam por partir. É uma referência à viagem anterior de Marcelo Rebelo de Sousa à República Centro-Africana, em março de 2018. Fala o presidente da República de outro mundo nessa época, ainda com a presença de militares franceses e de outros países europeus e latino-americanos, mas sem nunca conseguir substituir Portugal. O presidente da República destaca, por isso, a coragem, a lealdade e a dedicação com que as Forças Armadas portuguesas permanecem no terreno. Antes de cessar funções, Marcelo Rebelo de Sousa tem ainda prevista uma visita às instituições europeias em Bruxelas entre quinta e sexta-feira.

E ouvimos ainda as declarações do antigo secretário de Estado das Infraestruturas do PS. Diz que o PTRR é semelhante ao programa do governo.

Frederico Francisco diz que o programa de resposta às tempestades das últimas semanas é semelhante a iniciativas anteriores e acusa o governo de criar uma confusão com o plano de recuperação e resiliência. Em entrevista ao Observador, o agora deputado do PS diz que o Executivo construiu este PTRR com base no programa do governo.

O PTRR, na forma como ele foi até agora apresentado pelo governo, não é fundamentalmente distinto de outro tipo de pacotes de medidas que os governos, e bem, apresentam como resposta a esse tipo de catástrofe, como os que foram apresentados na sequência dos incêndios. Agora, neste PTRR, às vezes parece que o governo quer meter lá o programa de governo inteiro.

Frederico Francisco, em entrevista no Sofá do Parlamento, o coordenador do PS na Comissão Parlamentar de Infraestruturas, acrescenta ainda que o governo falhou na prevenção da tempestade e que depois procurou aparecer no terreno e tranquilizar a população.

Tempo ainda para escutar algum Chega do Porto. O Metrobus, José, entra em funcionamento já no próximo sábado.

A obra já estava concluída desde 2024, mas encontrou vários contratempos para o arranque do funcionamento. Esta manhã, o Metrobus fez uma viagem experimental para a comunicação social, que foi acompanhada pela repórter do Observador, Maria Rego. E Maria, um desses contratempos é o contorno da Rotunda da Boa Vista, que ainda está a ser estudado.

Demorou, mas chegou. A primeira fase do Metrobus arranca já no próximo sábado, depois de dois anos em construção. O diretor da exploração da Metro do Porto, João Nuno Aleluia, explica como vai funcionar.

Os veículos a fazer a volta da primeira linha e com frequências de cerca de 10 minutos em hora de ponta e um quarto de hora fora de hora de ponta, vamos tentar afinar a frequência e o nível de serviço em função da procura.

Entre os motivos de atraso da obra, está o contorno da Rotunda da Boa Vista, que ainda não tem solução.

A experiência vai nos indicar as medidas a adotar. No início, vamos ter um quinto autocarro a mais, para fazer a regulação do arranque na Avenida da Boa Vista.

Entre os desafios, Joaquim Gomes, responsável pela operação do Metrobus, salienta os horários.

Conseguirmos operar com regularidade e fiabilidade para ter um serviço de confiança.

Mesmo partilhando a via com os automóveis aqui na Marechal?

Estou convencido que não vai haver problema.

Se do lado operacional não há grandes preocupações, do lado dos portuenses como Maria Carvalho, há outra opinião.

Acho que vai ser um transtorno nos momentos em que for partilhado, porque pode perturbar o trânsito. Já é uma situação complicada no Porto no geral, com uma situação de partilha, pode transtornar ainda mais.

Mas os defeitos ao novo serviço não ficam por aqui, como acrescenta Carminha Lopes.

Eu acho que as paragens estão muito distanciadas umas das outras.

Em comum, o mesmo sentimento que se ouve pelas ruas.

Foi uma obra que deve ter dado milhares de euros gastos ao Estado e que não vejo se vai resolver a situação.

O Metrobus vai ligar a Casa da Música à Praça do Império. Funciona a partir de sábado, de forma gratuita, até ao final do mês de março.

A reportagem é da jornalista Maria Rego, que acompanhou esta viagem experimental do Metrobus do Porto.

Nove minutos para lá das 10:00. José Rafael Lopes, vamos a outras notícias que importa destacar a esta hora.

O chanceler alemão diz que a China deve pressionar a Rússia para pôr um fim à guerra. Friedrich Merz diz que o país asiático tem agora uma oportunidade para exercer influência sobre a potência russa. Para o chanceler, é preciso cooperação entre os países para resolver as principais crises e guerras. Merz diz ainda que a guerra na Ucrânia não é exceção. Donald Trump diz que o Irão quer fazer um acordo mais do que ele próprio. Recusa-se, no entanto, a parar de desenvolver armamento nuclear. São declarações do presidente norte-americano no almoço com jornalistas antes do discurso do Estado da Nação, que está marcado para esta madrugada. O presidente da Câmara de Lisboa assegurou hoje a proteção das famílias afetadas pela expropriação de um prédio em Alcântara, no âmbito das obras da expansão do metrô. Diz Carlos Moedas que a Câmara Municipal vai proteger as famílias afetadas. O autarca falava na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, em resposta a perguntas de vários deputados.

E o José Rafael Lopes está de regresso às 10:30 à antena da Rádio Observador, com a informação desta noite de terça-feira, resumida e atualizada. Até já, José.

Até já!