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Jornal das 11, edição de Laura Figueiredo. E Laura, o primeiro-ministro acusa a oposição de arrogância e insiste na ambição para o salário mínimo.
No jantar de Natal do PSD, na Estufa Fria, em Lisboa, Luís Montenegro insiste na fasquia que colocou para o aumento dos salários em Portugal, mas aproveita um ano de vitórias para atirar à oposição. Perante os deputados do partido, o chefe de governo elogia a conquista das eleições autárquicas e critica o Partido Socialista por não ter tirado lições sobre as mais recentes derrotas eleitorais. Miguel Viterbo Dias.
Na reunião de Natal da família social-democrata, o ano foi de vitória.
Nós fomos colocados à prova, em circunstâncias que não eram fáceis, e vencemos, e vencemos bem.
Luís Montenegro aproveitou a liderança nas autárquicas para atirar à oposição, à esquerda, que acusa de arrogância.
Sempre a dizer: "Porque os portugueses acham isto, porque os portugueses acham aquilo". E depois os portugueses pronunciam-se e têm um deputado na Assembleia da República, têm três deputados na Assembleia da República. Os portugueses não acham nada aquilo que eles dizem que eles acham. E os outros, que ainda há pouco tempo tinham uma maioria absoluta, e agora têm 58 deputados, e não querem aprender com aquilo que o povo lhes disse. E têm o desplante de dizer que arrogantes somos nós. Não.
A mensagem para o Partido Socialista, dias depois do Tribunal Constitucional ter devolvido a Lei da Nacionalidade, depois de um pedido de fiscalização do PS. Mas sobre isso, Montenegro nada disse. O primeiro-ministro diz que a legislatura é uma oportunidade para catapultar o país e insiste na ambição para os salários, garantindo que Portugal vai chegar à fasquia elevada que colocou.
Tinha a ver com esta ambição. Nós temos de incutir esta cultura de irmos mais longe, esta cultura de ganharmos. Nós não precisamos de ficar sempre naquele rame-rame, de jogar pro empate. Não.
O chefe do governo, dias depois de ter apontado um salário mínimo de 1500 € num jantar pré-eleições presidenciais, em que no meio de tanta vitória, teve um lapso.
De facto, já começam a ser presidências a mais, mas já agora ainda nos falta uma na nossa área política. Não nos falta. Isso é uma outra confusão, já agora.
Marcelo Rebelo de Sousa entregou o cartão, mas é da família social-democrata. Os olhos já estão no futuro, em Luís Marques Mendes, num jantar que, por ser de Natal, teve direito a prendas. Montenegro ofereceu a Hugo Soares um prato com a imagem do Palacete de São Bento, para que os deputados não se esqueçam do objetivo: apoiar a liderança do governo.
Para não se esquecerem que é dali que vem a inspiração e as boas decisões. Preservar, salvaguardar na Assembleia da República.
Miguel Viterbo Dias, que esteve a acompanhar o jantar de Natal do PSD em Lisboa. Já o líder do grupo parlamentar, Hugo Soares, fez um ligeiro comentário à Lei da Nacionalidade para dizer que, no essencial, o Tribunal Constitucional validou as alterações feitas.
Seguimos com o debate presidencial desta noite. João Cotrim Figueiredo espera que a reunião de hoje entre a UGT e a ministra do Trabalho seja o pontapé de saída para um acordo sobre a legislação laboral.
Uma posição assumida no debate presidencial com António José Seguro esta noite na RTP. O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal diz que ouviu com agrado as declarações de ambas as partes no final do encontro.
Acho que a reunião de hoje foi descrita, quer pelos responsáveis sindicais, quer pela senhora ministra do Trabalho, como sendo produtiva e construtiva, e também a primeira de várias. Portanto, sim, espero que conduza, em diálogo, a um acordo que possa ser aceitável para ambas as partes e que não frustre nem constitua um recuo do governo face à necessidade de adaptar a legislação laboral aos novos tempos. Espero que esta reunião seja a primeira de várias que conduza a um acordo e que a reunião do dia 7, que está já marcada com a CGTP, possa servir também a esse propósito.
Já António José Seguro diz que ficou satisfeito com a nova postura do executivo neste processo de reforma laboral.
Naturalmente que eu fico satisfeito que o governo tenha reconhecido que começou mal este processo. E já se perderam seis meses, ou cinco meses, com a proposta que foi entregue, porque ele fere um princípio democrático. Não foi apresentada em eleições legislativas, no programa eleitoral. Fere um princípio de concertação social, porque falhou na concertação social.
Quanto ao chumbo de parte da Lei da Nacionalidade pelo Tribunal Constitucional, João Cotrim Figueiredo espera que o Parlamento não entre agora numa espécie de braço de ferro com os juízes do Palácio Ratton.
