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E no Estreito de Ormuz. Jornal das 10, com edição do Martim Madeira e começamos com política nacional. Os serviços de segurança da Assembleia da República propuseram mais videovigilância no Parlamento, mas os partidos discordaram.

Uma proposta feita por um grupo de trabalho com elementos da GNR e da PSP, os órgãos responsáveis pela segurança na Casa da Democracia. Esta é uma notícia do jornal Público, que dá conta que alguns meses atrás, este grupo de trabalho propôs que fosse feito um reforço de videovigilância interior nos dois edifícios e que acabou por ser rejeitado pelos partidos. O Público indica ainda que houve outra proposta para instalar câmeras apenas junto aos elevadores de cada andar do novo edifício, que também não foi aceito. De acordo com o jornal, os partidos justificam a recusa destas medidas com argumentos de privacidade e liberdade de movimentos. Afirmam que não se querem sentir observados para que possam falar livremente com outros deputados, com jornalistas ou até mesmo com visitas. Esta notícia surge depois de várias dúvidas sobre a segurança no Parlamento, especialmente depois do roubo de documentos no gabinete de André Ventura.

O ministro da Economia reconhece a necessidade de imigrantes para aumentar a mão de obra em Portugal, mas rejeita entradas indiscriminadas.

Manuel Castro Almeida diz que os imigrantes são necessários à economia portuguesa e que têm todas as condições para virem para Portugal, desde que tenham um contrato de trabalho. Depois da crise migratória em Ceuta e com críticas da AD às políticas de António Costa, o ministro reconhece a necessidade da mão de obra estrangeira.

O facto de não haver desemprego é uma vantagem enorme para o país. Agora, dir-me-á: é necessário mais gente para trabalhar? Nós estamos abertos à imigração que tenha condições para trabalhar. E, portanto, todos os imigrantes que quiserem entrar em Portugal e que tenham condições de trabalhar, designadamente se tiverem um emprego e uma casa, entram com grande facilidade. Há quase que uma via verde para quem tiver emprego e quem tiver casa, entra muito rapidamente em Portugal. Não há nenhuma limitação à entrada de imigrantes que tenham condições de trabalhar em Portugal. Só temos limitação à entrada indiscriminada de qualquer pessoa que queira entrar. Isso não pode ser. As portas escancaradas não deram bom resultado.

Declarações do ministro da Economia à margem de uma assinatura de um protocolo de promoção turística em Gavião sobre a necessidade de estrangeiros para o crescimento da economia portuguesa.

A Inspeção-Geral de Atividades em Saúde arquivou o caso da grávida que perdeu o bebê depois de recorrer a cinco hospitais.

Uma decisão que foi tomada com base nas conclusões dos inquéritos internos dos cinco hospitais, que concluíram que não existiu qualquer falha na assistência prestada. A Inspeção-Geral de Atividades em Saúde exclui ainda qualquer intervenção disciplinar sobre os médicos especialistas que assistiram a grávida e realizaram o parto. Em causa está o caso de uma mulher que terá sido atendida em cinco unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde em 13 dias, referindo queixas de dores. O parto acabou por ser realizado no Hospital de Santa Maria, em junho do ano passado, onde pouco tempo depois a recém-nascida acabou por morrer. Antes disso, a grávida tinha recorrido aos hospitais de Setúbal, Barreiro, Almada e Cascais.

O ministro da Educação dá à Ordem dos Advogados garantias no acesso dos alunos ao ensino superior.

Garantias que foram dadas depois de uma reunião entre o ministro Fernando Alexandre com o bastonário da Ordem, João Massano, que aconteceu durante a tarde de hoje. Num comunicado enviado às redações, a Ordem dos Advogados afirma que o ministro da Educação apresentou um conjunto de medidas destinadas a reforçar a transparência e o rigor da avaliação dos exames, bem como a proteger os direitos dos estudantes. O encontro surgiu depois da Ordem ter pedido a suspensão dos prazos de candidatura ao ensino superior até que todos os alunos tivessem a nota final. O bastonário afirma agora que Fernando Alexandre deu garantias de que nenhum aluno perderá a oportunidade de ingressar no curso ou instituição a que teria direito e, por isso, conclui agora que fica assegurado o respeito pelos princípios da igualdade, da justiça e da confiança no sistema de acesso ao ensino superior.

