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E vamos ao jornal das 11 com José Rafael Lopes. José, a Ministra da Administração Interna diz que se alguma coisa falhou na gestão dos incêndios, não foi por causa do governo.
Margarida Blasco falou aos jornalistas pela primeira vez desde que os fogos começaram em Portugal continental. A ministra garante que esteve sempre a acompanhar a situação desde o primeiro minuto e que foram emitidos todos os alertas e avisos necessários.
Foram dadas todas as informações, esclarecimentos e desencadeadas todas as declarações, alertas e recomendações pelas estruturas operacionais em tempo oportuno. Do nosso ponto de vista, há um tempo para prevenir, há um tempo para agir e acompanhar os operacionais através do posto de comando nacional, como fizemos, e há um momento para acompanhar os funerais e as famílias daqueles que, por razões diversas, perderam a vida no combate para salvaguardar a vida dos concidadãos.
Margarida Blasco respondeu ainda algumas das críticas que lhe têm sido dirigidas. Não quis comentar as declarações do presidente da Liga dos Bombeiros, que referiu que a ministra já se deveria ter demitido. Sobre as acusações da presidente da Câmara de Arouca, de que Margarida Blasco não terá atendido o telemóvel quando era necessário, a ministra deixa um esclarecimento.
Relativamente à questão que me pôs sobre a impossibilidade da senhora presidente da Câmara de Arouca não me ter contactado, verifiquei que efetivamente não tenho esse telefonema. Ou seja, o número de telefone que lhe foi dado não era o meu. Posso lhe garantir que o senhor secretário de Estado ainda hoje falou com a senhora presidente da Câmara, assim como fez praticamente com todos os autarcas deste país.
Margarida Blasco avançou nesta conferência de imprensa que desde segunda-feira houve no país mais de mil ignições. Refere que, em alguns casos, houve mão criminosa nos incêndios que deflagraram.
E a Proteção Civil afirma que há mais de 4 mil operacionais no terreno a combater os incêndios.
É o número dividido entre os 20 incêndios que estão ativos no país. A informação foi tornada pública no balanço de operações do combate aos incêndios. O comandante nacional da Proteção Civil destaca os quatro incêndios na sub-região de Viseu e no Tâmega e Alto Douro como os mais preocupantes. André Fernandes falou ainda dos incêndios que estão em fase de resolução.
O complexo de incêndios que lavrava entre a área metropolitana do Porto e a região de Aveiro, estamos a falar de Oliveira de Azeméis, Vale do Vouga, Águeda e Albergaria, está neste momento dominado completamente. Portanto, todo o perímetro está estabilizado deste incêndio. Ao longo do dia houve, de facto, várias reativações, mas o dispositivo presente no local permitiu que estas reativações fossem sendo dominadas ao longo do dia.
As declarações do comandante nacional da Proteção Civil, André Fernandes. Em termos de números de vítimas, a Proteção Civil informa que não há alterações. Foram registadas cinco mortes, 12 feridos graves e 78 feridos ligeiros.
E o secretário-geral do PSD diz que o governo deve munir os órgãos de investigação de todos os meios necessários para que os incendiários sejam punidos.
É a posição defendida por Hugo Soares em reação à equipa especializada anunciada pelo primeiro-ministro para investigar os fogos que devastou o país. No programa "Vici e Soares", da Rádio Observador, o secretário-geral do PSD assegura que não tem dúvidas de que muitos deles têm mão criminosa.
Ainda hoje foi dada a estampa, foram descobertos dois recipientes numa floresta com matéria inflamável, que aparentemente era mesmo ou foi a causa de um dos incêndios. Nós tivemos incêndios e ignições seguidas durante a noite. Durante a noite não havia foguetes, não havia trovoadas secas, não havia sol. Não há dúvida, peço desculpa dizer assim, que há mão criminosa por trás de muitos destes incêndios. Vocês viram todas as imagens que eu vi. Alguém acha que é populismo dizer que o governo deve exercer a autoridade, deve munir os órgãos de investigação criminal dos melhores meios para punir esta gente de forma séria? Eu tenho coisas a dizer sobre isso.