Espero que a Assembleia da República não cometa a loucura de insistir naquela redação. Espero que os partidos que têm interesse em que esta lei entre em vigor, não insistam numa espécie de braço de ferro com o Tribunal Constitucional em que ninguém ganha e que rapidamente possamos ter a lei em vigor.
Já António José Seguro não se pronunciou em relação à decisão do Tribunal Constitucional sobre a Lei da Nacionalidade. O candidato apoiado pelo Partido Socialista aproveitou, no entanto, o debate para fazer um desmentido às declarações de ontem de André Ventura. Seguro diz que nunca se encontrou com o líder do Chega. O próximo frente a frente vai ser entre André Ventura e o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, próxima sexta-feira, na SIC.
Seguimos com as notícias. O ministro da Educação nega ter acusado estudantes carenciados de degradar residências universitárias.
Depois das críticas dos partidos de esquerda, Fernando Alexandre diz que é totalmente falso. Vamos começar por ouvir as declarações iniciais que geraram a polêmica.
E aquilo que nós fazemos no ensino superior é não misturar, é pôr nas residências universitárias os estudantes dos meios socioeconômicos mais desfavorecidos. E por isso é que depois elas se degradam. Quando nós metemos pessoas Que são basicamente todas de rendimentos mais baixos a beneficiar do serviço público, nós sabemos que esse serviço público se deteriora.
Palavras do ministro esta tarde, na apresentação do Plano de Ação Social para o Ensino Superior. Já depois das críticas do PS, PCP, Livre e PAN, Fernando Alexandre recusa ter dito que os estudantes carenciados são responsáveis pela degradação das residências universitárias.
Eu não disse isso, isso é totalmente falso. O que eu disse é que quando tem um serviço público que é usado apenas por pessoas que não têm voz, que são de rendimentos mais baixos, devido à gestão, o serviço se degrada. Foi isso que eu disse. É só ouvir as minhas declarações. Aliás, nós vamos partilhar imediatamente o link, eles foram transmitidas online, com todos e peço que oiçam com atenção, porque aquilo que eu faço ali é uma apologia da mobilidade social, da igualdade de oportunidades.
Fernando Alexandre diz ainda que o PS e outros partidos à esquerda não se deram ao trabalho de ouvir as declarações na íntegra e recusa qualquer cenário de demissão. Antes deste esclarecimento, já o PS dizia que ou o ministro volta com a palavra atrás ou tem que sair do governo. O Livre e o PCP acusaram Fernando Alexandre de estigmatizar os alunos universitários mais desfavorecidos. Entretanto, também André Ventura já reagiu. O líder do Chega diz que as declarações do ministro da Educação foram infelizes.
Sete minutos para lá das 11 da noite. Vamos agora ao habitual espaço de informação local.
A Câmara Municipal de Almada aprovou a proposta de aumento da derrama municipal para 2026. A derrama é um imposto de âmbito municipal que incide sobre o lucro tributável das empresas. A taxa fica assim fixada em 1,5% sobre o lucro tributável, valor máximo permitido por lei. PS e CDU votaram a favor. Já o PSD e o Chega votaram contra. A empresa E-Redes vai ser julgada por um crime de danos contra a natureza em Oliveira de Azeméis. Em causa está o abate ilegal de 63 sobreiros num terreno particular em janeiro de 2023. As árvores foram cortadas por estarem debaixo de uma rede de transporte e distribuição de energia elétrica. De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, a empresa só tinha autorização para cortar oito sobreiros. Em Leiria, os serviços municipalizados de água e saneamento vão manter as tarifas no ano de 2026. A proposta foi aprovada na última reunião do executivo. PSD absteve-se e o Chega votou contra. O serviço de urologia da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro realizou hoje as primeiras quatro cirurgias de remoção da próstata com laser. Os procedimentos decorreram com sucesso. O Hospital de Aveiro estreou esta técnica inovadora com o apoio de médicos espanhóis. A técnica utilizada é considerada vantajosa por apresentar menor risco de hemorragia, redução do tempo de internamento e também resultados duradouros. Em Oeiras, o município e o Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, da Universidade Nova de Lisboa, lançaram as bolsas Bridge Fellowships. Vão ser atribuídas 15 bolsas a mestres ou finalistas do mestrado que queiram prosseguir estudos de doutoramento no ITQB Nova, nas áreas de química, bioquímica, biologia, entre outras. As bolsas contemplam oito meses de prática de investigação. As candidaturas estão abertas até 5 de janeiro. Já é conhecida a programação para o primeiro trimestre do próximo ano nas Casas da Rainha. O Teatro da Rainha celebra 40 anos, vai apresentar peças como "A Noite dos Visitantes" e "Lar Doce Lar", que conta com Maria Rueff e Joaquim Monchique. No que diz respeito à música, há o tradicional concerto de Ano Novo pela Banda Comércio e Indústria e também atuações da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
E fica por aqui o Jornal das 11, edição da jornalista Laura Figueiredo. Já sigue em 40 minutos com Gilmário Vemba.