Vamos até ao Médio Oriente. O Irão chegou a acordo com Oman sobre uma nova rota marítima no Estreito de Ormuz.

Foi o que anunciou hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão. Os dois países chegaram a um entendimento sobre as coordenadas geográficas da rota marítima através do Estreito de Ormuz e estão a finalizar um comunicado conjunto. A imprensa israelita avança que o acordo pode ser assinado ainda hoje. E Rita Lourenço, o que é que isso significa para uma possível abertura do Estreito de Ormuz?

Temos neste momento um acordo fechado ainda por assinar e um estreito por abrir. Segundo a informação avançada pelo Canal 12 israelita, este acordo implicaria a abertura do Estreito de Ormuz dentro de 60 dias, mas para tal acontecer, tem de entrar em vigor um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. O canal revela também que durante os 60 dias não haverá o pagamento de nenhum tipo de portagens e que tanto Irão como Oman comprometem-se a limpar as minas que ainda permanecem no estreito. A concretizar-se, este acordo dará a Teerão o controle sobre os navios que entram no Golfo através do estreito de Ormuz. E apesar de os Estados Unidos não estarem envolvidos nestas negociações, a imprensa internacional garante que estão a ser informados do acordo. As autoridades norte-americanas insistem constantemente que nunca aceitariam um acordo que desse ao Irão o total controle do acesso à rota comercial mais importante do mundo para o abastecimento energético e, por esse motivo, este acordo entre Irão e Oman pode ainda vir a ser contestado por Washington, que até o momento não se pronunciou. Tudo isto surge no momento em que Donald Trump admite a possibilidade de um acordo com o Irão ainda nos próximos dias.

A jornalista Rita Lourenço a explicar as implicações do acordo entre Irão e Oman para a travessia no Estreito de Ormuz. Como dizia a Rita, ainda não há resposta por parte de Washington, mas o que é certo é que Donald Trump estará neste preciso momento a dar uma conferência de imprensa. Teremos depois todas as respostas e declarações do presidente dos Estados Unidos

Passamos ao desporto. Martim, hoje foi o dia de abertura da Volta a Portugal.

Teve início em Belém, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. A etapa de 6,5 km contou com a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro e, Miguel Pina Andrade, a camisola amarela ficou decidida por poucos segundos. 119 ciclistas, uma camisola amarela que, pelo menos até esta quinta-feira, pertence ao dinamarquês Julius Johansen. A luta foi renhida. Rui Oliveira, o português triante na grandíssima, campeão olímpico há dois anos, teve o melhor tempo até bem perto do fim. A diferença para o companheiro de equipa da UAE Emirates foi de apenas quatro segundos. À tarde, nos Jardins da Praça do Império, foi de festa, do ciclismo. Luís Montenegro inaugurou a edição 87 da Volta a Portugal. O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo também esteve presente e aos jornalistas Cândido Barbosa deixa um apelo durante a época mais importante para o ciclismo nacional.

Um apelo a todos os portugueses, um convite para nos visitar às estradas, para nos visitar a todos os sítios ícones do ciclismo de toda a vida e um apoio aos atletas que são os verdadeiros campeões e a todas as famílias que os acompanham.

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo agradece a valorização da modalidade e Cândido Barbosa sublinha também os apoios do governo, tanto nas verbas disponíveis como no restauro do velódromo de Anadia.

Foi também uma inspiração pra nós, todo o apoio que através da Secretaria de Estado do Desporto e por via do IPDJ reforçou a verba à Federação Portuguesa de Ciclismo e pelas obras que estamos de requalificação do velódromo.