Hugo Soares, entrevistado no programa "Vici e Soares", da Rádio Observador, secretário-geral do PSD, falou também sobre o Orçamento de Estado e criticou a postura do PS nas negociações.
Qual é a parte da negociação que está em falta? É de quem diz que não aceita, dizer então ao que vem e o que é que propõe.
Mas o PS disse. Disse que não quer uma tabela diferente para os mais jovens.
Muito bem. Não, o PS disse que não aceitava o IRS jovem como nós o apresentamos, e nós dizemos então que modelo é que defende. Está na mão do Partido Socialista agora dizer o que é que defende. Mas se o Partido Socialista não disser, quem está em falha na negociação e quem demonstra não estar de boa-fé, e quem demonstra estar intransigente e quem demonstra querer chumbar o Orçamento é o Partido Socialista, isso é claro.
O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, no programa "Vici e Soares", aqui na Rádio Observador.
E o antigo secretário de Estado da Administração Interna, Carlos Zorrinho, critica a comunicação do governo nesta semana crítica para o país.
Apesar de frisar que ainda não é tempo de apontar o dedo à gestão dos fogos, para Carlos Zorrinho, houve falhas na comunicação e dá um exemplo, que é o Conselho de Ministros, que foi presidido pelo Presidente da República. Considera Carlos Zorrinho que Luís Montenegro deu a impressão de que o pior já teria passado.
Houve um erro na gestão das perceções. Na primeira intervenção do senhor primeiro-ministro, ao não focar todo o seu discurso no combate, na agregação e na estratégia de contenção daquilo que se adivinhava ser uma semana, como foi, muito difícil, e ao focar o tema na equipa multidisciplinar, que é muito importante, sem dúvida nenhuma, mas na equipa multidisciplinar para depois compensar e repor aqueles que tiveram perdas em todo este processo, deu a ideia ao país de que o pior tinha passado.
No programa "Direto ao Assunto", Carlos Zorrinho falou também sobre a escolha de Maria Luís Albuquerque para o cargo de comissária europeia. O antigo deputado do PS em Bruxelas considera que a antiga governante deve ser escrutinada e que não deve ser prejudicada nem beneficiada por ser portuguesa.
Mudamos de tema. O aluno que esfaqueou seis colegas numa escola em Azambuja vai ser colocado num centro educativo em Lisboa.
A informação foi dada à Agência Lusa por fonte judicial. A medida cautelar foi determinada pelo Tribunal de Família e Menores de Vila Franca de Xira. A decisão surge depois do jovem ter sido sujeito a uma avaliação psicológica e de o Ministério Público ter aberto o inquérito tutelar educativo. Após o crime, o aluno que esfaqueou seis colegas numa escola na Azambuja esteve à guarda da GNR antes de ser interrogado pela Polícia Judiciária. Após esse interrogatório, o jovem foi levado para um hospital para uma avaliação psicológica. Agora vai ser colocado num centro educativo.
E o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional diz que Carlos Moreira tem o perfil indicado para estar à frente da prisão de Vale de Judeus.
É a reação do sindicato após o Ministério da Justiça ter apontado o jurista Carlos Moreira como novo diretor da cadeia. Carlos Moreira chega a Vale de Judeus após uma passagem pela direção do estabelecimento prisional da Carregueira, em Sintra. Para o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, é uma boa escolha. O presidente, Frederico Morais, destaca o percurso profissional de Carlos Moreira.
Foi guarda prisional durante uns anos. Já foi diretor de Olhão, de Pinheiro da Cruz, do Linhó e da Carregueira. Um diretor que, como a gente costuma dizer na nossa gíria, já arrumou algumas casas complicadas e vemos com muito bom agrado. É uma excelente escolha e esperemos que mantenha o percurso que tem vindo até aqui. Se mantiver esse percurso, não tenha dúvida nenhuma que é mais uma casa que vai ser arrumada, no sentido de organizada, à semelhança do que ele tem feito a nível nacional.
Devido a este percurso, Frederico Morais acredita que Carlos Moreira vai garantir a segurança dentro e fora da prisão de Vale de Judeus, bem como a reinserção social dos detidos.
Acreditamos que o doutor Moreira, na parte da segurança, irá fazer uma aposta muito grande, à semelhança do que fez em todas as cadeias onde passou. Conseguiu pôr a parte da segurança a funcionar.
Olhando para os desafios que o doutor Carlos Moreira tem pela frente, em quais, por exemplo, concretamente, é que o sindicato poderá estar ao lado dele e colaborar?
Colaborar na parte da segurança. O Corpo da Guarda Prisional apoia mesmo na reestruturação, porque há situações, por exemplo, das visitas serem mais controladas, do próprio sistema da parte das oficinas, do trabalho dos reclusos ser mais controlado. Se não há condições, não se faz. Nesses aspetos, há uma reorganização, há que estudar o plano e ver onde é que se pode limitar mais a parte de estarem guardas prisionais, onde não fazem falta na parte da reinserção e apostá-los e pô-los na parte da segurança. Para haver reinserção social, primeiro tem que haver segurança.
Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, a reagir à escolha de Carlos Moreira como novo diretor da prisão de Vale de Judeus. Ele que vai iniciar funções na próxima segunda-feira.
Neste jornal, olhamos ainda para o desporto. O Benfica venceu o Estrela Vermelha por 2 x 1.
Estreia vitoriosa da equipa portuguesa neste novo formato da Liga dos Campeões. Akturkoglu e Kokçu marcaram para o Benfica, que construiu este triunfo ainda na primeira parte. No segundo tempo, o Estrela Vermelha reduziu com o gol de Milson. A equipa portuguesa conseguiu este triunfo, soma os primeiros pontos neste formato de liga da prova milionária. Na próxima jornada europeia, o Benfica vai enfrentar o Atlético Madrid no Estádio da Luz.
Com nove minutos para lá das 11h00, José, vamos agora às notícias de âmbito local.
Começamos em Oeiras. O município decidiu cancelar a apresentação que dava início ao evento Portugal Mobi Summit, que estava marcado para amanhã. Isto na sequência de o governo ter decretado esta sexta-feira como dia de luto nacional, em homenagem às vítimas dos incêndios. A iniciativa vai ser remarcada para uma nova data. No sábado de manhã, Oeiras vai receber, ainda assim, a 12ª edição do Encontro Nacional de Veículos Elétricos, no âmbito da Semana Europeia de Mobilidade. Em Almada, por causa do pré-aviso de greve nacional na administração pública, que está prevista para amanhã, podem acontecer condicionamentos na recolha de resíduos urbanos no Conselho. Depois, a situação deverá voltar à normalidade. A autarquia apela aos munícipes para evitar a acumulação de resíduos nas ruas. Olhamos também para Santarém, onde a autarquia aprovou a atribuição de apoios financeiros para obras a realizar pelas Juntas de Freguesia. A autarquia vai disponibilizar mais de €800 mil no total. No plano está incluída a recuperação de escolas, de passeios públicos e também dos cemitérios do Conselho. A Câmara Municipal de São João da Madeira abriu um concurso público para a reabilitação de antigos prédios da PSP. Ao todo, são quatro edifícios de habitação coletiva localizados na zona da Mourisca. Dois deles pertencem à PSP. A intervenção tem um custo acima de €1 milhão. O projeto vai ser financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Em Leiria, o município está a promover a corrida Fun Run de 5 km. Vai correr este sábado. O evento começa às 14h00. A partida para a corrida é às 16h00. As inscrições ainda estão abertas até ao dia do evento. Os preços são entre os €10 e os €15. Os participantes interessados em comprar o kit podem fazê-lo amanhã e no dia da corrida. Fechamos em Vila do Conde. A autarquia está a promover o Festival de Artes Performativas, que decorre entre hoje e o dia 29 de setembro. Este ano é assinalada a 20ª edição deste evento. Vai contar com workshops, espetáculos, concertos e exposições. Ao todo, são cerca de 20 os eventos propostos nesta edição do Festival de Artes Performativas.
E é assim que fechamos este jornal das 11h00.