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, durante o prólogo de 6,5 km da Volta a Portugal em bicicleta. A festa na Praça do Império durou até bem perto das 18h. Os entusiastas do ciclismo não arredaram pé e aplaudiram efusivamente todos os ciclistas junto à linha de chegada. A volta volta à estrada esta quinta-feira. Os 119 ciclistas pedalam de Lourinhã até Sintra, um trajeto de 157 km que pode mesmo ser decidido na subida até ao Palácio Nacional de Queluz, um ponto de ataque para quem quiser triunfar ao sprint. A reportagem do jornalista Miguel Pina Andrade, que acompanhou o prólogo da edição número 87 da Volta a Portugal em bicicleta, termina no dia 16 de agosto, depois de percorrer cerca de 1400 km das estradas nacionais.

Passam nove minutos das 10 da noite. Martim, vamos a outros temas em destaque.

Tensão no Mar Vermelho, com os houthis a ameaçar a Arábia Saudita. Um porta-voz dos houthis, Yahya Saree, veio avisar a Arábia Saudita de que estão a monitorizar todos os movimentos dos petroleiros sauditas no Mar Vermelho, perto do Golfo de Aden. É uma informação através da rede social X. Dizem os houthis que não vamos permitir que nenhum navio passe. Ainda também no Médio Oriente, a comunicação com o aiatola Mostaba Khamenei é muito difícil. É o que assume o presidente iraniano depois de Mostaba Khamenei ter nas mãos a decisão sobre o acordo entre Irão e Omã. Ainda a fechar, Filipa, e pra terminar, fica uma sugestão pra quem andar pela região de Viseu nas próximas semanas.

Pronto, então vá. Martim, viste que uma sugestão é enorme.

É verdade. Agora foi aí.

Conta lá o que vai passar em Viseu.

A Feira de São Mateus está de regresso à cidade de Viriato.

Então promete festa da boa, calculo eu. Quando é que começa?

É já amanhã. Durante um mês, a Feira Franca mais antiga da Península Ibérica vai receber muita festa, gastronomia e animação.

Uma curiosidade, Martim, há quanto tempo é que existe a Feira de São Mateus em Viseu?

Há mais de seis séculos. Pois é, a primeira edição exatamente em 1392. Ainda podíamos estar no meio da peste negra, na altura. Ou seja, há 634 anos.

Há muitos anos, de facto. Quem é que vai subir ao palco durante o próximo mês em Viseu? Conta-nos lá.

Olha, vão estar presentes muitos nomes da música portuguesa, como Resistência, Calema, Plutónio e Vizinhos, entre muitos outros.

E a primeira noite, que é já amanhã, como dizias, algum nome em especial, quem é que é a cabeça de cartaz?

Sim, olha, pra primeira noite foi escolhida uma banda de Viseu. Sabes qual?

Não sei, mas espero eu que me dês assim uma pista. Sê simpático.

Aqui vai. Olha, aqui vai. Conheces?

Conheço esta voz, dá pra identificar logo, Fingertips.

Exatamente, nem mais. O grupo visense vai subir ao palco principal.

Mas não sabia que eles eram de Viseu.

É verdade. Amanhã, às 22h, logo a seguir a um espetáculo piromusical que vai marcar a abertura oficial da Feira de São Mateus às 21h. Se calhar, dás lá um saltinho, não?

Se calhar ainda fica um bocadinho longe aqui de Lisboa pra nós, mas quem estiver lá por perto, aproveita.

Manda vídeos pelo Twitter e pelo Instagram.

Pronto, uma boa sugestão pra quem andar em Viseu. Lá está, até o próximo dia 6 de setembro. Amanhã entramos já aqui neste espírito de festa e fechamos também este jornal das 10 com Fingertips, grupo que vai subir ao palco na Feira de São Mateus.